Notas iniciais
Primeira fanfic no site. Deixem reviews falando se aprovam, please.

- Emily, por favor – Implorava Dougie chorando.

- Eu tenho que ir, preciso encontrar minha amiga – ela dizia

- Por favor. Elas não querem saber de você, eu sim. Eu te amo. Eu preciso de você aqui.

- Eu estou indo. Diga à minha mãe que a amo, apesar de tudo. Fale para ela que morar sozinha não é tão ruim como ela dizia, diz que eu aprendi com a vida. Aprendi até demais. — Emily gemeu de dor e colocou a mão no ferimento, olhou-a cheia de sangue e sorriu tristemente, Dougie acompanhou seu olhar, sorriu de lado também de forma triste, seus olhos vermelhos de tanto chorar e das noites mau dormidas deixavam claro a sua agonia. – Se encontrar o meu pai, diga para ele o quão idiota ele é. Faça o favor de pedir à professora de Literatura que coloque um “The End” no meu livro não terminado. – Era impressionante o número de palavras ditas, uma pessoa prestes a morrer, uma pessoa ferida, perdendo sangue, mas falando. Ao que parece, tudo deveria ser perfeito, mesmo depois de morta.

- Não é o fim! Não precisa ser, você sabe. Aguente só mais um pouco, a ambulância já vai chegar. Tudo vai ficar bem...

- Tudo vai ficar bem. Foi o que disse meu pai antes de partir – Ela riu sem humor. Dougie a olhou triste. Qualquer um que olhasse aquela cena diria que o rapaz morreria com a moça. Emocionalmente, sim. Fisicamente, não. Psicologicamente, talvez. – Diga a um rapaz chamado Dougie Poynter – Ela riu sem humor novamente. Cadê o humor de Emily Drummond? Uma pergunta com resposta aparente, porém, resposta essa que era preferível manter-se oculta. – que o amo, sempre amei, apesar dos pesares, sempre vou amá-lo, não importa onde eu esteja. – Hilário falar de existência à beira do fim, do ‘The End’ – Ele sempre vai ser, o motivo da minha existência. – Ela fechou os olhos e Dougie se desesperou, gritou por seu nome, e obteve como resposta, uma riso fraco, vindo da moça que definhava em seus braços. Moça amada. Iludida e desiludida. Morta. Porém, viva, nos corações, mentes e almas daqueles que a conheceram, gostassem ou não. Por onde passou, mudou.

Dougie não falava, apenas chorava.

- Em baixo da minha cama, há uma sacola com o dinheiro que restava para pagar minha faculdade. Pegue-o. Doe para algum orfanato. Ou melhor. Use-o para seu tratamento. Por favor, eu te imploro que pare de usar drogas. Faça bom uso do dinheiro. Adeus.

Falando isso, seu coração parou de bater. Emily morreu e levou consigo a vida de Dougie. Ele não conseguiria viver sem ela. Conseguiria? Não depois de tantos momentos juntos. Era humanamente impossível. Mais impossível, talvez, que dois corpos ocuparem o mesmo lugar.

Não foi a falta de batimentos cardíacos ou a respiração já não mais existente que determinaram o começo da depressão. Ou até mesmo a ausência das palavras. O que realmente comprovou sua morte foi o brilho em seus olhos. Olhos verdes, agora não mais brilhantes. Olhos esses que adquiriram um tom de verde musgo. Sem vida.

- Emily! Mily, fala comigo! – O desespero existente na voz de Dougie era completamente evidente.

Nesse exato momento a ambulância chegou e três enfermeiros saíram por ela correndo em disparada em direção ao corpo da garota, que estava deitada no chão, com apenas a cabeça apoiada no colo do menino.

Os enfermeiros a levaram para a ambulância.

- O que aconteceu? – perguntou um dos rapazes, já no automóvel que os levaria ao hospital.

- Nós estávamos voltando para a casa dela – Dougie respondeu após um tempo. Mentindo. Mentir já não era mais tão difícil para o mesmo. – quando dois homens pararam a gente e tentaram nos assaltar, mas a Emily disse que não tínhamos dinheiro. Então eles atiraram nela e correram – finalizou, distorcendo absurdamente os fatos.

- Certo. O senhor precisa fazer um Boletim de Ocorrência então.

- Eu vou fazer – Dougie disse, ainda soluçando um pouco.

* * *

The End

[...]

Este livro foi interrompido bruscamente em decorrência a morte da autora. Livro com a história totalmente alheia a realidade dela.

Emily teve seu fim como o de muitas outras pessoas. Fim trágico. O livro inventado por ela acabou se tornando a história de sua vida. História essa, que Emily jamais acreditaria ser sua

Emily Drummond morreu ao caminho do hospital, após uma tentativa de assalto. – Tentativa falha, pois o assaltante lhe roubou a vida – Ela esta enterrada no cemitério municipal de Londres.

Pedimos então a você, leitor, que faça um minuto de silencio ao final deste livro. É pouca coisa, mas já é o suficiente.

O final do livro, o destino das personagens, depende, agora, inteiramente de você. Decida se deseja que eles sejam felizes e vivam na completa mentira ou se vai fazer valer a realidade do mundo.

Fim.

Notas finais
Não esqueçam as reviews ^^