Notas iniciais
Demorei mas estamos aí

América virou o rosto “Lá vem a perfeitinha” pensou. Olhou novamente para seus pais que sustentavam sorrisos carinhosos e orgulhos em seus rostos enquanto olhavam para Isabella.

__Bom Vamos logo ao ponto, vocês já enrolaram demais – ela disse com a voz gélida.

__Ah, sim. América, você já tem os seus 20 anos e como já sabe está na idade de... Bom, tornar-se rainha – Charlie disse cauteloso examinando o rosto da filha com cuidado, a cada palavra.

América ofegou, esta certamente não era a noticia que ela esperava receber no momento, o choque passou pelo seu rosto.

__Rainha, vocês tem certeza? Bom é uma coisa ótima. Mas vocês ainda tem disposição para realizar este cargo... Vocês podem ajudar-me... Aconselhar... Claro, se for isto mesmo que estão propondo, é claro que eu não... Que eu... – América disse rápido atrapalhando-se um pouco. Ela vibrava por dentro e andava de um lado para o outro, mas seus pensamentos voavam para coisas bem distantes das corretas. América não pensava no bem que poderia fazer ao seu povo continuando o ótimo trabalho de seus pais para que seu reino sempre fosse lembrado – claro que não – América pensava no povo clamando seu nome, as taças erguidas para brindar a sua glória, as garotas – tanto plebeias quanto princesas — cobiçando sua beleza, seu posto, desejando ser ela. Em seus privilégios e nas coisas que conseguiria fazer para si mesma, nos príncipes... Ah os príncipes! Ela gostava que eles olhassem-na, mesmo que ela mesma só tinha olhos para um e que ele nunca seria seu, por causa daquela mulher que o roubou dela... Aquela anãzinha...

Mas o que América nem imagina era que esta pessoa ficaria mais próxima dela do que ela conseguia imaginar.

Os pais de América ficavam cada vez mais ansiosos, não querendo tirar a felicidade da filha e não sabendo como ela iria reagir. E Bella batia o pé direito, um sinal de impaciência, e controlava-se para não dizer nada.

__América minha filha, você sabe as condições impostas para que uma princesa torne-se rainha – Renée enfatizou bem a palavra “Princesa”.

América achou aquela pergunta estranha, mas respondeu – é claro que ela sabia, sempre esperou por esse momento.

__Claro que eu sei – ela revirou os olhos azuis – a menos que a família tenha um filho homem mais velho para ser rei, a filha mais velha deve tornar-se rainha – ela explicou, olhando para Isabella.

“Aposto que ela nem mesmo sabia que essas regras existiam. Também nunca vai ser rainha mesmo” América riu mentalmente.

__Na verdade, você se esqueceu de um pequeno detalhe – sua mãe disse.

América franze o cenho.

__Qual?

Bella não conseguia mais conter-se, ela estava tão contente e queria que América ficasse assim também.

__Vocêvaisecasar – ela disse rapidamente, e depois colou as duas mãos na boca e arregalou os olhos espantada com o que tinha acabado de fazer.

__O que? – América pergunta.

Bella tira as mãos da boca e suspira tentando conter-se.

__Você... Vai... Se... Casar! – ela disse a ultima palavra alto com um sorriso maior do que o sol e igualmente radiante.

América arregala os olhos e começa a tossir como se estivesse engasgada e senta-se em um dos três degraus perto do trono da mãe para tentar se acalmar.

__O que... O que... Que brincadeira mais sem graça é essa? – ela perguntou om a voz fraca vendo tudo girar.

Charlie olha alarmado para Bella que sorri timidamente para o pai, corando.

__Filha, tudo bem? – Renée pergunta preocupada para América.

__Eu tenho que me casar pa-para me tornar rainha? – ela pergunta tentando controlar sua respiração ignorando a pergunta de sua mãe.

Charlie suspira.

__Sim.

__Em quanto tempo?

__Dois meses.

Muitas perguntas passam pela cabeça de América naquele momento. Como conseguiria um marido tão rapidamente? A festa, como seria a família dele? E o seu grande amor? Ela nunca poderia ama-lo. E a principal pergunta: Estaria ela preparada para se casar?

__Não está feliz irmã? Não vê? Vai poder casar-se e ser feliz com seu príncipe e... – a voz de Bella era sonhadora, a cabeça tombada para o lado com os olhos fixos no nada e um sorriso bobo em seus lábios.

América bufa e olha para a irmã sem acreditar no que ela acabara de dizer.

__Feliz! – ela grunhe – como vou ser feliz com um marido que vai ser escolhido em dois meses, às pressas? Com uma pessoa que eu mal conheço? Não seja tão ridícula! – ela praticamente grita as palavras fazendo Isabella se encolher um pouco e revirar os olhos. – Aaah não, mas é possível que vocês já tenham escolhido o por mim né? Assim como decidiram que eu tenho que casar-me sem nem mesmo o meu consentimento! O que vai ser? Vão me vender para um velho asqueroso e chato que fede a naftalina?

__Sério que você pensa isso? Nossos pais nos amam e eles nunca fariam nada parecido com você, não seja pessimista. E você já viu uma princesa se casar com um velho? E do que isso adiantaria? Toso devem ter a mesma idade ou idades parecidas.

__Não conheço nenhum príncipe disponível – ela diz amargamente lembrando-se do seu príncipe que correu para os braços daquele projeto de princesa. Qual era seu sobrenome? “Deve ser um reino bem pequenininho que nem ela” Pensa com um humor negro.

__Sua irmã tem razão filha. Seu... Pretendente não é velho e com certeza nem um pouco feio. Não mesmo. – Renée ri.

Charlie olha-a estreitando os olhos e Renée revira os olhos soprando-lhe um beijo.

__Nossa! Então quer dizer que vocês já escolheram para mim! Oh, como eu viveria sem vocês para tomar as decisões da MINHA VIDA por mim! – ela diz secamente irônica.

__Ah, vamos lá irmãzinha! Não quer nem ao menos saber como ele é? – Bella diz animada batendo palminhas.

__Até você sabia quem era? – América pergunta cheia de descrença.

__Não, mas deve ser o príncipe mais perfeito que já existiu – Bella diz tentando animar a irmã “Claro, depois do meu” – ela pensa.

__OK. Como Ele é? – América pergunta ainda de mau humor.

Renée sorri.

__ Ele é alto, esguio mas ao mesmo tempo forte, os cabelos meio avermelhados, olhos verdes e muito bonitos e toca piano – Renée disse.

Isabella congelou. Era a mesma descrição.

__Hmmm... Quantos anos ele tem? – América pergunta ainda não muito interessada.

__Vinte e dois – Charlie diz e revira os olhos – América você o conhece. Já participamos de muitos eventos com ele e sua família. Eles são amigos.

__Qual é o nome dele?

Isabella para de respirar.

__Edward. Edward Cullen.

Isabella fica tonta e se apoia no trono da mãe para recuperar o equilíbrio. Com certa dificuldade começa novamente a respirar. Milhares de pensamentos invadem sua cabeça naquele momento. Seus sonhos que agora pareciam tão próximos de serem realizados... A mesma regra que sempre ficava em sua cabeça desde pequena voltou “A filha mais nova só se casará depois da mais velha”. O seu maior tormento estava prestes a cair e agora pairava sobre ela novamente. Toda sua felicidade, suas certezas, esperanças... Simplesmente sumiram. Seu futuro estava totalmente mudado agora, voltando à estaca zero, mas dessa vez pior; desta vez não havia esperança. Do que adiantava o casamento da irmã agora? Ele era como sua lei Aurea. Mas agora do que adiantava? O Edward. O seu Edward — ou quase seu – não poderia juntar-se a ela no seu “felizes para sempre”. Pois não teria um “para sempre”.

__Com licença – ela diz embargada tentando conter o choro, interrompendo o que quer que América estivesse dizendo.

__Tudo bem querida? – Renée pergunta.

__Sim – ela sussurra baixinho e se vai, não se importando se eles ouviram ou não. Era o máximo que podia fazer sem se desfazer em lagrimas ali mesmo.

Notas finais
Espero que tenham gostado. comentem!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.