The Great Promise
1 It's a promise, Alice.
Notas iniciais
A atmosfera pesada naquela campina, era tão forte, que seria possível pegá-la com as mãos. A floresta estava quieta, o silêncio era perturbador.
Alice estava bem ao meu lado, com as mãos entrelaçadas às minhas.
Emmet e Rosalie estavam à alguns metros à esquerda de nós, sem dizer uma palavra, enquanto que Esme e Carlisle permaneciam mais á frente, conversando sobre a chegada dos recém-criados.
Todos estavam muito nervosos, com o grande momento da batalha se aproximando.
Alguém de nossa família podia morrer.
Por mais que houvéssemos treinado bastante, e por mais que eu houvesse lhes mostrado várias dicas de combate, algo podia dar terrivelmente errado.
Eu podia sentir as emoções de todos ao meu redor.
Todo o grupo estava com a mente pesada, nervosa, tensa.
Menos ela.
Alice estava calma, ou pelo menos, menos tensa que os demais. Havia certa tranquilidade e leveza em seu autocontrole.
Como ela conseguia manter-se assim perante essa situação, eu não sabia, mas me sentia bastante orgulhoso quanto a isso.
Seu pequenino corpo veio de encontro à um forte abraço.
Eu a envolvi, e a apertei contra mim o mais forte que pude, ponderando que talvez fosse nossa última chance. Sua face, tão delicada, tão doce, tão perfeita, mostrava a segurança de que passaríamos por tudo aquilo, e voltaríamos à vida “normal” de antes.
Alice me lembrava uma doce fada, ou ninfa, dos contos de crianças.
Sua delicadeza sempre me impressionara. Eu a amava.
A amava como jamais amei Maria.
Aquele maldito nome. Aquela maldita mulher que tanto me causara dor.
A melhor coisa que me poderia ter acontecido, foi achar Alice.
Ela previra que eu chegaria, é claro, e eu sempre gargalhava, quando parava para pensar em tal fato. Alice Cullen.
Sem dúvidas, o grande milagre que veio ao meu encontro, quando mais precisei.
— Eu te amo, Alice. — sussurrei para ela. Eu não me importava que todos estivessem ouvindo, ela precisava ouvir isso agora.
—Isso não é uma despedida, é? — ela diz, olhando-me seriamente.
Não respondi.
Alice se mostrou frustrada com meu silêncio, e me deu um beijo.
Seus lábios pareciam urgentes, como se ela também estivesse com a tensão de uma possível despedida em mente.
— Eu te amo, Jasper. — Ela diz, com uma estranha luz no olhar. — Não importa o que aconteça, você será sempre meu único amor. Prometa que você ficará bem se eu...
— Ouça aqui, nada irá te acontecer, Alice. — interrompi.
— Prometa que você vai seguir adiante, prometa que você vai sempre se lembrar de mim, mas que achará a felicidade novamente. Prometa, Jasper.
Olho em seus olhos, procurando uma razão para tudo aquilo. Mesmo assim, concordo, só para encerrar de vez tudo aquilo.
— É uma promessa, Alice. Palavra de soldado oficial. — digo, em tom divertido, esperando aliviar a tensão do momento.
Ela agradece e fecha os olhos, me abraçando forte.
Enquanto que atrás de nós, Rosalie e Emmet, Esme e Carlisle, fazem o mesmo, respectivamente.
De repente, eu os ouço.
Dezenas deles.
Os recém criados vindo em nossa direção, prontos para o combate.
Me coloco em posição de ataque, imediatamente.
Tenho plena consciência dos lobos Quileutes, à alguns poucos metros de nós, fora da vista deles.
Quando avistamos os primeiros do grupo inimigo, somos bastante rápidos na execução.
Logo, já aniquilei um, dois, três, quatro, e assim sucessivamente.
De soslaio, vejo que o resto de minha família estão indo muito bem, e os lobos já se põe à prova, aniquilando vários por vez.
Vejo especialmente que Alice, se diverte, se locomovendo muito rapidamente.
Seria mesmo uma grande proeza, alguém um dia surpreendê-la, sendo mais veloz do que a própria, e a vencendo.
A adrenalina em mim, era alta. Em poucos instantes, conseguimos acabar com todos.
Era isso? Realmente havíamos escapado?
Vi realmente que era verdade, quando Bella e Edward chegaram, cumprimentando à nós todos.
Voei para Alice, que me recebeu com um sorriso divertido no rosto.
Ambos rimos, felizes por estarmos juntos e inteiros outra vez.
Enquanto Alice estava seguramente presa em meus braços, observei ao redor.
Emmet e Rosalie, Bella e Edward, Esme e Carlisle não estavam muito diferentes de nós.
Depois, eu, Edward, Emmet e Carlisle recolhemos rapidamente os restos mortais dos vampiros mortos, e os jogamos contra a grande fogueira já providenciada.
Edward me dera um leve soco nos ombros, cumprimentando-me pelo sucesso, assim como fizera com os demais.
Bella e Alice se abraçaram e depois se juntaram à Esme.
Mas o momento de alívio logo foi interrompido quando ouvi algumas árvores farfalharem à esquerda de Alice.
Para surpresa de todos, um recém criado surge sem o consentimento de ninguém, e apessoa mais próxima para detê-lo, é Alice.
Fico tenso imediatamente.
Era praticamente impossível conseguir capturar Alice contra sua vontade, mas esse grande homem recém transformado, conseguiu.
A maior vantagem de Alice era sua grande velocidade.
Agora, imobilizada pelos fortes braços do predador, era certo que sua vida seria aniquilada.
Ninguém foi realmente rápido para impedir.
O feroz vampiro, arrancara a cabeça dela, e arremessara seu corpo para junto da fogueira.
Cheguei um segundo tarde demais.
Coloquei minhas mãos sem pensar em meio às chamas, tentando recuperá-lo, mas tudo que consegui com essa proeza, foi derreter meus dedos.
Pude ouvir apenas parte de todo o resto à meu redor: A raiva de Edward ao acabar com a vida do infeliz recém criado, e o desespero dos demais.
A dor me atingira com uma força inimaginável.
O pior, era que eu podia sentir toda a dor dos outros, misturadas às minhas.
Isso era insuportável.
Corri. Corri o mais rápido que pude, para longe de tudo aquilo.
Depois de correr pelo que me pareceram séculos, parei na margem de um pequeno lago.
Sentei-me derrotado.
Não havia como fugir da dor.
Não importava para onde eu corresse, ela nunca iria embora.
Urrei para a floresta silenciosa à minha frente. Derrubei uma árvore, usei toda minha força para extravasar a raiva.
Pensei em desistir de viver naquele momento... mas a promessa me fez lembrar... me fez recordar... que eu... que eu não podia.
A promessa.
— Prometa que você vai seguir adiante, prometa que você vai sempre se lembrar de mim, mas que achará a felicidade novamente. Prometa, Jasper.
Olho em seus olhos, procurando uma razão para tudo aquilo. Mesmo assim, concordo, só para encerrar de vez tudo aquilo.
— É uma promessa, Alice. Palavra de soldado oficial. — digo, em tom divertido, esperando aliviar a tensão do momento.
Sua voz me assombrava, me fazia perder a consciência sob o mundo.
O eco de seu riso, de sua voz vibrante, suas carícias, me enlouqueciam.
Murmurei para o lago escuro e sombrio à minha frente:
— É uma promessa, Alice.
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