The Game of Life
7 Трудные решения # Difficult decisions
Notas iniciais
#ROSE#
Acordo pelo barulho estridente do meu despertador maldito, me arrasto da cama sem a mínima vontade, tomo uma ducha fria pra despertar, nada agradável aos meus músculos que reclamam, saio do banheiro e sento na cama. Acabo me lembrando que minha mãe reapareceu após 7 anos e que meu café da manhã hoje será com a sua companhia. Dezessete anos só falta um ano para ser maior e poder tomar minhas decisões e fazer o que eu mais quero, voltar para o meu país, amo meus padrinhos e meus irmãos, e acabei me afeiçoando a este país, principalmente depois que fiz as minhas amizades locais, mas ainda sinto falta de falar a minha língua e das minhas amigas de infância que mesmo com toda essa distancia ainda me ligam ou mandam mensagens, santo whatsapp. Elas vieram pra Rússia me visitar 3 verões nesses 7 anos, e acabou que nunca cortamos os laços. O ultimo que elas vieram foi há dois anos atras e tivemos muita diversão, Nikka que está saindo com um carinha da faculdade desde essa época, conseguiu umas identidades falsas antes de vir e desta forma fomos a uma boate no centro de Petersburgo. Inventamos uma historia louca pros meus padrinhos de uma excursão e passamos o fim de semana. Nunca vou esquecer aquele fim de semana. Na sexta, Angélica conheceu um cara mais velho de 21 anos gatinho por nome de Danila Kozlovsky que nos apresentou outros amigos, nada legais como ele, mas dava pro gasto pra 3 adolescentes que estavam aprontando a Luene como sempre a mais centrada apenas observava tudo e cuidava para não nos metermos em confusão. De lembrança deste fim de semana ficou apenas o romance a distancia da Angélica com o tal russo. Sou tirada de minhas lembranças por minha madrinha me avisando que já estou atrasada pra escola.
Entro na cozinha e já vejo Chris e Eddie tomando café e assistindo a reprise do jogo de ontem que mais uma vez não fui por estar focada demais na patinação eles até desistiram de me cobrar depois de um tempo.
— Olá! Falo me sentando e pagando uma panqueca.
— Olá! respondem em uníssono
— Madrinha, onde está minha mãe? Ela já se foi e nem se despediu? Seria bem a cara dela.
— Não fale assim de sua mãe Rose, você sabe que ela teve seus motivos, e não ela ainda não foi, apenas precisou sair cedo pois tinha algo urgente pra resolver, e cuida que vocês já estão atrasados.
— Quem vai me dá carona pra escola hoje? Desde que os meninos foram para a faculdade eles ganharam carros e sempre se revezam quem vai me deixar e me buscar já que fui proibida de andar sozinha por motivos nada justificáveis, um saco isso.
— Hoje sou eu que vou levar minha princesinha pra escola. Fala meu padrinho atrás de mim e já me dando um abraço de urso.
— Obaaa.... grito comemorando pois sei que vamos passar na padaria e comprar minhas rosquinhas que tanto amo.
— Rose como vou ter que passar na academia hoje pela manhã, te deixo na escola e depois passo pra te buscar , ok?
— Tudo bem padrinho, agora quando eu vou poder fazer as coisas sozinhas mesmo? Fiz dezessete anos ontem e ainda tenho que ser tratada como criança?
— Se você não tivesse aprontado tanto nesses últimos anos talvez essa sua condição já teria mudado.
— Tá tudo bem, já pedi desculpas por tudo que aprontei e tem mais de 9 meses que não saio da linha. Faço minha cara de cachorro na chuva e apenas recebo um virar de olhos do meu padrinho.
— Vamos Rose, te espero na garagem. Termino meu café, pego minha mochila dou um beijo na minha madrinha e me despeço de meus irmãos.
Na porta da escola, dou um abraço e um beijo em meu padrinho e antes de sair do carro ele me chama me fazendo virar pra ele novamente.
— Rose você topa almoçar comigo hoje? Quero um tempo com minha filha, você passou os últimos 8 ou 9 meses nem sei ao certo, viajando com Oksana em suas competições de patinação e não tive muito tempo com você.
— Claro padrinho, eu adoro sair com você, agora será só nos dois? Minha madrinha não vai reclamar não? Pergunto já rindo da careta dele.
— Não, não vai. Já falei pra ela antes de sair de casa, disse que também quero um momento com você.
Dou outro beijo e um abraço ainda mais apertado que o primeiro.— Te amo padrinho, lhe espero ao fim da aula.
Desço do carro e sigo em direção a entrada onde já avisto meus amigos; Mia, Avery, Mason e Camille.
— Olá pessoal.
— Oi Rose, você estava linda ontem na sua festa. Fala Mason todo meloso. Desde uns anos atrás percebi que ele alimentava sentimentos por mim, acho que foi desde a festa na casa da Mia onde brincamos de verdade e desafio e Mia já sabendo dos sentimentos de Mason por mim faz com eu pague o desafio o beijando, tive meu primeiro beijo naquele momento, acho que pra ele significou mais que isso, pra mim não foi lá essas coisas, mas nunca comentei nada com ninguém pra não estragar nossa amizade. Desde essa época já havíamos nos beijado outras vezes até melhores que o daquele fatídico dia, nada muito emocionante, como é descrito em alguns livros que já li, como; Tudo Começou com uma Aposta, Entre ódio, orgulho e amor, Fix You, Fascinating New Thing, The Big Play e vários outros de algumas autoras que conheço.
— Obrigada Mason, na verdade queria agradecer a todos pela surpresa de ontem ,me deixaram muito feliz como a muito tempo não sou.
— Deixa disso Rose, você merece e não vem não, que você nos ama demais e já é feliz aqui na Rússia há muito tempo. Fala Avery me abraçando de lado e ficando de frente pros outros.
— Verdade, depois que me adaptei e fiz essa amizade tudo ficou mais fácil.
— E por falar em se adaptar na Rússia, você já mandou sua inscrição pra universidade de Omsk? Rose, por favor, fica com a gente, você tem notas maravilhosas irá conseguir uma bolsa com certeza. Pergunta Mia com aquela cara de tristeza.
Desde que comentei que estava pensando em enviar proposta de inscrição pra universidades americanas e de preferência próximo de onde morava, ela ficava com essa cara.
— Ainda não decidi nada Mia, agora vocês sabem que gosto da Rússia e amo vocês, só que lá é meu país e vai ser muito mais fácil seguir carreira na patinação sem precisar de vistos e naturalizações que vem me impedindo de participar de disputas maiores e até mesmo de clubes. Lembram ano passado, quando fiz meu primeiro teste e eu tinha dezesseis e fui eliminada não pelo meu desempenho, mas sim por ser americana?
— Tudo bem Rose, a gente entende, mas você tem que concordar que temos os melhores programas de faculdade pra você.
— É, eu sei e isso é que esta me deixando ainda mais indecisa. Quero fazer faculdade de educação física já que estou sempre praticando esportes e talvez montar uma escola de patinação para crianças e ainda ter minha carreira na patinação artística.
— Vamos entrar o sinal bateu. Rose você almoça comigo hoje? Queria falar uma coisa com você. Fala Mason já me abraçando e se distanciando das meninas que estavam distraídas com alguma coisa.
— Desculpa Mason, eu não posso combinei de almoçar com meu padrinho e também minha mãe apareceu depois de muitos anos e deixou recado que queria falar comigo.
— Tudo bem então. Ele responde desviando o olhar pro lado e me largando. Eu puxo o braço dele, lhe dou um selinho e digo que depois nos falamos. Sei que posso está dando falsas esperanças pra ele principalmente se eu decidi voltar para os Estados Unidos, mas eu preciso me envolver com alguém, não aguento mais ser a virgem do grupo, não que eu vá pra cama com ele logo de cara, mas se eu não der uma oportunidade de conhecê-lo e me envolver vou ser virgem até não sei quando. Ele me retribui com um lindo sorriso que não me faz aquecer nada, será que eu tenho algum problema?
— Tudo bem minha linda eu entendo, a gente se vê no intervalo então?
—Sim, claro! Sigo pra minha sala. Desde que tínhamos quatorze anos que fomos separados de sala devido aos programas que escolhemos, ai mesmo que não ajudou muito no clima. Sento ao lado de Mia que me olha de lado com um sorriso sínico que só ela tem, a empurro de lado dizendo pra ela parar.
Já estou na porta da escola esperando meu padrinho quando avisto Mason se aproximar.
— Ei Rose, ainda ai?
— Sim, esperando meu padrinho ele já ligou avisando que está chegando.
— Sei. Ele fala coçando a cabeça e desviando o olhar.
— Mason, o que você queria me falar?
— Eu... Eu queria... Ele gagueja um pouco antes de me olhar sem graça.
— É você, quem mais seria? Pergunto exasperada. Será que ele enlouqueceu?
Ele respira fundo fechando os olhos momentaneamente como se tivesse procurando coragem, agora pra que?
— Rose, desde muito tempo eu tenho sentimentos por você que vem crescendo a cada dia mais, principalmente depois que ficamos as vezes, e eu queria saber se você sente o mesmo e se quer ter algo mais serio comigo? Ele fala rápido ficando sem ar no final. Me vejo agora em uma situação meio que complicada. É, eu quero me envolver sim, agora um relacionamento serio? E o que eu sinto por ele é algo igual ao que ele sente por mim? O que ele sente por mim mesmo?
— Rose... ouço ele me chamar e pela cara dele acho que não era a primeira vez que me chamava. Dou graças a Deus quando vejo por cima do ombro dele meu padrinho chegando em um carro que não é o seu. De quem será esse carro? Será que minha madrinha trocou de carro?
— Mason, eu entendo o que você esta pedindo, só que agora não é uma boa hora, prometo que vou pensar no que você disse, mas agora tenho que ir meu padrinho chegou. Dou um beijo em sua bochecha e me apresso indo em direção ao carro sem esperar sua resposta, deixando para trás um Mason cabisbaixo e com um olhar perdido.
Já dentro do carro estamos em um silencio tranquilo, amo sair com o meu padrinho por isso, ele me deixa a vontade e não fica fazendo perguntas cujas respostas eu não quero dizer.
— Certo, vamos almoçar onde? Pergunto quebrando o silencio e tendo uma chance de tirar todas as duvidas que vinham em minha mente naquele momento.
— Que tal aquele restaurante que você tanto ama?
— Obaaa!!! Você é o melhor pai do mundo. Assim que termino essas ultimas palavras vejo um brilho refletir em seus olhos e o sorriso que mais amo se apresenta. Não costumo chamá-lo de pai com muita frequência, pois não me sinto confortável, mas agora depois de tudo que ele vem me falando e fazendo desde ontem me achei na obrigação de expressar esse amor a ele.
Assim que chegamos já havia uma mesa reservada pra nós dois, no lugar de sempre, a Hostes nos conduziu até nossa mesa, e o Maître nos trouxe o Menu.
— Sim minha princesa, o que vamos comer?
— Estou em dúvida, amo tudo nesse menu.
— Eu sei querida, por isso escolhi este restaurante.
— Hum deixa eu ver, posso escolher para nos dois?
— Claro!
— Então vamos de Блины pra mim e Курица в Киеве para o senhor padrinho, tudo bem?
—Claro minha querida, gosto de Frango à Kiev mesmo não sendo o que sua madrinha faz que pra mim é a melhor comida do mundo. Agora você não larga suas panquecas né?
Meu padrinho fala já dando risadas.
—Adoro o Blini daqui! Digo também sorrindo.
Nossa comida chegou depois de um tempo, que por sinal estava com uma cara maravilhosa nos dedicamos à comer, meu padrinho escolheu um vinho me deixando saborear uma taça apenas, não sabendo ele o que ando bebendo com meus amigos. Depois de um tempo em silencio pedimos nossa sobremesa Russischer Zupfkuchen, uma especie de bolo de chocolate.
Quando estava terminando meu padrinho quebrou o silencio.
— Rose estou muito orgulhoso de você, suas ultimas competições foram espetaculares, ainda não entendo por que não aceitou até hoje uma pessoa a te treinar profissionalmente.
— Nem eu mesma sei, acho que deve ser pelo motivo de não conseguir participar de competições maiores, ou foi depois de ser rejeitada por ser americana. Falo desviando o olhar para a vista que temos do restaurante.
— Oh querida, mas você não pode esmorecer por isso, você é muito boa e nunca a vi desistir de nada.
—É que... penso antes falar minhas próximas palavras. — Padrinho posso confiar em você?
— Claro Rose estou aqui para você hoje e sempre.
— Sabe o que é? Eu estou pretendendo seguir essa carreira de patinadora e analisei todas as formas de ter isso aqui na Rússia, e não vi meios legais pra isso acontecer.
— Filha! Por que não me falou ou pediu ajuda? Eu teria outros meios de lhe ajudar.
— Eu sei disso, só que preciso me acostumar a fazer as coisas sozinha, logo eu vou precisar dessa independência.
— Como assim? Logo você vai precisar? O que você está querendo dizer com isso?
— É... eu amo vocês demais devo muito a vocês, acho que minha mãe teria me jogado em uma escola interna ou até mesmo em um orfanato qualquer só pra que ela pudesse trabalhar, eu sou parte do que sou graças a vocês, nunca esquecerei nada do que aprendi, dos valores, dos treinos que a muito tempo não compareço, mas eu decidi voltar aos Estados Unidos assim que completar maior idade. Falei tudo de uma vez e só no fim percebi a cara de pavor do meu padrinho que me deixou sem ar.
— Você está brincando, isso é alguma brincadeira Rose? Você não pode e não vai voltar aos Estados Unidos eu não permitirei, o que você tem na cabeça menina? Eu e sua madrinha fazemos tudo por você, nos esforçamos para tentar lhe oferecer tudo, por que não conversou com nós antes querida?
Vejo uma magoa e uma tristeza se instalar em seu olhar e me arrependo de ter falado tudo, eu devia ter imaginado essa dor nele, respiro fundo e tento amenizar a situação.
— Padrinho, minha mãe esta aqui, isso deve significar alguma coisa, talvez agora todos podemos voltar, seja lá por qual motivo não podia antes, já nem me importo, mas estaremos juntos.
— Não querida, não é assim, aqui eu e sua madrinha temos uma profissão, e seus irmãos estão na faculdade, como podemos deixa-los? Eu esperava ter você aqui também. Ele fala desviando o olhar pra longe dos meus, isso me despedaça.
— Tudo bem padrinho podemos dar um jeito, eu só queria ter parte de minha vida de volta, mas ainda falta muito tempo, vamos só curtir o resto desse almoço tudo bem? Tento nos tirar da conversa depois de perceber a decepção em seu olhar.
— Tudo bem, acho que já terminamos aqui, e ainda queria te fazer uma surpresa, mas acho que eu que fui surpreendido, pena que não em uma coisa muito boa. Fala se levantando e me estendendo a mão e me conduzindo para fora.
— ÔÔh padrinho não fale assim, eu juro que não farei nada até ter certeza, ok? Ele me olha de soslaio e vislumbro um sorriso singelo.
— Você disse que teria uma surpresa, deve ser muito boa, por que me rendeu um belo almoço. Ele solta uma gargalhada gostosa, fazendo meu coração aquecer.
— Minha pequena, não muda nunca né? Basta te alimentar que você é conquistada.
— Imagina, eu não sou assim desesperada por comida.
Caminhamos um pouco até onde estacionamos o carro e acabo me lembrando que não perguntei o porque do carro novo.— Certo padrinho, porque estamos nesse carro, onde está o seu? Não vai me dizer que agora gosta de carro popular estilo feminino, digo já rindo da careta que ele a faz.
— Não é nada disso, ele pertence alguém muito especial, espero que ela não me faça arrepender de dar a ela.
— Olha padrinho, não repita isso perto da minha madrinha, pois ela se orgulha muito de ser boa no volante. Falo me dirigindo ao banco do passageiro é quando o percebo parar e cruzar os braços, o que foi que eu disse agora?
— E quem disse que é pra sua madrinha? Claro que ela é muito especial também, mas acho que minha filha merece um pouco de liberdade, não acha? Ele fala com um sorriso maior do mundo estendendo as chaves em minha direção.
— Ahhh, isso é demais, eu te amo muito, muito, muito. Grito e corro pra dar o maior abraço que posso nele, e me colocando em seu colo distribuindo muitos beijos em seu rosto, vejo algumas pessoas pararem e olharem com descrença pela cena, pulo de seu colo e me viro pro carro.
— Padrinho isso é demais, agora chega de esperar que alguém queira me levar ou me buscar em algum lugar, enfim um pouco de liberdade e independência, né? Pergunto meio de lado esperando uma lista de permissões e uma maior de proibições.
— Vamos com calma ai minha pequena, não vamos abusar da sua sorte, mas digamos que você poderá sim ter um pouco mais de liberdade, desde que respeite nossas regras de segurança e volte aos treinos ainda hoje, estarei esperando, pois agora você estará em companhia de outra pessoa. Ele fala se direcionando ao seu carro que vejo estacionar logo ao lado do meu, e minha mãe desce vindo em nossa direção segurando um envelope.
—Olá pelo visto já contou a ela, e parece que ela gostou da escolha né?
— Oi mãe, você já sabia?
— Claro querida, eu mesma sugeri isso e ainda ajudei a escolher.
— Hum, obrigada! Falo meio sem graça.
— Rose me dê licença vou falar com seu padrinho aqui, aproveita e olhe melhor o seu presente.
Ela fala se afastando com meu padrinho ao seu lado, eles parecem meio desconfortáveis naquela conversa, e me pergunto se tem haver com o que acabei de falar ao meu padrinho, ela gesticula meio irritada e entrega algo que estava dentro do envelope respira fundo, e vejo meu padrinho segurar seu ombro e dizer algo que a faz baixar a cabeça e sinalizar com um movimento discreto como se dissesse que sim. Do que eles estão falando?
Deixo isso pra lá e me viro pro meu carro e começo a analisar cada detalhe, passo a mão pela lateral e vejo o quanto meu carro é maravilhoso, de um vermelho vibrante que faz com que o preto das janelas e o design dele seja o mais lindo de todos.
Nem percebo que ambos se aproximam de mim novamente.
— Acho que hoje terei uma motorista muito feliz não acha Mark?
— Acredito que sim, espero não ver um arranhão nessa lataria tão cedo viu princesa?
— Eu prometo não me machucar, ok? Acabamos todos os três rindo, ai meu padrinho respira fundo voltando ao seu normal e se despedindo, dizendo que espera nos ver mais tarde, acabo me despedindo dele sem entender o por que esta me deixando aqui com ela, ainda não estou preparada para ficar a sós com ela.
—É acho que estamos por nossa conta agora Rose, você quer que eu dirija?
— Não mesmo! Meu carro eu dirijo e você como uma boa mãe que não é, siga para o banco do passageiro. Digo indo em direção ao banco do motorista antes que ela diga algo.
— Tudo bem vamos lá, já enfrentei os maiores perigos nesses 20 anos de FBI, ter minha filha dirigindo não deve ser nada assustador assim, né?
— Ah, não começa, eu tirei a carta de primeira.
— Tudo bem, não esta mais aqui quem falou.
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