The Heart Never Lies.
1 Começo.
Notas iniciais
Final do campionato UEFA. Eu nem sei por onde começar fiz tanta besteira, tanta burrada, me arrependo disso, todos os jogadores estão brincando outros tomando energéticos e alguns brincando com bolas. Desculpe não me apresentar, meu nome e Tom Kaulitz sou artilheiro do Chelsea. Garoto propaganda da Calvin Klein. Objeto de desejo de varias mulheres.
-Hey Tom. Você não vai treinar?- Gritou Gustav Schäfer o Goleiro.
-Ainda falta uma hora e meia, daqui a pouco eu vou Schäfer.
Minha cabeça rodava meus pensamentos eram milhares, eu queria saber onde ele estava e com quem, senti meus olhos arderem, há como ele me fazia e faz falta, meu Bill, como me arrependo de ter discutido por pouca coisa.
Flashback on.
Alemanha 25 de janeiro de 2011.
-David eu não tenho tempo pra isso. Porque você não liga pra sua ex-mulher e pede pra ela. – gritei no celular.
-Tom, e seu sobrinho! E eu estou do outro lado da cidade, e você sabe que eu odeio a Fabíola, levanta essa bunda malhada do sofá e busca meu filho pra mim. Por favor, são apenas 10min, estou numa fila enorme do supermercado, ainda tenho que pega o Leonardo no futebol, fazer janta...
-Tá. – gritei. – eu pego o moleque.
-Moleque. – rosnou. – Tom Kaulitz.
-Estou indo, e melhor que você capriche no jantar, porque você esta atrapalhando meus planos.
-Quem e a vaca agora. – riu.
-David. Não fale assim das minhas garotas.
-Anda logo, meu filho deve esta esperando.
Merda porque meu irmão tem que sempre estragar meus planos, eu já estava a 1h atrasado para um encontro com a Chantelle, e eu sei que e um nome horrível também acho, mais ela e uma gostosa, tenho certeza que ela vai querer cortar minha cabeça. Melhor do que meu pau.
Estacionei o carro em frente ao colégio do Klaus e desci e não tinha mais criança por ali, por mais que não pareça eu adoro meu sobrinho, ele tem 5anos ele e genial. Foi muito difícil no começo para meu irmão. Pois Klaus e um garoto especial, ele nasceu com síndrome de down. Acho que estava atrasado. Merda.
-Hey você é o...
-Tom Kaulitz. –sorri. -Torcedor dos Blues?
-Fanático. – eu e ele rimos. – esta perdido?
-Na verdade não. Eu vim busca meu sobrinho, acho que estou um pouco atrasado. — falei olhando para o relógio.
-Um pouco?- falou uma voz grossa. – 40min.
Virei para trás para ver a criatura que falava comigo num tom de deboche, quando me virei encontrei um homem de moicano enorme maquiagem, uma calça jeans cinza clara rasgado no joelho e uma regata preta, e um jaleco branco causava um tênis preto de cano alto. Nunca pensei que iria dizer isso, mais o Klaus esta bem de professor.
-Desculpe mais o transito há essa hora é um caos. – disse de maneira educada.
-Tudo bem não impor... – olhou para o porteiro. – Vou busca o Klaus.
Vi o ser de moicano entrar no colégio novamente, deus como ele era lindo, nunca gostei de garoto mais esse eu abri uma exceção, ele era perfeito pra mim, lindo os traços de seu rosto olhos meu deus eu acho que eu bebi muita cerveja essa tarde. Logo Klaus veio ate mim, correndo e gritando. Não pude deixar de rir.
-Oi garotão. — peguei-o no colo. – seu pai pediu pra mim vim te buscar, já deu tchau para seu professor? Qual e seu nome mesmo?
Vi que ele sorriu, pegou Klaus de meu colo e o abraçou, logo deu um beijo em sua testa o qual eu invejei, e ouvi-o sussurrar algo em seu ouvido.
-Tchau garotinho. Poderia avisar ao David que tem alguns avisos na agenda dele. – sorriu.
-Claro que posso. – respondi rapidamente. – Se você me der seu nome.
Ele gargalhou e passou a mão nos cabelos, e virou de costas acenando logo ouvi ele gritar um ‘’Tchau Kaulitz.’’ O pior que ele saiu rebolando, esse garoto me mata ainda. Suspirei, arrumei o Klaus no carro e me dirigi novamente pra casa.
Alemanha dia 26 de janeiro de 2011.
Mais uma vez estava parado em frente ao colégio de meu sobrinho, dessa vez por vontade própria, tinha chegado mais cedo do que o previsto, algumas pessoas já estavam perto do portão esperando seus filhos. Não demorou e uma mulher trouxe Klaus.
Falei mal mentalmente, eu queria ver aquele garoto, que eu nem sabia seu nome, eu ate perguntaria ao meu irmão, mais com certeza ele me chamaria de veado, gay, cafajeste, e outras coisas, então deixei baixo. Arrumei qualquer desculpa para entrar no colégio. Andei por um longo corredor, e logo parei quando avistei o professor de Klaus conversando com duas mães, uma se jogava pra cima dele e outra era mais quieta. Há que ódio.
Ele olhou para mim... Quer dizer para Klaus, mais vamos fingir que foi pra mim, pediu para as mães o acompanhar e os três entraram em uma sala, e o não os vi sair mais, raiva era a palavra que se passava em minha mente.
Quatro dias depois...
Olhei para fora do meu carro e as crianças estavam sendo liberadas, David já estava desconfiando que eu estivesse querendo alguma mãe, antes fosse uma mãe, melhor do que ser ignorado por aquele professor. Tinha descoberto seu nome era Bill. Bill Trümper. Descobri graças ao meu sobrinho. Eu estava ficando com raiva de mim já.
O campeonato estava ai e eu so pensando nele, no professor de alunos especiais, eu tinha que me concentrar no futebol, e menos nele já que me pagavam uma fortuna, eu amo meu time e tenho que vencer. Aquele garoto era estranho, meus truques de abordagem não funcionavam com ele. Talvez eu devesse cantar tocar alguns instrumentos, pular ou pagar qualquer tipo de mico, mais isso não iria acontecer.
Peguei meu sobrinho pela mão e seguimos por um corredor que eu o tinha visto algumas vezes, de longe pude ver ele sentado em uma cadeira, e uma mesa cheia de papeis. Bati na porta e entrei.
-Bill? – ele me olhou assustado. – O que foi? Também tenho fontes.
Bill riu e retirou a toca da cabeça, e arrumou os cabelos com uma mão.
-Mais eu tenho mais fonte que você. – ele torceu a boca e retirou o jaleco. – revista, jornal, TV...
-Há então sabe quem eu sou?
Perguntei, ele riu estava arrumando alguma coisa, me sentei-me a mesa em que Klaus estava e fiquei o admirando.
-É quem não sabe Kaulitz. — pegou a bolsa. – Única coisa que eu não sei, e o que você quer tanto comigo.
-Não posso mais me interessar no futuro do meu sobrinho?
Ele começou a rir.
-Conta outra Kaulitz. –continuou a rir. – Veja bem, eu não sei o que você viu em mim, mais definitivamente eu não faço seu estilo. Então por favor, pare de perde seu tempo.
Nem uma garota tinha falado isso pra mim, pelo menos as normais, eu estava com raiva dele, esse professorzinho, queria arrancar esse jaleco dele e fazer ele gosta de mim.
-Você não me conhece.
-Eu acho que conheço. – fez uma cara de pensador.
-Veja bem, não acha que o simples fato de eu estar aqui me humilhando, mostra o quanto eu posso surpreender? – fez cara de confuso mais logo riu.
-Kaulitz, sem quere te ofender mais... Você não faz meu tipo.
O que? Como assim não faço o tipo dele, sou rico, jogador de futebol, modelo, e tenho um corpo que todo mundo queria, cobiçado por varias mulheres. Ele deve usar drogas?
-Você usa drogas.
Ouvi ele gargalha e joga a cabeça para trás, uma cena muito linda, ele era lindo, rindo era melhor ainda.
-Kaulitz, so porque não morro de amores por suas coxas e bumbum, não significa que eu...
-Significa que você repara. – sorri fazendo o corar.
-Significa que você esta tomando meu tempo. Por gentileza vá procura seu sobrinho, e vá canta algumas mães.
Pegou sua mochila e segui pra fora, peguei a mala de Klaus que estava sobre a mesa e segui professorzinho, em um movimento rápido, segurei seu braço e o fiz encostar seu corpo ao meu, meus olhos perderam o foco, lambi meus lábios e os mordi de leve, quando olhei aqueles lábios carnudos próximos ao meu.
-Um almoço, pra pagar todos os dias que eu perdi aqui. – falei próximo a sua boca.
-Não. – colocou sua mão quente sobre meu peito.
-Um almoço, e eu deixo você em paz... Se você quiser.
Bill respirou fundo e revirou os olhos, foi separando nossos corpos de vagar, e olhou para o lado, encontrando Klaus sentado num banco de madeira.
-Um almoço. – olhou pra mim e sorriu de lado.
Der repente nasceu um sorriso enorme em minha boca, não me contive e beijei a bochecha dele, percebi que ele limpou, mais como estava feliz deixei de lado, fui ate o Klaus e peguei no colo e o rodopiei.
-É so um almoço Kaulitz. E pra você me deixa em paz.
Saiu rebolando, ai esse garoto ainda me mata, segui pra fora de mão dada com meu sobrinho, entramos no carro e fomos pra casa, e eu com o sorriso enorme.
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