The Fear

33 Capítulo 32


Notas iniciais
E AEEEEE, NIGHTERS LINDJOS LOL Como estamos nesse sábado maravilhoso? :3 Ér, eu sei que vocês querem me matar pela demora para postar, responder os comentários e tals, e ainda mais aquele mísero capítulo que eu postei a última vez T0T Mas me desculpem! Eu realmente não ando tendo tempo! kkk Enfim, ninguém quer saber disso, entãao vamos para o capítulo! Obrigada a todos que estão lendo, e boa leitura! :3

– Emily! Emily! — Tariq me chamou nervosamente, sua voz ficando mais alta enquanto via que eu não o respondia.


Foquei meu olhar em sua expressão preocupada, enquanto sentia as lágrimas arderem insistentes em meus olhos.


– O que aconteceu? — ele perguntou, averiguando que eu estava bem com uma rápida observação.


– Eu me lembro — eu disse, assustando-me com a voz rouca e fraca que saíra de minha garganta.


– Se lembra do quê? — perguntou Mikael, o olhar ansioso encarando-me insistentemente.


– Dos meus pais — eu disse, enquanto as lágrimas nada bem vindas transbordavam lentamente por meu rosto — De tudo.


Tariq suspirou ao meu lado, pegando minha mão delicadamente. Percebi seu toque ligeiramente desconfortável, como se ele não soubesse o que fazer em seguida.


– Por que eu só me lembro disso tudo agora? — perguntei, mais para eu mesma do que para qualquer olhar que me observava preocupado naquele quarto — Por que eu estava todo esse tempo sem saber sobre meus pais?


Porque eu queria que você só se lembrasse agora. Ouvi uma voz arranhar ruidosamente em minha mente, a voz que tanta vezes me assustara. O tom de meu anjo.


– Não... — sussurrei, enquanto Tariq e Mikael ainda me encaravam, uma sombra de confusão passando por suas faces.


Sim, querida. Eu nunca esqueço de minhas vítimas, ainda mais uma tão teimosa quanto você. O anjo disse, dando uma pequena risada que ecoou lentamente por meus pensamentos, enquanto eu sentia que todo o controle que eu tinha sob meu corpo começava a se esvair com o medo que me dominava.


– O que foi, Emily? O que está acontecendo? — Tariq perguntou, levantando-se ruidosamente e chegando perto de mim, sem soltar minha mão gélida que agora se agarrava firmemente a dele, como se fosse o único pedaço de realidade naquela medonha fantasia.


– Tariq, ela está ficando pálida, faça alguma coisa! — Mikael gritou, tentando aproximar-me de mim também — Emily? Está me ouvindo? Fale comigo!


Não tem nada que vocês possam fazer. O Nightwalker disse, em um tom alto que demonstrava a raiva que ele tanto tentava esconder sob seu tom de frieza. Todos vocês estarão mortos, e não há nada que possa evitar isso.


Eu não percebia o que ocorria comigo enquanto o anjo sussurrava suas ameaças sangrentas em minha mente, apenas conseguia ouvir o som baixo de murmúrios incoerentes que eu presumia saírem de minha própria boca que repentinamente ficara seca. Minha visão era preenchida pelos olhos preocupados de Tariq e Mikael, os dois denunciando sua agitação e seu nervosismo quanto ao que fazer naquele momento.


– Emily, o que está acontecendo? — Mikael me perguntou, segurando meu rosto com uma das mãos e me obrigando a encará-lo.


– O anjo... — eu disse, tentando fazer minha voz se perpertuar de uma maneira que os dois pudessem entender — Ele vai... Atacar.


– O quê? — ouvi Tariq perguntar, porém sua voz repleta de nervosismo foi logo abafada pela sentença final do Nightwalker.


O jogo finalmente começa. Ele gritou, fazendo a frase se repetir torturosamente por minha mente várias vezes. Uma dor forte dominou minha cabeça, e eu não pude reprimir um grito enquanto colocava as mãos em minhas orelhas em uma vã tentativa de fazer aquilo parar.


– O que está acontecendo? O que foi? — ouvi vozes confusas dizendo, enquanto percebia outros tons altos preocupados chegando cada vez mais rápido naquele pequeno quarto.


A dor continuava a testar minha mente, como se uma faca pequena e fina transpassasse lentamente por meus pensamentos tentando achar o ponto que mais me agonizaria. Comecei a sentir meus olhos ficando pesados, e através de minha garganta seca minha voz parara de sair, talvez por perceber que aquilo não adiantaria em nada, ou pela falta de força que impregnava-se pelo meu corpo com a tortura.


Eu conseguia sentir mãos me puxando e me deitando em algo que parecia ser a cama, porém todos aqueles toques e tentativas de me trazer de volta a realidade pareciam ficar em segundo plano enquanto a dor repetia-se cada vez mais forte.


Você deveria ter se entregado quando teve chance. Ouvi o Nightwalker dizer, seu tom de voz trazendo uma nova aflição à minha mente sobrecarregada. Agora não é só você que irá morrer, e sim todos os que agora tentam te ajudar.


Comecei a balançar debilmente minha cabeça, em um sinal negativo à todas as palavras afiadas que o anjo me dirigia, e como resposta recebi uma pequena risada rouca do Nightwalker em meus pensamentos, aquele pequeno som demonstrando o divertimento que o anjo sentia por todo aquele sofrimento.


Um grito aterrorizante rasgou o ar opressor à nossa volta, vindo de algum local fora do quarto, fazendo com que algumas pessoas virassem a atenção para a porta do cômodo, repentinamente preocupados. No mesmo momento a dor que tanto dilacerava minha mente se esvaiu, tão subitamente quanto havia chegado. Vi-me deitada na cama com Tariq e Mikael me encarando indagadores, o arfar descontrolado que saía por minha boca inundando a sala estranhamente silenciosa.


Olhei para os lados, todos os outros homens de vestes brancas haviam saído dali, possivelmente indo procurar o que fora aquele grito assustador de minutos antes. Olhei novamente para Tariq, que agora tinha uma expressão confusa, provavelmente tentando decifrar minha repentina mudança de comportamento.


Tentei me levantar, porém uma névoa pesada se opunha aos meus movimentos, fazendo-me vacilar e ser amparada por Mikael, que me colocou de volta na cama cuidadosamente.


– Você está bem? — ele perguntou, tirando alguns fios de cabelo que se colocaram sobre meus olhos.


Apenas assenti com a cabeça, tentando entender o que tinha acabado de ocorrer. Umedeci os lábios, perguntando-me se seria capaz de falar algo com a garganta seca como estava.


– O que acabou de acontecer? — perguntei fracamente, de um modo que achei que nem eles que estavam perto de mim seriam capazes de ouvir.


– Não sei — Mikael disse lentamente, ainda olhando para mim — O que foi aquilo, Tariq?


Tariq apenas deu de ombros, parecendo tão confuso quanto nós.


– Já foram verficar, se for algo perigoso o aviso será dado — ele disse calmamante, como se um grito como aquele fosse algo normal e sem relevância.


– Como está sua cabeça, Emily? — perguntou Mikael, voltando o assunto rapidamente a mim.


– Normal agora, não sei o que aconteceu — disse, colocando os dedos levemente em minha testa que se encontrava molhada de suor.


– O anjo estava em sua mente? — Tariq perguntou, recebendo minha afirmação em resposta — Isso nunca aconteceu antes — ele continuou, enquanto balançava a cabeça lentamente, perdido em pensamentos.


– O que ele disse? — Mikael perguntou, sentando no canto da cama onde eu estava.


Levantei minhas costas da cama repentinamente desconfortável, apoiando-a na parede gélida atrás de mim.


– Que ele ia atacar em breve — respondi, enquanto pensava se o grito que fora escutado não tinha relação com a ameaça.


Mikael arregalou levemente os olhos, provavelmente ele não havia escutado quando eu dissera aquela mesma sentença enquanto o anjo ainda dominava minha mente.


– Temos que tomar cuidado e... — Tariq disse, sendo interrompido por um homem que chegara apressadasmente na porta do quarto.


– Tariq, venha ver isso! Acho que estamos em sérios problemas — disse o homem arfando, recebendo um olhar preocupado do cientista.


Tariq lançou um rápido olhar para mim e Mikael e saiu apressado do quarto, as pontas de seu jaleco esvoaçando atrás de seus passos nervosos.


– O que... — Mikael começou a dizer, porém sua frase ficou suspensa no ar, no momento em que todas as luzes do local repentinamente se apagaram.


– Ah, não, de novo não — murmurei, sem ser escutada por Mikael.


Ouvi o som de um objeto sendo arrastado rapidamente, e instantes depois senti algo acertando bruscamente minha perna, que estava pairando de encontro ao chão a centímetros de meus pés.


– O que foi isso? — Mikael sussurrou, levantando-se.

Tentei me levantar, e senti uma leve tontura dominando meu corpo pelo movimento repentino, porém tentei ignorar tal fraqueza e agachei-me no local em que o objeto parecia estar.


– Merda, precisamos de luz — disse Mikael ao meu lado, ouvi seus passos se afastando levemente a procura de algum material luminoso pelo quarto.


Coloquei hesitante as mãos na superfície do objeto que havia me acertado, e senti a textura de um tecido fino em meus dedos, no mesmo momento me lembrei dos jalecos que todos pareciam usar naquele lugar, e uma ideia horrível começou a invadir minha mente.


– Achei uma lanterna — disse Mikael um pouco distante.


Ouvi um clique suave e no mesmo momento uma luz levemente prateada inundou um canto do quarto. Consegui ouvir o suspiro de alívio de Mikael ao notar a luz que tanto salvara as nossas vidas.


– Está tudo bem agora, Emily — ele disse, virando o flash para o local onde eu estava, fechei instintivamente os olhos diante da claridade repentina — Ah, não...


Ouvi o murmúrio de medo de Mikael enquanto percebia que a luz iluminava parcialmente o objeto ao meu lado. Olhei para onde a luz apontava e percebi a expressão sangrenta de pânico do homem que a pouco havia chamado Tariq para fora da sala, agora sem vida.

Notas finais
Ér, esse final ficou ruinzinho né? Gomen, eu queria muito terminar esse capítulo, aí acho que acabei correndo um pouco kkk Não quis falar do medo que eles estavam quando a luz apagou, porque acho que já falei isso demais nessa fic e tals, então ficaria algo repetitivo... Certo? kkk Digam-me o que acham, onegai! :3 Ah, e eu tenho uma notícia não muito boa D: Eu não sei quando o próximo capítulo de The Fear ficará pronto, porque eu nem comecei a escrevê-lo ainda *bloqueios, bloqueios* Acho que não demorará taaanto para sair, talvez semana que vem ele já esteja aqui normalmente, maaaaaaaaas se o pior acontecer e ele demorar um pouquinho mais... Por favor, não me abandonem!! Eu amo a história e não vou desistir dela, e espero que vocês também não façam isso!! T0T *ok, momento autor foreveralone dramático acabou* E como fato aleatório da semana... Eu machuquei meu dedo :D Ah, que coisa ótima ¬¬ Nem dava para digitar no pc sem que a cada dois segundos eu xingasse meu dedo que começava a doer ¬¬ MAAAAAS ENFIM, ninguém queria saber disso '-' Entãaaaaaaaaao, mandem reviews nighters lindjos! E até a semana que vem! *espero* -apanha.