The Heart And Darkness

17 Amigos de agora.


Notas iniciais
Aproveitando o feriadão e postando um pouquinho mais rápido.

Estava de frente pra um grupo de homens com afiadas espadas e um sujeito gordo que comanda um exército de Heartless a mando de uma bruxa. Respirou fundo e deu um sorriso sarcástico.

— To começando a achar que devo parar de meter o meu bedelho em tudo. – Nina ria forçadamente enquanto segurava a chave que emitia um fraco brilho na sua mão.

— HOHO! Sabe que eu acho a mesma coisa? – Pete ria também, então estendeu a mão na direção da garota e os bichinhos negros começaram a saltar indo atacá-la. “Eu ainda vou conseguir deixar de arrumar confusão, mas... Enquanto isso...” Heartless e mais Heartless pulavam sobre a garota e nisso Pete olhava ao redor despreocupadamente. – Alguns bichinhos desse vão dar conta do recado. – Um sorriso malicioso estava estampado em sua cara, porém o mesmo sumiu em questão de segundos quando viu alguns de seu exército serem jogados longe. – Mas o que...

— Por essa não esperava, né seu gordo? – E nas mãos de Nina havia uma arma. Sua guarda parecia ser feita de raízes e ligando com o extremo resto, um trevo de quatro folhas. As raízes envolviam o cabo até a ponta e no fim pareciam ser duas asas de borboleta azul emolduradas. A cor das mesmas era azul e pelo brilho que nelas batiam, eram muito afiadas. A garota tinha em mãos uma arma poderosa e ela voltou a rir satisfeita. – Que tal uma briga contra... Uma escolhida da Keyblade?

— O que? – O gordo ficou paralisado ao ver o objeto na mão da garota. Mas como? Isso não deveria ter acontecido. Que condições ela tinha pra ser uma escolhida? Ela girou de modo rápido a guarda da arma e andou da direção dos Heartless. Um deles pulou contra ela e em um simples movimento o cortou ao meio, fazendo um coração subir e sumir e o corpo negro se desmanchar. Sem nem ter o que pensar, Pete saiu correndo e Nina resolveu segui-lo. Mas guardas se jogaram na frente da garota e ela bufou. – Não me façam enfrentar vocês!

— HAHAHAHAHAHAHAHAHA! – E os guardas riam da garota, fazendo esta ficar furiosa.

— Já to começando a ficar fula da vida com esse lance de rirem da minha cara... – E correu contra um deles e pulou, acertando um chute da barriga do alvo e o fazendo se desequilibrar devido ao peso da armadura que usava. Nessa hora os outros pararam de rir e sacaram as espadas, avançando contra esta. – Como vocês são maus, avançar contra uma garota que ainda nem fez quinze anos. São tão insensíveis... – E nisso ela se abaixou, desviando da espada de um e do soco de outro, fazendo ambos se colidir. Pulou sobre o guarda que já havia derrubado e começou a correr pelo corredor do esgoto. Todos começaram a segui-la, até que... Ela ouviu um bode?

— De fato, como ela disse... Como são maus por avançar em uma garotinha. – E assim uma cigana de cabelos negros e ondulados parecia dançar e lutar ao mesmo tempo. Nina sorriu ao ver o bode acertando a bunda de um dos guardas e o fazendo voar longe, enquanto a moça tacava uma espécie de fumaça no chão e sumia, reaparecendo em outros lugares, acertando e acabando com quase todos do grupo. – Corre garota, eu os distraio. – Mas nisso Nina retirou o amuleto que Axel havia lhe dado e o tacou para ela.

– Entregue para o sineiro da Notre Dame quando achar que é necessário. – E a mulher pegou o colar e se assustou. Perguntou-se mentalmente como a menina havia conseguido algo do tipo, mas deixou pra lá. Por fim todos os guardas estavam no chão e Nina corria rapidamente, querendo alcançar Pete. Pro seu azar (enquanto ela corria praticamente as cegas no escuro) bateu em algo que corria velozmente da direção contrária. Fez o favor de conseguir se manter em pé, pois não estava afim de sujar o vestido novo em água podre de esgoto. Sacudiu a cabeça e resmungou baixo.

— Porcaria... Isso vai deixar um galo... Quem está aí? Pete?

— LEE! É A NINA! – E um isqueiro foi aceso no meio da escuridão, revelando um Eros com a testa machucada, mas com um agradável sorriso no rosto.

— Uau, quando disse que ia voltar pra me buscar eu não havia imaginado que seria apenas dois dias depois de sairmos do castelo. – Seu tom de voz era realmente surpreso.

— Sabe que eu pensei a mesma coisa? – E logo atrás de Eros surgia Lee, com roupas em tons verde claro e escuro, compondo um estilo chinês tradicional. E por cima, o seu cabelo negro e escorrido caindo-lhe sobre os olhos, que o garoto insistia em tentar puxar pra de trás da orelha, porém sem sucesso.

— Conversamos mais tarde! Pete está aqui e ele trouxe uma leva de Heartless. Ele está aprontando alguma em nome de Maleficent e eu não to gostando disso. – E Nina se dispôs a correr (de novo) atrás do gorducho, sendo logo seguida por Eros e Lee. – E ah! Eros... Gostei da saia! – Brincou a garota, enquanto Lee segurava o riso e o ruivo se segurava pra não explodir.

— São roupas do meu mundo! É comum esse tipo de coisa na Grécia, ta? – O garoto tentava se justificar até tropeçar em algo. Era o primeiro degrau da escadaria que levaria ao cemitério e por ali seguiram até empurrar a tampa da falsa sepultura e sair no ar frio e escuro.

— Ali! – E Nina apontou para o ser gordo que corria desesperadamente, até abrir um portal e se jogar no mesmo, sumindo de vista. -... Odeio quando as pessoas fazem um portal e somem sem nem explicação. – Disse a garota bufando.

— Como assim? – Perguntou Lee sem entender.

— Ahn... Bem, Maleficent fez a mesma coisa. – Tentou explicar de um modo o mais simples possível. – Nem cheguei a poder bater nela. Bruxa maldita... Hehe. – Por algum motivo preferiria não falar de Riku, pelo menos por enquanto.

— Bem, agora que o Pete se foi, o que faremos? – Eros olhou para o cemitério e coçou a cabeça. – Sabe, aqui não é o meu tipo de ponto preferido pra bater um papo.

— Vamos lá em casa, preciso pegar minhas roupas... E indo até lá, eu conto algumas coisas que andaram acontecendo. – E se guiando pelas poucas e distantes luzes que vinham de paris, eles caminharam até lá, pra chegar à casa de Nina.

-... E é isso. – Finalizou a menina enquanto abria a porta de casa. Lee e Eros ficaram olhando pra garota um tanto assustados e não disseram nada. Entreolharam-se e adentraram na casa da amiga, enquanto a seguiam e subiam as escadas pra chegar no quarto desta. Ela pegou a mochila que ainda não havia desfeito e jogou nas costas, enquanto retirava a mala de rodinhas debaixo da cama e se preparava pra puxar esta. – Ah, esperem. Vou trocar de roupa. – E pegou suas roupas habituais, se trancando no banheiro.

-... Lee, você entendeu... Alguma coisa do que ela disse? – Perguntou Eros, que olhava vidrado para a parede como se estivesse hipnotizado.

— Recapitulando: Ela conheceu um escolhido da Keyblade doente e às vezes o visitava na enfermaria do Castelo Disney. Eles ficaram amigos e ele partiu assim que Maleficent apareceu no castelo, deixando tudo pra trás com o propósito de destruí-la. Nisso, Nina acabou dormindo na viagem de trem e acordou em outro mundo, estando em Twilight Town e acabou conhecendo OUTRO escolhido da Keyblade. Nisso, ela mal chega aqui e descobre que Pete já quer fazer outra invasão a mando daquela bruxa. Ela reencontra um amigo de infância que dá a ela uma chave que quando cresce parece se tornar uma Keyblade. – Lee suspirou e olhou para o ruivo. – Sacou agora?

— Lee...

— Sim?

— Foi apenas uma pergunta retórica, sabia?

— É que como você as vezes me sai meio lento, eu tento explicar e resumir ao máximo. – E enquanto Lee olhava o singelo quarto da garota, ela saiu do banheiro com suas roupas habituais: Uma blusa branca sob uma jaqueta azul, combinando com a saia da mesma cor. Subindo por suas pernas, uma meia branca que alcançava logo mais acima do joelho, enquanto suas botas marrons estavam abaixo dos mesmos. Seus cabelos estavam presos de novo e ela sorriu.

— Aqui pode até ser o meu mundo, mas o hábito de usar estas roupas aqui... – E ela se sentou na própria cama ao lado dos amigos. – Mas certo, nos encontramos de novo. Agora... Pra onde vamos?

— Achei que você pudesse responder melhor do que nós a essa pergunta. – Disse Lee rindo.

— Nina, você é... Uma escolhida da Keyblade! – Disse Eros de repente. A garota olhou então para a pequena chave em sua mão e pensou: “Será que sou mesmo?”

— Não creio que seja assim: PÁ! Você é um escolhido! Eu nem tenho certeza de que isso aqui é uma...

— Então vamos fazer o seguinte, procuramos um escolhido ou vamos ao castelo Disney e tentamos resolver a situação. O que acha? – Disse o ruivo coçando a cabeça e olhando para o objeto na mão dela.

— Talvez seja uma boa idéia. – Respondeu um tanto pensativa. – Mas teve uma coisa que não mostrei a vocês... – E ela tirou do bolso mais dois saquinhos, que ao todo seriam três do que Axel havia lhe dado. – Lea disse que eu poderia usar cada um em uma situação que eu achasse certa tal, e... Acho que é certo agora. – E assim ela estendeu a mão para Lee e Eros, onde cada um pegou uma das pequenas bolsinhas e as olharam.

— Tem certeza? São seus... – Lee segurava o dele como se não tivesse nada dentro do recipiente bege.

— Vocês são meus melhores amigos, quero que fiquem com isso pra caso qualquer coisa imprevisível acontecer... Vocês estarem protegidos. – Ela os olhava seriamente, mas em seguida sorriu. Ela pegou mais uma vez as malas e saiu do quarto, sendo seguida pelo ruivo e pelo oriental. Após chegarem à sala, ela se virou para os dois. – Então, já decidimos pra onde realmente vamos?

— Vamos ao Castelo Disney falar com a Rainha Minnie. Depois do que vimos aqui, está óbvio de que Maleficent quer atacar vários mundos, como aconteceu a pouco mais de um ano. – Observou Lee, enquanto caminhava. Eros concordou acenando com a cabeça e nisso Nina apertou o passo.

— A propósito... Pra onde estamos andando mesmo? Quem mora nesse mundo aqui sou eu, esqueceram?

— O Eros deixou a lata-velha dele estacionada lá no cemitério. – Constatou o garoto oriental, ao mesmo tempo em que dava um olhar reprovando o amigo.

— Ah, não! Não me olha assim não! – Disse o ruivo se estressando facilmente.

— Ta, chega, chega. Parem os dois. Vamos pegar logo o... Vocês vieram em o que mesmo?

— Meu pai chama aquilo de carro.

— Ta, vamos pegar o tal carro e ir embora. Só estamos perdendo tempo. – E nisso os três voltaram correndo para o cemitério indo pegar a pequena nave chamada de “carro”, com o objetivo de voltar para o castelo Disney.

Notas finais
Tenso, se pensarem bem, a Nina não chegou a completar um dia no mundo dela de volta e as coisas já estão tensas. É, até sábado ou domingo porto mais um capítulo.