The Five Legends
2 Capítulo 2: O Reencontro
Era noite, o trem balançava em meio aos trilhos que atravessam o desfiladeiro, e dentro dele, estava Roy, que dormia enquanto esperava chegar até Ur para sua missão. Em seu colo estava um livro de alquimia, estava aberto em uma página que falava sobre “Reconstrução Humana”. Uma parte que falava sobre partes do corpo estava marcada. Aparentemente, ele procurava uma maneira de reconstruir seu braço.
20 minutos depois, o trem parava em uma plataforma, e lá ficava. Ele havia chegado em Ur. Roy acordava, pegava sua maleta e fechava o seu livro, guardando no bolso do casaco. Então ele saia do trem e se dirigia ao centro da cidade, para começar a procurar pelo seu colega desconhecido.
– Vai ser meio complicado encontrar alguém que eu não sei o nome e nunca vi o rosto. – Pensava ele, enquanto caminhava até algum bar.
Roy seguia caminhando enquanto olhava para os lados enquanto buscava alguma pista do paradeiro do seu colega. Após caminhar alguns metros, chegava em uma taverna. Ao entrar nela, logo se sentava no balcão, e pedia um pouco de vinho para o taverneiro. Enquanto esperava seu vinho chegar, ele prestava atenção nas pessoas da taverna, e reparava em uma mesa, repleta de homens rindo, enquanto um deles, que tinha uma aparência grotesca, contando uma história: –... Foi muito fácil, bastou encurralar ele no esgoto, e ai foi só perfurar ele, em seguida caiu na água chorando. Queria não ter matado ele, a cabeça do Thunder Wolf deve valer algum dinheiro... – Dizia ele rindo.
Roy observava aquilo, e pensava naquele nome, “Thunder Wolf”. Ele ficou pensando, até que lembrou aonde ouviu. Era um guerreiro federal, ouvira dois soldados comentando do desaparecimento dele. Então era esse seu alvo, tinha que achar o tal Thunder Wolf, que pelo visto estava morto. O alquimista se erguia de seu banco e se dirigia até a mesa do tal homem.
– Ah... Oi, eu ouvi você falando... Você conhece o Thunder Wolf? – Perguntava Roy, coçando a nuca com uma expressão de tédio.
O homem fitava Roy, e respondia: – Se você ouviu bem, sabe que conheço. Por que quer saber? –
Roy bocejava, e respondia: – Eu tenho que achá-lo, então, cadê ele? –
O homem olhava para Roy, e em seguida para os seus companheiros, e começava a rir. – Garoto, você tem problemas! – Dizia ele. – Eu matei aquele imbecil, se quiser achar o corpo dele procure no esgoto! –
O garoto olhava para o homem, suspirava e dizia: – Olha, não tenho certeza, mas duvido que um Guerreiro Federal você perder pra um otário feito você... –
Ao ouvirem isso, todos os companheiros do homem se levantavam e fechavam um círculo em volta de Roy, que apenas observava a movimentação.
– Sabe garoto... Eu derrotei e matei seu amiguinho... Mas se não quer acreditar, e meus amigos vamos te levar pra encontrá-lo... – Dizia o homem, retirando seu casaco.
Roy olhava para o homem e debochava: – Ué, não é você que diz ter matado o outro, por que não me encara sozinho? –
O homem olhava para Roy, e ficava em silêncio, apenas fazia sinais com os olhos para seus companheiros.
Roy respirava fundo e dizia: – Bom, já que não vai dizer, vou ter que dar um jeito nesses caras... – Roy terminava a frase e estalava os dedos da mão esquerda, e nesse mesmo momento, um pequeno raio cercava os companheiros do homem, e os congelava.
O homem olhava nervoso para a cena e exclamava: – Meu Deus, o que você fez! Quem raios é você? –
– Eu sou o Flame Iron, o Guerreiro Federal! – Dizia ele retirando seu casaco e revelando o braço de ferro.
O homem observava, e dava um sorriso, enquanto sussurrava: – Isso vai ser divertido... –
O homem começava a tremer, e dele saiam asas, e penas brotavam por todo seu peito. Ele ganhava um bico, além de garras.
– Nossa, você virou uma galinha, que irado... – Ironizava Roy.
– Não é uma galinha! É um falcão seu palhaço! – Dizia o homem, que se mostrava como um híbrido entre humano e falcão. – Nunca havia visto uma quimera antes, não é? – Dizia o homem.
Roy coçava o queixo e respondia. – Olha, não pessoalmente, mas já li sobre quimeras, e não achei muito interessante. Achei bem podre por sinal... –
A quimera ficava furiosa e partia para cima do Guerreiro, que estalava os dedos da mão direita, e dela saia uma pequena faísca que tocava na quimera. Essa faísca virava uma enorme explosão de fogo, que lançava a quimera a metros de distância, para fora da taverna.
– Como assim? Fogo e gelo juntos? – Gritava a carbonizada quimera.
– É tipo isso... Bom, vamos finalizar o churrasquinho de frango. – Dizia Roy, estalando os dedos novamente, fazendo a quimera queimar viva.
A quimera voltava ao normal, e seguia pegando fogo, até que em um momento, parou de se mover.
Roy voltava para dentro da taverna para buscar seu casaco. Lá fora, ele se sentava em frente à taverna, atrás dele estava o taverneiro que o xingava, e unia suas mãos, como se fosse rezar.
– O que vai fazer seu punk inconseqüente? – Gritava o irritado taverneiro.
Roy fazia sinais pro taverneiro ficar quieto, e então, usando algum tipo de poder, restaurava a taverna ao estado original.
– O que você fez? – Perguntava o taverneiro, chorando.
– Eu reconstruí usando alquimia. De nada. – Dizia Roy saindo de perto da taverna. – Ah, onde fica a saída de esgoto da cidade? – Perguntava ele antes de sair.
– Fica em uma vila ao sul, na beira de um rio. – Respondia o taverneiro, que pulava de alegria.
Roy saia caminhando até a tal vila, que era perto da cidade de Ur. Apenas 10 minutos de caminhada e ele estava lá. Ao chegar, começou a perguntar do Thunder Wolf, porém ninguém respondia a ele onde ele estava ou se haviam visto, até que uma velha senhora respondeu: – Ele está em uma cabana à beira do rio, ele estava muito ferido, então meus netos o levaram para sua cabana. –
Roy caminhava até o rio, e lá via a tal cabana. Ao entrar se deparava com uma pessoa deitada, com lençóis tapando todo o corpo. Ele estava deitado de lado, fazendo a sombra tornar impossível ver seu rosto.
– Ei, Thunder Wolf, levanta, temos que voltar para Abranorth. – Dizia Roy, se aproximando da cama improvisada.
Quando o garoto se virou, Roy entrou em choque. Ficou parado no mesmo lugar, enquanto seu corpo tremia. Ele olhava para o rosto do rapaz e uma expressão de ódio aparecia em seu rosto.
– Você é o Thunder Wolf... Eu procurei você por toda minha vida... – Dizia Roy, tremendo.
Roy conhecia o Thunder Wolf e não sabia. Ele era Tatsu Wolf, uma pessoa do passado de Roy. Foi resultado de um combate com ele que Roy havia perdido o braço.
Uma explosão e de dentro da cabana, Roy é jogado para fora da mesma. Tatsu estava levantado e olhava de um jeito debochado para o Flame Iron. – Olha só, quem diria não é? Veio aqui para perder o outro braço? –
– Minha missão era vir aqui resgatar você, mas pelo visto, quem vai matá-lo sou eu. – Respondia Roy, animado com a hipótese de “vingar” seu braço.
– Então vamos ver do que você é capaz? – Respondia Tatsu, sorrindo de forma maléfica.
Estrada 1, no mesmo momento
Dois homens dentro de um carro viajavam na direção de Abranorth, e ambos conversavam formalmente. Um deles era o Coronel Lucas Von King, e o outro, não era ninguém menos que o próprio Kaiser.
– Senhor Kaiser, estamos indo direto para Abranorth diretamente, alguma objeção? – Dizia Lucas, que dirigia o carro.
– Tenho uma só. Coronel, quem você mandou para resgatar o Thunder Wolf? – Perguntava o Kaiser.
– Mandei o Flame Iron, qual o motivo da pergunta, Senhor? – Perguntava Lucas, nervoso por pensar ter feito algo estúpido.
– Você sabe que foi o Wolf que arrancou o braço do Flame não é? E sabe que ele irá querer vingança não é? – Perguntava o Kaiser, com um olhar severo.
Lucas engolia seco, e respondia: – Pensei que ele não iria tentar nada, por estar em trabalho. Senhor.
O Kaiser começava a rir, e falava com Lucas: – Você tem um senso de humor cruel Coronel... Vamos até Ur, talvez consigamos evitar que aqueles lesados causem danos pro nome do exército. Acelere esse carro. –
– Sim senhor! – Respondia Lucas, acelerando o carro.
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