The Guardian Of Beuty
2 antes da lua
Notas iniciais
Mas aqui vai, um capitulo fresquinho.
Bjs
Pov Stephanie
Chegamos ao polo norte em menos de nada. O rapaz agarrava-me pela cintura com tal firmeza que começava a magoar-me, mas estava contente por ele me estar a agarrar com tanta força, caso contrario, cairia.
Não sabia quem ele era, nunca o tinha visto, alias, o único dos guardiões que eu conhecia era o Norte. Mas não conseguia perceber que guardião seria ele. Tinha qualquer coisa a ver com o gelo...será que... Jack Frost? Não podia ser! Olhando bem para ele, ele era exactamente como tinha sido descrevido pelo Amor. Alto, cabelo branco...Oh meu Deus!
Não me entendam mal. Eu sou a guardiã da beleza, logo deveria estar habituada à beleza, mas isto até para mim é demais.
Ele largou-me assim que entramos pela janela. Só tinha estado naquele sitio umas duas vezes na minha vida, mas estava tal e qual como eu me lembrava.
Norte veio abraçar-me.
– Stephanie – disse ele – é tão bom ver-te!
– A ti também Norte.
– Vejo que já conheces o Jack Frost – Jack sorriu com desdém.
– Já conheço sim – virei-me para Jack – então és mesmo tu...
– Lamento desapontar-te – disse ele.
– Oh, acredita em mim, não estou desapontada.
– Bom – interveio Norte – esta aqui é a fada dos dentes – disse apontando para uma rapariguinha com asas e um fato verde e depois virou-se para o coelho – e este é o Coelho da Páscoa. E..onde está o Sandy?
– A trabalhar – disse o coelho, depois virou-se para mim – ola, então és tu a guardiã da beleza...
– Sou sim. E tu és o coelho da pascoa. Não me leves a mal, mas imaginava-te mais pequeno e...fofinho.
– Devias cá ter estado o ano passado – disse Jack.
– E tu és a fada dos dentes? — perguntei.
– Sim.
– És muito bonita.
– Obrigada — disse ela sorrindo – Tu também.
– Mas não foi para vos conhecer que me chamaram aqui. O que se passa? — perguntei.
– Precisamos de ajuda para derrotar um novo inimigo. O ano passado fomos capazes de derrotar o Pitch, mas receio não estarmos à altura deste sozinhos.
– Quem é?
– A Vingança.
– Senti os músculos da minha cara a ficarem rígidos. Vengeance, vingança. Ela tinha-me tirado tudo, tudo aquilo que era importante para mim, até a a minha vida.
– Muito bem, contem comigo.
– Tens a certeza Stephanie? — perguntou Jack.
– Tenho. Sé é vingança que ela quer, é vingança que vai ter. Mas por agora preciso de ir descansar.
– Claro – disse Norte – preparámos uma cabana aqui no polo Norte onde vais poder descansar. O Jack leva-te lá.
– Eu?
– Vai lá – disse o coelho, baixo, mas não o suficiente para eu não ouvir – antes que eu te roube o lugar. — reprimi um sorriso e segui Jack até lá fora.
– Durante algum tempo ele esteve em silencio, mas depois perguntou:
– O que foi que ela te vez?
– Quem? O quê?
– Vingança. Pela forma como reagiste, ela fez-te alguma coisa.
– Não sei se....
– Vá lá, vamos passar algum tempo juntos, mais vale conhecer-mo-nos melhor.
– Não tenho nada conta conhecer-te melhor Jackie – sou terrivel não sou? — mas acho que ainda não está na altura de eu te contar essa historia – sorri e ele sorriu de volta.
– Muito bem, mas eu não desisto assim tão facilmente.
– Nem eu queria que o fizesses.
Entrei na minha cabana. Era simples. Um sofá, uma cama, a cozinha, uma televisão e uma casa de banho. Estalei os dedos, e fiz aparecer uma data de roupa que guardei no roupeiro. Não sabia quanto tempo ia ficar ali.
Depois sentei-me na cama e deixei que as memorias voltassem a mim.
Flashback
Eu estava no palco de madeira e cantava para toda a cidade. Na multidão consegui ver os meus pais, e o meu marido. Só tinha dezasseis anos, mas estávamos no séc. XIV (14). Instintivamente, toquei na minha barriga. Estava grávida de apenas um mês. A feiticeira da aldeia tinha dito que ia ser uma menina. Até já tinha escolhido o nome: Penélope.
A meio da canção olhei para cima e da varanda de uma das casas, uma mulher sorria vitoriosamente. Era uma mulher que era muito conhecida na aldeia. Era tão má, e todas as pessoas que a irritavam apareciam mortas. Há alguns dias atrás, eu tinha descoberto que ela se tinha apaixonado pelo meu marido há alguns anos, mas não dei importância ao assunto. Jacob nunca tinha gostado dela e agora estava casado comigo. Amava-me e à nossa filha. Eu sei que sim.
Várias coisas aconteceram ao mesmo tempo. Vi toda a gente a gritar e a correr de um lado para o outro, e quando dei por isso, o palco estava arder. Eu estava no meio das chamas. Ouvi os meus pais a gritarem o meu nome e vi Jacob a correr para me ajudar, mas uma tábua a arder caiu em cima dele. Ouvi-o a gritar de dor, mas não me podia mexer. Comecei a chorar. Continuava a ouvir a minha mãe a chorar e o meu pai a gritar o meu nome, mas já não conseguia respirar de tanto fumo que tinha nos pulmões. A ultima coisa de que me lembro foi de ver o olhar de sofrimento de Jacob.
Acordei no meio da floresta com o Amor e a justiça a meu lado. Falaram comigo e explicaram o que tinha acontecido. O meu marido estava morto, tal como eu. Os meus pais tinham sobrevivido, mas infelizmente, o homem da lua não conseguiu salvar Penélope e a minha filha tinha morrido também.
Flashback off
Fechei os olhos e e levei a mão à barriga. Depois deixei me chorar pelo marido que tinha perdido, a vida que me tinha sido tirada e pela minha filha, que nunca conheci.
Notas finais
beijos do tamanho do mundo
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