The Final Plan - TINP
32 The Final Plan - Capítulo 4 - O beijo
Capítulo 4 – O beijo.

Aproveitando a distração da garota, Daniel a tirou dali antes que Tiago pudesse ter tempo de falar alguma coisa, mas o mesmo se encontrava incrédulo demais, assim como Victória.
– Ela... Ela... – balbuciava o Potter.
– Eu realmente não faço ideia do que tenha acontecido aqui, Tiago – disse Victória boquiaberta – Vamos, temos que ir para a aula.
[...]
O pergaminho estava aberto na frente de Tiago e Eric, os dois no dormitório, que agora dividiam, anotando os poderes da fênix para passar para o relatório da Ordem e também os acontecimentos de hoje.
Até que a porta se abre com um estrondo, Eric guarda o pergaminho em baixo do colchão antes que Anne pudesse passar pela porta. O sorriso malicioso aparece no seu rosto assim que ela vê os dois com expressões assustadas no rosto.
– Não é permitido a entrada de garotas no dormitório masculino, Turner – Eric falou.
– Pena que as regras não se aplicam a mim. Nenhuma delas.
– O que quer aqui? – Tiago foi rude.
– Quanta grosseria, Potter – ironizou a garota e varreu os olhos pelo local – Eu apenas quero conversar. Que mal há nisso.
– Que mal? Você – o Carter não conseguiu se conter.
– Sabe que eu posso matar você apenas com um olhar, não sabe Eric Wiliam?
– E eu me pergunto o que você está esperando para fazer isso – desafiou.
– Eric... – Tiago repreendeu o amigo.
– É melhor escutar seu amiguinho, E. W. Venha comigo, Potter. É com você que quero conversar.
– E quem disse que eu vou?
– Eu não estou pedindo, Tiago Sirius. Apenas venha, antes que eu tenha que te obrigar de uma maneira não muito agradável.
– Vai, Tiago. Tome cuidado.
– Que fofinhos – soltou uma risada sem humor – Eu sinto falta da época em que os Carter honravam o sobrenome e não se juntavam a traidores do sangue como os Potter e Weasley.
– A única traidora do sangue é você – Eric fechou os punhos com força, tentando se controlar.
– Veremos, Carter. Ande, Potter, não tenho a noite toda.
Mesmo a contra gosto, Tiago se levantou o seguiu a loira para fora do dormitório. Ele achou que ela pararia na Sala Comunal, mas não, a garota continuou a andar despreocupadamente pelos corredores, sendo que já passava do horário de dormir.
Entrou em uma sala vazia qualquer e deixou a porta aberta para o Potter que entrou com as mãos no bolso, segurando a varinha para qualquer emergência.
– Sente-se, Potter – ela disse apontando para as inúmeras carteiras vazias da sala.
– Estou bem aqui.
– Como quiser – respondeu prontamente dando de ombros.
– O que você quer comigo, Anne?
– Tantas coisas, Potter. Você nem faz ideia – sorriu sarcástica e em seguida gargalhou – Você falou algo que me deixou curiosa hoje de manhã. Agora quero saber o que quis dizer.
– O que eu disse para Daniel hoje mais cedo? Que a culpa era dele.
– Culpa de que?
– Eric tinha uma irmã. E por culpa do Daniel, ela está praticamente morta.
– O que ele fez? – Anne não sabia dizer o porquê de esse assunto interessa-la tanto.
– Ele ia ser morto – Tiago engoliu em seco na esperança de se livrar do nó em sua garganta – Então ela se entregou no lugar dele.
– Quem iria mata-lo?
– Seu pai – afirmou a encarando.
– Meu pai? – soltou uma risada nervosa – Ele não mataria o Dan.
– Tem certeza? Você conhece mesmo a “sua família?” – perguntou ironicamente.
– Você sempre é tapado assim, Potter?
– Só quando estou perto de você, Carter – Tiago falou baixo, mas isso passou despercebido pela garota.
– Você tem dez minutos para voltar para o dormitório, Potter, se não ficara de castigo – murmurou dando as costas para o garoto e indo em direção a porta.
– Dez minutos da para fazer muita coisa – sussurrou.
Aproveitando a distração da garota, Tiago andou até ela em passos rápidos, segurando-a pela cintura e virando-a de encontro com ele. Anne ofegou, surpresa com a proximidade do garoto. Ele ficou alguns segundos admirando a beleza dos olhos azuis, mesmo estando diferente de como era antes, ela estava ainda mais linda, apesar de tudo, depois olhou para a boca extremamente convidativa dela. Umedeceu os lábios querendo mais do que tudo prova-los mais uma vez.
Anne estava sem reação, uma parte dela dizia que isso era errado, ela não poderia ficar com ele, mas essa parte perdia para a que deseja que isso acontecesse mais que tudo. Era uma necessidade, ela precisava dos lábios dele nos seus mais que tudo nesse mundo.
Tiago não esperou mais, colou seus lábios contra os dela, segurando o rosto da mesma com as duas mãos, querendo que esse momento não terminasse nunca. Anne levou suas mãos para os cabelos rebeldes, prendendo os fios escuros da nuca, puxando-o o garoto para si.
O garoto começou a andar, sem interromper o beijo, prensando-a na parede, evitando que ela fugisse. Há essa hora, qualquer pensamento coerente se esvaiu pela mente de Anne.
Tiago desceu suas mãos para a cintura da garota e Anne passou seus braços pelo pescoço de Tiago no mesmo momento em que eles se separaram arfantes, mas Tiago não deixaria que esse momento acabasse logo, por isso, desceu seus lábios para a pele do pescoço da garota, distribuindo beijos molhados, mordidas e chupões naquela área, querendo que ficasse marcado, tanto na memória quanto na pele dela.
A garota passou as pernas pela cintura do Potter e o garoto passou o braço pela cintura dela, segurando-a e a sentou em uma das mesas, em seguida uniu seus lábios mais uma vez. Tiago mordeu o lábio inferior e o puxou sem delicadeza alguma.
Um pigarro fez os dois se afastaram rapidamente, arfantes com os lábios inchados. Salazar encarou Tiago com desprezo.
– Para o seu dormitório agora, senhor Potter. Você será castigado amanhã.
Tiago lançou um último olhar para Anne antes de sair da sala, mas a garota encarava Salazar.
– Seu pai adoraria saber disso, Anne.
– Você não irá contar – sorriu.
– O que me impede?
Anne o encarou sem piscar e segundos mais tarde, Salazar estava no chão, se contorcendo e gemendo de dor.
– O que você dizia mesmo? – Anne perguntou – Ah, sim. Nada. E sabia que eu adoro usar esse poder? Até mais, Salazar.
E ela saiu da sala, deixando o diretor no chão, respirando com dificuldade e ainda sentindo as dores da maldição.
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