The Guardians

11 Capítulo 5- Leo


Notas iniciais
Oi pessoas! Voltei com o primeiro capitulo do ano, YEY. Espero que gostem!

Eram 22:00 horas quando Amanda entrou gritando e correndo na sala de jogos, interrompendo a leitura de Kevin e Lucy, a partida de xadrez de Deuce e Cléo e mais importante, meu jogo de videogame contra Sky, o qual eu estava ganhando... Ou quase isso. A questão é: Amanda interrompeu nosso tempo de lazer com (para variar) péssimas noticias:

— A floresta está negra! — ela disse com urgência.

— Como assim? — Kevin levantou o rosto sobre seu livro “Jogos Vorazes”.

— Ela quer dizer que temos que ir agora! — Jack entrou pela porta no mesmo momento.

Desde a cena na hora do almoço nenhum de nós tinha sequer falado com Jack... nem mesmo a Lucy! Ninguém sabia o que falar ou se sequer havia algo a ser dito. Jack também não havia facilitado à situação: ficou no seu quarto pelo resto do dia, com porta trancada e a janela fechada e tapada com a cortina. Acho que ele não esta superando essa historia muito bem então, se ele havia saído de seu confinamento para vir ao lugar mais alegre da base pedir por ajuda, era por que a situação estava grave.

— Já vi que essa é minha semana de sorte — Cléo se levantou da mesa e se dirigiu ao balcão (que tem vista para a floresta) para ver o que se passava.

— E ai, Cléo? Em uma escala de 1 a 10, quão ruim é a situação? — Deuce falou enquanto capturava a rainha de Cléo com o cavalo.

— Sombria!

— Bom, o jogo já tava ficando chato mesmo — Sky se levantou jogando o controle no sofá, enquanto na tela as palavras “GAME OVER” apareciam para mim e “YOU WIN” para ela.

— Só por que você pegou o monstro que eu queria no Street Fighter! — eu disse cruzando os braços.

— Na verdade, você sempre perde Leo! — Lucy apontou.

— De que lado você esta? — eu perguntei indignado.

— Bom nós, estamos contra quem causou aquilo na floresta — Kevin se levantou apontando para a sacada — E temos que ir pra lá agora mesmo.

— Eu não teria dito melhor — Deuce se levantou a seguir.

— Finalmente. Eu vou preparando o carro — Jack disse saindo do cômodo.

— Certo. Eu vou tentar entrar em contato com Eric. — Amanda disse pegando o celular e saindo logo atrás de Jack — A proposito, as roupas estão prontas!

—Serio? Uhuul!- Sky exclamou animada.

— Diz isso só por que ficou com o vermelho. — eu disse um pouco revoltado

— Você é um péssimo perdedor Leo. Vamos pegar as roupas e ir pra floresta — Cléo rebateu saindo da sacada e deixando o quarto, seguida pelo restante de nós.

Aproximadamente três semanas atrás Eric decidiu que estávamos trabalhando de forma muito... qual a palavra? Ah sim, “exposta”, e que precisávamos de uma roupa ou traje especial para as missões, que teriam como objetivo manter nossas identidades secretas. Riley e Amanda se encarregaram de costurar os trajes e de vez em quando Lucy, Cléo e Deuce iam ajudar (sim, Deuce sabe costurar). Hoje as roupas haviam finalmente ficado prontas. E agora que paro para pensar, temos que fazer uma pro Will também. Se bem que ele já revelou seu verdadeiro nome para Thea (novatos...).

— Até que enfim vocês chegaram — Riley exclamou da porta da sala de estar, assim que entramos.

— Sua mãe disse que as roupas estão prontas? — Deuce afirmou e perguntou ao mesmo tempo.

— Estão sim. – ela apontou para a cama, onde seis roupas coloridas se encontravam.

— Valeu, Riley. Você é demais! — eu avancei nas roupas antes dos demais e peguei a amarela. — Vejo vocês no carro! — acenei para os outros e sai correndo.

Entrei no meu quarto o mais rápido que consiguia, isto é, depois de um leve atraso para encontrar as chaves da porta. Assim que entro visto a roupa e coloco a máscara. O traje era bem simples e prático. Consistia em um jaleco emendado com uma calça, ambos amarelos, formando quase uma jardineira. O jaleco possuía um capuz largo, para que eu pudesse cobrir o rosto completamente. Por baixo do traje, pus uma blusa cinza-escura de manga larga. Coloquei as luvas, também amarelas, que deixavam meus dedos completamente de fora e a máscara, que cobria somente os olhos e foi feita de forma que não atrapalhava a visão (admito que Jason deu uma repaginada nas roupas com sua magia). Por ultimo, vesti as botas. Elas batiam na metade da canela e eram da mesma cor que a máscara: mostarda. As botas também tinham uma listra cinza claro no meio, que quebrava o tom amarelo. Por último, havia um cinto preto. O fecho do cinto era mostarda, e nele havia uma rocha, representando meu poder: Terra. Na verdade, tudo naquela roupa tinha a ver com meus poderes, já que escolhemos as cores de acordo com estes. Por isso eu tive que ficar com o amarelo ao invés do vermelho, que foi a cor da Sky (não supero que ela tenha ficado com minha cor favorita. Por que eu não posso ser fogo?).

Enfim, acabei de me vestir e assim que tirei a boina (eu nunca tiro a boina. Que dor no coração) e a guardei com carinho na gaveta, pulei da sacada do quarto e me agarrei a parede. Meu corpo absorveu o material da parede e fez uma camada extra, que tornava possível que eu me transformasse em uma rocha redonda e descesse a parede rolando.

Atravessei o jardim externo até a garagem, onde fiquei de pé novamente e voltei a minha (belíssima) forma natural.

— Que demora! — Lucy disse de dentro do carro, com seu traje azul (outra cor que eu também queria), assim que eu cheguei.

— Como se arrumaram tão rápido? — eu perguntei.

Deuce abriu a porta do carro, quase não o reconheci com a máscara e o capuz verde (será possível que todo mundo tem cores mais legais que a minha?). Ele abaixou o capuz e colocou a cabeça pra fora da janela:

— Só entra! — o inglês exclamou.

— Como quiser — eu disse me aproximando da van, quando escutei uma voz vinda de trás de mim.

— Vou dizer que a roupa parecia menos brega antes de eu vestir. — Cléo disse se aproximando.

— He! Aposto que ficou horri... — eu me virei para tirar uma com a cara dela. Mas engoli minhas próprias palavras — Uou!

Assim que me virei lá estava Cléo, usando seu traje roxo. A diferença entre a roupa das meninas e as nossas é que a delas era um vestido com capuz ao invés do jaleco, debaixo do vestido ela usava uma leggin lilás e umas botas roxas que batiam um pouco abaixo da metade da canela. Por debaixo do vestido ela usava uma blusa cinza-claro de manga curta. Suas luvas eram roxas e cobriam metade dos dedos e eram longas (cobriam metade do braço, entre a mão e o cotovelo). Seu cinto era branco ao invés de preto, e o fecho lilás, com uma espiral azul-claro, quase branco, representando o ar.

Quando ela chegou seu capuz estava abaixado, de forma que seu cabelo caia sobre o ombro, incluindo uma das mechas azuis que ela tinha na parte interior do cabelo. Seus olhos azuis brilhavam ainda mais, destacando-se na noite escura, como um diamante em uma caverna sombria.

— Ótimo! Se até você ficou calado e conteu as piadas, agora tenho certeza que estou ridícula. Só vamos acabar logo com isso — ela disse dando um passo em direção ao carro.

— Não é isso! — eu a parei segurando seus braços — Você esta... — seus imensos olhos azuis encaravam os meus. Se eu fosse uma pessoa normal teria terminado essa frase com “bonita”, “linda”, “gata” ou até alguma frase brega do tipo “Nossa, acho que uma corrente de ar quente acabou de passar por aqui não?”. Qualquer coisa serviria. Mas como eu sou um ser burro, tudo o que saiu da minha boca foi:

— Você esta parecendo uma heroína de anime japonês!

Eu percebi a burrada que tinha feito pela enorme cara de ponto de interrogação que ela fez.

— Q-quero dizer — eu ia tentar consertar a besteira que tinha falado, mas fui rapidamente interrompido.

— Hey! Estamos todos parecendo Power Rangers! Agora da pra entrar no carro de uma vez? — Sky gritou impaciente do banco de trás.

Cléo se soltou e entrou na van, sentando-se ao lado de Deuce. Eu entrei e sentei-me no banco isolado do lado deles. Assim que Deuce fechou a porta, Jack pisou no acelerador com toda a força que tinha, e nos dirigimos rumo à floresta (ou parque ambiental medonho. Chamem como quiser).

No banco de trás Kevin, Sky e Lucy decidiam qual estratégia usaríamos:

— Já que a floresta esta escura, vamos precisar de vocês dois para iluminar o caminho — Lucy dizia apontando para Kevin e Sky.

— Sim, mas ai teríamos que nos separar em dois grupões e não poderíamos cobrir grande parte da floresta ao mesmo tempo! — Cléo se virou e entrou no debate.

— Outra ideia é cada um vai pra um canto e quem achar um inimigo ou Will primeiro grita — Sky sugeriu.

— Acham que Will esta em encrenca de novo? — Kevin perguntou.

— Tenho quase certeza que sim — eu afirmei.

Cléo e eu passamos a tarde tentando entender o ataque do orfanato, mas ainda não temos ideia do por que Thea queria matar Will. Mesmo assim, desconfiamos que, agora que ele é um Guardião novato e uma futura ameaça para seu grupo, ele continua sendo um alvo dela e seus aliados por ser o mais vulnerável de nós.

— Vamos definir isso depois. Primeiro, Cléo — Deuce disse tomando a liderança e virando-se para Cléo — Você é a mais rápida no meio aéreo. Preciso que você procure o mestre e certifique-se de que ele está bem e que nenhum ataque ocorreu na caverna, já que Amanda não conseguiu contata-lo pelo celular.

— Entendido! — ela afirmou.

— O restante de nós, seguimos juntos. Separados somos bem mais vulneráveis e não sabemos se os gêmeos vieram também. — Deuce concluiu.

— Se eles vieram então lascou-se! — eu disse, positivo como sempre.

— Torçamos pelo melhor dos casos e... — Deuce foi interrompido pela súbita freada do motorista.

— Descemos aqui. Não consigo ver mais nada- Jack disse do banco do motorista.

— ‘Simbora pessoal! — Sky afirmou. Eu sinto como se lá no fundo, ela gostasse dessas lutas. Como se dessem alguma emoção e entretenimento a sua vida.

Deuce abriu a porta e todos saíram pela esquerda. Com exceção de mim e Cléo, que saímos pela direita. Do lado de fora, a escuridão já havia tomado conta. Mal podia ver um palmo a minha frente. Escutei Cléo decolar assim que descemos da van, me deixando sozinho. Os outros já devem ter entrado pela floresta pensando que eu estava com eles. Ou haviam se separado para “cobrir uma área maior”. Não sei o que eles haviam decidido no final. Mas em qualquer caso: Maravilha. Tudo saindo como o planejado. Eu estava separado do grupo e não sabia qual era o plano. Resolvi entrar na floresta também e procura-los, ou a Will. Liguei a lanterna do celular e me lancei em direção às trevas.

***

Sabe quando você tem certeza de que está perdido? Quando você começa a perceber que é a quinta vez que passou pela mesma árvore! Eu tenho um dom pra essas coisas. Tinha que ser eu: me perder no meio de uma floresta coberta por uma nuvem de sombra. Esse é o tipo de historia que tenho certeza que vai ser original em uma festa.

Depois desse tempo todo andando percebo que não vou chegar a lugar nenhum e subo em uma árvore (mesmo que isso seja do departamento de Deuce), a mesma que me fez perceber que eu estava dando voltas. Em cima das árvores, comecei a pular de copa em copa, tentando ter uma vista melhor, ou qualquer tipo de vista. Em um desses pulos, escutei um grito frustrado vindo de algum lugar próximo. Mesmo não sendo tão bom quanto Cléo para detectar a origem de sons, consegui me virar muito bem e chegar até a fonte.

Em cima das copas, eu a vi. As sombras haviam começado a se dissipar, minutos atrás eu havia visto um raio de luz a quilômetros de distância. Provavelmente cortesia de Sky e Kevin, que devem estar tacando poderes para cima na tentativa de dar ao restante de nós uma visão mais clara ou algo do tipo. Posso dizer que funcionou. Lá em baixo estava ela, a vilã mais quente que um guardião poderia se deparar com. Perdendo talvez só pra Sky... mas são dois tipos diferentes de calor, se é que me entende!

— Que ódio! Cadê você? — ela gritava frustrada

— Elize! Ha quanto tempo não nos vemos!- eu disse de cima da árvore

— Quem? — ela se virou rapidamente para cima- Ora, ora. Se não é Leo! E com máscara?!

— Só por que sabe minha identidade não precisa saber a dos demais! — sim, eu e ela já nos enfrentamos anteriormente, mas essa é outra historia. — O que te traz aqui?

— Um amigo seu! Mas acho que os gêmeos ficarão satisfeitos com o Guardião da Terra gravemente ferido — ela disse com um enorme sorriso no rosto.

— Minha cara! Eu sei que não sou Beethoven, mas já que esta atrás de um amigo meu, terá que se contentar apenas comigo!

— Acredite! Estou — ela colocou as mãos no chão e absorveu energia dos arredores e em seguida lançou uma bolha de energia em mim, da qual eu tive que desviar pulando da árvore e rolando no chão.

— Mas que agressividade. Eu me lembrava de “Pour Elise” com uma melodia bem mais doce e calma – eu disse sacando meu boomerang para absorver seu material.

— Não se preocupe, ficarei bem mais dócil assim que vencer você! — o segundo ataque veio ainda mais forte que o primeiro, e me acertou em cheio.

Droga! Sempre esqueço que meu boomerang é de metal: um ótimo condutor de eletricidade e energia. Como eu odeio o poder de Elize, ela pode absorver qualquer tipo de energia e usar para atacar. Ela é a única Guardiã capaz de absorver o poder de algum Guardião. Pois é, não da pra ter uma luta de corpo a corpo com ela (isso me da ideia para piadas não muito bonitas) e muito menos se cobrir com metal. Como eu odeio a Guardiã da Energia.

— Hora do plano B — eu disse para mim mesmo enquanto me levantava- Borracha!

Eu sempre levo uma borracha no bolso caso me depare com situações como essa. Absorvi as propriedades da borracha e voltei a coloca-la na calça.

— Agora é que a diversão começa! — eu gritei ao mesmo tempo em que corria em sua direção, levantando uma rocha do chão e lançando-a em Elize.

Ela lançou mais uma bola de energia e quebrou a rocha em milhões de pedaços. Eu reagi rapidamente levantando a parte do solo em que ela se encontrava. Deixando-a alguns metros acima do chão, o que dava abertura para lançar outra rocha, da qual ela não conseguiu escapar.

— Idiota! — ela disse tentando se levantar após o golpe.

— Own! Já comentei que adoro esses seus apelidos carinhosos? É por isso que Beethoven se apaixonou. — a graça de provocar vilões é que eles ficam cada vez mais irritados e começam a perder a cabeça. E ai é quando eles começam a fazer erros ou, no pior dos casos, voltam com ainda mais raiva e força do que antes. E para meu azar, Elize optou pela segunda alternativa.

Seu ataque seguinte veio com toda a força, e eu tive que fazer um escudo com o chão. Mas meu escudo não durou muito, já que o chão estava quase completamente alagado por causa da chuva.

— Ouch! — eu tentava resistir ao choque e recompor minha pose enquanto me contorcia no chão.

Ela ergueu as mãos novamente para dar o próximo golpe, mas ficou distraída pela súbita dissipação da nevoa de sombras que cobria o céu. A sombra que cobria o parque sumiu completamente; a luz da lua refletiu diretamente em seu olho e a fez perder a concentração do ataque. Eu aproveitei a brecha e lancei uma rocha que a acertou exatamente na barriga, lançando-a longe.

Pus-me de pé mais uma vez e comecei a levantar varias rochas e lançá-las uma por uma na direção da Guardiã, que desviou de algumas, mas foi atingida por varias outras. Elize caiu no chão, ferida e fraca. Preparei-me para levantar outras rochas e finalizar meu ataque, mas Thea surgiu do meio das sombras e carregou a Guardiã. Ela me lançou um olhar de ódio antes de sumir da minha vista.

— É assim que se faz! Yeah! — eu comemorei assim que elas se foram.

Subi nas árvores novamente, apesar dos leves ferimentos que havia sofrido durante a batalha. Agora que elas se foram, precisava encontrar os outros. Pulando de árvore em árvore, acabei avistando Lucy, Jack e Will caminhando juntos. Até que enfim tinha encontrado eles. Mas claro que eu não pude deixar de dar um susto em Jack. Aquela cara fechada merecia uma brincadeira tola e infantil!

— Bú — eu disse assim que pulei da árvore e aterrissei na frente de Jack

— Ahhhhhhhhhhhhhh! — ele gritou em resposta. E fez uma cara hilária. Da qual eu rachei de rir assim que vi.

— Ha! Deveria ter visto sua cara! — eu disse com esforço em meio as gargalhadas.

— Idiota! — Jack disse recompondo-se e fazendo sua cara de sério novamente.

— Leo! O que aconteceu? — Lucy me perguntou.

— Nada, acabei de ter uma luta seria com Elize, — eu disse assim que consegui parar de rir. — mas ela sumiu assim que viu a poeira baixar! — eu não resisti a uma segunda piada e ri novamente.

— Que seja. Sky e Deuce acabam de levar Kevin para a enfermaria. Temos que encontrar Cléo e meu pai e voltar para o... — Jack disse por cima da minha risada.

— O que aconteceu com o Kevin?- eu o interrompi.

— É... uma longa historia.- Will me disse simplesmente.

— E uma longa caminhada! Vamos indo? — Jack disse completando Will e nos apontando o caminho.

Jack seguiu na frente guiando-nos pela floresta em direção a caverna, enquanto eu, Will e Lucy o seguíamos trocando historias. Lucy contou que o grupão (ela, Jack, Sky, Kevin e Deuce) se separou assim que entraram na floresta.

— Como vocês perderam o Kevin de vista? — eu perguntei.

— Não tenho a menor ideia. Só sei que ele foi para um lado, Sky e Deuce foram para outro e eu fiquei com Jack. — a loira respondeu — Depois eu e Jack nos reencontramos com Deuce e Sky.

— Por acaso era ela que estava enfraquecendo as sombras? — eu perguntei apontando para o céu, onde minutos atrás uma grande nuvem de sombras se encontrava.

— Sim. Ela começou a lançar bolas de fogo para cima na tentativa de ter uma vista melhor e conseguir nos encontrar. Mas foi Kevin quem iluminou o céu completamente a certo ponto, o que iniciou a dissipação das sombras — Lucy respondeu novamente as minhas dúvidas.

— E Kevin acabou se encontrando com Will, certo? — eu tentava esclarecer a história

— Pois é. Ele chegou bem na hora. E acabou se machucando para me salvar — o novato disse com um olhar meio baixo.

— Não esquenta com isso Will. Isso é especialidade da Sky! — eu disse colocando a mão em seu ombro, tentando anima-lo — Eu já tive que ser salvo várias vezes por Cléo e Lucy também. Faz parte! Mas se quer saber, você esta se saindo bem melhor do que eu. No meu primeiro dia de treinamento eu não consegui sequer levantar um clips!

Lucy começou a rir baixinho e Will fez um sorriso de lado:

— Valeu, Leo!

— Disponha! — eu dei meu melhor sorriso enquanto seguíamos em direção a caverna.

E agora que a noite estava mais calma, pensei que perdi a oportunidade de descobrir a verdade de Elize. Ainda me pergunto o que Thea queria no orfanato, quem ela estava procurando? Ou melhor ainda, se não era realmente Will, então quem? E por quê?

Muitas perguntas ainda sem respostas. Significa que essa guerra ainda esta longe de terminar.

Notas finais
Não se esqueçam de deixar um comentario. Eu sei que vocês estão ai, mandem algum sinal ... 