The Girl-Problem.
11 I'm guilty.
POV Dorea Black:
Havia me perdido de Hannie, achado Sept e o Potter sem Kath.
Meu Merlin!
– Vocês perderam o juízo? Perder Kath bem agora quando Riddle quer... — Minha frase morreu em meus próprios lábios. Ele queria algum tipo de vingança sobre Hanna Dumbledore por algum fato desconhecido para mim. E Sept estava ligeiramente mais preocupado com Hanna, dava para notar. Potter estava a ponto de ter um treco de preocupação. Eu estava me sentindo incomodada por isso.
Nós andávamos de forma estranha, hora rápido, hora devagar, hora cautelosos, hora fazendo barulho. Tudo que conseguíamos pensar era se elas estavam bem, se nós tínhamos culpa de algo que estava acontecendo ali. Ou ao menos do que iria acontecer. Ou do que poderia acontecer.
Não era bom pensar nisso agora.
Gritos.
Choros.
Urros.
Nada de bom, assim por dizer, foi o que deu para nós ouvirmos.
Nos entreolhamos, e sem dar tempo para pensar, corremos, corremos o mais rápido que podíamos e assim que chegamos eu me arrependi da escolha de ter certeza. Lá estava Hanna chorando em cima de Kath que sangrava. Hanna falava feitiços inúteis no momento, ela tentava ajudar de qualquer jeito Kath, mas claramente sem nenhum sucesso. Ela estava nervosa demais para fazer algo.
O chão estava com alguns corpos pretos caídos e também sangrando. Ninguém que eu quisesse saber quem era, eu tinha medo de no meio dessa sujeira descobrisse que havia sido um parente distante, um primo ou até mesmo um irmão a fazer isso, pode ter certeza eu tinha uma certa desconfiança sobre quem era. Eu pensava que talvez fosse apenas ilusão, que Druella ou Cassiopeia adoravam a Riddle, achei, no fundo do meu coração, que esse amor platônico não chegaria a tanto, mas obviamente eu estava errada.
Potter pareceu cair de um penhasco enorme e se perder no infinito. Sept estava tentando acalmar Hanna que chorava e murmurava coisas. Eu tive que ajudar Kath, mas só a Kath, eu não ajudaria aquelas pessoas de casacos pretos e olhares vagos que sangravam. Eu sinceramente achei ótimo Hannie ter explodido.
Kath me falou uma vez o que acontecia com Hannie.
" — Ela é uma boa pessoa, é ótima. Mas ela não tem poderes normais, percebi isso em sua alma assim que Hannie me viu pela primeira vez. Ela tem uma alma devastadora, destrutiva, uma alma que não deveria estar lá, no corpo dela. Mas agora que está, não quer sair de jeito algum, então, como um modo de proteção a ela mesma, ela explode tudo de dentro para fora. Vi isso quando Alvo foi vê-la, a sala da Sra. Cole ficou deplorável. Eu não quero ficar perto dela quando ela explodir, é provável que eu saia morta. Mas acho que talvez eu e você possamos acalmar essa alma rebelde dela."
Aquelas foram as palavras ditas por Kath, as últimas palavras antes disso tudo. Me dói pensar que talvez possam ter sido as últimas mesmo. As últimas direcionadas a mim. Não dá pra imaginar um mundo onde não tenha uma Kath no mundo para agradar, zoar, irritar e ajudar.
Eu consegui fazê-la parar de sangrar, mas não tinha certeza se ela viveria.
Isso me matava e matava Hannie aos poucos.
– Minha culpa... Foi minha culpa... — Murmurava Hannie.
– Não, Hann, não foi sua culpa... Entenda... — Sept chamou Potter que foi até lá e olhou nos olhos azuis de Hannie. Ele olhou para ela e disse:
– Hanna Dumbledore, não foi sua culpa! Foi culpa de Riddle e desses... — A frase morreu no ar. Do que chamaríamos eles afinal? Eles eram a maioria nossos parentes, parentes que sabiam que amávamos Kath, mas ignoraram esse fato.
Isso não é amor familiar.
Aliás, nem tenho certeza se sei que diabos é isso.
Não, eu não sei. Eu vi meu irmão, um aborto ser queimado. Não sei o que é amor, nenhum Black sabe! Todos preocupados com a aparência, com a linhagem, com a magia, ninguém ali quer saber da Felicidade, da bondade, da verdade... Da lealdade... E da honestidade. Ninguém ali se importa com o que deveria.
Sept. Colocou Hannie no colo e Potter Kath, levamos as duas para a enfermaria onde demos remédios para Kath, que dormiu. Hannie e eu ficamos lá e falamos para eles irem dormir. Eles protestaram umas... 53 vezes e não adiantou nada, eles foram e nós ficamos.
– O que aconteceu, Hannie? — Perguntei o que eu queria. Ela mentiria eu tinha certeza, e eu não hesitaria em usar legilimens nela, afinal, seria por uma boa causa. Ela me olhou nos olhos e vi sua pupila se expandir. Então me lembrei de uma conversa que ouvi entre Slug e Dumble.
" — Não são dons comuns, Horácio! Hanna consegue controlar seres humanos, ela conseguiria fazer Gellert parar se quisesse, seria apenas expandir apela pupila e pronto, vida feliz.
– Vamos convence-la a fazer isso então.
– Não vou persuadir minha filha! "
Era isso que ela queria, queria me comandar! Queria me fazer esquecer da pergunta! Virei o rosto e ela fez uma expressão de terror, como se não tivesse certa noção do que estava fazendo. Mas não chorou. Ela não queria chorar.
– Eu... Eu beijei Riddle. — Agora ela chorou. — Eu juro que eu não queria. Eu estava fraca, com medo, e a porta trancada por um feitiço que só iria se desfazer se eu fizesse aquela coisa, então eu o beijei, mas eu me dei conta, antes que... Antes que eu fizesse algo pior e o empurrei... Eu não queria, eu juro Dory, eu juro que eu não queria, mas estava tudo tão confuso... — Eu a abracei. Acredite, se ela acha que tudo está confuso agora, ela não vai querer saber sobre uma coisa sobre Riddle que eu não deveria dizer mas...
– Riddle tem namorada. — Eu falei esperando choro, mas não, não, não e não. Tudo que vi Hanna fazer foi olhar de um jeito estranho para o nada como se cogitasse uma ideia de vingança. Pude ver ela franzir o cenho como se tivesse tido uma ideia e avaliasse se seria uma boa. E então a vi sorrir de uma forma maligna.
De uma forma Slytherina.
E pela primeira vez eu senti que Tom Riddle iria perder o posto de Malvado para a princesinha do mundo mágico, para a Filha de Alvo Dumbledore. Para Hanna Dumbledore. E eu gostava disso. Eu amava isso.

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