The Ghost Of Her
4 .4.
Notas iniciais
Vou postar até o 10 porque não tenho muita coisa pronta de The Ghost Of Her... ^^
Grace olhava impacientemente para o relógio. Teriam que ir logo para o jornal e Belle não chegava. Onde havia se metido? Estava parada em frente ao local onde aquele homem estava e sentou-se em frente a árvore que ele havia esmurrado.
Viu desenhado na mesma um coração com as iniciais \"F&G\". Achou engraçado, afinal \"G\" também era a sua inicial. Seria dele? Como se chamaria? Gustavo? Guilherme? Geovani? Não... Ele não parecia italiano... Nem um pouco!Seu celular tocou e ela olhou o número, sorrindo ao reconhecê-lo.- Jared!- Amor da minha vida!- Senhor Leto, eu já falei com você sobre isso... Já estou um tanto carente e você é um pedaço de mal caminho. Não me provoque!Ele deu uma risadinha no outro lado da linha. Uma risada muito sexy por sinal. Grace pegou seu bloquinho de anotações e começou a se abanar.- Estão esperando por vocês aqui no jornal. Esta reportagem é para a edição de hoje a tarde.- Eu sei Jared. Agora só faltam as fotos da Belle. - E são muitas?- Não. Pouquíssimas. Já estamos terminando... — mentiu. — Em breve estamos chegando aí.- Okay. Amansarei a fera para vocês...- O-o chefe está aí?- Sim... E muito mal-humorado...- OMFG! E agora?- Eu já disse que o amanso para vocês...- Oh Jared! Obrigada! Nem sei como agradecê-lo...- Eu sei. Mais tarde conversamos sobre isso... — sua voz soou rouca e com uma entonação persuasiva e muito sensual.Grace pigarreou e se abanava ainda mais.- Seu bobo!- Bobo nada! Esperto... Até mais, Grace.- Até, Jared!Grace desligou o celular e ficou olhando para o aparelho, ainda imóvel. Ele estaria falando sério ou estaria apenas tirando uma com a cara dela? Jared era tão misterioso... Sua vida era um livro fechado, cuja a chave possuía apenas o dono. Ninguém sabia quase nada a seu respeito. O que o tornava ainda mais interessante...Dentro de certo táxi...- Está brincando! — Gerard gargalhava juntamente com Belle e o motorista sorria de leve, enquanto olhava para o casal pelo retrovisor.- É sério. Aí eu disse para ela: \"Você realmente está me pedindo para fotografá-la para sair no jornalzinho local?\" e ela respondeu: \"É mídia, fofinha, pode bater\" e fez beicinho... — Belle parou para mais uma sonora gargalhada.- Ela é tão tosca... — Gerard sacudia a cabeça.- O preço da fama. Alguns não sabem lidar com ela...- Central Park. — o motorista anunciou.- Obrigada! — Belle retirou o dinheiro da bolsa e entregou para ele e, em seguida, se dirigiu a Gerard. — Muito prazer, Sr. Way.- Oh! Por favor! Apenas Gerard, sim?- Okay... Gerard. — Belle abriu a porta do carro e já saía quando ele segurou seu braço. Automaticamente ela se virou e o olhou, curiosa.- Você tem planos para hoje a noite?- Hoje a noite? — Belle ficou pensativa. \"Não.\" — Tenho. — lançou-lhe um sorriso amarelo e tentou sair, mas ele novamente a impediu.- Amanhã?- Amanhã? — novamente fingiu que pensava. — Amanhã...não.- Quer sair comigo? Um jantar, cinema, sei lá...- Tudo bem. Às oito.Assim dizendo, saiu. Deixando-o mais uma vez boquiaberto.- Mas... Senhor Way, se o senhor não sabe qual o seu problema, como poderei ajudá-lo?- Eu... Tá eu sei qual é o meu problema. Só não gosto de falar sobre o assunto...Kate, mais uma vez, o olhou pelo canto dos olhos.- Senhor Way, eu não consigo entender! Eu sou sua psicóloga! Se o senhor me procurou, é por que queria falar sobre seu problema, certo?- Eu não vim por livre e espontânea vontade. E sim por livre e espontânea pressão. Minha mãe, praticamente, me obrigou a vir...- O senhor não acha que está bem grandinho para ser obrigado a fazer algo que não quer por seus pais?- Sim, eu acho. Agora explique a ela. Não vejo mal nenhum se eu fico em meu quarto ouvindo minhas músicas e lendo meus livros. Se eu não quero conversar, respeite porra! Por que esta preocupação agora? Sempre fui a sombra do Gerard... Sempre fui deixado para segundo plano pelo irmão mais comunicativo e bonito...Kate parou com as anotações. Ele demorou a falar, mas o pouco que falou já foi o suficiente para compreendê-lo perfeitamente. Havia passado quase que pelo mesmo problema. Porém, seu irmão era o caçula, e a atenção dos pais era toda para ele. Assim com o Sr. Way, ela também já se sentiu em segundo plano. Na verdade, se sentia assim naquele momento. Era como se ela não pertencesse àquele mundo... Era como entrar de penetra em uma festa.- Sim. Compreendo. Continue...- Não tenho o que continuar. Se eu tenho algum problema, Dra. Mansur, não foi minha culpa. Se eu sou fechado, também não é minha culpa. Eu não sei o que eu ainda faço aqui... — ele se levantou e pegou o casaco para sair do consultório, mas a voz autoritária e segura de Kate o interrompeu.- Senhor Way, pela minha curta, mas precisa, experiência, posso assegurar ao senhor que precisa de ajuda sim. Agora cabe ao senhor me deixar ajudá-lo ou não. Acho que algumas horas de conversa no seu dia-a-dia não o deixaria pior do que já está, muito pelo contrário. Eu sei que tenho capacidade para ajudá-lo, mas para isso o senhor precisa querê-lo. E então: aceita a minha ajuda ou não?
Michael a olhou por alguns minutos. Ninguém nunca havia falado com ele naquele tom. Nem mesmo sua mãe... Sentiu-se um moleque na \"Detenção\" da escola. Colocou o casaco novamente onde estava e seguiu para a cadeira acolchoada, acomodando-se novamente.- O que quer saber, Dra. Mansur?Kate sorriu levemente, vitoriosa. Sentia-se realizada. Sua única satisfação na vida, era ajudar as pessoas a sair do poço, onde ela mesma se encontrava. - Pois bem, Sr. Way, conte-me sobre sua infância.
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