Notas iniciais
Olá meus leitores amados, quero primeiramente agradecer a vocês pelo sucesso que nossa Fic vem fazendo, estamos nos esforçando para dar o melhor a vocês. Quero agradecer pelos 1K o mérito é todo de vocês que nos acompanham. Fiquem agora como mais um bônus que vem para apimentar nossa historia. Aconselho a ler ouvindo a mídia. Boa leitura.

#SÔNIA KARP- FIM DE UM SONHO#

Hoje acordei ainda mais deprimida. Sonhei com o maldito acidente que ocorreu durante os jogos de inverno, onde o nosso ônibus transportava a equipe para o centro de patinação onde haveria a competição. Parece que ainda estou lá dentro dele ao se chocar com aquela mureta de segurança, bem na hora que eu inventei de me levantar para fazer uma brincadeira com a Kirova que estava me zoando desde a hora que acordamos.

Não lembro de muita coisa, apenas de muita dor, um barulho estranho de ossos se quebrando e meu corpo sendo arremessado pra frente do ônibus. Quando dei por mim, já estava no quarto do hospital com os médicos e meu treinador conversando. Estava ainda com dores em minha perna direita, onde vi o gesso em toda aquela extensão. Balancei a cabeça para afastar aquelas lembranças tenebrosas.

Olhei o relógio e vi que já estava atrasada para minha seção de fisioterapia. Após o acidente fiz várias cirurgias reparadoras para amenizar as sequelas deixadas, estava na ultima seção, após ela eu seria avaliada pela equipe técnica e médica da seleção para saber do meu futuro.

Já passam das 11hrs da manhã quando eu realizei a fisioterapia, agora estou no centro hospitalar para receber o resultado dos meus exames que decidiram a minha vida na patinação.

Após alguns minutos Stan entra acompanhado por Dr° Badica e ambos com papeladas nas mãos e com caras de paisagem, o que está acontecendo?

Stan começa a falar do meu potencial e do quanto foi bom me treinar, fico olhando-o sem entender nada. Logo em seguida o Dr° Badica explica o quanto foi extensa minha lesão dos pinos e das placas colocadas em meu osso pélvico e meu fêmur e o quanto eu tenho sorte de esta andando.

Continuo olhando os dois sem entender nada do que estão falando, já se passaram seis meses do acidente e sei exatamente a extensão de minha lesão, pois os médicos que me atenderam foram muito claros.

Stan e Dr° Badica o que está acontecendo? Porque estão sendo tão reticentes? Sempre soubemos destes detalhes da minha lesão, durante as fisioterapias obtive bons resultados de vários movimentos, logo poderei fazer toda uma sequência mesmo que de principiante.

Stan tenta falar algo, mas para e olha para o Dr° Badica que suspira em derrota e me olha com ... Pena?

Sônia após estes exames chegamos a conclusão que você não tem estrutura física saudável para continuar competindo, vários movimentos estão limitados por placas e pinos, sinto muito querida, mas tanto nós da equipe médica, quanto a equipe técnica, ele aponta para Stan, decidimos que você está fora da seleção Russa de patinação.

Estou de volta ao meu apartamento, sentada no meio da cama. O que farei agora? A única coisa que sei fazer é patinar. Tenho uma dor em meu peito que me sufoca. Olho para a cômoda onde estão os meus últimos troféus que ainda não levei para casa de meus pais.

Meus pais... o que direi a eles?eles acreditaram tanto em mim...

me jogo de qualquer jeito na cama e adormeço entre lagrimas e soluços.

Acordei de madrugada com a chegada das meninas que faziam parte da minha equipe, sentei e olhei ao redor e tomei a minha decisão, É hora de voltar para a casa.

Após arrumar minhas coisas, sai. As meninas estavam na cozinha lanchando e rindo, Kirova foi a primeira a da conta da minha presença. Não quis despedidas e expliquei o necessário, falando que Stan logo falaria tudo para elas. Entro em meu carro, um Toyota branco que os meus pais fizeram questão que eu tivesse um dos mais seguro da categoria.

Fiquei um pouco dentro dele antes de dá a partida. Olhei para a rua onde varias pessoas passeavam de um lugar a outro indo com seus veículos ou condução publica, é hora de volta pra casa, peguei a estrada com destino a Omsk. Assim que cheguei à cidade, meu coração se apertava e foi a hora que dei conta que lagrimas desciam pelo meu rosto. Logo à frente vejo o centro de patinação onde comecei minha vida e meus sonhos como patinadora. Paro o carro, desço e vejo que não mudou nada, me dou conta do lugar ao sentar nas arquibancadas e observo crianças se divertindo lembrando assim da minha época.

No ringue observo uma garota no canto mais afastado da pista, cabelos longos ate o meio das costas, olhos expressivos e uma postura toda mal trabalhada, mas com um desempenho que nunca vi antes, ela estava com alguns amigos. Nem percebi Mikhail sentar ao meu lado, eu e ele estudávamos juntos e sempre tive uma paixonite por ele, mas com meus treinos nunca tivemos tempo pra conversar.

Olá Sônia!

Oi Mikhail.

Você esta melhor? Soube do seu acidente.

—Estou sim, mas não quero falar sobre isso agora, como vai as coisas aqui em Omsk?

—Sônia, vai da mesma forma, nada novo; Ela me lembra você sabia? Ele aponta para a pista de patinação onde a garota que observava antes está.

—Quem? Ela? Nunca a vi por aqui, ela me parece diferente das pessoas daqui da cidade.

—Ela é americana, mora aqui a mais ou menos sete anos. Com os padrinhos Mark e Oksana.

—Bem é hora de vê meus pais, foi bom ti ver Mikhail, depois nos falamos, agora eu preciso ir.

E assim me despeço dele e vou rumo a casa dos meus pais. Agora é tentar descobri um novo caminho.

Notas finais
Nossa, que difícil pra Sônia né? O quanto de um sonho pode ser perdido? Espero que tenham gostado, pois esse bônus foi feito com muito amor e carinho para vocês. Quero também desejar boas vindas aos novos seguidores de nossa Fic, e de nosso perfil. Sei que estamos demorando a publicar, mas estamos trabalhando para dar o melhor para vocês. Não esqueçam de votar e comentar. Até o próximo!