The Game of Life
2 Изменения и открытия # Changes & Discoveries
Notas iniciais
# ROSE #
Droga de vida nada parece está dando certo pra mim nesses últimos meses, primeiro tentam me atropelar e nem sei bem se foi isso mesmo, depois minha mãe aceita uma missão nova, aí usa isso pra se livrar de mim, sendo que quase não tinha contato com ela de verdade, pois há anos ela vem dando mais atenção ao trabalho no FBI do que á filha dela que está entrando na adolescência cheia de dúvidas, se não fosse meus padrinhos e meus irmãos Chris e Eddie, já que, pelo visto é a única família que tenho, estaria perdida ou já teria fugido, agora para piorar minha mãe me despachou com eles para esse país com uma língua horrível, culinária esquisita, povo estranho cujo clima é bastante frio coisa que odeio, para assim ela não ter a responsabilidade de ser minha mãe. Como se ela soubesse o que é isso de verdade. Sou tirada de meus devaneios ao ouvir a comissária anunciar nosso pouso depois de mais de 20 horas de viagem não sei quantas conexões, olho pela janela e tenho a pior imagem, tudo com gelo. Porque não podia ser uma cidade quente como Caribe? Daria para ser feliz lá. Aqui, já odeio e nem desci do avião.
Depois de pousar e acompanhar minha família, vejo a empolgação de Chris e Eddie por estarem no País onde o jogo preferido deles tem boa reputação "garotos, todos iguais", eu detesto qualquer que seja a atividade física sempre dava um jeito de me livrar desta aula, já eles vivem para o esporte.
Pego minha mala na esteira, aperto meu casaco, arrumo meu gorro e olho triste para minha madrinha, que apenas me abraça e diz que vai dar tudo certo.
— Vamos Rose mude essa cara, você é minha garota e vai saber tirar isso de letra, logo você estará adaptada com novos amigos e sua mãe lhe deu um celular para que você possa ter contato com suas amigas e nas férias podemos ver alguma coisa.
— Madrinha não será a mesma coisa, a Angélica, Luene e a Nikka, não vão está aqui e somos amigas desde o jardim, éramos inseparáveis, porque minha mãe não me mandou pro meu pai seja lá quem ele for? Ou pra um familiar que viva nos estados unidos? Eu sei que tem alguma coisa acontecendo e não querem me contar. Ta parecendo que minha mãe quer me esconder do mundo, porque eu juro que se for isso ela ta fazendo um bom trabalho já que ninguém irá me encontrar aqui, é isso Oksana?
— Pare com isso querida, ninguém ta tentando te esconder ou se livrar, sua mãe só estava preocupada em ti deixar só durante muito tempo já que teve que se mudar pra cidade Washington a trabalho, daí você ficará com a gente por um tempo, logo você voltará pra casa.
— Tudo bem, vou fingir que acredito nisso.
Meu padrinho Mark nos chamou para pegarmos o transporte que nos levaria até a estação de trem de São Petersburgo de onde partiríamos para o distrito de Omsky e lá se vai 2 ou 3 dias de viagem, como não tenho outra opção me dou por vencida e sigo até meu padrinho recebendo dele um olhar de questionamento, forço um sorriso para evitar mais meia dúzia de palavras que não explicam nada.
Sério não tem como piorar, já estou nessa cidade há três meses e não tem como uma garota de 10 anos se adaptar a isso nunca, chorei de raiva 2 semanas seguidas quando nos instalamos, a casa não era ruim, ficava em uma boa localidade próxima da escola. Era de fachada colonial, cor clara, com uma escada na lateral que dava acesso a entrada, uma garagem ampla e um jardim que minha Madrinha ama e zela diariamente. Eu e os meninos cada um tem um quarto, a sala de estar e jantar é bem ampla mas quase não usamos, pois a cozinha é bem planejada e ampla fazendo com que toda a família sempre se reúna neste cômodo especifico, meu quarto é bem parecido com o meu antigo, meu padrinho que teve essa ideia, achando que assim eu me sentiria mas em casa. O quarto dos meninos também não são muito diferentes de quartos de meninos. O quarto de meus padrinhos é lindo, no começo logo que chegamos eu passei varias noites ali sendo acalentada por minha madrinha até perceber que já tava sendo inconveniente e não ia adiantar nada, eu teria que dar a volta por cima e fazer essa mudança de vida dar certo pois minha madrinha vinha preocupada demais comigo.
Eu reclamo todos os dias para meus padrinhos porque só tenho Christian e Eddie como únicos amigos, já arrumei algumas confusões com nossas vizinhas Mia Rinaldi e Every Lazar.
Outro dia eu acabei discutindo de novo com minha família por não querer ficar mas aqui, minha mãe nunca ligava ou dava noticias, tentei ligar varias vezes para seu telefone e dava que não existia tenho quase certeza que ouvi minha madrinha falando com ela outra noite, mas Oksana vem negando ter noticias dela, sai de casa batendo a porta, mas não antes de ouvi meu padrinho gritar que eu voltasse, peguei minha bicicleta que tava na varanda e saí sem rumo.
Parei perto de uma praça próximo de onde morávamos, fiquei ali um tempo olhando umas crianças brincar sob a vigília de suas mães, porque eu não podia ter uma mãe normal, ou uma família normal? Mandei mensagens de texto pra meninas, mas pelo fuso horário elas estariam dormindo, quase não consigo falar com minhas amigas tornando tudo mais difícil. Levanto irritada pegando minha bicicleta e indo em direção contrária da casa de meus padrinhos, no momento quero só que essa raiva passe, pois eles não são culpados do que vem acontecendo, minha mãe sim.
Após alguns minutos andando vejo um grupo de pessoas entrando no que seria um museu, ainda não tava adaptada ao dialeto desse povo. Meus padrinhos contrataram uma professora particular para ajudar a mim e aos meninos a falar Russo, os garotos não estão tendo muita dificuldade porque meus padrinhos falam muito bem e já vinham ensinando eles ainda quando morávamos nos Estados Unidos. Já eu, nunca me interessei na época, se eu advinha-se teria me dedicado. Decido colocar minha bicicleta no local indicado e sigo, a certa distância, essas pessoas para ver se lá tem algo legal para me distrair, tenho uma enorme surpresa quando entro e vejo do que se trata.
—Nossa que legal, nunca tinha vindo aqui antes achando que se tratava de algo careta como um museu, que legal é um ringue de patinação, tem uma bela fachada por fora, mas por dentro é um sonho.
Nesse centro de patinação havia muitas pessoas se divertindo. Uma garota chamou minha atenção, ela tinha um corpo esguio, cabelos aveludados e se movia como ninguém em cima daqueles patins.
Havia um homem bem ranzinza e grosso que gritava com ela nessa língua esquisita que eu não entendia muita coisa. Aproximou-se de mim um rapaz simpático aparentando ser mais velho do que eu; no começo eu não entendi quase nada, apenas respondi:
— Я не понимаю, я американец. (Não estou entendendo, sou americana). Frase essa que usava com muita frequência. Ele sorriu e falou em um inglês bem afetado, se apresentou como Mikhail Tunner.
Conversamos amenidades durante um tempo e quando a pista ficou liberada ele me chamou para tentar patinar, levei alguns tombos que iriam me deixar várias marcas, nem percebi o tempo passar, já era hora do jantar, sai de lá correndo dizendo que voltaria em breve.
Ao chegar em casa tava uma verdadeira confusão, minha madrinha tava ao telefone chorando e desesperada, meu padrinho também falava ao telefone tão rápido que não conseguia entender nada até porque ele tava falando em russo, havia alguns policiais ali falando com Chris e Eddie, quando eles me viram, gritaram "olha ela" e correram para me abraçar, minha madrinha disse algo ao telefone e desligou, vindo em minha direção com uma cara nada agradável; -Onde você se meteu mocinha, você tem noção da confusão que nos fez fazer? Rose faz mais de 6 horas que sumiu, não atende o celular e não disse aonde ia, você acha que depois de tudo que estamos fazendo para ti proteger você pode simplesmente sumir de nossas vidas?
Do que ela ta falando? Proteger-me? De que? De quem?
— Madrinha do que a senhora ta falando? Assim que perguntei meu padrinho interferiu falando que tudo tava resolvido eu estava bem e em casa, se direcionou aos policias falando algo que eu acredito se tratar de que eu era uma pré-adolescente que tava fazendo birra e querendo chamar a atenção.
Assim que os policiais terminaram de fazer as perguntas pertinentes a mim, que respondi de forma evasiva mantendo apenas para mim o centro de patinação, já que eles vão me manter no escuro de algo, eu vou fazer o mesmo, dois podem fazer esse jogo, decidiram que tava tudo bem e foram embora.
Chris, como nunca perde a oportunidade de me perturbar é o primeiro a fazer gracinhas.
— Sim Rosie, eu achei que finalmente estaria livre de você, me explica como pretendia voltar aos Estados Unidos.
— Cala a sua boca ou eu a calo de uma vez; rosnei pra ele já irritada ao perceber que meu padrinho tinha puxado minha madrinha a um canto da sala e tava a repreendendo, o que ta acontecendo aqui?
— Eddie, porque chamaram a policia? Perguntei ainda olhando a cena que se mantinha naquele canto.
— Rose, você saiu daqui na hora do almoço irritada batendo a porta, papai ainda tentou te alcançar, mas você já ia longe ao fim da rua, ele até disse que era pra te deixar ir e esfriar a cabeça, mas mamãe queria ir atrás de você logo, depois as horas foram passando e nada de você voltar ou atender ao telefone eu e o Chris ainda demos uma volta de bicicleta pelas ruas e não te achamos, quando chegou perto das cinco da tarde, mamãe entrou em desespero só, fazendo com que papai também questionasse seu sumiço, daí a policia apareceu e tudo só ficou pior, se ligou pra escola e pra alguns amigos de classe e nada de noticias suas.
—Tivemos que responder varias perguntas sobre você Rosie, cantarola Chris.
— Acho que a tia Oksana tentou ligar para sua mãe, mas não sabemos se ela conseguiu, já que estávamos com os policias e logo depois você chegou. Responde Chris;
— Meninos, eu posso estar enganada, mas tem algo de muito errado aqui, porque minha madrinha veio falando que eles estão fazendo de tudo para me manter protegida? E agora meu padrinho ta com ela ali e parece que ta repreendendo ela. Rose responde apontando para onde os seus padrinhos estão.
— Pare com isso Rose, eles estão preocupados porque prometeram cuidar de você, já imaginou se te acontece algo?Responde Chris questionando-a. Rose desvia o olhar para o chão e responde em um tom baixo.
— Pode ser.....
Meu padrinho preferiu pedir pizza pro jantar, já que o clima não era dos melhores, me tranquei em meu quarto depois deles me darem uma bronca ridícula, do quanto eles esperam que eu seja responsável, e que eu estava proibida de sair sozinha. Claro que eu não obedeci, já que estavam escondendo às coisas de mim, eu também iria esconder as minhas deles.
Depois desse dia, eu ia ao centro de patinação todos os dias sempre no mesmo horário, às vezes eu saia da escola e ia direto pra lá, deixando meus padrinhos cada vez mais loucos.
Sempre via aquela garota treinar, descobri que se chamava Sônia Karp, que estava treinando para uma grande competição e que o homem que gritava com ela era seu treinador Stan (Famoso e renomado no mundo da patinação).
Eu a observava por horas e depois tentava imitar seus passos e suas piruetas, vivia com hematomas e contusões, Mark e Oksana estranharam meus machucados e viviam pegando no meu pé, tava ficando cada vez mais difícil de fugir de casa, ou meu padrinho aparecia na porta da escola para me buscar ou Oksana inventava algo para fazermos juntas e acabou que me vi obrigada a contar o que andava fazendo já que da ultima vez que voltei da patinação estava com uma contusão e um belo entorse no tornozelo que acabou me levando ao hospital e me deixando de molho por alguns dias. Depois de muita conversa, reclamação e promessa de não ir mas sozinha eu ganhei deles um par de patins maravilhosos e com isso Chris e Eddie sempre iam comigo ao centro já que por várias vezes eu perdia a hora do jantar, fazendo meus padrinhos surtarem em preocupação.
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