The Ghost Of Her
10 Capítulo 10
Notas iniciais
^^
espero que gostem
bem, como eu to apressando um pokinho a fic, nos proximos caps eu vou deixar esse assunto de Tracy de lado e vou passar pros outros personagens
^^
mas não tenho nada concreto ainda
bjs
S: Sim, primas. Éramos primas.
K: Então eu e Frank somos...
S: Primos de 3° grau.
F: Ai, meldels!! Eu estou namorando minha prima! Uma das únicas parentes que eu tenho! Isso é demais pra mim. — disse isso e desmaiou.
K: Frank!? Mãe, pega um copo de água! Ai, meldels, Frank! Acorda, meu amor! Acorda! — disse dando leves tapinhas em suas bochechas.
Acho que ainda não tinha entendido o que acabara de ser dito. Éramos primos. Sim, primos de 3° grau, mas não deixamos de ser parentes. Comecei a chorar, não sei se por causa do desmaio do Frank, ou se foi por causa da notícia. Minha mãe chegou com o copo d\\\'água e jogou a água toda no rosto de Frank, que acordou gritando.
K: Frank?! Você tá bem?
F: Primos... — ele começava a chorar. Eu já estava aos prantos, quando minha mãe ficou séria e mudou o tom de voz.
S: Escutem aqui. Isso lá é motivo pra chorar? Vocês são primo de 3° grau, sim, mas isso não impede que vocês continuem juntos! Primos de 3° grau não chega nem a ser parente! Parem já com o drama! Isso deveria ser feliz, afinal, Frank descobriu novos parentes!
K: Mas, mãe... Primos! Entende o que quero dizer?? Parentes! Isso atrapalha, sim, nossa relação!
S: Pára de chorar, menina! Você sempre foi emotiva, acho que puxou o seu pai. Isso não atrapalha em NADA a relação dos dois. Se existe amor, nada pode atrapalhar vocês. E eu sei que existe amor entre os dois! Primos de 3° grau não são parentes! O DNA de vocês não é o mesmo, vocês não terão problemas em ter filhos, ou casar. Continua a mesma coisa entre os dois. O que muda é que sou prima do Frank, só isso!
F: A-Acho que sim. Isso não vai atrapalhar em nada nossa relação, neh?
K: Claro, meu amor. Pensando melhor, isso até foi bom. Você não está mais sozinho. — Nos abraçamos. — Mãe, porque a senhora nunca me contou?
S: Você nunca perguntou!
K e F: oO
S: Vamos pra cozinha. Frank, se não me engano, tem algumas roupas suas no armário no quarto da Katherine. Suba e se troque. Kate, Vamos fazer um chá para comer com o bolo. ^^
K: V-Você me chamou de Kate?? OO
S: Sim, algum problema?
K: Não! Nenhum! É só... meio estranho. Você sempre me chamou de Katherine.
S: E você sempre reclamava. — rimos — Aiai, como era um tempo bom. E então, minha querida? Está trabalhando ou está apenas gastando a herança de seu pai?
K: Por incrível que pareça, não trabalho. Mal tenho tempo de descansar. Durante toda a semana tem aula, de manhã e à tarde, exceto na 6ª. No sábado às vezes tem alguma aula prática, ou algum extra-classe, como os treinos de equipe e alguns jogos. Eu ainda sou a presidente do Clube de Jornalismo e do Clube de Ciências, que têm reuniões sábado à tarde. Então sobra apenas o domingo de descanso, coisa muito rara pra mim, já que as meninas insistem em sair, e me arrastam junto.
S: Mas então você deve estar exausta!
K: Na verdade, não. Nesse fim de semana não vai ter nada pra fazer na faculdade. Posso vir pra cá?
S: E precisa pedir? Você é dona dessa casa, assim como eu sou! Você é a única herdeira da família Phillips. Você e seus amigos serão sempre Bem-vindos nessa casa.
K: Obrigada, mãe.
S: ^^
K: Mãe? Você sabe alguma coisa da vida de Tracy? Sei lá, segredos, pessoas que ela não se dava bem, problemas, discussões, algo do tipo?
S: Por quê quer tanto saber?
K: Tracy foi assassinada, isso nós sabemos. Ela apareceu para nós justamente para pedir ajuda. Prometemos à ela que a ajudaríamos, não importa o que houver. Temos que terminar esse mistério e temos que vingar a morte dela, custe o que custar.
F: Voltei.
S: Não sei se posso ajudar em muita coisa. O quê querem saber sobre a vida dela?
K: Como ela e Robert se conheceram, a vida dela naquela casa, os problemas que ela enfrentava lá, a discriminação por parte de Elizabeth, tudo.
S: Bem...
***Flash Back On***
T: Ai, Susan! Acho que me apaixonei.
S: Sério? Por quem?
T: Você não conhece, prima. O Robert, da minha sala. Ele é um grande amigo, sempre foi. Mas agora tenho medo de que a nossa amizade acabe por esse motivo.
S: Prima, vai com fé! Se ele não gostar de você, paciência. A amizade de vocês é forte o suficiente pra agüentar isso.
T: Tem razão! Aff... Ele está vindo aqui em casa. Já deve estar chegando. Nós vamos sair pra passear no parque. Estou tão feliz!!
S: E eu também!! Feliz por você!! — abraçando-a — Vamos terminar de te arrumar.
T: Tá legal!
As duas foram para a frente do espelho, enquanto Susan arrumava os negros e longos cabelos de Tracy, esta passava perfume, terminando toda a arrumação. Tracy estava deslumbrante, com seu vestido preto, seus cabelos presos num rabo-de-cavalo e com seu ar sempre doce mas ao mesmo tempo misterioso.
***Flash Back Off***
K: Então eles eram amigos de infância?
S: Sim. Nossas famílias eram as mais ricas e poderosas da cidade na época. E apesar disso, Elizabeth insistia em dizer que Tracy não era da mesma classe de Robert. Desde o início ela fazia de tudo pra acabar com o romance. Alguns anos depois, ela conseguiu. Armou tudo direitinho de modo que parecesse que Robert traiu Tracy.
K: Como ele agiu?
S: Afundou-se em depressão. Passava as noites em claro, saía à noite para beber e voltava totalmente bêbado. Começou a enlouquecer, largou tudo de lado, tentou matar a mãe, tentou se matar.
K: Isso aumentou ainda mais a raiva de Elizabeth por Tracy. Mas Beth preferiu contar a verdade e ver o filho feliz, do que se ver morta.
S: Não. James, o pai de Robert, descobriu tudo e ameaçou Beth. Então ela teve que contar toda a verdade. Robert ficou com muita raiva da mãe, então decidiu casar logo com Tracy e ir morar em outro lugar. Achou assim que estava não só se protegendo, mas protegendo Tracy também. Foram morar em Londres, mas não ficaram por muito tempo, porque James morreu num acidente misterioso. Então voltaram a morar na fazenda. Tracy vivia reclamando de Beth pra mim.
K: Ela falava que Elizabeth a ameaçava, e só não a matou porque Tracy engravidou e Robert decidiu se mudar novamente.
S: Isso mesmo. Como sabe?
K: Maggie, a empregada da fazenda nos contou quando estivemos lá ano passado.
S: Então vocês já sabem do resto. Tracy teve Frank, e alguns dias depois ela e Robert brigaram, e ela sofreu aquele acidente horrível.
F: Não! Ela não sofreu nenhum acidente! Acho que ela tinha um caso com Jared, eu via os dois juntos quando era menor. Acho que ela envenenou minha mãe e fez tudo parecer um acidente.
S: ??
K: Encontramos alguns comprovantes de venda e o produto era cianureto.
S: Um veneno para matar ratos, que não é detectado na autópsia do corpo. Hum.. Interessante.
K: Lilly deve ter o arquivo na delegacia.
F: Quem é Lilly?
K: Uma prima mais velha, que é detetive. Estamos próximos da resolução do mistério, já posso sentir!
F: Vamos no IML amanhã procurar o arquivo da minha mãe. Depois passamos no departamento na delegacia e mostramos todas as provas.
S: Não serão suficientes. Vocês devem tentar achar mais pistas. Escutem, semana que vem é feriado, e a faculdade vai juntar tudo e dar uma semana de festas. Nessa semana vocês devem ir na fazenda, e tentar achar mais pistas lá. Se não me engano, Tracy falou-me uma vez que guardava seu diário num alçapão, no porão. Lá também eram guardados outros arquivos pessoais, entre eles um baú grande, pertencente à Elizabeth. Creio que se encontrarem a chave do baú, encontram as pistas finais.
F: Então temos que ir na fazenda numa época em que ela esteja viajando e Jared esteja fora.
K: Nós vamos conseguir, meu amor. Tenho certeza.
Fale com o autor