The Guardians

25 Episódio 5- Capítulo 1- Will


Notas iniciais
Mais um novo Episódio inicia-se esta semana. Espero que gostem!

— Rapaaaz! Esse é literalmente o segundo melhor presente que eu já ganhei na vida! — Leo exclamou.

— E qual teria sido o primeiro? – Cléo perguntou.

— A boina, minha cara — ele a tirou da cabeça e fez uma reverência para a garota — A boina!

— Will? — virei para ver Kevin chamando — Tá tudo ok? Você parece meio confuso com o que está acontecendo.

O loiro me disse. Confuso? Eu? Imagina. Eu já me acostumei a não tentar entender as explicações por trás desse mundo mágico. Mas vocês devem estar se perguntando: o que exatamente está acontecendo? Bom, há exatos sete dias atrás, eu e Jack nos aventuramos no covil do inimigo, na tentativa de transmitir meus poderes para ele. Acontece que, obviamente, eles nos traíram e ambos fomos vencidos pelas forças opostas. Eu acabei preso a uma máquina e parte da minha energia vital foi sugada. Com sorte, o restante dos guardiões apareceram antes que Elize tivesse a chance de recarregar a máquina. Segundo Riley e Amanda, menos de 5% da minha energia foi absorvida naquela noite. E se apenas isso foi o suficiente para me desacordar por um dia, eu imagino o que a máquina em potência máxima é capaz de fazer.

De qualquer forma, no dia seguinte eu acordei e Jack estava do lado de fora da enfermaria me esperando. Na verdade, ele foi o primeiro rosto que eu vi ao acordar. Seguido pelo de seu pai, que apareceu logo atrás dele. Eu e Jack fomos “convidados” a ir ao escritório de Eric e levamos a maior bronca de todos os tempos. Ele não se cansou de repetir as palavras “irresponsáveis” e “inconsequentes”. Acho que seu discurso foi algo do tipo:

“...um ato ridiculamente inconsequente vindo da pessoa que eu mais confio que irá sempre fazer o que é certo nesta base. Você não só colocou sua vida em risco, mas a de toda a equipe. — Eric gritava para seu filho, que escutava atentamente encarando o chão, incapaz de olhar o pai nos olhos — Scarlett está com um enorme corte no pescoço, Will desmaiou por cerca de um dia e o restante da equipe está ferida, debilitada e cansada. Tudo por que um garoto de 18 anos não pode aguentar a chegada do Guardião do trovão! Sua atitude foi irresponsável, imatura e ridícula. Graças a você, o Guardião das Mentes quase foi despertado e nossa equipe reduzida…”

A bronca seguiu por mais um tempo e eu realmente não gosto de me lembrar dela. Mas resumindo o que veio depois disso, Eric disse que a punição por um ato de tanto risco como esse seria a expulsão da base, o que não é nada bom, já que estamos em guerra e os guardiões do nosso lado não poderiam nos ajudar. Jack no entanto, tentou assumir a culpa e me livrar da pena — esta inclusive foi a única coisa que ele disse desde que havíamos entrado naquele quarto. Coisa que eu o impedi de fazer assumindo total responsabilidade. E ficamos nessa disputa de qual de nós levaria a culpa absoluta por uns largos minutos. Eric achou esse ato muito nobre e decidiu que ambos permaneceríamos no Templo. Contanto que, nunca mais fizéssemos algo do gênero — isso inclui batalhar entre nós — e, que Jack se tornasse meu novo treinador. Se bem me lembro, as palavras de Eric foram: “Quem melhor para treinar a Will se não alguém que estudou para ter esses poderes desde pequeno?”.

Quando Eric nos dispensou e ambos demos um abraço de alivio e alegria, vi pelo canto do olho um sorriso de aprovação no rosto de Eric. Como se, lá no fundo, ele soubesse que tudo o que precisávamos para nos entendermos era passar por apuros juntos. Ainda assim, o mestre continua furioso com seu filho, e exige que eu faça uma reportagem sobre o progresso diário dele. Isto inclui como ele vem tratando os outros membros e se parece realmente sentir remorso pelo que fez.

Desse dia me diante, eu e Jack viemos treinando duas vezes por dia, todos os dias da semana. Cansativo? Super. Mas ao mesmo tempo, surpreendentemente divertido. Jack pareceu finalmente se arrepender, e agora começou a agir como uma pessoa normal. Conversamos muito e eu tenho feito um ótimo progresso nessa semana que se passou. O que me faz ver que nossos treinos vem tendo resultado. Não só minha habilidade aumentou, mas sinto que esse poderia ser o começo de uma nova amizade — e sim, eu perdoo as pessoas com muita facilidade. É uma das coisas que eu gostaria de trocar em minha personalidade. Mas, infelizmente, remorso não e uma palavra que me define.

Enfim, como se isso não fosse o suficiente para ocupar minha agenda, ainda tive que me encontrar com Riley para que ela pegasse minhas medidas. Aparentemente, eu terei um uniforme igual ao dos outros para proteger minha identidade em futuras missões. A roupa até que era bonitinha, o problema foi a cor que sobrou para mim: laranja. Pensando pelo lado positivo, acho que poderia ser pior. Bom, a roupa ficou pronta em poucos dias, quatro no máximo. Mas isso foi tempo suficiente para que Jason e o mestre tivessem uma nova ideia genial. Eles apelidaram de “mudança rápida no campo de batalha”. Eu não havia entendido muito bem o que eles queriam fazer exatamente, creio que Jason vai encantar um objeto para cada um dos Guardiões. E quando ativamos o objeto de certa forma, a roupa magicamente aparece em nós. Hoje, Jason disse que as mudanças finalmente ficaram prontas. Todos nós fomos chamados para ir a sala de estudos do feiticeiro com o intuito de comprovar se sua magia realmente deu certo.

Assim que cheguei na sala, escutei o escandaloso grito de Leo, que exclamou alegremente ao receber um brinco de argola dourado. Depois disso, Kevin se aproximou ao ver minha enorme cara de dúvida:

— Você parece meio confuso com o que está acontecendo- ele disse com um sorriso de lado.

— Mais do que você imagina — respondi.

— AH, Will! Finalmente você chegou — Jason disse vindo em minha direção.

Pelo visto, eu havia sido o último guardião a chegar. Com a exceção de Lucy, todos os outros já estavam lá.

— Enfim, esse aqui é seu objeto — o loiro me estendeu um bracelete laranja.

Ele dava três voltas em meu pulso e continha um pequeno raio — que ficou no topo do meu braço.

— Obrigado — eu agradeci enquanto colocava o bracelete. — Qual foi o seu? — dirigi minha pergunta à Kevin.

— Cinto! — ele respondeu exibindo um cinto preto com um fecho amarelo que ele usava.

— Certo, agora que todos receberam os objetos encantados, quem gostaria de ser o primeiro a testar? — Jason perguntou do meio do quarto.

Todos os outros se olharam com dúvida. Sinto que Jason era um pouco noobi nesse lance de magia, os outros parecem não confiar muito em seu talento.

— Ninguém vai se voluntariar? — ele perguntou meio triste e meio indignado.

— Não nos leve a mal, mas sua magia não e exatamente confiável — Cléo disse colocando uma mão delicadamente no ombro do garoto, o que levou Leo a esquivar seu olhar.

— É, e se falhar o que acontece? Ficamos peladas na frente de todo mundo? – Sky disse imediatamente — Se querem minha opinião, um dos meninos deveria ser o primeiro a testar.

— Claro, como se vocês fossem as únicas a não querer ficar peladas em público! — Leo rebateu.

— Tenho quase certeza de que esse e o caso com mais da metade da população mundial. — Deuce devolveu.

— De que lado você está? — Leo disse.

E logo, os cinco estavam discutindo sobre quem deveria ir primeiro. Honestamente, eu não estava aqui há tanto tempo, então não sei o quão errado a magia de Jason pode resultar. Mas, o que os olhos não veem o coração não sente:

— Se ninguém quiser, eu não me importo de testar! — disse entre a confusão criada pelos restantes.

Leo mexeu os lábios dizendo: “você é louco”. Mas não me importava tanto. A única magia que já vi Jason fazer foi de teleporte, e havia dado certo. Eu não tinha motivos para não confiar em seus poderes. Dei um passo à frente e aguardei suas instruções:

— Muito obrigado, Will. Garanto que não vai se arrepender. — Ele ajeitou os óculos energeticamente. — Certo, certo. Tudo o que tem que fazer é tocar o raiozinho do seu bracelete e lançar seu poder nele.

— Só para esclarecer, nossos poderes ativam o objeto? — Deuce perguntou.

— Isso, isso. Assim a roupa não e ativada por ninguém além de vocês. Mesmo que vocês percam ou que roubem seus objetos.

— Promissor — Sky disse, agora com esperança de que o experimento realmente funcione.

“Lá vamos nós” eu pensei comigo mesmo, enquanto tocava meu dedo no bracelete, lançando um pequeno raio neste. O objeto começou a brilhar em meu pulso. De repente, um par de luvas surgiram em minhas mãos, acompanhadas de uma máscara e um cinto. Logo, minha camiseta e bermuda desapareceram, dando lugar ao traje que Riley havia feito dias atrás.

— Show! — Leo exclamou — Eu nunca duvidei de você.

Ele disse dando um leve tapinha no ombro de Jason.

— Funciona! — O feiticeiro disse ainda sem acreditar em seus olhos – Puxa, Will, muitíssimo obrigado por testar e acreditar em mim.

— Disponha – respondi.

— Mais uma dúvida — o britânico tornou a falar — Como desativamos os trajes e retomamos nossas roupas normais?

— Eu esperava que fosse perguntar isso — o feiticeiro disse — É só lançar o poder de novo enquanto estão com os trajes vestidos. Assim o efeito será o oposto e suas roupas normais aparecerão.

— Certo. Agora que o perigo passou e esclarecemos a parte chata, eu quero brincar de virar herói também! — Leo disse animado colocando o brinco.

— Só se for agora — Sky se posicionou ao seu lado, ajustando o anel vermelho que ganhara — Você vem Deuce?

O britânico se juntou aos outros dois enquanto exibia seu relógio. E juntamente, todos gritaram “transformar!”. Uma mistura de luzes verde, amarela e vermelha se instalou no cômodo. Até que essas se dissiparam rapidamente, revelando o trio com seus respectivos trajes vestidos.

— Isso foi muito legal — Leo dizia animado.

— Só. Agora me sinto uma “Vingadora” — a ruiva exclamou juntamente.

— Você se superou desta vez, Jason. Parabéns — o inglês o parabenizou.

— Eu faço o que posso. — Jason respondeu. — Mas acho melhor não ficarem brincando com isso fora de hora. Eles são para usar apenas em casos de emergen....

Antes que Jason pudesse terminar, uma alta sirene começou a soar na base. Tentando tapar meus ouvidos eu perguntei:

— O que é isso?

— Alguém ativou o sinal. Estamos sendo atacados! — Kevin respondeu.

— Vamos! — Deuce foi o primeiro a gritar.

Ele saiu correndo do cômodo, seguido por Sky e Leo. Cléo pegou um par de brincos pratas em forma de gota e disse:

— Vou procurar Lucy. Encontro vocês lá fora — a garota falou antes de sair.

Kevin fez um sinal com a cabeça para que eu o acompanhasse e ambos corremos para fora do cômodo. Descemos as escadas rapidamente enquanto o loiro lançava um raio de luz no cinto. Assim que sua roupa apareceu, ele se virou para mim:

— Te vejo lá em baixo?

Eu assenti com a cabeça e o loiro usou sua super-velocidade para ir a área externa. Eu segui com meu forte ritmo descendo as escadas, até que escutei uma voz atrás de mim:

— Abaixa! — ouvi Jack gritar desesperado enquanto se jogava no chão.

Atrás dele, um raio azul veio rapidamente em minha direção. Invoquei meus poderes e lancei um raio na direção em que o poder vinha. Rapidamente, as duas magias se dissiparam, revelando Elize no final do corredor.

— Eles de novo? — disse enquanto ajudava Jack a se levantar.

— Pois é. E trouxeram companhia.

Assim que ele pronunciou essas palavras, uma segunda garota apareceu posicionando-se ao lado de Elize. Eu havia visitado a casa dos inimigos e tenho certeza de que só havia duas meninas no time. A nova garota tinha os cabelos lisos e castanho, caindo sobre seu ombro. Sua pele era de um tom mais escuro que a de Nat e seus olhos eram da mesma cor que seu cabelo. Ela usava uma leggin azul marinho com uma blusa larga que chegava na metade da coxa. Em seus pês, ela utilizava botas altas e vermelhas, combinando com a blusa. Ao nos ver, ela deu um sorriso confiante.

— E quem seria você? — Jack perguntou.

— Olá, cavalheiros. Eu sou Paloma, a Feiticeira do Sul! — a novata respondeu antes de levantar as mãos e começar a conjurar os mais diversos feitiços para cima de nós.

Notas finais
Vejo vocês nos comentários!!!