Notas iniciais
Vai ter ladaia!

– Me deem cinco minutos – peço e subo em direção ao meu quarto, fechando a porta enquanto pego meu celular e disco o número de Jason.

“Oi Pipes, o que houve?”

“Vem pra cá agora!”

“O que houve?!”

“Acho que meus pais descobriram”

“To indo pra aí”

Ele desliga, coloco o celular no meu bolso e saio do quarto, a procura de Silena, sem sucesso. Ela provavelmente foi embora, ou estava se escondendo muito bem.

Ouço batidas na porta e corro para atender, quando abro é Jason.

– Pensei que você não vinha – falo, enquanto abraço ele na ponta dos pés.

– Eu não ia deixar você se ferrar sozinha – ele fala retribuindo o abraço.

Jason entra e eu fecho a porta. Meus pais estão conversando alguma coisa, mas param quando nós dois nos sentamos ao lado deles.

– Bem... – começo – isso não foi planejado.

– Do que você está falando? – pergunta meu pai.

– A Silena não contou?

– Ela disse que tu iria que contar uma coisa importante, mas não disse o que era.

Olho para Jason do tipo “eu conto outra hora” e ele me olha do tipo “conta agora”.

– Bem – olho para baixo. Por que eu fico tão envergonhada quando tenho que contar alguma coisa minha para alguém? – Eu... To grávida. – finalmente falo percebendo que provavelmente eu estou corada.

– O que? – pergunta minha mãe franzindo a testa.

– Você não é mais virgem?

Ela dá um tapa no braço de meu pai logo depois da pergunta que ele fez. Tenho que admitir que foi engraçado, mas me seguro para não começar a rir.

Eles ficam em silêncio por um minuto, a última vez que eu disse algo sério dá mesma maneira que acabei de contar agora, eles começaram a rir pensando que fosse uma piada. Agora eles perceberam que era sério.

– Jason, pode nos dar um minuto? – pergunta meu pai.

– Claro. Qualquer coisa eu vou estar ali fora – ele responde e sai.

– Você é uma irresponsável Piper! – minha mãe grita se levantando do sofá.

– O que?! – pergunto me levantando também.

– Afrodite, eu acho que é melhor... – meu pai coloca a mão no ombro de minha mãe, mas se interrompe depois dela lançar um olhar quase mortal para ele.

– Eu nem sei o que dizer! – ela continua, gritando – Pensava que você seria mais responsável quando se tratava desse assunto!

– Mãe, foi um acidente – tento me defender – tu acha mesmo que eu iria querer ter filhos com essa idade?

– Então se tu não queria ter filhos com essa idade então por que engravidou?! – percebo que enquanto ela fala isso tem lágrimas em seus olhos, se a gente não parasse ela iria começar a chorar... De raiva.

– Como eu disse, foi um acidente. Quer mesmo que eu te lembre de quantos anos tu tinha quando a Silena nasceu?! – depois que digo isso me arrependo, meus pais ficam sem reação e a lágrima que estava nos olhos de minha mãe começa a rolar pela sua bochecha, só que agora não era raiva, era tristeza. Acalmo-me e fico surpresa de como minha voz sai calma – Mãe...

– Sai daqui – ela fala sem me olhar.

Saio de casa sem fazer perguntar nada, Jason ainda está ali e quando me olha ajeita os óculos.

– Eu consegui ouvir tudo.

Abraço ele e seus braços me envolvem. Minha própria mãe não queria aceitar isso.

– Vamos para potro lugar – peço.

Saímos do pátio e entramos em seu carro e vamos para sua casa, quando entramos na casa subimos para seu quarto. Fecho as persianas da janela e acendo o abajur que tinha acima do criado-mudo, me deitando na cama depois de Jason trancar a porta, logo em seguida ele se deita comigo.

– Por que às vezes minha mãe é tão idiota? – pergunto olhando para o teto.

– Ela devia estar nervosa.

Coloco minha cabeça em seu peito e adormecemos, mas depois de uma hora sinto meu celular tocando em meu bolso. Pego parta ver quem é que está me ligando.

Mãe.

Notas finais
AFRODITE TÁ LOUCA! A ladaia não termina por aí. Bjs e até a próxima treta