The Five Legends
1 Capítulo 1: Piloto
Capítulo 1: Piloto
– O mundo sempre esteve em guerra. Algumas pequenas, entre familiares, outras entre estados ou províncias. Mas nos últimos 40 anos estamos vivendo uma triste época, a época de uma guerra mundial. As envolvidas eram as duas maiores nações do mundo atual: Zartan e Goen. Zartan é uma nação capitalista, que vê no comércio um meio de se desenvolver. Todos em Zartan são trabalhadores e fazem seu melhor para ver o país prosperar. A ordem em Zartan é mantida por um poderoso exército, mas havia um seleto grupo dentro do exército, os Guerreiros Federais, também chamados de Cães do Exército, Escória Zartaniana, e já ouvi pessoas chamando-os de “Merda do Kaiser”. Pode-se dizer que eles não são bem aceitos, por um simples motivo: Nem todos são pessoas “normais”, todos possuem habilidades únicas e que levam o exército até onde está hoje em dia. – Narrava o homem sentado em uma cadeira, que respirava fundo e continuava. – Já Goen, é uma nação imperialista, onde o bem do imperador supera todo e qualquer problema. Se Zartan tem um exército poderoso, Goen tem um duas vezes mais poderoso. Duas vezes mais armas, duas vezes mais pessoal, duas vezes mais força, duas vezes mais resistência, são praticamente invencíveis... Mas Goen não soube onde parar, e criou algo que nem o mais poderoso guerreiro poderia deter. – O homem suspirava, e fechava o livro que segurava. – É agora que começa nossa história... –
Abranorth, 23 de Janeiro de 1914
Um garoto com cabelos loiros caminhava pelos corredores do QG, parecia estar indo para algum compromisso importante. O QG tinha o formato de uma espiral, corredores circulares, e no centro, ficava a sala do Kaiser, geralmente que fosse para lá ou receberia grandes congratulações, ou seria morto pessoalmente pelo Kaiser. Mas o menino tinha um caminho diferente. Ele chegava até a porta da sala 34, onde havia uma placa que se lia “Coronel Lucas Von King. Bata antes de entrar”. O jovem chegava à porta da sala e entrava sem ao menos se anunciar. – Olá Coronel, vim relatar a missão na favela de Southbank, onde aquele bispo estava trazendo problemas. – Dizia ele, já sentando em uma das poltronas acolchoadas do coronel.
– Você sabe ler Roy? – Perguntava o coronel, que seguia atento lendo seus documentos, que estavam todos bagunçados em cima da mesa dele.
– Óbvio que sei, por que a pergunta? – Respondia ele, enquanto mexia em uma miniatura de um soldado na mesa do coronel.
O coronel fitava Roy, e já emendava uma resposta: – Está bem claro na entrada da sala, “bata antes de entrar”. Eu poderia estar fazendo alguma coisa pessoal. –
– É, mas não estava, agora, posso entregar meu relatório? – Perguntava Roy, que parecia querer uma folga logo.
– Me entregue o relatório que lhe passarei dados da sua próxima missão. – Respondia o coronel, olhando para Roy por cima dos óculos.
O garoto olhava para o coronel com um ar de indignação, e retrucava: – Estou em missão faz duas semanas, não tive descanso, me libera dessa! –
– Estamos em meio a uma guerra, não temos o mesmo pessoal de antes, temos que sacrificar quem temos aqui, lamento. – Explicava Lucas, que começava a preencher o primeiro documento em uma enorme pilha.
– Ok então, me diga qual é a missão... – Dizia Roy, aceitando a derrota.
Lucas parava de preencher os documentos e observava o braço de ferro de Roy, e perguntava: – Você perdeu seu braço em uma luta com um Lobisomem não é? –
– Sim, isso mesmo. Qual a causa do interesse? – Perguntava Roy, que estranhava a atitude do coronel, que nunca perguntava nada sobre a vida pessoal de ninguém.
– Nada demais. Enfim, sua missão. Um dos novos Guerreiros Federais sumiu quando ia realizar uma missão em Ur. Seu trabalho é ir até essa cidade e achá-lo. Simples não acha? – Perguntava Lucas, que olhava em um tom desafiador para Roy, que respondia: – Simples mesmo, mas quero uma semana de folga depois dessa missão. –
– Não prometo nada, agora saia daqui, o Kaiser tem uma viagem para fazer e eu irei acompanhá-lo. – Dizia Lucas.
– Ah... Ok, tudo bem, eu vou para Ur no próximo trem. – Informava Roy, que se levantava e saia da sala.
Ur, três dias antes
Um jovem de cabelos negros corria pelo esgoto da cidade, parecia fugir de algo. Seu corpo estava cheio de cortes, seu braço direito estava perfurado, e ele cambaleava. Havia perdido muito sangue.
– Nem minha transformação conseguiu me ajudar... Preciso correr. – Pensava o garoto, que ofegava mais a cada passo que dava.
O garoto seguia correndo, e logo chegou até o limite, não havia mais por onde correr, apenas água.
– Merda, ele já vai me alcançar! – Pensava o menino, que olhava para os lados assustado.
Em meio à escuridão do esgoto, um vulto aparece na frente do garoto. Fita-o dos pés a cabeça e então se dirige a ele, dizendo: – Finalmente te achei Thunder Wolf... Vou lhe ensinar a não se meter nos assuntos de Ur. – Dizia o homem, que aparentava ter entre 30 e 40 anos de idade.
O garoto olhava para o homem, e encarava-o sério.
– Não vou morrer aqui seu velho estúpido, eu não vou morrer aqui. – Dizia ele.
O velho olhava para o garoto e começava a rir.
– Eu não teria certeza disso... – Dizia o homem, que começava uma transformação em algo parecido com um animal, mas continha traços humanos.
– Meu Deus... O que você é... – Dizia o menino, assustado.
– Sou seu maior pesadelo. – Dizia o homem, atravessando o garoto com uma de suas garras. – Durma bem. –
O garoto cospe sangue, e cai de costas na água do esgoto, e acaba sendo levado pela correnteza.
Notas finais
Próximo capítulo sexta, dia 20/06
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