The Drama Of Piper
3 Abaixa que é tiro
Notas iniciais
– Me deem cinco minutos – peço e subo em direção ao meu quarto, fechando a porta enquanto pego meu celular e disco o número de Jason.
“Oi Pipes, o que houve?”
“Vem pra cá agora!”
“O que houve?!”
“Acho que meus pais descobriram”
“To indo pra aí”
Ele desliga, coloco o celular no meu bolso e saio do quarto, a procura de Silena, sem sucesso. Ela provavelmente foi embora, ou estava se escondendo muito bem.
Ouço batidas na porta e corro para atender, quando abro é Jason.
– Pensei que você não vinha – falo, enquanto abraço ele na ponta dos pés.
– Eu não ia deixar você se ferrar sozinha – ele fala retribuindo o abraço.
Jason entra e eu fecho a porta. Meus pais estão conversando alguma coisa, mas param quando nós dois nos sentamos ao lado deles.
– Bem... – começo – isso não foi planejado.
– Do que você está falando? – pergunta meu pai.
– A Silena não contou?
– Ela disse que tu iria que contar uma coisa importante, mas não disse o que era.
Olho para Jason do tipo “eu conto outra hora” e ele me olha do tipo “conta agora”.
– Bem – olho para baixo. Por que eu fico tão envergonhada quando tenho que contar alguma coisa minha para alguém? – Eu... To grávida. – finalmente falo percebendo que provavelmente eu estou corada.
– O que? – pergunta minha mãe franzindo a testa.
– Você não é mais virgem?
Ela dá um tapa no braço de meu pai logo depois da pergunta que ele fez. Tenho que admitir que foi engraçado, mas me seguro para não começar a rir.
Eles ficam em silêncio por um minuto, a última vez que eu disse algo sério dá mesma maneira que acabei de contar agora, eles começaram a rir pensando que fosse uma piada. Agora eles perceberam que era sério.
– Jason, pode nos dar um minuto? – pergunta meu pai.
– Claro. Qualquer coisa eu vou estar ali fora – ele responde e sai.
– Você é uma irresponsável Piper! – minha mãe grita se levantando do sofá.
– O que?! – pergunto me levantando também.
– Afrodite, eu acho que é melhor... – meu pai coloca a mão no ombro de minha mãe, mas se interrompe depois dela lançar um olhar quase mortal para ele.
– Eu nem sei o que dizer! – ela continua, gritando – Pensava que você seria mais responsável quando se tratava desse assunto!
– Mãe, foi um acidente – tento me defender – tu acha mesmo que eu iria querer ter filhos com essa idade?
– Então se tu não queria ter filhos com essa idade então por que engravidou?! – percebo que enquanto ela fala isso tem lágrimas em seus olhos, se a gente não parasse ela iria começar a chorar... De raiva.
– Como eu disse, foi um acidente. Quer mesmo que eu te lembre de quantos anos tu tinha quando a Silena nasceu?! – depois que digo isso me arrependo, meus pais ficam sem reação e a lágrima que estava nos olhos de minha mãe começa a rolar pela sua bochecha, só que agora não era raiva, era tristeza. Acalmo-me e fico surpresa de como minha voz sai calma – Mãe...
– Sai daqui – ela fala sem me olhar.
Saio de casa sem fazer perguntar nada, Jason ainda está ali e quando me olha ajeita os óculos.
– Eu consegui ouvir tudo.
Abraço ele e seus braços me envolvem. Minha própria mãe não queria aceitar isso.
– Vamos para potro lugar – peço.
Saímos do pátio e entramos em seu carro e vamos para sua casa, quando entramos na casa subimos para seu quarto. Fecho as persianas da janela e acendo o abajur que tinha acima do criado-mudo, me deitando na cama depois de Jason trancar a porta, logo em seguida ele se deita comigo.
– Por que às vezes minha mãe é tão idiota? – pergunto olhando para o teto.
– Ela devia estar nervosa.
Coloco minha cabeça em seu peito e adormecemos, mas depois de uma hora sinto meu celular tocando em meu bolso. Pego parta ver quem é que está me ligando.
Mãe.
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