The Heart And Darkness

14 De volta em casa.


Notas iniciais
1.OOO DESCULPAS, GENTE! Sério mesmo, mil desculpas pelo super atraso. De início eu havia ficado doente (lá pro dia 6 de março) e fiquei de cama. Aí, após uma semana eu estava melhor, mesmo com a suspeita de estar com tuberculose (ainda bem, eu não tenho nada. ) e chegamos ao dia 12. No dia 12, houve um problema na internet da área onde moro e uns erros na conta me fizeram ficar sem TELEFONE e INTERNET. (Kih inner: FFFFFFFUUUUUUUU- lol) Mas enfim, aí quando eu fui pra casa de uma amiga passar uns dias, a net voltou em casa: mas a surpresa? O rotiador queimou e meu notebook não queria conectar. Após essa minha looooooonga jornada sem internet, EU VOLTEI. MWAHAHAHA (credo) e adiantei TH&D ATÉ o capítulo 21! É, fiquei sem net e escrevi feito doida. ù_ú Mas chega de enrolação, que aí está o capítulo sobre onde a Nina mora! xD

Havia então desembarcado do trem. O cheiro de fumaça, pessoas correndo para todos os lados na estação e ninguém estava ali, lhe esperando. Não ligou muito para aquilo, sabia que iria acontecer de qualquer maneira. Em suas costas estava a sua mochila e em sua mão uma mala com rodinhas. Estava saindo daquele lugar movimentado e assim chegou a rua. A mala tremia em sua mão devido a rua antiga que ali era, ainda feita de tijolos em cor acinzentada. Suspirou e olhou ao redor: nada havia mudado por ali. Mas um cheiro gostoso invadiu seu nariz: o cheiro de pão fresquinho logo pela manhã. Olhou para o lado e ali estava uma daquelas padarias antigas onde a comida era preparada em forno a lenha. Sorriu e queria ver se o tio a reconheceria.

— Bonjour! – Disse um terno “bom dia” em francês.

— Oh, mas não posso acreditar! Querida! – O homem começou a gritar pela esposa ao ver a menina chegando. – Adivinha quem está de volta? – O homem usava um avental brando e em seu rosto um enrustido bigode negro. Usava um chapéu de cozinheiro e logo ao seu lado uma jovem senhora de cabelos ruivos apareceu.

— Não posso acreditar! Nina, você voltou! – A mulher lhe deu um beijo em cada lado do rosto. A garota não podia evitar de se sentir bem e querida com aquela recepção calorosa e assim retribuiu a hospitalidade.

— Como vão, tio, tia? – Disse sorrindo de modo bastante simpático.

— Oh, educada como sempre! Puxou o lado da família de sua mãe! – Disse o homem se gabando por aquilo. – Mas pelo que vejo está muito magrinha, aposto que não andou se alimentando direito enquanto esteve fora. Tome, pegue um pão novinho que acabou de sair. – E lhe dera um gostoso pão francês. Não podia negar que depois de um dia em Twilight Town sem dinheiro algum a fez ficar morrendo de fome. Comia com uma rapidez admirável o que fez seus tios se assustarem. Mas após comer ela explicou o que havia acontecido e assim seu tio lhe deu mais dois pães, pra ir comendo enquanto fosse para casa.

— Hm, que pão gostoso. – Ela não podia deixar de se gabar por estar comendo aquilo. As ruas ainda eram bem movimentadas naquele lugar. Guardas com suas armaduras andavam por aí, o comércio movimentado, crianças correndo e acima de tudo, o mais interessante: Os ciganos que andavam por aí às escondidas. Não tinha nada contra eles e achava que prender ciganos era errado, eles tentavam ganhar dinheiro do modo deles e nunca havia visto UM sequer saquear alguém. Estava dando mais uma dentada no pão quando uma visão a deixou com pesar: crianças procurando comida dentro o lixo. Congelou com a visão, então se aproximou deles olhando para o seu próprio pão e para o outro que ainda estava inteiro. Sorriu e chamou as criancinhas lhes dando seu alimento. Os olhos de ambas brilharam e agradeceram, enquanto corriam com a comida em mãos. Nina se sentiu satisfeita com a própria boa ação, mas seu estômago reclamou. Coçou a cabeça e seguiu andando enquanto via um alvoroço na praça. Ela sorriu e então viu as decorações espalhadas por todo lugar. Fitas coloridas, máscaras penduradas pra todos os lados, música alta e uma onda de pessoas vestidas de modo engraçado. A garota sorriu e bateu na própria testa: havia voltado logo no dia do festival de máscaras de Paris! Animou-se com aquilo e tendeu a correr para ouvir a música alegre que tocava em todos os lugares, ela adorava desde criança aquele clima festivo.

— Não, antes eu irei em casa. – E passou direto esbarrando em muitas pessoas em muitos lados, até chegar a uma rua estreita e por ali achar uma casa simples. Tinha dois andares e parecia mal pintada, além de todas as janelas e a porta principal estarem fechadas. Aquilo não lhe era surpresa, então se aproximou de um vaso e dentre suas folhas achou uma chave. Estava meio enferrujada, mas era perfeita. Na porta ela se encaixou perfeitamente e abriu, e assim Nina conseguiu entrar em casa. Respirou fundo e tossiu.

— Eca! Cheiro de mofo! Papai não deve limpar isso aqui a tempos. – Ela caminhou pela sala e alcançou a escada. Um curto corredor e ela viu que nada ali havia mudado também. Se aproximou de uma porta e deu uma forte puxada na maçaneta, mas esta abriu facilmente. – Uau, ele consertou minha porta! – E entrou em seu próprio quarto. Estava tudo como havia deixado: a cama arrumada, alguns bichinhos de pelúcia, uma mesa, um criado mudo, o armário de roupas e por fim... Um porta-retrato com uma foto de toda a família. Nina pegou o objeto e admirou o mesmo, sorrindo. – Puxa, que saudades disto aqui. Quando me chamaram pro castelo Disney eu não tive nem tempo de pegar essa foto... – E na foto tinham quatro pessoas: Nina com cerca de 4 anos de idade, usava um vestido azul e estava sendo segurada por alguém que parecia ser seu pai. O homem tinha cabelos loiros e olhos azuis bem fortes, enquanto ao seu lado havia sua mulher com cabelos castanhos e olhos verdes, além de uma pele muito alva. Passando o braço pelo pescoço do garoto, Nina sorriu ao olhar este: seu irmão, Febo, era pelo menos na foto, um garoto 14 anos (idade atual de Nina) loiro e de olhos verdes. Tinha já quase a altura do pai, sendo mais alto que a própria mãe. – Puxa, e lembrar que com essa idade ele foi treinar do outro lado do país. – Disse a garota sorrindo. – Ele deve estar até meio parecido com o papai. – A garota pôs o porta-retrato encima do criado mudo novamente e então abriu a janela, deixando o vento circular por aí depois de tanto tempo. Entrou no quarto do pai e abriu as janelas de lá, depois as do irmão, as da sala... E assim ela deixou o ar circular melhor por lá, até resolver limpar tudo. Perdeu uma parte da manhã nisso e depois de feito ela correu para a rua. A movimentação só tendia a aumentar, pois não era todo dia o festival dos tolos. Correu para a praça e olhou para a Notre Dame, aquela imensa igreja que a tudo assistia, que a tudo era cúmplice. Aproximou-se desta e empurrou a imensa porta de entrada, tendo até mesmo dificuldades para isso. A catedral era simplesmente gigantesca por dentro, com suas muitas abobadas e castiçais iluminando tudo. A garota se reverenciou e correu por um lado do amplo lugar, achando uma escada escondida atrás de um corredor. Subiu pelo mesmo por um longo tempo, ficando cansada depois de tantos degraus em seqüencia. Já estava em um lugar onde era possível ser os sinos da igreja e assim chegou a um andar. O lugar era cheio de cristais pendurados e muitos trabalhos em artesanato, sem falar que logo mais na frente era incrível a visão que se podia ter de tudo. Sentiu-se incrivelmente bem por estar ali e chamou:

— Quasimodo...? – E para o seu susto três vultos negros apareceram. Nina recuou, mas graças a luz rapidamente pode ver quem eram: As gárgulas de pedra.

— Nina! – Disse uma delas. Pelo seu tom de voz poderíamos até dizer que era o de uma mulher, mas era pedra em forma de estátua. Esta saltitou para perto da garota e a abraçou. – Você cresceu enquanto esteve fora, menina!

— Oh, é a adorável senhorita Nina! – Disse a mais alta das gárgulas sendo cortês.

— Fala aí, pirralha! Como é que foram as paradas lá fora? – Perguntou um terceiro que muito mais parecia um javali com chifres esculpidos em mármore. Este deu uns tapas amigáveis em suas costas e sorriu. Repentinamente fora possível escutar passos virem da escada. Subitamente os quatro pararam de sorrir e puxaram Nina para um canto tentando escondê-la. Passou então a observar escondida de dentro de um cesto, e ela pode ver quem havia aparecido. Suas vestimentas negras eram arrastadas enquanto andava e isso a assustou mais uma vez. Olhando pela parte de baixo a garota acho que era Maleficent, mas não: era um homem. Suas roupas lembravam a de um padre e suas mãos já eram um tanto enrugadas, sem falar em seus cabelos grisalhos quase brancos. Sua voz era grossa, mas um tanto calma e assim chamou:

— Quasimodo? – Perguntou com aquela voz imperialista. E então mais passos poderiam ser ouvidos e surgiu um rapaz. Suas costas eram tortas e curvadas, formando uma espécie de caroço logo atrás da cabeça. Seu rosto era um tanto deformado e por cima do mesmo um curto cabelo ruivo, que o rapaz aparentemente problemático deixava cair sobre a face no intuito de se esconder. Ele veio correndo atender ao chamado do mestre e permaneceu quieto, esperando este falar. – Hm, temos visitas por aqui...? – O homem perguntou friamente.

— Não, mi lorde. Por que pensa isso? – A voz do rapaz era jovem, o que daria para lhe considerar uns 20 anos de idade no máximo. Seu mestre lhe observou atentamente e então constatou que o garoto falava a verdade.

— Pensei ter ouvido vozes... Mas deve ser a influência do populaxo logo a baixo. Esses pecadores... Admiradores de uma festa satânica criada pelos ciganos. É por isso Quasimodo, que eu lhe protejo. Não quero que se envolva com pessoas ruins e que possam influenciar seu bom coração. – O ruivo se encolheu diante daquelas palavras tão frias e o homem deixou sobre a mesa um cesto com uvas e vinho. Caminhou de volta para a escada e anunciou. – Evite admirar o festejo, seu intimo é corroído por pecados e bruxos. – E assim saiu do local. Quasimodo sentou-se em sua mesinha de trabalhos e comeu uma uva enquanto abria a bebida. Seu rosto cabisbaixo devorava a comida e a bebida ao som de tanta alegria que vinha das ruas, mas foi surpreendido por Nina (que ainda estava dentro de um imenso cesto). Esta sorriu para o amigo e abriu os braços.

— Olá Quasimodo, eu voltei! – O ruivo sorriu para ela e correu para abraçá-la.

— Nina, quanto tempo! – E a ergueu, girando o corpo deixando a menina um tanto tonta. Enfim a soltou e eles começaram a conversar sobre o que havia se passado naquele longo tempo de separação. Estavam bem e as gárgulas se aproximaram, deixando a conversa mais animada. Falaram de quase tudo até Nina tocar no assunto:

— Então Quasimodo, quando vai desafiá-lo e ir andar pelas ruas de Paris? – Perguntava de modo animado, porém ela sempre se esquecia de que era uma das poucas pessoas que aceitavam a aparência do deformado. Ela então percebeu o que havia falado e resolveu se calar. – Ah... Desculpa. Eu... Não deveria te perturbar com esse tipo de-

— Não, você tem razão. – Disse Quasimodo. Este se levantou e jogou uma capa escura sobre seu corpo. – Quer ir comigo ao festival dos tolos, Nina? – Ela não iria mentir que se preocupou com aquilo, mas sorriu. O sineiro finalmente iria descobrir o que é liberdade, então ela topou, se levantando também. As gárgulas os aplaudiram enquanto corriam até o corredor do lado de fora da catedral e o ruivo pegava uma corda. Amarrou-a firmemente a uma pilastra e disse tão eufórico para Nina. – Vamos, suba em minhas costas!

— Tem... Certeza? – A garota estava um tanto receosa.

— VAMOS! Quem está com medo agora é você! – Ele zombou provocando-a, o que a fez correr e pular nas costas deste. Estavam a uma altura considerável, mas antes que Nina pudesse ao menos prender a respiração... Ele pulou. Desceram a toda e Quasimodo soltou a corda. Agarrou-se em um poste e ao notar, já estavam na praça. A alegria era muita. Ciganos corriam, crianças brincavam, todos cantarolavam. Confetes e serpentinas voavam pra todos os lados como se fosse chuva, sem contar o bobo da corte animando a todos. O aleijado escorregou pelo poste e então chegaram ao chão, onde Nina finalmente o soltou. Tentavam de tudo para se esconder entre a multidão e não serem notados pelos guardas, pois se Quasimodo fosse identificado... Seria um terrível problema. Correram, mas pelo menos estavam tentando aproveitar a ocasião. Mas Nina via agora a sua frente, montado em um cavalo, um estorvo e uma surpresa: Febo, seu irmão mais velho, utilizava as roupas de um capitão real. Ela não o via a anos, mas o reconheceu imediatamente. Puxou Quasímodo por um outro lado da multidão e assim sumiram.

— Estou começando a ficar com uma profunda raiva da Maleficent... Ah, eu estou sim. – Dizia Pete, enquanto andava por um escuro cemitério seguido por uma nova leva de Heartless.

Notas finais
Uh lálá! O que será que está por vir com esse aclamadíssimo festival dos tolos, muito conhecido no mundo de "O Concunda de Notre Dame?" =D A propósito, pra quem não se lembra do Capitão Febo (que coloquei como irmão de Nina) é o casal da Esmeralda e amigo do "Quasí". -> http://i39.tinypic.com/2h7pfg8.jpg (O loiro gente, o loiro! *apanha*) xD