The Exchange Of Glances.
37 Afinal estamos todos juntos agora!
Notas iniciais
Freddie: Como é que é?
Sra. B: Freddinho eu não tinha visto você ai.
Freddie (sorriso irônico): Ah eu percebi, será que da pra alguém explicar que historia é essa?
Senhora Benson e senhor Shay se entreolham angustiados, por fim suspirando frustrados.
Sr. S: Crianças acho melhor se sentaram.
Mesmos muito confusos eles obedecem.
Sr. S: Olha tudo começou em Nova York, Spencer devia ter uns dez, onze anos e a Carly tinha acabado de nascer. Amy havia morrido no parto e eu estava sozinho com uma criança imperativa – ele sorri para Spencer o fazendo rir – e uma linda menininha.
Freddie: E quando a gente – aponta para si e para a mãe – se encaixa nisso?
Sra. B: Bom eu era vizinha deles, meu marido havia falecido fazia um ano e meio e eu trabalhava de enfermeira no hospital em que Carly nasceu, quando soube da noticia, puxei a ficha e vi que éramos vizinhos e fui oferecer ajuda.
Spencer: Como eu não me lembro disso tudo?
Sr. S:Você era muito pequeno e naquela época tinha entrado em depressão, nem saia do quarto direito, você era muito apegado a sua mãe.
Carly: E eu a matei – ela começa a chorar sendo amparada pelo irmão mais velho.
Sra. B: Não Carly nunca diga isso, o que aconteceu com sua mãe foi uma fatalidade, você não tem culpa nenhuma – ela sorri confortando a pequena morena – depois de algumas semanas ajudando a tomar conta de vocês, nós fomos ficando.. próximos.
Sam: E foi ai que... – ela prefere não terminar.
Sra. B: É, só que decidimos nunca tocar no assunto e que não devia mais acontecer, mais ai eu descobri que estava grávida, eu entrei em desespero e pedi transferência para o lugar longe.
Freddie: E como fomos virar vizinhos de novo?
Sr. S: Eu entrei na marinha e com isso vivíamos nos mudando. Quando Spencer fez 21 anos resolvi que ele já podia viver com a Carly aqui nesse apartamento.
Freddie: Então deixa eu ver se entendi, você – aponta pra mãe – sabia que a Carly era minha irmã e que eu cheguei a gostar dela e em momento algum tentou impedir? – se levanta incrédulo.
Sra. B: Freddie escuta, naquela época eu não me importava em conhecer os vizinhos da frente e quando finalmente me dei conta de quem eram, você já havia esquecido isso e meses depois estava namorando a doce Samantha – Sam sorri para a sogra lembrando daquela época.
Freddie: Desculpa mais isso ainda não entra na minha cabeça.
Ele sai batendo a porta. Eles já sabiam dessa possível reação do rapaz, afinal Freddie podia ser calmo mais todos sabiam o quanto ele era genioso e ate teimoso. Sam se levanta.
Sam: Eu vou falar com ele.
Ela sai, "onde será que ele se meteu?" pensou a loira olhando o corredor vazio, ela tenta abrir a porta do apartamento dos Benson's mas estava trancada, "ótimo ele não esta aqui!" pensou novamente suspirando já aflita, e como num flash em sua mente, ela olha para o fim do corredor onde havia um outro pequeno corredor que dava acesso a saída de incêndio. Ela caminha com certa urgência ate lá, ao chegar encontra o moreno encostado no parapeito olhando para a cidade. Sam bate de leve no vidro o fazendo olhar.
Sam (sorri): Hey
Freddie (retribui): Oi
Sam: Posso entrar?
Freddie: Claro.
Freddie caminha ate a escada e se senta nos degraus da escada enquanto Sam se senta na janela.
Sam: Você tá bem?
Freddie: To eu.. eu só preciso pensar... venho visitar minha mãe e de repente descubro que tenho irmãos e um pai que não queria que eu soubesse de nada. Sempre considerei Spencer e Carly como irmãos e hoje eu.. descubro que são.
Sam: Olha Freddie sei que isso tudo parece horrível mais acredite ou não mais eles não fizeram isso pra te machucar — Freddie ri sem humor — é serio, eles só queriam evitar que você ficasse desse jeito.
Freddie: Ah nossa ótimo trabalho o deles! — ironizou.
Sam (respira fundo): Eu vou te contar uma coisa que nem a Carly sabe! Você se lembra da Melanie?
Freddie: A sua gêmea — ela assenti — ainda não entendi isso direito.
Sam (revira os olhos): Eu sempre achei que a Melanie tinha ido morar com minha tia em Londres pra estudar num internato, mais um dia eu cheguei em casa e ouvi uma discussão dela e minha mãe falando algo sobre meu pai.
Freddie (arregala os olhos): Seu pai? Mais sua mãe não tinha dito que ele foi embora?
Sam: É, quando ela me viu ali parada correu tentando explicar mais eu não quis ouvir. Fiquei igual a você e passei um mês sem falar com a minha mãe, ate que a Mel teve essa mesma conversa comigo o que me fez conversar com a minha mãe, você devia fazer o mesmo. Conversa com a sua mãe e com o seu.. pai, tenta ver o lados deles. — Freddie suspira — Bom eu vou deixar você pensar um pouco.
Ela lhe beija a bochecha se virando para sair, o moreno pega delicadamente em seu pulso e a puxa para um beijo, eles encerram com alguns selinhos, ele a olha nos olhos e sorri beijando as mãos de sua amada loira.
Freddie: Obrigada, por tudo, eu não sei o que faria sem você.
Sam (sorri): Nada! — eles riem e ele a beija novamente.
[...]
Sam já havia o deixado sozinho na escada de incêndio a uns minutos, suas palavras ainda ecoavam na cabeça do moreno. E se ela tivesse razão? E se eles tivessem mesmo um forte motivo para não querer contar a nenhum dos três? Ele respira fundo e se levanta a fim de esclarecer todas essa complicada historia. Ao chegar em seu apartamento para conversar com sua mãe se depara com seu "pai".
Freddie: Eu hãm.. vim.. vim conversar.
Ele se senta em frente a eles. Após uns segundos se entreolhando Freddie suspira passando a mão nervosamente sobre seus cabelos castanhos.
Freddie: Eu só quero saber o por que? Por que de não ter contado nada pra gente?
Sra.B: É tudo culpa minha!
Sr.S: Marissa..
Sra.B: Não, a culpa é sim toda minha! Se eu não tivesse fugido quando descobri que estava gravida nada disso estaria acontecendo.
Freddie: Mas por que você fugiu?
Sra.B: Eu era muito jovem , enquanto seu pai se desdobrava em três pra cuidar de Carly e Spencer, na minha cabeça eu não podia fazer isso com ele então eu juntei minhas coisas e fui embora.
Sr.S: Se você o quanto eu te procurei todos esses anos..
Ele com o olhar vazio observando o nada enquanto seus olhos marejavam, Marissa sentia um nó se formar em sua garganta, sempre amará aquele homem e nunca o esquecera e saber que o fez sofrer a matava por dentro, Freddie vendo aquilo tudo tinha perdido o sentimento de magoa que seus pais.
Sra.B: Eu não pretendia... te magoar, eu só eu não sabia o que estava fazia.
Sr.S (pega suas mãos): Olha vamos.. — respira fundo — vamos esquecer isso, afinal estamos todos juntos agora!
Eles sorriem fazendo Freddie sorri.
Sra.B: Então Freddie.. você pode nós perdoar?
Freddie fica em silencio ate um grande sorriso acalmando o coração descompassado de seus pais.
Freddie: Claro.
Eles se levantam e se abraçam, ao se separarem Freddie e senhor Shay se encaram ambos um tanto envergonhados, afinal era a primeira vez que se viam daquela forma, como pai e filho.
Sr.S: Freddie, eu queria que.. — interrompido.
Freddie: Não, o senhor não precisa explicar nada, eu sei que tudo o que vocês fizeram foi pensando no melhor pra gente.
O homem sorri e abraça o filho mais uma vez.
Continua...
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