The Final Plan - TINP
4 That is not possible - O Patrono, o Beijo & a F...
Notas iniciais
Espero que gostem!
Boa leitura.
Por trás de toda aquela arrogância tinha uma garota doce, meiga, engraçada e que precisava de amigos de verdade ao seu lado. Tiago estava deslumbrado pelos sorrisos que a garota lhe dava.
– Obrigada, Tiago – disse a garota antes que entrassem no Salão Principal.
– Pelo que exatamente?
– Por ter passado a tarde comigo e por ter me aceito no time de Quadribol depois do modo como tratei todos daqui – beijou sua bochecha e correu para dentro do Salão Principal.
Capítulo 4 – O Patrono, o Beijo & a Fênix.
Tiago seguiu a garota com um sorriso bobo no rosto e sentou ao seu lado durante o janta. Todos estranharam a troca de sorrisos dos dois grifinórios.
Depois do jantar, Anne iria direto para o dormitório, mas Eric a parou no meio do caminho.
– Porque estava falando com o Potter? – perguntou segurando seu braço com uma força desnecessária.
– Me solta, Eric. Está me machucando! – pediu.
– Fale ou vou contar para o papai – ameaçou.
– Ele veio me falar que o treino de Quadribol é amanhã – mentiu com medo da reação do irmão.
– Porque você quer saber sobre o treino da Grifinória? – apertou ainda mais o braço de Anne.
– Solte-a! – Tiago ordenou a Eric.
– Não se meta, Potter – rosnou o sonserino.
– Se você não a soltar agora eu juro que jogo em você uma Azaração Ferreteante*
Eric olhou com raiva para Tiago, mas soltou a irmã com força a fazendo cambalear e se o Potter não tivesse a segurado, ela teria caído.
– Papai vai saber sobre isso – lançou um olhar duro para irmã e foi embora.
Lágrimas escorriam pelo rosto de Anne, ela estava abraçada a Tiago que passava a mão em seus braços em um gesto de consolo. Depositou um beijo em seus cabelos e começou a leva-la para a Sala Comunal.
– Você está bem? – perguntou a garota antes de passarem pelo retrato da Mulher Gorda.
Ela apenas assentiu e ele deu a senha a Mulher Gorda, que deixou os dois passar. Todos que estavam na Sala Comunal estavam surpresos com a cena.
Anne Carter estava abraçada com Tiago Potter e ambos pareciam à vontade com a aproximação. Ninguém ali estava mais surpreso que Alvo Severo, sabia das atitudes da garota e da forma como ela tratava seu irmão. Simplesmente não podia acreditar no que via.
Tiago levou a garota até as escadas. Ela se afastou dele e ele secou as lágrimas que ainda caiam e beijou sua testa.
– Fique bem, ok? – ela assentiu e um sorriso tímido apareceu em sua face – Qualquer coisa avise Rose ou Roxanne, elas sabem como me encontrar.
Ela sorriu novamente e depositou um beijo em sua bochecha. Subiu as escadas e Tiago foi em direção aos dormitórios masculinos. Tinha uma coisa guardada em seu malão e pela primeira vez nesse ano sentiu vontade de usa-lo.
Procurou o pergaminho antigo e com a varinha em mãos disse:
– Eu juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom.
E no mesmo instante, linhas de tinta começaram a delinear as seguintes palavras:
Os Srs. Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas,
fornecedores de recursos para feitiços malfeitores
têm a honra de apresentar
O MAPA DO MAROTO
Procurou pelo nome da garota nos dormitórios femininos, porém não encontrou nada. E só foi encontra-la em uma sala de aula vazia. Sem pensar, desceu as escadas que davam acesso a Sala Comunal com o Mapa do Maroto em uma das mãos e a varinha em outra.
– Lumus – disse e criou um pequeno foco de luz na ponta da varinha.
Andou pelos corredores com o olho no pergaminho até que encontrou a sala em que a garota estava. Abriu a porta e viu ela sentada em uma mesa com apenas um filete de luz saindo da varinha. Conhecia aquele feitiço.
– Feitiço do Patrono? – falou a assustando.
Anne desceu rapidamente da mesa em que estava sentada, pois não reconheceu de imediato a voz dele.
– Tiago, o que faz aqui? – perguntou quando o reconheceu.
– Vim atrás de você. Nunca te imaginei quebrando regras, sabia? – brincou fazendo a garota sorrir.
– Eu geralmente venho aqui depois que todos foram dormir – justificou dando de ombros.
– Dificuldade com o feitiço? – perguntou se aproximando.
– Sim. Não consigo fazer o corpóreo, só um filete de luz.
– É fácil! – disse ele.
A garota cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha em uma expressão de descrença. Dentre todos os feitiços que ela conhecia, esse era o único que a garota tinha apresentado certa dificuldade.
– Me mostre então – desfiou.
O garoto sorriu e murmurou um “Nox”. Instantaneamente a luz que saia da ponta de sua varinha se apagou.
– Expecto Patronum – murmurou.
Primeiramente saiu apenas um filete de luz banco-prateado, como o da garota, mas depois a luz assumiu a forma de uma águia que voou pela sala até que se apagou.
– Águia? – ele assentiu.
– O do meu pai é um veado, então eu não estou tão mal, estou? – brincou – porque não tenta de novo?
– Eu estou há algum tempo aqui e só consegui o que você viu.
– Suas lembranças não são felizes o bastante – concluiu.
– Como não? Escolhi as que mais me deixam feliz.
– Tente de novo – influenciou.
A garota bufou, mas fechou os olhos e procurou a lembrança mais feliz que tivera e pronunciou:
– Expecto Patronum.
De novo, saiu apenas um filete de luz branco-prateada.
– Viu? Eu disse!
– Acho que precisamos de lembranças mais felizes – disse Tiago sorrindo sacana para a garota na sua frente.
Ele foi se aproximando cada vez mais dela e cada vez que ele chegava mais perto, ela dava alguns passos para trás. Até que sentiu uma coisa dura e fria em suas costas. A parede. Sem saída olhou para Tiago que estava cada vez mais perto dela com o sorriso em seu rosto.
– O que vai fazer? – sua voz não passava de um sussurro.
– Te dar lembranças felizes – sussurrou em seu ouvido – mas você tem que querer também. Não vou fazer nada que não queira.
Ele acariciou delicadamente sua bochecha. O toque causou uma reação estranha em ambos. Tiago tinha um brilho em seu olhar que era apenas refletido no olhar de Anne.
– Me beija – disse a garota.
Tiago sorriu antes de lhe tomar os lábios. Passou a mão pela cintura da garota e puxou o corpo de encontro com o seu no mesmo momento em que Anne colocou a mão nos cabelos da nuca dele, os puxando delicadamente.
Assim como começou, o Potter teve que terminar quando o ar se fez necessário. Sorriu para a garota que lhe retribuiu o sorriso.
– Boas lembranças agora? – perguntou o garoto.
– Acho que sim – respondeu rindo.
Novamente, ela fechou os olhos e se lembrou do que aconteceu segundos atrás e murmurou o feitiço. Abriu os olhos e viu novamente o filete de luz, porém se transformou em uma fênix que voou por algum tempo dentro da sala até desaparecer.
– Eu consegui! – disse a garota animada.
– Aquilo... Aquilo era uma fênix? – perguntou de uma maneira estranha.
– Sim!
O garoto estava assustado, seu pai sempre lhe contou que o Patrono de Alvo Dumbledore era uma fênix, mas ele sabia que poderia existir Patronos iguais, mas algo lhe dizia que essa coincidência não era apenas isso.
– Precisamos conversar com a McGonagall – disse e segurou a mão de Anne e juntos subiram a escada até a sala da diretora.
– Alvo Dumbledore – Tiago disse a estatua que dava acesso a sala da diretora.
– Você sabe a senha? – Anne perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Digamos que eu venho muito aqui – respondeu apenas.
Tiago deu algumas batidas discretas na porta e logo depois Minerva McGonagall a abriu e se surpreendeu ao ver os dois alunos em sua sala àquela hora.
– Tiago? Srta. Carter? O que fazem aqui? Deveriam estar dormindo – disse.
– Eu sei, professora, mas é aconteceu uma coisa estranha – o garoto falou.
Anne estava alheia a conversa dos dois, ela observava a sala da diretora e seu olhar pousou sobre um quadro atrás da mesa que agora era de Minerva. Nunca tinha o visto, claro, mas sabia quem ele era. Alvo Dumbledore.
O ex-diretor de Hogwarts a olhava como se esperasse a sua visita há muito tempo – o que de fato acontecia.
– Eu não entendo, Tiago. Várias pessoas tem o Patrono igual. Isso foi apenas uma mera coincidência.
– Eu sei, professora, eu sei, mas algo me diz que não é apenas isso.
– Ele está certo, Minerva – o retrato de Dumbledore disse.
– Como, Alvo? – perguntou a atual diretora.
– Posso conversar a sós com ela? – perguntou o retrato.
– Claro, vamos Tiago – Minerva saiu da sala seguida por Tiago.
O silêncio no cômodo depois da saída deles fora absoluto. Dumbledore fitava a garota que vinha observando desde o primeiro dia dela em Hogwarts.
– Primeiro gostaria de dizer que o chapéu seletor, como sempre, fez a escolha certa. Você é uma Grifinória de coração e mais tarde aceitara isso de bom grado. Não deveria ligar para o que seus pais e irmãos dizem, pois a culpa não é sua e com o tempo eles entenderam isso – Dumbledore começou – e fiquei realmente feliz em lhe ver acompanhada do filho de Harry Potter. Ele é um bom garoto e se parasse muito com o avô paterno – sorriu – espero sua visita há muito tempo, Anne. As coisas que tenho para lhe dizer não são agradáveis.
– Pois diga – incentivou a garota quando o ex-diretor fez uma pausa.
– Há dezenove anos Voldemort está morto e todos esperam que haja um tempo de paz, não é mesmo? Porém isso ainda não foi possível. Os aurores do Ministério são muito competentes, com toda a certeza, mas há alguns dias as coisas pioraram.
– Como? – questionou a garota curiosa.
– Houve uma fuga em massa de Azkaban, mais ou menos vinte e cinco homens e mulheres que um dia foram Comensais da Morte. E eles simplesmente sumiram. Há alguém por trás disso tudo, alguém perigoso, que coloca a vida de todos vocês em perigo. De alguns mais que outros.
– Trouxas e nascidos trouxas?
– Não sei se essa pessoa será como Voldemort neste quesito, mas provavelmente, pois está seguindo os mesmos passos que ele. Porém antes de qualquer ataque a eles, vão tentar eliminar a maior ameaça.
– Harry Potter – conclui.
– Exato – assentiu o professor – ele e os amigos que o ajudaram a destruir Lorde Voldemort. E se eu não me engano essa pessoa seguirá os mesmos passos que o antigo Lord das Trevas.
– Dominar o Ministério e depois Hogwarts?
– Sim.
– Mas, desculpe se soar um pouco grosseira, essa não é a minha intenção, mas o que isso tem haver comigo?
– Tudo. Exatamente tudo, pois é só você que pode dar um fim em tudo.
– Eu? – perguntou surpresa.
– Sim, Anne, apenas você.
– Mas professor, eu não posso fazer isso. Não tenho conhecimento suficiente para isso – justificou.
– Claro que tem. Você está preparada para enfrenta-lo e não estará sozinha nessa. Mas lembre-se tome cuidado em quem confia.
(...)
Anne andava ao lado de Tiago até a Sala Comunal. Ela estava pensando no que Dumbledore havia lhe dito. O garoto a observava sem falar nada e isso o incomodava. Estava claro que Dumbledore tinha falado algo muito importante para ela e Anne não queria contar.
– O que houve? – ele perguntou quando estavam quase no retrato da Mulher Gorda.
– Dumbledore me contou algumas coisas. E eu não sei deveria lhe contar, mas seu pai corre perigo – disse apenas.
– Como assim? – questionou preocupado.
– Não há como te contar aqui. Alguém pode nos ouvir. Amanhã depois do treino eu lhe conto, tudo bem?
Ele apenas assentiu, porém continuava extremamente preocupado com o que a garota havia lhe dito. Se tinha algo que realmente importa para Tiago, era a família.
*Azaração Ferreteante: causa uma dor ardente na vítima, como uma queimadura.
Notas finais
Gostaram?
Eu falei que o que tanto queriam iria acontecer com uma surpresa, haha...
Quero a opinião de vocês sobre t-u-d-o que aconteceu nesse capitulo e sejam sinceros.
Beijo
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