The Garden of Everything
4 Sensação
IV.
Então cá estamos
Amantes de uma Dimensão perdida
Ele não sabia como eles haviam chegado ali. Não sabia onde era ali. Tampouco ele via alguma coisa; somente os azuis.
Os azuis dos olhos dela era tudo o que fazia luz na escuridão.
O resto... eram sensações.
Da pele com a pele, da boca com a boca e com a pele; pele do rosto, do pescoço, do peito, da barriga.
Tudo era ela. O cheiro, o gosto, o toque.
A voz.
— Chaaat! — Seu nome pingava em gemidos por seus lábios. Lábios esses que ele fazia questão de idolatrar beijando de novo, e de novo, e de novo.
Não só eles: cada pedacinho do corpo dela. Ele queria sentir tudo, absolutamente tudo; nada poderia passar. A cada beijo, uma jura.
Eu te amo.
A cada gemido, uma réplica.
Eu também te amo.
Suas mãos estavam em seus cabelos, seus ombros, seu peito. Estavam em todo lugar de seu corpo; ele nunca pensou que poderia ter aquela sensação — ele nunca pensou que poderia ter aquele sentimento.
Mas ainda faltava — não estava completo.
— Milady... — Ele murmurou em seus lábios.
— Chaton... — Ela chamou-o, o sorriso bailando por sua boca grudada à dele. As mãos passaram pelos ombros, acomodaram-se em seus cabelos.
Foi devagar, muito, muito devagar, entre muitas juras, muitos murmúrios, muitos gemidos que eles finalmente...
Finalmente...
Tornaram-se um.
Agora, estavam completos.
Cada toque, uma tentação
E para cada sentido, uma sensação
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