The Genocide
1 Prólogo
Notas iniciais
Todos os alunos estavam em seus lugares quando o professor saiu da sala. A aula de Geografia estava oficialmente encerrada naquele dia. Depois disso, muitos se levantaram e foram conversar com seus amigos.
– Hey! O que você fez esse final de semana?
– Eu fui num parque aquático com meus pais.
– Que legal!
– E você?
– Eu sai com minha namorada.
Enquanto conversas paralelas corriam por toda a sala de aula, Petra continuava ali, sentada em seu lugar, apenas mexendo no celular, jogando qualquer coisa, com seus fones de ouvido no volume máximo para não escutar o que os outros falavam.
Petra era uma jovem com longos cabelos castanho claro, olhos castanhos como a terra, possuindo uma beleza única, mas ninguém queria passar o tempo com ela. Era doloroso demais ser ignorada por seus colegas de classe. Petra sempre passava o recreio sozinha, sem ninguém para fazer companhia a ela.
Ela era apaixonada por um menino que era perfeito para ela. Cabelos ruivos, olhos castanhos, um sorriso brilhante e um tanto despojado. Kendall era seu nome. Por mais que ele não falasse com Petra, uma vez ou outra, ele sorria para ela.
Depois de um atraso de 10 minutos, o professor de Biologia entrou na sala, pediu para que todos os alunos voltassem para seus devidos lugares, e começou a explicar a matéria que cairia na próxima prova.
Petra só pensava em como ela queria sair dali, voltar para sua casa, pro seu conforto. Ela queria ter amigos, mas por algum motivo, todos riam dela. Sozinha, ela sonhava em como seria um mundo sem aquele povo irritante, no qual ela odiava tanto. Os únicos que não ignoravam a menina eram os professores e os educadores da escola.
Mesmo sua escola sendo pública, a maioria dos estudantes eram ricos, até mesmo ela, que tinha uma boa quantia de dinheiro para sobreviver.
Já faziam alguns meses desde que Petra não via a cor vermelha, em um tom escuro e forte. Sua vista já estava sendo prejudicada pelas outras cores sem sentido.
Passaram-se 40 minutos e o sinal da próxima aula, que seria também a última do dia, tocou. O professor saiu de aula, e os outros alunos voltaram a conversar sobre o que fizeram no fim de semana.
– Minha família me levou para o zoológico ontem.
– Eu queria ir ao zoológico.
– Vamos nesse final de semana juntos!
– Mas eu tenho que ver se minha família não marcou nada...
Cansada de ouvir aquelas coisas sobre família, sair juntos e, principalmente, ouvir aquelas risadas irritantes, Petra grita para toda a sala:
– Família não serve pra nada!
Na mesma hora, todos ficaram em silêncio e olharam-na como se tivesse ficado louca.
– Até parece! O que você tem na cabeça pra dizer uma coisa tão idiota assim?
– Ela deve estar na TPM...
– Você é ridícula! Diga algo que não seja fora de nexo da próxima vez! Ou melhor, não diga nada.
– E é por isso que você vive sozinha, sua inútil!
Enquanto alguns estavam irritados com o que ela disse, outros riam da coisa mais sem sentido que já haviam dito naquela mesma sala. Mesmo assim, ela ignorava todos aqueles à sua volta, e voltou a mexer no celular.
– Ei, sua retardada! Não nos ignore!
– Vocês que me ignoram, babacas!
– Olha só quem resolveu desabafar...
– Você é uma desgraça mesmo, Petra.
A morena não aguentava mais aquilo, ela queria voltar pra casa e se esconder debaixo de suas cobertas. Antes que voltasse à ignorá-los, Kendall pergunta:
– Mas você não tem uma família? Por que acha isso?
Petra fechou os olhos, respirou fundo e respondeu:
– Eu matei todos eles.
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