The Greatest Gift

1 — Surprise me ▽


Notas iniciais
Dia 4 de Maio é sempre um dia importante para mim porque além de ser o Star Wars Day também é aniversário da Satsuki e desde o ano passado faço fics nessa data - ano passado teve o bug do milênio do Nyah e atrasei, mas dessa vez postarei certinho.

Me perdoem por eventuais erros, fiz isso num notebook e céus, ODEIO escrever em notebook, mas como tô na casa da mamys, não teve jeito. Quando voltar para casa, reviso direito e troco a capa.

Sem mais delongas, espero que gostem e boa leitura! ♥

Aquela era uma data especial, com certeza. Talvez a data mais especial do ano, pelo menos para o homem que agora só jogava basquete nas horas vagas. Ao contrário da perspectivas de todos, Aomine Daiki não seguiu carreira no esporte que amava – a ideia de fazer daquilo um ofício, uma obrigação era abominável para ele. E ao invés de ir para a universidade como a maioria dos Milagres, ele decidiu ingressar a Academia de Polícia e depois de vários anos, finalmente havia se tornado um agente de campo.

E nesse meio tempo, muitas coisas aconteceram e mudaram.

Ele e Momoi Satsuki não eram mais amigos. Eram mais do que isso, eram marido e mulher. A notícia do noivado e casamento não surpreendeu os amigos, todos sabiam que a relação deles chegaria esse patamar; não é como se eles escondessem também. Os dois eram predestinados um ao outro e nem mesmo a paixonite que a antiga gerente de Touou sentiu por Kuroko Tetsuya fora capaz de reprimir o amor que ela nutria por aquele idiota de cabelos azulados.

E como de praxe, Daiki tentava surpreender sua mulher de uma maneira diferente a cada ano, no aniversário dela. Satsuki sempre ficava eufórica quando a data se aproximava e era difícil tentar fazer a surpresa com ela em seu encalço e por isso ele resolveu inovar dessa vez. Principalmente porque teria assistentes naquela tarefa tão prazerosa.

Ter o auxílio delas não era garantia de que tudo seria mais fácil, era justamente o contrário. Além de preparar a surpresa, tinha que ficar de olho nas duas e pedir a todo momento para que elas não fizessem barulho algum. Era manhã de um segunda-feira que tinha tudo para ser cansativa, mas ele tinha pedido uma folga especial justamente para aquele dia. Queria a família reunida para aquela ocasião, afinal.

Depois de algumas horas de tensão na cozinha, tomando o máximo cuidado para não acordar Satsuki com o barulho, estava tudo pronto. Ele fez questão de ajeitar tudo numa bandeja, usou um copo para depositar alguns botões de cerejeira em flor para deixar aquilo tudo ainda mais idiotamente romântico. Entregou uma flor de cerejeira para cada uma das assistentes pediu para as duas o silêncio absoluto – o silêncio era fundamental para cumprir com seu objetivo.

Deixou as duas pestinhas irem na sua frente enquanto subiam os degraus que davam acesso ao piso superior, equilibrava nas mãos a bandeja com um café-da-manhã tipicamente americano, como nos filmes de romance que ela adorava ver e como na lua-de-mel deles nos Estados Unidos, o país que eles tanto queriam conhecer pelo esporte que ambos amavam: o basquete.

Daiki esboçou um sorriso de canto ao imaginar as reações que sua mulher daria diante daquela surpresa agradável, as meninas cochichavam entre sim durante o trajeto, mas pararam como duas estátuas quando chegaram na frente da porta entreaberta do quarto. Trocaram olhares entre si e com o pai, que com suas feições carrancudas segurou a bandeja com uma das mãos e com a outra colocou o indicador sobre os lábios, indicando o silêncio. Com a mesma mão, ele abriu a porta vagarosamente e acabou sendo traído pelo ranger da mesma, rolando os olhos e voltando sua atenção diretamente para a cama, temendo o despertar abrupto da esposa.

Graças aos céus, a mulher de cabelos rosados permanecia adormecida na cama. O corpo estava coberto em partes pelos lençóis, e vestido com uma camisola azul-celeste que contrastava com o tom alvo de sua pele. As madeixas longas estavam espalhadas pelo travesseiro, e ela ressonava baixinho, mexendo suavemente o tronco enquanto respirava. Aquela visão dela era o bastante para que o desejo crescente de agarrá-la viesse à tona, mas ele teve se controlar – era impossível fazer o que quer que fosse na presença das crianças. Ao contrário da discrição que ele pedira antes, as duas subiram na cama de casal e dirigiram seus pequenos corpos até onde a mulher estava, no centro da cama.

- Mamãe, mamãe! – disse a mais nova Saya, tocando-a no braço levemente.

- Mamãe, acorda! – foi a vez de Shizue, dois anos mais velha que a outra.

Aomine depositou a bandeja no criado-mudo ao lado da cama e fuzilou as pequenas com o olhar, mas isso não as intimidou. As vozes das meninas sobressairam outra vez, e então Satsuki despertou aos poucos. Os olhos abriram lentamente e piscaram várias vezes até se acostumar com a iluminação natural que vinha das janelas. O oficial deixou um suspiro longo escapar dos lábios e sentou-se na borda da cama. Assim que os belos orbes róseos se abriram, as filhas estenderam as flores para ela.

- Feliz aniversário, mamãe! – as vozes infantis soaram em coro.

Um sorriso instantâneo surgiu nos lábios da mulher, evidenciando a felicidade em ver suas crianças lhe felicitando tão cedo. O coração palpitava de alegria quando se sentou na cama para abraçar as duas de uma só vez.

- Obrigada, meus bebês! – proferiu com o timbre débil.

Shizue e Saya apertaram o abraço e distribuiram beijinhos na mulher, enquanto diziam coisas desconexas como todas as crianças dizem. Após apreciar o carinho delas e afrouxar o contato, sua atenção se voltou para aquele que ainda não tinha se pronunciado.

- Bom dia, Dai-chan. – ostentou o sorriso para ele.

Antes de respondê-la, Daiki se perdeu naqueles olhos cintilantes. Admirava cada traço daquela que tanto amava; tinha acompanhado todo o crescimento dela, viu a transformação da amiga de infância de criança, adolescente e então mulher. Sua mulher. Pegou-se sorrindo ao vê-la com o cabelo bagunçado, olhos inchados e rosto amassado de tanto dormir – tinha reparado que ela estava muito sonolenta ultimamente. Isso o deixou intrigado, afinal, era sempre ela acordava mais cedo.

- Bom dia. – respondeu, e então trouxe a bandeja para o colo. – Eu fiz o café-da-manhã.

O rosto de Satsuki se iluminou quando ouviu aquilo, estava mesmo muito faminta. Aliás, o apetite dela parecia ter duplicado nos últimos dias, sempre que olhava para a mulher ela estava beliscando alguma coisa. Não ousou comentar sobre a glutonaria dela, a resposta viria com tapas e socos.

- Quem está com fome? – perguntou, olhando para as meninas que se agitaram na cama.

- Eu! – entoou Saya, sempre animada.

- Eu também! – Shizue se pronunciou, arrumando a armação dos óculos no rosto.

Aomine rolou os olhos, aquilo saiu completamente diferente do que planejara. Mas resolveu não lutar contra isso e apenas aceitar, com um suspiro cansado. Abrandou a posição sisuda e as expressões carrancudas e se deu por vencido. Puxou Satsuki com um de seus braços e envolveu num abraço lateral, surpreendendo-a ao trazê-la para mais perto de si.

- Feliz aniversário, Satsuki... – sussurrou roucamente no ouvido dela, ela se arrepiou com aquele contato quente. – Tenho um presente para mais tarde, e isso incluiu somente nós dois.

Um sorriso malicioso se apoderou dos lábios de Daiki enquanto ela corava furiosamente por ele lhe provocar na frente das crianças. Ele era um Ahomine afinal. Mas não foi apenas isso, ele teve a audácia de roubar um selinho de seus lábios enquanto as pequenas faziam carinha de nojo durante aquela cena.

- Aqui pra vocês, suas pestinhas. – mostrou língua para as duas, e elas o provocaram de volta.

Satsuki se sentiu realmente agraciada por ter construído aquela família quase perfeita com o homem de sua vida. Tomaram o café-da-manhã juntos, com muita farra da parte das meninas e broncas da parte de Daiki. Mais tarde naquele dia ela contaria que estava grávida de novo, e ele se emocionaria novamente como se fosse a primeira vez – mas torcendo por um menino, para jogar basquete com ele. Mas não importava o quão elaborada fosse as surpresas que ele fazia para surpreendê-la no seu aniversário...

Daiki – e os pestinhas, como ele dizia – sempre seria o seu maior e melhor presente.

Notas finais
Eu tinha que postar algo sobre os dois! Sei que só tenho postado sobre eles, mas... MEU OTP SUPREMO... NINGUÉM SAI! Estou aqui nos feels porque amo escrever sobre o futuro deles e sempre como o Daiki como policial e a Satsuki como professora e sempre juntos e cm muitos filhos omg! Enfim, faça uma autora feliz: deixe um review! Sua opinião é muito importante, de verdade. E sempre ficou muito feliz, do fundo do coração. Beijos apimentados e até a próxima! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!