The Exchange of my Life

3 Nostalgia, amizade e mais notícias


Notas iniciais
Como sempre, espero que vocês gostem desse capítulo. Gente, por favor, desejem muita sorte pra Reed nesses próximos meses sjakjsaksajkla Beijocas

Clarisse e eu passamos a tarde toda vendo fotos de infância e conversando sobre coisas aleatórias, menos arrumando as minhas coisas. Mas isso era o de menos, teríamos tempo ainda.

– Sabe, vai ser muito difícil ficar sem você aqui comigo. — disse Clarisse, enquanto olhava uma foto de nós duas na praia, como duas anãzinhas de maiô, abraçadas e sorrindo.

– Eu também vou sentir, mas esse é meu sonho, você sabe disso bem antes de todos, não é ?

– Sim, você tem que ir, você tem. Só vou sentir muito sua falta, mas vou te informar dos babados por aqui sempre — disse ela, e gargalhamos juntas.

Descemos até a sala, sentamos no sofá e ligamos a TV. Por coincidência estava passando Intocáveis, nossa filme favorito. A história é realmente emocionante, no final choro sempre, coisa louca.

Concluí que aquele dia estava sendo bem nostálgico. Fotos, sentimentos, muitos abraços e filmes reflexivos. É, estava.

Quando o filme acabou, voltamos para o quarto. Finalmente, iríamos arrumar minhas coisas, já que não tinha nada legal pra fazer realmente.

– Ok, não sei por onde começar. Que tal os livros, cd's e dvd's ? — perguntei.

– Pode ser, acho que você tem mais isso do que roupas mesmo — ela respondeu, de um jeito divertido.

Por incrível que pareça, não demoramos muito pra arrumar tudo, umas duas horas; o que é um tempo razoavelmente curto comparado ao tanto de coisas que tínhamos arrumado. Depois, descansamos por um longo tempo na cama, planejando como viveríamos uma longe da outra durante tanto tempo.

–---------

Clarisse já havia ido embora há algum tempo, me deixando no tédio. E o que fazer quando está entediada ? Ir na livraria, é claro. E foi isso que eu fiz.

Cheguei lá com aquele sentimento de ''Home Sweet Home'', como sempre. Fui logo nas prateleiras de lançamentos, lendo uma sinopse atrás da outra, até que me deparo com a criatura mais insuportável existente na face da Terra: Jessie. O que ela estaria fazendo na livraria ? Essa garota não tem nem sanidade mental pra distinguir o ridículo do agradável. Completamente sem cérebro. Eu ignorei, não desperdiçaria meu tempo discutindo com ela, ainda mais na minha casa.

Comprei alguns livros e fui embora, sem nem entrar em outra loja. Queria chegar em casa logo, porque apesar de eu estar realmente muito feliz, estava mais derrubada que o muro de Berlim (Cheio de Charme). Logo cheguei e deitei na minha cama, ao som de About a Girl, do Nirvana.

I need an easy friend
I do... With an ear to lend
I do... Think you fit this shoe
I do... But you have a clue

I'll take advantage while
You hang me out to dry
But I can't see you every night
Free, I do...

I'm standing in your line
I do... Hope you have the time
I do... Pick a number too
I do... Keep a date with you

O telefone — dessa vez, o de cabeceira — tocou, mas não atendi porque eu estava do outro lado da cama, a preguiça ainda me mata. Caiu na secretária eletrônica.

– Alô, meu amor, é seu pai, você está aí ? Bem, vou falar do mesmo jeito. Marquei sua viagem para daqui á três dias, você queria tanto ir pra lá que consegui sua passagem para o voo mais próximo. É isso, beijos querida. — e desligou.

Fui tentar atender, mas não deu tempo. Daqui a dois dias vai começar a maior e melhor loucura da minha vida, mas vai valer a pena.

Levantei, fui até a penteadeira na frente da minha cama e peguei o porta retrato da minha mãe. Ela sorria feliz, junto com o meu pai. Eles eram felizes. Olhei nos seus olhos e disse em voz alta.

– Seja onde você estiver, em qualquer lugar, me deseje sorte, mamãe. Eu te amo.

Notas finais
Espero que tenham gostado e comentem, fico muito feliz
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.