The Guardians

12 Capítulo 6- Villain Chapter- Elize


Notas iniciais
Oi pessoal, desculpa a demora. Me enrolei um pouco esse fim de semana e só lembrei de postar o capítulo agora. Enfim, esse é o ultimo capítulo do episódio 2, espero que gostem!

— O que aconteceu?! — é a primeira coisa que Dan disse ao ver meu estado.

Thea me transportou rapidamente para fora do campo de batalha até nossa casa, mas não tinha forças o suficiente para me levar até o hospital.

— O que você acha? — eu respondi, ainda pressionando minha mão contra a barriga para evitar mais sangramento.

— Dan, Elize precisa de cuidados médicos. Agora! — Thea disse ainda me segurando com esforço.

Dan se aproximou e me carregou:

— Prepare o carro! — ele gritou para a garota enquanto me pegava em seus braços.

Thea afirmou com a cabeça e entrou nas sombras. Dan chutou a porta principal e saiu rapidamente em direção à garagem. Ele me colocou no banco de trás e entrou no da frente. Thea apareceu no banco do copiloto com as chaves em um piscar de olhos. Dan ligou o carro e começou a dirigir em direção a cidade.

Eu respirava com dificuldade. A luta contra Leo havia me deixado mais ferida do que eu esperava. Uma de suas rochas havia acertado em cheio minha barriga, e as outras que seguiram só pioraram meu estado. Um grande corte havia se aberto acima de meu umbigo, e vários outros no restante de meu corpo, ainda que não tão graves.

— Mantenha os olhos abertos! — Dan dizia, quase gritando — Estamos quase lá.

Chegando a área de emergência do hospital, Thea entrou primeiro para avisar na secretaria que estavamos lá. Dan pegou-me em seus braços novamente e chutou a porta mais uma vez para entrar no local. As enfermeiras pareciam espantadas, meu estado deveria estar pior do que eu pensava. Uma maca chegou com quatro enfermeiras puxando-a. Dan me colocou nela cuidadosamente. Fui transportada em direção a um dos quartos, enquanto via Dan e Thea ficando mais distantes. As enfermeiras me diziam frases de ânimo, mandando-me ficar acordada e me manter calma por que tudo ia dar certo. Eu apenas escutava metade do que elas diziam. Minha respiração ficava mais pesada e eu tinha dificuldade em manter meus olhos abertos. A dor crescia e se espalhava cada vez mais pelo meu corpo. Seguimos pelo longo corredor ate que elas finalmente viraram a direita. Entrando no quarto, todos os enfermeiros e o médico estavam em estado de urgência. Vi uma das enfermeiras pegar uma agulha rapidamente, enquanto os outros ajustavam as máscaras e colocavam as luvas:

— O que vai fazer com... — eu tentei dizer, mas ela injetou o liquido em mim antes que eu pudesse terminar.

Comecei a ver as coisas borradas, o Dorminoid já havia começado a fazer efeito. Ainda consegui ouvir o médico dizer algo sobre “costurar” antes de eu cair desmaiada e inconsciente na cama.

***

Quando recuperei minha consciência novamente, ainda demorei alguns segundos para voltar a ver com clareza. Observei com dificuldade o lugar onde eu estava, tentando identificar onde eu me encontrava.

— Você acordou! — Dan exclamou se levantando da cadeira que estava ao lado da cama.

— Dan? — eu disse ainda um pouco confusa. — Onde estamos? — perguntei

— Ainda no Hospital — ele respondeu

Levantei-me com esforço, de forma que fiquei sentada e olhei minha barriga. Estava coberta com um esparadrapo, mas tocando-a vi que estava devidamente costurada.

— Você está bem? — Dan perguntou.

— Não! Não estou nada bem, Dan! — eu mirei meu olhar no dele — O guardião da Terra me atacou, brincou com meu nome e me feriu. Isso definitivamente não vai ficar assim.

— Isso! Pegue toda essa raiva e a acumule. Vamos aprisionar os Guardiões, sugar suas energias, acordar o mestre e dominar o mundo.

— Ele vai pagar caro pelo que fez!

— Todos eles vão! — Dan disse com um sorriso, concordando com cada palavra que eu dizia. — Os Guardiões que nos aguardem, pois vamos ir atrás deles, vamos capturar e usar eles. E depois...

— Depois, — com todo o ódio que um ser humano é capaz de sentir, eu completei os pensamentos de Dan — Vamos matá-los!

Dan se levantou com uma cara de satisfação da cadeira:

— Vou avisar a enfermeira que você já acordou. Quantos antes te derem a alta, melhor.

E dizendo isso, ele se retirou do quarto. Deixando-me sozinha com meus pensamentos sedentos por vingança e famintos por causar sofrimento aos Guardiões.

Notas finais
Digam o que acharam nos comentários. Vejo vocês lá!