The Ghost Of Her
10 .10.
Sally, em seu quarto, jogou-se na cama enquanto chorava compulsivamente. Nunca havia se sentido tão sozinha em sua vida. Sentia falta de sua cidade. De seus velhos amigos. Embora tivesse se apegado muito à Kate e Grace, com Belle havia sido diferente. Era como se ambas houvessem criado uma barreira imaginária entre si.
Agora, sem as duas com quem mais tem afinidade em casa, sentia-se solitária. Mais do que nunca. Precisava dividir com alguém sua felicidade. Seu ânimo. Sua ansiedade. Porém estava sozinha... Ouviu uma musiquinha irritante ao longe. Depois, caminhou até a mochila e apanhou o celular. - Alô?- Hello Sugar!- Shirley! Como vai?- Bem. Está ocupada?- Não.- Fará alguma coisa esta noite?- Não.- Bom, minha banda e eu faremos um show daqui a pouco no Darkness Night. Gostaria de ver-nos tocar?- Claro. Onde fica?Anotando o endereço em um pedaço qualquer de papel, Sally arrumou-se rapidamente e dirigiu-se ao local onde pudesse ver Shirley em sua performance.Passou por Belle, que, mais uma vez, interrompeu sua leitura e olhou-a, surpresa.- Bye.- Bye.Frank estava deitado no sofá confortável e tentava assistir um programa qualquer na TV. Minutos depois, sentiu os olhos pesar e adormeceu. Não se sabe por qual motivo, mas a mulher em seus sonhos são se tratava de Gwendolyn e sim daquela mesma mulher que havia visto no Central Park naquela manhã.Ela vestia um lindo vestido negro. O tecido era leve e modelava o corpo da jovem, ao passo que ela caminhava a seu encontro. Ao chegar até ele, enlaçou-o com ambos os braços e, aproximando o rosto lentamente, beijou-o com doçura.Frank acordou abruptamente. Sentou-se ao sofá e passou as costas da mão em sua testa suada. Depois, encobriu o rosto com as duas mãos enquanto sussurrava para si mesmo:- Desculpe-me, sim? Desculpe, meu amor! Eu... Não sei o que houve, Gwen... Jamais a trairei. Respeitarei sua memória. Isto é uma promessa...Grace estava dentro do carro de Jared indo para sabe-se lá onde. Havia ficado surpresa com o veículo caro parado em frente ao prédio, ainda mais quando avistou Jared saindo do mesmo. Enquanto dirigia, ele a olhava pelos cantos dos olhos vez em vez enquanto sorria levemente.- Para onde vamos, Jared?- Você verá, curiosa!- Não agüento esta agonia... Espere! Você não é um psicopata assassino, não?Jared riu sonoramente. Parou ao sinal e olhou-a, divertido.- E se eu fosse?Grace o olhava amedrontada e assustada.- Jared! Não brinque comigo!- Está certo. — o sinal abriu e Jared retornou a atenção para a rua à sua frente. — Eu não sou. Só quero que conheça um lugar bonito.- E que lugar é esse?- Eu posso ter o direito de fazer-lhe uma surpresa?Grace sorriu timidamente.- Okay. Pode.Seguiram, então, em silêncio até chegarem à um enorme portão. Ao ouvir a buzina de Jared, o mesmo fora aberto instantaneamente. Grace olhou, confusa, para Jared, que mais uma vez sorriu. O carro avançou pelo caminho acimentado e circundado por uma grama fofa, verdíssima e baixa. Após parar o carro em frente a uma enorme casa, Jared desceu do mesmo e abriu a porta para Grace sair. Segurou sua delicada mão e encaminhou com ela para a enorme escadaria. - Que linda a casa! É... sua?- Sim. Vamos. — Jared desconversou e ambos seguiram pela escadaria.Ao entrarem no Hall, Grace olhava bestificada a grandiosidade do lugar. Ele apontou o sofá para a garota, que sentou-se, desajeitada. Grace sentia-se fora de seu mundo social. Era como se fosse um ET.Jared desapareceu em um enorme corredor. Instantes depois, voltou com duas taças de vinho cheias pela metade, entregando uma à Grace, enquanto dizia-lhe:- O jantar está quase pronto. Fui espiar, porém fui expulso da cozinha... — dizia-lhe com um sorriso travesso.- Vai xeretar onde não é da sua conta... — ela ria divertida. Jared permitiu-se admirá-la por alguns segundos. Um tanto sem graça, ela perguntou-lhe: — O que tanto olha?- Seu sorriso é tão espontâneo! Você é muito linda, Grace...- Jared! Não é preciso tanto para levar-me para a cama... — ela disse com um meio sorriso. No fundo sentia-se uma oferecida. Mas que se dane! Já que estava ali com aquele deus, faria valer a pena cada segundo com aquele ser.Em resposta, Jared abandonou a própria taça sobre a mesa e tomou a Grace também. Em seguida, tomou a própria garota em seu colo e seguiu por outro extenso corredor, chegando a uma enorme escadaria. No fim da mesma, ele virou à direita e adentrou a última porta, das várias naquela ala. Deitou-a em uma cama, assim como tudo naquela casa, grandiosa e, despindo-se rapidamente, deitou-se sobre ela. Grace tentou despir-se também, porém as mãos hábeis de Jared a impediram, segurando os braços finos e femininos sobre a cabeça da mesma. Olhou-a com olhos felinos e a beijou sensualmente.- Michael, é uma situação complicada. Nós que estamos de fora não devemos nos meter em assuntos assim tão pessoais.
Mikey abaixou a cabeça e ficou pensativo.- É que eu precisava de ajuda. Há um ano eu fiquei sabendo que ela me traía com o vizinho dela, do apartamento em frente ao dela. Eu, como sempre, aceitei calado. Não disse nada. Até então, eu acreditava que a amava, depois disto, senti-me alheio. Ela passou a não significar nada para mim...- Compreendo. Mas você não deveria ter aceito tudo calado, Michael!- Eu sei que não. Devo ser realmente anormal... Qualquer pessoa em sua sã consciência não permitiria o que permiti. Não aceitaria o que aceitei. E agora... Bem, é o fim! Como assumir uma criança que não é minha? Como aceitar tal fato de cabeça baixa? Não! A Alicia não merece isto, Dra. Mansur! Ela não merece!- Você pediu a minha ajuda e acabou encontrando a solução sozinho. — Kate segurou-lhe a mão com carinho. Michael a olhou um tanto confuso.- É verdade. Acho que no fundo, o que eu precisava realmente era falar com alguém. Todos os meus amigos são homens e... Como tocar neste assunto com eles sem ser taxado de trouxa?- É verdade...- Então. Agradeço-lhe, Dra. Mansur, por me ouvir. Sei que quando quero sou um pé no... — olhou-a constrangido. — Desculpe! Sou muito chato!- Não é. E... Além de sua médica, eu quero ser sua amiga. — Kate sorriu-lhe, sincera. — Lembre-se sempre disto, Michael. E conte comigo para o que precisar, okay? Amigos? — estendeu-lhe a mão, animadamente.Michael hesitou por alguns segundos e, em seguida, segurou-lhe a mão veemente.- Amigos!- Então... Poderia parar de chamar-me de Dra. Mansur? Tem hora que isto me dá nos nervos. — Mikey abaixou a cabeça e sorriu-lhe pelo cantos dos lábios de uma forma encabulada. Kate fez um gesto para o Garçom e sugeriu: — Que tal uma Coca-Cola bem gelada?Mikey anuiu, sorridente.
Notas finais
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