Notas iniciais
Bom gente, eu sei que demorei... Eu sei. Mas mano, eu estudo no Objetivo, tenho duas provas por bimestre(Duas de cada matéria), tipo: PUTA MERDA MANO! Isso esgota toda a gota de criatividade que eu tenho. Sabe? Meio que eu tenho que ser sempre a aula nota dez, sempre a melhor em tudo, sempre a que tem os melhores textos, sempre a mais criativa(E eu sempre acabo fazendo os trabalhos em duplas com minhas amigas, ou seja, faço sozinha) e sempre a queridinha. PORRA ISSO É UMA MERDA! Sem contar que agora eu estou NAMORANDO e tipo, eu tô muito feliz e tal. E sem contar que esse capítulo eu dedico a minha linda melhor amiga Yasmim Alves. Beijos Ya. E partiu ler né? É.

POV Tom Riddle:

O inverno estava chegando cada vez mais perto do seu limite. Nevava como nunca, estava frio como se o mundo tivesse prestes a entrar em um colapso por falta de energias mais calorosas e os casais apaixonados de Hogwarts ficavam cada vez mais juntos pra lá e pra cá. Especialmente no sétimo ano, já que muitos ali iriam se casar com seus namorados. Mas eu e Seler não. Eu não a amava. Ela, como todas as Malfoys, era apenas um troféu. Apenas o sobrenome. Ela não me atraia, mesmo vários a achando linda e esplendida, eu só conseguia ver uma garota mimada e egocêntrica que era dona de cabelos loiros platinados e ridículos. Eu não sentia nada perto dela. Nada.

Abraxas sumiu. Como sempre em todos os seis anos e um mês que estivemos em Hogwarts ele não estava aqui. Provavelmente estava iludindo qualquer garota por aí. Seus pais querem que ele arranje uma pretendente de nome forte, eles querem que ele evolua para o que acham certo de um Malfoy. Mas Abraxas não quer evoluir, ele quer ser ele mesmo, ele quer fazer a diferença entre tantas almas vazias que têm na família Malfoy. Seler é uma.

Não que eu dê valor a algo como bondade e caridade. Não acho isso uma atitude de quem têm cérebro. As pessoas se aproveitam de pessoas boas. Sempre fizeram isso. É dar o bem, que lhe devolvem o mal. É dar o amor, que lhe devolvem o ódio e a repulsa em triplo. Francamente, o amor, não existe.

Eu sei que não existe...

Nem ao menos por ele eu fui concebido...

– Amor, tudo bem? — Uma voz escandalosamente ridícula me chamou. Eu sabia quem era. Seler, claro. Ela têm corrido atrás de mim durante muitos dias ultimamente. Ela chega, me abraça como se eu gostasse do ato, e depois, fica com melação pra cima de mim. O que não é normal dela.

– Seler, isso irrita. — Frio como um iceberg.

– Ai, Tom, não precisa ser tão grosso! — Choramingou, como se eu me importasse com ela. Na verdade, eu no mínimo a aturo.

– Eu não tenho culpa se você tira a paciência de qualquer um só por respirar, Seler... — Meu tom de ironia a fez ficar com lágrimas nos olhos. Eu a encarei friamente, todos no corredor nos olhavam. — Afinal, pra quê tanta melação, você nunca foi assim?!

– Nós... Você... Vamos casar, Tom! Todos já sabem!

– Vamos o que? — Ri, mas ainda assim continuava frio. — Eu nunca me casaria com você, Seler. Nem seu sobrenome renomado e congregado salva essa sua personalidade irritante e grosseira. Você não entende, não é? Você irrita qualquer um que fique ao seu lado por dois segundos. Cansa.

– É ela, não é? — Ela agora, mais do que nunca, não parecia uma Malfoy. Seus olhos antes delineados com lápis preto estavam borrados. Dava a aparência de uma louca. Seu cabelo liso e loiro platinado estava levemente bagunçado e sua boca tremia ao segurar soluços tremidos e inseguros. Ela queria falar algo, queria xingar-me até o último, mas ela tinha medo. Seler Malfoy era uma covarde, assim como muitos de seus parentes.

– Ela quem... — Falei, desinteressado.

– Ela, quem seria ela? — Ela passou seus dedos de uma forma determinada pelos olhos. Fechou-os por três segundos. Eu percebi ali, que havia ferido o orgulho de uma Malfoy, que fiz o que muitos fizeram, mas antes do casamento, da transa, e do herdeiro legítimo. Eu ignorei ao charme e sensualidade de uma Malfoy e isso, era demais para elas. — Eu estou falando da garota que você se apaixonou, Riddle. Eu estou falando da mulher que você possuiu e que lhe fez esquecer de mim... Ou melhor... Olha só pra você! Nunca me desejou, nunca me quis... Isso qualquer um sentia de longe. Mas o que ninguém sabia é que você estava apaixonado... Mas eu não sou tonta, Riddle! Eu também sou mulher... E eu sei quem é... E ISSO NÃO VAI ACONTECER, SABE O MOTIVO? ELA TE ODEIA, COMO MUITOS AQUI! ELA NÃO SUPORTA VOCÊ, ELA TE QUER LONGE, VOCÊ NO FUNDO SABE QUE É ISSO QUE ELA E O MUNDO QUEREM... VOCÊ LONGE, OU EM OUTRAS PALAVRAS, MORTO. Você estaria melhor morto.

Eu olhei para Seler, Ela olhou para mim.

E eu ri. E com esse simples ato, todo o corredor voltou a andar. Em poucos seis minutos ele estava deserto. Quase como se estivesse desabitado há anos e mais anos.

– Você sabe gritar, não é? — Peguei minha varinha do bolso. Passei ela várias e várias vezes pelos meus dedos e dei uma risada escandalosamente maligna que ecoou como nunca pelo corredor. Seler me olhou, assustada e relutante. Não precisava ser um gênio pra saber o que ela estava pensando, na verdade, pela sua cara de medo, sabia-se que ela presumia que eu iria mata-la. — Não sei o motivo de você ser tão impulsiva, Seler, querida; Talvez a péssima educação que sua mãe negada tenha lhe oferecido. Talvez porquê você cresceu ouvindo que era o centro do universo quando na verdade não é nem tão inteligente e bonita assim... Mas eu sei que você ficou assim e que está no meu caminho... — Ela foi recuando até bater contra a parede e cair no chão. Guardei a varinha no meu bolso do casaco e peguei Seler pelos cabelos. Ela deu um gemido de dor. Empurrei ela até uma porta que surgira no meio do nada e a joguei na sala lá contida. Ela desabou no choro. Bati várias e várias vezes em seu rosto até pega-la pelo pescoço e ergue-la até vários centímetros a cima de mim. Ela ficou sufocada cada vez mais até desmaiar, ela morreria se não tivesse sido a pancada na minha cabeça logo em seguida. Tudo ficou preto.

*****

POV Hanna Dumbledore:

Riddle estava desacordado fazia duas horas. Ninguém poderia achar a sala vem e vai. Nem mesmo meu pai ou o diretor Dippet. Por hora eu estava segura, mas eu não sabia até quando, nem sabia que horas o filhote de satã do Riddle iria acordar, eu não sabia o que fazer. Jazia uma garota linda no tapete que estava estirado no chão. Loira, olhos claros e jovem. Tudo para ser livre e feliz, mas por algum motivo ela resolveu querer se meter com Tom Marvolo Riddle. Não sei o motivo, nem o que houve, nem o que fora dito entre eu e ele além do "Não me esqueça.", mas eu sei, e acho que sempre soube que ele era perigoso. Isso se lia em seus olhos verdes safiras. Isso se lia em sua fase branca, isso se lia em sua alma negra.

– Sempre se mete em tudo, não é Dumbledore?– Perguntou uma voz. a voz dele.

– Depende, Riddle. Alguém apagou minha memória, então estou fazendo tudo por instinto mesmo. — Rebati. Ele me encarou por um tempo. Não sei quanto tempo direito, mas sei que pareceu uma eternidade.

– De nada. — Ele enfim respondeu.

– Não disse obrigada. — Minha voz saiu seca. Ele deu uma risada de descaso que fez meu cérebro começar a trabalhar de forma perigosa para qualquer pessoa. Senti meu corpo ficar quente e senti meu ódio pela vida subir. Não sei o motivo. Era apenas uma risada, mas parecia que iria me matar.

– Eu sei. — Ele simplesmente disse. — O que fazemos com ela?

– O que fazemos? O que você fará!

– Está tão envolvida nisso quanto eu, Dumbledore.

– Por quê pronuncia meu nome com tanto descaso, Riddle? — Me aproximei dele e o encarei olho no olho. Consegui ver estrelas naquela imensidão verde. Como folhas de chá, aquela cor daqueles olhos tornava tudo um momento simples e leve. Tudo parecia parar ao ver aqueles malditos olhos.

– Por quê seu sobrenome é um descaso. — Ele disse, mas sua boca não se mexeu. Como se não quisesse chamar a atenção. O que era, impossível.

– Se isso saísse de uma boca íntegra eu até me abalaria.

– Mentir é feio. — Respondeu.

– Matar também. — Rebati e sai de perto dele. Ele pareceu relutar. Mas ai olhamos para o lado e foi quando vimos que Seler agora não era mais uma garota linda e loira. Mas ela estava sangrando, e muito.

Talvez estivesse até mesmo, morta.

Corri até a garota para ver o que estava acontecendo. Ela estava sangrando muito, de forma arrebatadora, mas ainda estava viva. Ainda.

– Meu Deus, Riddle... Ela estava... Ela estava... Grávida! — E pela primeira vez, vi Tom Riddle com medo em seu rosto.

– Alguém está ai? — Uma terceira voz chamou. O novo zelador.

– Vamos. — Riddle me puxou até a saída. — Isso nunca aconteceu.

– Nunca. — Respondi.

– Nunca.

E saímos, cada um para um lado.

*****

POV Charlus Potter:

Eu estava no banheiro masculino. As duas últimas aulas eram vagas e eu não estava nenhum pouco afim de sentar lá fora com meus amigos e falar sobre coisas irrelevantes nesse momento como Quadribol. Eu estava sentindo culpa, uma enorme culpa. E eu ainda me sentia sujo. Eu estava mentindo para Dorea. Eu estava escondendo dela a verdadeira irmã que ela tinha... E isso me matava.

– Deve ser horrível, não é? — Chamou-me uma voz doce. Me virei e vi Loretta Black me encarando. Ela era um monstrinho disfarçado de santo.

– Some da minha frente, demônio júnior! — Berrei. Como ela podia ser tão fria com apenas treze anos?

– Está sofrendo... E mentindo... Tsc, Tsc, Tsc... Isso é tão feio! — Ela era uma menina sensual. Admito, mas ela ainda era podre. Ela matara por prazer.

– Como pode fazer isso com a sua irmã? — Perguntei.

– Dory já foi a queridinha da família. Mas hoje é a ovelha negra! Você já foi o certinho, e hoje está mentindo. Hannie já foi a verdadeira, hoje ela é a falsa. Minnie já foi a encalhada, hoje ela é a apaixonada não correspondida. E a sangue-ruim já foi a esperta, hoje ela é a burra. O Weasley já foi a criança que brincava, hoje ele é o brinquedo. As coisas mudam...

– Mas nós somos unidos! Você não muda isso!

– A verdade tem pernas curtas. E eu estou cheia de facas para corta-las. Você é como o anoitecer, é intenso, mas é passageiro. Dory vai ficar sabendo, vai sofrer, mas ela vai te esquecer. Até mais tardar.

E essa era Lorreta. Demorei mais cinco minutos para perceber.

Era isso.

***

– Charlie, faz três horas que estamos aqui tentando descobrir o que ela quis dizer com isso! Tem que ter mais pistas! — Exclamou Hannie.

– Não tem, são só essas!

– Tá, onde ela estava? — Perguntou Hannie.

– Ali ó. — Apontei para a pia. Hannie foi andando até ela. Parou em frente e colocou a mão na boca.

– Meu Deus! — Gritou. — Olha isso!

E meu mundo caiu.