The Girl-Problem.

2 Butting heads with the enemy.


Notas iniciais
Segundo Capítulo! Estou orgulhosa! Genteney, espero que estejam gostando! Comentem ok? OK.

POV Hanna Dumbledore:

Era meu aniversário de dezessete anos e eu estava sozinha no meio do Orfanato Thomas Jr que amanhã vai fechar, consequentemente serei transferida para o orfanato Wool, o que me deixa tranquila, mas nada aliviada.

Deitada sob os lençois sujos do orfanato eu me recordava de algo que tinha acontecido nesse mesmo horário oito anos atrás: A morte da minha mãe. Coisa terrível tanto para ela quanto para mim: Morreu traída pelo próprio irmão, que tanto amou. E o motivo era a minha custódia, eu acho. Ela morreu e eu fugi, e assim terminou nossa linda reunião de família.

Quando eu cheguei aqui, aos meus dez anos recém-completados, Orfã de mãe, menina, e muito, mas muito chateada comigo mesma, eu não sabia controlar meus poderes, nem bem sabia usa-los tão bem quanto sei agora... Em resumo: Ouve muitas mortes "estranhas" aqui, e ninguém, a não ser eu mesma e a Srta. Evans sabe disso, ela apenas desconfia, mas não tem provas, e mesmo sem provas eu pago o castigo.

Dos dez aos doze anos eu apanhei demais por sair escondida para comprar livros, livros que eu logo aprendi a trona-los invisíveis, pois seriam tomados e jogados fora se elas os vissem, já que aqui, é um "Orfanato de religião", e isso é considerado coisa de gente errada, e não é permitido.

Aos meus treze anos eu aprendi não só a controlar meus poderes e fazer magias avançadas como também aprendi a usar meus poderes para meu próprio benefício, e isso vem me salvado desde então, já que toda vez que alguém do ministério aparece por essa porta, eu faço-o mudar de ideia e apagar as ocorrências. Sou caçada por Gellert até hoje.

Como eu sei? Fácil, mais ou menos todos os dias que eu boto os pés para fora dessa casinha infernal, algum seguidor dele aparece e tenta me sequestrar, mas eu sempre escapo, e às vezes eu acabo os matando, e passo a noite toda chorando por isso, mas eu não tinha escolha, era eu ou ele, e eu escolhi que seria eu.

Agora eu estou aqui, em plenos dezessete anos, sem mãe, lendo o profeta diário que eu roubei de uma casa bruxa aqui perto. E vendo meu pai, Alvo Dumbledore, estampado na capa com sua nova e genial descoberta sobre os doze utilidades para o sangue de dragão, e ele parece não saber de nada, e pelo que minha mãe disse, ele realmente não tem ideia.

******

Já eram cinco da manhã quando eu ouvi uma voz familiar nada amigável, o nome desse ser? Srta. Evans, e ela estava saltitante por finalmente estar se livrando de mim. Tudo bem.

Arrumei minhas coisas e fui até a porta com a minha mala, olhei para trás e dei um suspiro de tédio, e não, eu não estava triste por estar abandonando esse maldito lugar, muito pelo contrário, eu estava feliz! Então, eu sai do quarto e observei mais umas nove crianças saindo junto a mim em direção ao carro que nos levaria, a outra parte iria amanhã. Legal.

Não, eu não tinha falsas esperanças de que eu me daria melhor naquele lugar, afinal, sempre tem pessoas maldosas por toda parte, e uma coisa que eu aprendi convivendo entre trouxas é que elas existem independente da situação, elas são assim por nascença, ninguém é pelo fato de querer ser.

– Ai, agente vai ter que ir com a Dumbledore esquisita? — Falou uma menina de aparentemente quinze anos, com medo e arrogância. Minha fama não é lá das melhores, eu devo admitir.

– Acho que Evans realmente odeia a gente... — Cumpliciou a amiga da garota, que devia ter a mesma idade. Eu apenas revirei os olhos para aquelas duas meninas idiotas que provavelmente seriam donas de casa que fofocam sobre a vizinhança como único meio de satisfação, já que ao considerar as poucas aulas que temos juntas, elas não sabem escrever nem o próprio nome.

Subi no carro e me sentei, tentei sentar o máximo possível longe das garotas, mas não deu muito certo, tive que ouvir a viagem toda de como a bunda de um tal de Johnson é linda, o que me fez olhar para o teto a viagem toda. Idiotas! como eu disse e repito.

Ao chegar no Orfanato eu pensei estar em um filme de terror, mas eu percebi, não era real, e era horrível. Eu tinha certeza que muita merda ia acontecer.

Entramos lá e fomos recebidos pela Sra. Cole, que era, admito, muito boazinha e totalmente doce.

– Venham, irei mostrar seus quartos, queridos! — Ela disse sorrindo feliz, mas dava pra ver seu olhar de pena que ela repreendia muito bem, uma ótima atriz.

Ela mostrou um monte de quartos, onde cada um, um por um ia entrando, até que só tinha eu parada ali, ela me olhou, avaliando-me por completo e depois me mostrou um quarto com uma porta preta com uma serpente na porta e disse, sorrindo, com ainda mais pena. Me senti como se eu estivesse nua.

– Aqui... Não tinha mais quartos de meninas, e eu conversei com a Srta. Evans e ela me disse que você... Bem, enfim, eu tenho alguém como você aqui e... — Ela disse me olhando como se esperasse um protesto ou algo que não a agradasse, logo ela completou — Tom, temos uma nova colega de quarto para você.

E eu me surpreendi, descrente que ela teve audácia para fazer isso.