The Future- next generation of heroes
6 Capítulo 5 Parte 2
Notas iniciais
Em Gotham City…
Nas ruas da cidade de Gotham, só andavam as pessoas corajosas ou que não tinham outro meio de transporte, pois embora Batman e os seus aliados, tenham conseguido diminuir o crime na cidade, ainda existiam criminosos e psicopatas perigosos, que ameaçavam a cidade e os seus cidadãos.
Shadow e Secret, dois membros do conhecido Bat-clan, estavam nesse preciso momento a impedir um assalto ao banco da cidade. Secret perseguia os ladrões, que tinham conseguido fugir, de mota, conduzindo pela avenida principal. Enquanto, Shadow lutava com os bandidos que ainda estavam no banco.
–Mas será que estes bandidos nunca aprendem? É o terceiro assalto só neste mês!- resmungava Secret, enquanto se esquivava de alguns tiros.
–Já devias saber que não.- respondeu Shadow esquivando-se de um pontapé, dando de seguida dois murros no abdómen de um homem- Só gostaria de saber…- diz lançando o homem para cima de outros dois- Onde raio é que a Kate se meteu.
–Três opções, a primeira começa por L e as outras duas não contam.
–Lara.- afirma Shadow.
–Quem mais? Agora essas duas andam sempre coladinhas uma à outra, muito amiguinhas.- fala Secret enervada, enquanto tomava um atalho, por uma rua estreita.
–Não me digas que estas com ciúmes Isa, nem parece nada teu.- diz sarcasticamente.
–Não são ciúmes.- responde Isabella um pouco enervada- Só não gosto do facto de uma das minhas melhores amigas andar sempre com outra aos segredinhos e às compras e a sabe-se lá o quê. Não me admirava se a Kate nos trocasse pela tão poderosa Supergirl. -diz ironicamente.
–Oh vá lá! Ambas sabemos que a Kate não nos vai trocar.- diz Shadow socando um ladrão enquanto mandava uma faca para o ombro de outro, impedindo que fuja- Não me digas que ainda não percebeste o porquê desta aproximação repentina daquelas duas.
–Bem e porque é que é que não me esclareces o porquê, cara Alexandria!- responde ironicamente, alcançando o carro e atirando uma das suas flechas para os pneus.
–A detetive aqui és tu, Isa!- responde Alex sorrindo, ouvindo a amiga bufar-E mudando de assunto, como é vai a tua relação com um certo arqueiro?
–Tu não perdes uma única oportunidade para falares sobre o Robert e eu, não é mesmo?- diz Isabella irritada, a Alex sabia que o relacionamento entre eles era um assunto sensível mas mesmo assim estava sempre a pressionar- E não mudes de assunto, nós estávamos a falar da Kate não de mim, ok?
–Não me digas que vocês já se chatearam, outra vez?- diz Alex sem paciência, afinal de contas, dois dos seus amigos acabavam sempre chateados, apesar de se ver a milhas que se gostavam, pois eram ambos demasiado orgulhosos e casmurros.
–Sim, tivemos uma discussão. Satisfeita!
–Não posso dizer que estou admirada. -diz Shadow protegendo-se de tiros com as duas braceletes.
–Muito gostas tu de falar da vida amorosa dos outros, deve ser efeito da bênção de Afrodite, não?- provoca Secret sorrindo deixando a amiga a bufar irritada- Mas quase nunca falas da tua, principalmente, desde que conheceste um certo soldado loiro de olhos verdes.
–Podemos não falar do James ou da minha vida pessoal agora?- sugere irritada, enquanto prendia os bandidos, para depois a polícia os meter na cadeia- Acabei e tu?
Nesse momento, ambas ouvem o toque dos seus comunicadores da Liga e retiram-no, vendo uma mensagem de Batman: "URGENTE_SALÃO DA JUSTIÇA, SALA PRINCIPAL, AGORA".
–Também já acabei, mas tenho que ir, parece que tenho uma missão urgente da Liga.- diz Secret, já totalmente concentrada e séria, pois o único momento onde ficava relaxada e descontraída, quando estava com o uniforme, era quando estava ao pé dos seus amigos, de resto, mantinha-se sempre séria e inexpressiva.
–Então já somos duas. -responde Shadow também séria e sem expressão, afinal, quando o pai a chamava, de noite enquanto fazia a patrulha de Gotham, era porque algo se passava e não costumava ser nada de bom- Encontro-te no Salão.
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Em Nova Iorque...
Esperar era uma das atividades mais aborrecidas para Kate, esperar implicava paciência e calma, duas coisas que ela não tinha. Mas lá estava ela a esperar, sentada no carro a ouvir rádio, enquanto tentava distrair-se com alguma coisa até Lara chegar para depois irem jantar. Começou a pensar no julgamento importante, que tinha na segunda, e no montão de papelada que tinha de preencher. Foi então que uma loira com óculos e roupas formais, entrou no carro.
–Olá!- diz Lara com a sua animação habitual, dando-lhe um beijo na bochecha.
–Oi!
–Vamos jantar ou quê? A fome está a matar-me!- diz Lara pondo as mãos na barriga e fazendo uma careta, recebendo um sorriso de Kate.
–Claro. Vamos a um restaurante aqui perto, sim?- perguntou.
–Tu é que mandas!
Passado alguns minutos de viagem, Kate estacionou, em frente a um pequeno restaurante, chamado “Lucca’ Pizzeria”, que parecia estar a degradar-se por fora, todavia por dentro era um sítio bastante aconchegante, cheio de luzes e cores vivas.
Quando estavam a entrar um empregado com um bigode enorme e uma fatiota formal, aproximou-se e disse, com um sorriso acolhedor:
–Buona sera, signora Queen! Il solito tavolo?
–Sì.- respondeu Kate também em italiano, deixando Lara confusa pois italiano não era uma das línguas que dominava, não é que dominasse muitas, afinal só falava inglês, francês e um pouco de espanhol.
Ao ouvir, a resposta de Kate o simpático empregado levou-as para uma mesa, perto da janela e um pouco afastada das restantes. Elas sentaram-se enquanto o empregado e Kate trocavam algumas palavras antes de ele se retirar, dando a opurtunidade perfeita a Lara para preguntar o que é que eles tinham estado a falar.
–O Giovanni perguntou-me se a Alex e a Isa não se iriam juntar a nós, porque costumamos vir aqui quase todas as quintas, já que fica perto dos nossos trabalhos e normalmente quem chegasse a casa primeiro é quem faria o jantar, mas às quintas quem chega é a Isa e ela não é propriamente uma boa cozinheira, então, nós costumamos vir aqui comer, é bom e não te faz ficar doente.- explicou Kate, piscando o olho na ultima parte.
–Do pouco que eu conheço dos dotes culinários da Isa, quase tudo é melhor e mais saudável que a comida dela.- diz Lara fazendo com que ambas soltassem uma gargalhada.- Desculpa, eu ainda nem te agradeci por teres esperado por mim e me teres trazido a jantar.
–Não foi nada.
–Não a sério, obrigada!
–Não precisas de agradecer, para que é que são as amigas? Além disso, há algum tempo que não estávamos juntas e já sentia saudades de ver a minha jornalista favorita.- diz Kate fazendo Lara corar.
–Bem, desde que vocês as três se mudaram para Nova Iorque não temos tido muito tempo para conviver, com o trabalho e essas coisas.
–É verdade, mas não é que nós as três nos encontremos muito fora de casa, porque estamos sempre cheias de trabalho com o emprego, Gotham e com missões. Só nos costumamos ver ao fim do dia ou de manhã , ou então, na Liga e na patrulha. Como vês eu estou aqui enquanto a Alex e a Isa estão em Gotham.
–Desculpa preguntar, mas porque é que vocês vieram para aqui, eu sei que vir para Nova Iorque é um sonho e tal, mas sempre pensei que iam ficar em Gotham.
–Sinceramente?- pergunta Kate, pondo as mãos na mesa e olhando para a rua lá fora- O nosso plano inicial era esse, ficar em Gotham e ajudar a mudar a cidade, essa é uma das razões pela qual eu me tronei advogada. Porém, à medida que fazíamos a faculdade, percebemos que em Gotham nunca iríamos ser reconhecidas pelo nosso mérito e sim pelo nosso sobrenome, logo não iríamos mudar muita coisa. Então, mudámo-nos para Nova Iorque, onde o nosso nome não nos perseguia tanto e, começámos do zero, arranjamos emprego, casa e amigos, e agora estamos bem. Acho que talvez daqui a uns anos quando tivermos mais credenciais e experiência, seja possível voltar para Gotham ou para Starling City, no meu caso.
–Ok! Eu de certa forma entendo, aliás toda a gente, espera que eu seja como a minha mãe ou então que seja como o meu pai.- afirma Lara pensando no montão de vezes que lhe disseram que ela iria ser uma excelente repórter como a mãe ou então uma heroína espantosa como o pai.
–Mas conta lá quem é que vieste entrevistar desta vez, alguém importante?
–Naaaa! Só um banqueiro qualquer, que o meu editor queria que fosse investigado, para uma notícia sobre a bolsa.
–Então, vieste a Nova Iorque só para isso ou vieste porque querias ver-me desesperadamente?- brincou Kate.
–Quem sabe, talvez tenha, talvez não.- respondeu lara com um sorriso malicioso- E tu ofereceste-te para me acompanhar só para estares comigo, não foi? O que me leva a pensar se isto não é um encontro.
–Quem é que não perderia a chance de ter um encontro com uma mulher como tu, linda e carismática.- flertou Kate.
Nesse momento, o comunicador de ambas vibra, estragando o momento. Depois de ver a mensagem, ambas se levantam apressadamente e seguem para o carro.
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Em Metropolis…
Superboy foi lançado pelo ar, danificando vários prédios, às vezes desejava ter o poder de voar como a irmã, daria muito jeito nestas situações. Depois de se recuperar, usou a sua força para voltar para o parque de Metropolis onde Megan, tentava deter Bizarro, que atacava civis e destruía o parque.
Quando voltou ao parque atirou-se rapidamente para cima de Bizarro impedindo-o de acertar Megan.
–Superboy, tenta segurá-lo enquanto eu ponho o colar imobilizador.- diz Miss Marte telepaticamente .
Superboy tentou pegar bizarro pela cintura, mas foi rapidamente apanhado pelo vilão e jogado contra uma árvore, mas se havia uma coisa que Jason era, era persistente. Segurando, desta vez, os braços de Bizarro, para que Megan colocasse o colar.
Assim que Miss M. o colocou, Bizarro começou a ficar tonto e enfraquecido, desmaiando em seguida.
–Bom trabalho, Megan! Acho que formamos uma boa equipa.
–Obrigado, mas tu fizeste praticamente o trabalho todo.- responde Megan corada, afinal Jason não lhe fazia elogios todos os dias.
–Eu estive a pensar- diz Jason coçando a cabeça- e que tal, depois de entregarmos o Bizarro para as autoridades, fôssemos...
De repente, o comunicador de ambos toca, assustando-os. Depois de lerem a mensagem, entregaram o Bizarro adormecido à polícia e quando estavam prestes a pedir teletransporte para o salão, Megan perguntou envergonhada:
–Jason, o que é que tu ias dizer antes da mensagem?
–Eu...eu ia sugerir...ia dizer para irmos... para a Torre...ver se arranjávamos mais colares imobilizadores.- responde Jason arrependendo-se logo a seguir por não ter coragem para a convidar para um encontro.
–Ok, então vamos lá. — diz desapontada.
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Em Atlantis...
Mareena passeava pelos jardins do palácio, enquanto esperava pelo pai que, mais uma vez, estava demasiado ocupado para conversar com ela. Não a levem a mal, ela sabia as responsabilidades que um rei tem, e entendia que o pai só não estava com ela porque estava ocupado com o reino mas, caramba, será que nem sequer lhe poderia dedicar uns minutos. Ela já estava habituada mesmo.
Enquanto esperava, Mareena observava os jardins do palácio cheios de corais coloridos que abrigavam algumas estrelas-do-mar. Os jardins onde estava ficavam na varanda, que proporcionava uma vista magnífica sobre Atlantis, conseguiam-se ver as diferentes casas de diversas formas e cores, as torres de vigia ao longo da barreira que protegia a cidade. De fora da barreira via-se apenas uma imensidão azul, com alguns borrões pretos, sendo estes os animais marinhos e peixes que navegavam no oceano.
Desde pequena que Mareena amava vir para a varanda, observar Atlantis e imaginar, como era o mundo fora da barreira. Por isso, juntou-se à Liga da Justiça, como Aquagirl, onde descobriu o que realmente existia para lá de Atlantis, e tinha que admitir, que era absolutamente magnífico. Juntar-se à Liga foi uma das melhores decisões que já tomou, afinal teve a oportunidade de conhecer pessoas, culturas, costumes, mundos novos, fazer amigos…
De repente, o comunicador de Mareena apita, fazendo com que ela pare de pensar e veja a mensagem de Batman, saindo logo disparada a nadar o mais rápido possível.
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Em Starling City…
Arrow corria pelos telhados de Starling City, em busca do mais novo produtor de XV5, a mais recente e mais procurada droga na cidade, uma mistura de Vertigo com outras drogas que provocam a melhoria das capacidades de uma pessoa, sendo eficaz durante algumas horas. O nome do produtor era Harold Reese, mas toda a gente o chamava Big Reese, de noite produzia e vendia a droga enquanto de dia se fazia passar por um simples cozinheiro.
Arrow avistou perto das docas, a entrar para um armazém abandonado, carregando uma mala com XV5, Robert posicionou-se no telhado do edifício em frente ao armazém e disparou uma flecha-rede, que manteve Reese preso até ele chegar para o poder interrogar.
–Onde está o resto da droga? Onde é que a produzem?- questionou Arrow, enquanto agarrava a camisa do homem.
–Estou a sentir-te um pouco tenso, tens a certeza que não queres tomar alguma coisa, Arrow.- responde Reese sorrindo.
–A única coisa que eu quero é a resposta á minha pergunta.
–se bem me lembro, tu fizeste duas perguntas.
–Onde é que está a droga?- pergunta Arrow farto das provocações do bandido.
–Aqui nesta mala, se quiseres posso dar-te alguma.
–Onde é que esta o resto da droga? Onde é que a escondeste?
–Para quê tanta pressa, até pareces desesperado, Arqueirozinho.- provoca Big Reese, sendo interrompido pelo toque de um comunicador.
Arrow retira o comunicador do bolso, lê a mensagem e espeta um murro poderoso em Reese, deixando-o inconsciente, arrastando-o para a esquadra da polícia onde poderia ser interrogado.
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Em Central City…
Jay cumprimentou vários cientistas enquanto passava pelos corredores que davam acesso ao laboratório principal, onde a irmã estava a estagiar. Ao chegar ao laboratório, encontrou o caos, havia cientistas a correr de um lado para o outro a transportar papéis, ferramentas e químicos. Iris estava no computador principal a realizar uma simulação, quando o seu irmão se aproximou e lhe tocou no ombro, assustando-a.
–Hey mana! Que confusão é esta?
–Hey Jay! Alguns cientistas acabaram de descobrir novas células através de uma experiencia com um rato geneticamente modificado, estão todos a passar-se com as notícias.- explicou Iris, enquanto desligava o computador e abraçava o irmão.
–Ok. Pronta para a nossa corridinha?- perguntou empolgado, afinal entre eles sempre ouve uma ligeira competição sobre quem era o mais rápido, embora sempre acabassem empatados em todas as corridas.
–Queres dizer, se eu estou pronta para dar cabo de ti.- diz Iris enquanto despe a bata e caminham até aos cacifos onde estão as suas coisas, incluindo o seu uniforme- Mas é claro que estou pronta!
De súbito, o comunicador da Liga apita, fazendo com que ambos parem para ler o aviso e se apressem para ir buscar os uniformes.
–Parece que a corrida vai ter de ficar para outro dia, maninha!
–E porque não uma corrida até ao salão?- sugere Iris sorrindo.
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Na Torre de Vigia…
Senhor Destino vagueava pelos corredores da Torre, enquanto pensava na sua missão interior, onde teve de desfazer feitiços lançados por Circe que, mais uma vez, transformou homens em animais para poder assaltar uma joalharia em Dakota City, ou então, simplesmente por diversão visto que poderia sair da loja sem ser vista graças aos seus poderes mágicos. Mas é claro que Circe não iria perder a oportunidade de dar nas vistas.
Ao sentir o comunicador vibrar, parou abruptamente e leu a mensagem de Batman: "URGENTE_SALÃO DA JUSTIÇA, SALA PRINCIPAL, AGORA". Virou-se, então, em direção à sala de teletransporte.
Enquanto isso, na cafetaria, dois jovens heróis falavam animadamente sobre os últimos rumores e fofocas da Liga.
–A Vitória e o Teddy começaram a namorar, dá para acreditar?- pergunta Ethan, o Lanterna Verde- Como é que um gajo com cabelo azul consegue uma gaja como ela?
–Não sei, talvez porque eles gostam um do outro?- diz Fred como se fosse obvio, já estava a ficar farto daquela conversa.
–Posso sentar-me?-pergunta Vixen.
–Claro Max. Senta-te.- responde Capitão Marvel Junior educadamente.
–E sabias que a Secret e o Arrow discutiram outra vez? Mas tipo em publico tas a ver? Foi tipo…- continua Ethan sendo interrompido pelos comunicadores que começaram a vibrar- Receberam a mesma mensagem que eu?- pergunta depois de ler, recebendo um aceno positivo de Max e Fred.
–É melhor irmos!
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