The Good Girl Chronicles
2 The Aftermath
Notas iniciais
PRÓLOGO
AURORA P.O.V.
Let's say we up and left this town,
And turned our future upside down.
We'll make pretend that you and me,
Lived ever after happily.
THE AFTERMATH

HERMES LOGO DEU O FORA DALI, provavelmente não se importando muito em pagar uma visitar aos seus filhos. Típico.
O deus carteiro tinha me deixado no alto da Colina Meio-Sangue, junto com malões e bagagens, cada um contendo ingredientes e poções valiosas. Coisas que fariam Severus Snape desistir de Lily Potter num instante. Como filha de Hécate, era tradição manter sempre um estoque único consigo, em caso de emergências ou tédio.
Que se dane, o caso era uma emergência e tédio!
Girei meu pulso, acendendo toda a minha bagagem em chamas. Não era fogo grego, mas era o bastante para se espalhar, e talvez, mas só talvez, acabar com a vida de todos naquele lugar. Humph, nunca gostei de semideuses. Todas as flamas eram uma mistura de poções variadas que eu possuía, o fogo apenas se tornando mais intenso.
Olhando daquele ângulo, eu podia ver Long Island se estendendo diante de mim, a grama verde cintilante junto ao céu. Era um lugar bonito, talvez eu pudesse restaurar tudo e construir um novo templo ali. Já tenho um novo conceito! Pilares negros, transcendo os sete-mares em suas colunas. Algo meio sea-punk, e depois, eu pediria um trono novo a Hefesto, faria um favor a ele e cobraria depois. AI UMA FAZENDA, EU PRECISO, PRECIS—
Ouvi vozes além da barreira, sendo despertada do meu sonho de um mundo melhor. O acampamento era protegido por um dragão mágico (que, no momento, decidi que ia fazer parte do meu templo também) e uma bando de crianças desocupadas gritavam em meios as chamas, em tentativas de apaga-las.
Todas vestiam uma camiseta laranja grosseira, meus olhos ardendo de horror. Era uma diversidade enorme, tinha que admitir, mas ver aquele pônei antigo clamando emergência... Fiquei entediada. Eles faziam isso todo dia! Qual era a graça? Talvez mais um pouco de tempero e —
— Vejam, tem uma garota ali, salvem-na! — Um garoto loiro gritou, me revelando bem após a barreira. Não, não, não! Semideus tolo, não venha, apenas morra! Morra e não volte, templos assombrados são um fracasso!
Suspirei irritada. Por que todo mundo gostava de acabar com meus planos? Chamas deveriam resolver isso, o que que houve com os genocídios de hoje em dia?
Algumas crianças corajosas se aproximavam, as outras mais preocupadas em deter o fogo. Entre elas, o tolo loiro. Baseado em suas feições, eu deveria ter adivinhado que era uma cria de Apolo. O cara não tinha mais o que fazer? Junto dele veio Dionísio, um garoto bronzeado de cabelo preto, uma outra bronzeada loira, e, finalmente, uma morena bronzeada de cabelos chocolate.
Franzi meu cenho. Será que todas as pestes de Apolo eram otárias assim? Arriscando-se por quem quer eles a sete-palmos do chão, sério? Apenas bufei. E DE ONDE ELES TIRAM ESSE MALDITO BRONZEADO, EU QUERO FICAR BRONZEADA, EU M-E-R-E-Ç—
— Eu devia saber. — A voz de Dionísio me alertou, meu primo logo se aproximando junto com as outras pestes.
— Sr. D, o senhor conhece essa semideusa? — Foi a vez da garota loira falar alguma coisa, cautela em sua voz, os outros observando o deus da mesma forma.
— Queria não ter conhecido, de verdade. — Ouvir os resmungos de familiares é sempre bom quando se recomeça em um lugar novo!
Logo eles estavam a minha frente, o fogo da entrada se propagando para dentro, mas exterminado aqui na entrada. O garoto moreno tentava apagar algumas chamas menores com o pé, sua expressão cômica, enquanto a outra ria. Os dois loiros da frente se mantinha sérios, em posição defensiva, decidindo se eu era uma ameaça ou uma inocente semideusa que ‘encontrou’ o CHB.
Suspirei dramaticamente, fingindo mancar, fazendo cinzas aparecerem em meu rosto, como se sempre estiveram lá. Aparentemente, Dionísio estava disposto com o meu teatro, determinado em não querer discutir.
— F-Finalmente... — Tossi, me divertindo com a voz fraca. Dei alguns pulos para me apoiar no mais bonitinho, me desviando do de cabelo preto de propósito. Saí diabo! — Tinha fogo e-em toda a-a parte... — Continue tossindo, gaguejando para efeito dramático. — O-Obrigada.
O bonitinho e a loirinha decidiram que eu não era mais hostil, o garoto de cabelo preto vindo me ajudar, recebendo um rosnado em resposta. Ele não se aproximou novamente. A garota morena me serviu de apoio, colocando meu braço em volta do seu ombro. Só de imaginar estar tocando tantos semideuses ao mesmo tempo, meu corpo se contorcia em nojo.
— Eu sou Piper. — Se apresentou, logo me indicando as outras pestes. — Esses são Annabeth, Percy e Will. Sei que tudo pode parecer confuso, mas te explicaremos quando você estiver melhor. Prometo.
Ah, corta essa!
— O fogo... — Fiz como se estivesse em confusão. — Estão todos bens, ainda está acontecendo? — Torci para não. Torci para a morte, obviamente.
— Infelizmente, — Dionísio corta a tal da Annie Bell, me encarando com o próprio fogo em seus olhos. — tivemos alguns acidentes. Nada grave. Mas. Tivemos. Alguns. Acidentes.
Meu primo favorito pontuou as palavras, como se para me lembrar que um passo fora da linha, Zeus gostaria de me reduzir a pó pessoalmente. Só gostaria, beijos.
— É mesmo? Que terrível... — Arregalei os olhos como se não soubesse de nada, vendo o deus bufar mais uma vez. Inocente. Pura. Euzinha.
Todos, menos meu primo, concordam comigo e logo avançamos pela Colina. O lugar estava mal, mas muito mal mesmo. A grama estava chamuscada em lugares aleatórios, campistas sustentavam queimaduras e cinzas manchavam os demais. Contorci meu rosto, logo passando pelo início do Acampamento, em direção a parte que parecia mais amigável.
Eu não aguento ver gente feia, fazer o quê?
— Assumo que você já sabe sobre semideuses, já que está aqui? — O loirinho Wells me pergunta, curiosidade evidente. Santa Hécate, acho que já ouvi falar dessa criança antes. Ele não é aquele que fisgou o di Angelo?
Ponto para o Wesley!
— Não é bem assim. — Confesso e uso toda a inocência que possuo, o que é nada, então só finjo. — Bem, o sátiro, Joaquim, foi destroçado a algumas avenidas, poucos quilômetros e acharam seus restos. A única coisa que ele me deu foi um endereço e um nome. — Dionísio me encara, não acreditando nas mentiras que inventei, os outros incrédulos como ele. No final, Wallace, Pietro, Piper e Anabela caem na estória, um pouco horrorizados, mas caem.
Bem, se eles voltassem alguns quilômetros, como sugerido e recomendado, acharam mais chamas e alguns sacrifícios a Hera, que sim envolvem bodes mutilados. Ou eram cabras? Nah, mesmo assim, de nada!
Num minuto, me concentro em parecer MAIS abatida e MAIS manca, me apoiando em Wilford.
— Qual foi o nome que ele te deu? — Piper, a única que de certo me recordo o nome, me pergunta cuidadosa, os olhos multicoloridos propensos a se arregalar. Eu decidir tirar parte da façanha, me concentrando em lembrar do que me contaram. Claro, fui mandada para o Acampamento idiota para ser treinada e ser considerada uma deusa de verdade, como uma Olimpiana, saca? Mas isso não me impedia de criar algum caos em relação a....huh, tudo?
— Hm, um tal de “Aquele que uma vez em posse da alma do herói recuperará seu último suspiro”. Um nome meio longo, boa sorte! — Joguei a bomba, tão simples assim.
De uma vez todo o clima mudou. Dionísio tentando se assegurar que eu não estava brincando, minha expressão inocente como um todo. Annabeth olhava aos lados toda a hora, preocupada se alguém ouvia a conversa. As mesmas facetas pensativas nas últimas três crianças.
Até que o moreno se pronunciou. — Bem, ao menos sabemos que Joaquim teve tempo o suficiente para falar tudo isso. Que sorte não? — O sarcasmo evidente em sua voz me irritou, semicerrei meus olhos em sua direção.
Na verdade, tudo naquela peste me irritava. O deboche. A petulância. A altura. O bronzeado. Se eu me irritasse mais um pouco, reduziria ele a pó ali mesmo, ele e a outra namoradinha debochada dele. (Bem, da Piper eu gostava, mas efeito dramático, entende?). Me lembrava de tudo que eu era de certa forma, e queridinho, eu sou única.
— Está duvidando de mim? — Falei no meu tom de Não Duvide De Mim, meus olhos encarando os seus, verdes, como os meus.
— Duvidar da recém chegada que surgiu como a Carrie, a estranha, eu?
— Eu não assisti Joaquim morrer para sofrer isso, Pedro. — Falei o nome dele com tanta mágoa que eu senti pena de mim. Vendo olhares maldoso sendo lançados a Peter, sorri internamente.
Rosnei novamente, só para ele, por puro efeito dramático, vendo ele se afastar e resmungar algo como “Meu nome não é Pedro”. A loirinha A e o loirinho B (SUPER GÊMEOS) me encaravam como se suspeitassem de alguma coisa, apesar do rosnado ter sido despercebido, e tentei parecer mais abatida ainda.
Por favor né, mais abatida só se eu me jogar nessa grama e rolar ladeira abaixo
Meu problema não fora resolvido, todos ainda digeriam a possível volta do meu bisavô, provavelmente se perguntando se era uma ameaça ou uma coincidência boba. As últimas palavras de ‘Joaquim’ tomando proporções gigantescas.
— Enfim, — D anunciou cansado. Aí. — qual é o seu nome, garota?
Pensei em zoar com a cara de todos e responder Medeia ou coisa assim, mas minha mãe me deu um nome por um motivo, e eu seria lembrada por ele.
— Aurora. — Por fim, eu disse, tímida.
— Algum sobrenome, se somos dignos, Aurora? — Mais resmungos mal-humorados de Perry.
Naquele momento eu queria muito mesmo responder Malfoy. De todo o coração. Minha essência divina gritava por aquele momento. Aurora Malfoy é simplesmente o nome mais foda existente. Mas existia a pequena possibilidade de eles desconfiarem.
Nah, fazer o que? Decidi ser uma futura esposa adequada por um momento.
— Aurora di Mercurio. Não sei se são, mas Joaquim era.
Phillipe revirou os olhos, irritado mais uma vez, enquanto mais olhares eram lançados a ele. Dionísio pigarreou, chamando minha atenção novamente. Um brilho diferente em seu olhar.
Veja, eu posso ser um pouco psicopata, causei tragédias, fui banida temporariamente do Olimpo, acabei de tentar matar centenas de crianças, mas Dionísio é simplesmente o cara mais maluco que já conheci. E, como prima dele, me permitia ver um lado que o Olimpo sano não conseguia, ele sendo só o cara do vinho para muitos, e o tio bêbado para o Acampamento. Ele é deus da insanidade por um motivo.
Uma careta já se formou em meu rosto. Oh não.
— Perry, Annie Bell, Weasley, Piper... Estão dispensados. — Anunciou, num súbito bom-humor. — Porquê eu não acompanho a senhorita di Mercurio até a Casa Grande, sim?
— Não precisa. — Tento não soar desesperada quando balbucio. — Digo, você deve ser um tio bem ocupado, vá fazer algo importante. Tchau. — E indiquei um caminho qualquer, por minha falta de direção, em vão tentando me livrar dele. A inocência fingida se esvaindo de mim.
Eu não precisava dele no meu pé, entende? Pra irritar ele, eu fico o quanto puder, mas quando o jogo vira, eu simplesmente não preciso, não sou obrigada, eu não mereço!
— Eu insisto.
— E eu recuso, preciso ir a enfermaria antes.
— A Casa Grande acontece de ser ao lado da enfermaria, huh?
Ele iria me dedurar para Zeus. Ele iria me mandar para o Conselho Olimpiano. Eu seria exilada! Banida para sempre! MEUS PODERES DE DEUSA SERIAM RETIRADOS E EU SERIA A VERGONHA DO OLIMPO E ISSO NÃO ACONTECERIA SOBRE MEU CUIDADO. Pensei rápido, em outra alternativa que não incluísse cavar de Long Island até o submundo e engolir todas e quaisquer sementes de romã que eu encontrar.
Bem, esse era meu Plano B e parte de algo muito maior, esquece.
Eu não era ‘A experiente’ em manipulação de pressão, quem dirá manipulação de sangue, mas eu tinha que tentar. Um passo em falso e eu podia sofrer um ataque cardíaco, o que não seria nada legal. O meu sangue estava em minhas mãos.
Badumtss.
— O.K., mas considere isso...
Comecei, como se tivesse grande merda pra dizer, um início de um argumento fantástico. E, simples assim....
Desmaiei.
Longa história.
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