The Final Plan - TINP

31 The Final Plan - Capítulo 3 - O que foi isso?


Notas iniciais
Oi oi amores da Anne...
Estou postando pela Anne, pois a mesma se encontra com sérios problemas com a internet dela.
A vadia linda da minha cópia ainda pediu desculpas pela demora e prometeu não demorar mais para o próximo (farei ela cumprir isso, ok? Ok.)
Bom, é isso lindos.
Aproveitem o capítulo e comentem.
Viic Black. ^-^

Ah, amores... A Srta. Potter pediu para avisá-los que tem fic nova, A Black. Passem lá sim?
http://fanfiction.com.br/historia/430697/A_Black/

- Daniel... – Victória tentou explicar, mas Eric interrompeu.

– Aquilo no braço dela não é a Marca Negra, é?

No braço esquerdo da garota, a manga do casaco tinha subido um pouco, revelando um pedaço da tatuagem recém-feita.

Capítulo 3 – O que foi isso?

Victória andava pelo corredor em passos apressados, virando a cabeça para todos os lados, certificando-se de que não seria vista. Era tarde, todos os alunos já tinham ido dormir e ela tivera o maior trabalho para sair escondida do seu dormitório e estava se arriscando por sair no meio da noite, mas ela ia atrás de respostas, respostas essas, mais que necessárias.

Entrou na Sala Precisa encontrando Daniel sentado no chão, os olhos vermelhos indicavam que ele tinha chorado recentemente. Em menos de cincos segundos, Victória estava ajoelhada em seu frente, segurando as mãos frias do garoto, tentando passar o conforto que ele precisava.

– O que aconteceu? – ela perguntou, passando as mãos pelos cabelos escuros.

– Eu devia ter feito alguma coisa – murmurou Daniel.

– Dan, não há nada que você poderia ter feito. Você mesmo disse que se não tivesse o ajudado nesse plano ele teria a matado.

– Se eu não tivesse mudado o plano, ele não teria a descoberto.

– Mas você mudou. Ninguém está te culpando por isso, Daniel. Ela mesma disse que te entendia. Anne disse que foi a decisão dela. Ela se entregou sem lutar. Nós respeitamos a decisão dela do mesmo jeito que respeitamos a sua.

– Você respeitou a minha. Vic, ela vai se tornar pior que ele. Os poderes... – parou de falar na hora, se dando conta de que já tinha falado coisas demais.

– O que você não me contou? – perguntou nervosa.

– Ela meio que está começando a demonstrar novos poderes e usa-los para o mal – falou incerto.

– Como assim?

– Ela entra na mente das pessoas, mexe com a cabeça delas, conversa com elas, pode controla-las. Não sei o porquê ou como fazer para evitar que ela faz isso. Mas é bom você preparar... Você sabe.

Victória suspirou. Estava sendo tão difícil para ela ter que ver o que a melhor amiga tinha se transformado, Tiago sofrendo por isso, Eric sofrendo pela perda da mãe e do irmão, tendo que ver a irmã chamando o homem que causou tudo isso de pai e o pior de todos, tendo que ver o garoto que ela ama se culpando por isso.

– Dan... Eu não sei mais o que fazer para manter eles afastados dela. Tiago está sofrendo tanto, Eric mal consegue sair do dormitório e ela está tão diferente. Não parece mais a mesma.

– Ela não é mais a mesma – afirmou o Evans sério, olhando Victória nos olhos – Não é.

– Você não pode conversar com ela? Para todos os efeitos você é o irmão.

– Ela não escuta. Algo está errado. Anne está quase tão má quando Mason, se não mais. É perigoso qualquer um se aproximar dela, entendeu, Vic?

– Eu sou filha de Salazar, ela não tentaria nada comigo – murmurou sem convicção alguma – Tentaria?

Daniel nada disse. Quando se trata de Anne, agora, ele não podia ter certeza de muita coisa.

[...]

Todos os olhares estavam concentrados para a garota vestida toda de preto, que andava nos corredores exibindo um sorriso maldoso, encarando os alunos que a olhavam com medo. Ela gostava de se sentir assim. Temida. Poderia sentir o medo exalando deles e seu sorriso crescia cada vez mais.

Rose e Roxanne estavam no corredor, olhando para ela ainda sem acreditar. Ninguém conseguia acreditar, mesmo depois de uma semana com o inicio das aulas. Todos os alunos abriam espaço para Anne passar, inclusive as duas Weasley.

Eric estava encostado na parede mais a frente, com os olhos fixos na figura da sua irmã, a sua expressão era dura. Ele sentia ódio dessa garota, essa não era sua irmã e não se importava nem um pouco em ter que enfrenta-la. A dor das maldições conjuradas por ela para ele não era nada comparada a dor que sentiu ao perder a mãe o irmão, não era comparada a dor que sentia a vendo assim.

– Desfilando nos corredores logo cedo, Turner? – praticamente cuspiu o “sobrenome”.

– Querendo sentir dor logo cedo, Carter? – Anne desafiou, cruzando os braços e sorrindo. Não como seus sorrisos costumavam ser para o irmão, um sorriso frio, duro e irônico.

– Estou bem aqui – retribuiu o sorriso irônico da irmã.

– Que pena, Carter. Estou realmente afim de torturar alguém logo cedo.

– Vá incomodar outro, Turner. – disse Tiago, aparecendo ao lado do amigo.

– Ah, pronto. Chegou o Potter, a turma de escória está completa agora. – sorriu ironicamente.

– Na verdade... – começou Tiago – Estaria completa se seu irmão ou seu pai estivessem aqui.

A garota o encarou com ódio, ninguém falaria de Mason ou de Daniel em sua frente e sairia por menos. Segundo mais tarde, o Potter estava no chão, com os dentes trincados enquanto seu corpo tremia levemente e seus olhos se fechavam com força.

– Pare com isso! – gritou Eric, lançando o feitiço estuporante contra a irmã.

Com um simples aceno, o feitiço foi desviado e Eric arremessado alguns metros.

– Anne! – Daniel gritou ao ver o que acontecia, correndo para o lado da irmã e ficando em sua frente, ainda sem quebrar o contato visual que ela mantinha com o Potter.

Rapidamente, Daniel segurou os ombros da loira, chacoalhando-a com força até a mesma fechar os olhos e em seguida abri-los para encarar o irmão com raiva.

– Vá para a sua aula, Daniel. – rosnou ela.

– Você também tem aula agora, Anne. Deixe-os em paz.

– Vá embora, Daniel. Não ouviu o que ela disse? – cuspiu Tiago – Você já fez merda demais.

– Estou tentando te ajudar, Potter. – devolveu Daniel.

– Me ajudar? Você foi o principal culpado de tudo. Tudo isso é culpa sua!

– Do que vocês estão falando? – perguntou Anne.

– Nada. – Daniel respondeu rapidamente.

– Do que ele falou, Dan? – insistiu.

– Olha o que você fez, Potter. – sussurrou o Turner.

Tiago deu de ombros enquanto se levantava e Eric já caminhava para perto deles, já que tinha machucado o tornozelo com a queda.

– Vocês vão me falar agora! – exigiu Anne.

– Não, Anne, vamos para a aula, estamos atrasados – insistiu Daniel.

– Não. – disse – Eu quero saber o que ele quis dizer e quero saber agora! – gritou e todos os vidros do colégio quebraram, fazendo com que os garotos protegessem os rostos.

Anne continuava parada de olhos fechados, os estilhaços de vidro a machucaram e cortaram seu rosto e algumas partes do seu corpo, mas a garota não se deixou atingir por isso e fez uma rajada de vento.

– Anne, por favor. – suplicou Tiago.

E então ela abriu os olhos. Seus olhos estavam castanhos como antigamente, em seguida, levou suas mãos para a garganta, enquanto respirava com desespero em busca de ar. Logo seus olhos voltaram para o azul quase transparente.