The Gravedigger
1 Capítulo 1- Charles Martin
Notas iniciais
Eis aqui o primeiro capítulo, boa leitura a todos vocês, guardem os detalhes porque são importantes para entender a trama que se desenrola. Byee
O intenso som de buzinas e xingamentos acordaram Charles de seu sono pesado. O jovem levantou-se do sofá, coçando seus brilhantes olhos castanhos e sacudindo a cabeleira escura, preparando-se para mais um dia de trabalho árduo.
Charles foi até seu mini banheiro, despiu-se e adentrou no chuveiro para tomar um banho gelado. Depois de fazer sua higiene matinal, andou a passos lentos até a cozinha, pegando seu almoço já guardado na marmita e saiu tranquilo de casa. Olhou casualmente para o relógio em seu pulso e arregalou os olhos ao ver que já passava das 8:00. Seu chefe o mataria, de novo. Correu feito louco pelas ruas lotadas e chegou finalmente a livraria onde trabalhava.— Sr. Alan! Cheguei! — Disse o rapaz, cansado e suado. — Desculpe o atraso, eu passei da hora!— Sim, Charlie, eu sei. Já é a segunda vez, meu rapaz. Mais uma dessas e eu corto seu vale refeição. — Alertou Alan, seu idoso porém rabugento chefe. — Sim senhor. — Dito isso, Charles pôs o uniforme calorento de flanela e andou até as prateleiras repletas de livros de romance adolescente. Poliu e organizou todos por ordem alfabética. Sua manhã permaneceu monótona até a hora do almoço, quando o garoto, na companhia de sua marmita, foi almoçar na praça em frente a livraria. Comeu sem se importar com o mundo ao redor, até que reparou em algo que até ontem não estivera ali. Um estúdio de tatuagens. The Gravedigger era seu nome. Decidiu passar lá no final do expediente, antes de ir para a faculdade. Às 18:30, Charles saiu da livraria, cansado e honestamente sem vontade de estudar sociologia logo no primeiro tempo. 'Eu me odeio por ter puxado sociologia...' pensou amargurado. Charles lembrou a ideia de ir ao estúdio de tatuagens e foi até lá. Puxando as maçanetas de madeira, o pungente cheiro de maconha preencheu seu pulmão, fazendo-o tossir. Andou até um balcão, onde uma adolescente mal humorada estava entregando senhas de espera. Depois de pegar a sua, o rapaz sentou em um dos bancos de couro marrom, esperando sua vez. Resolveu olhar os exemplos de tatuagem que gostaria de fazer, até que seu olhar parou em uma. Para olhos de leigos, era apenas uma flor de lótus como qualquer outra, mas Charles não era nenhum leigo. Ele pôde ver um pequeno detalhe, em uma das pétalas azuis, uma foice. O que uma foice estaria fazendo em uma flor de lótus? Ele não sabia, mas por algum motivo estava atraído como um imã. Naquele momento ele soube que era aquela tatuagem que ele queria. — Número 15! — A balconista gritou. Charles de levantou e foi até a sala em que fariam aquela flor de lótus peculiar em suas costas. Adentrando numa sala escura, ele ouviu uma voz misteriosamente curiosa.— Posso ajudar?
Notas finais
Bom, é isso. Espero que tenham gostado, Domingo que vem tem mais, byee^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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