Notas iniciais
Embora a Fic seja baseada na 4ª temporada da séria, alguns acontecimentos podem não ter a mesma ordem. Não se confundam rsrs

A magia da Rainha de gelo estava atrapalhando Regina de completar sua magia com perfeição forçando-a a voltar para a cidade caminhando como fizera na ida.

Porém não teve problemas em conjurar uma nova ponta. Ao chegar na biblioteca Regina precisou respirar várias vezes para conseguir disfarçar seu nervosismo.

Ao encontrar com Robin seu coração disparou no peito deixando-a preocupada, se mais alguém além dela reparara nisso, estaria em apuros, porém seu pensamento foi substituído pelo alívio que sentiu, por um momento pensou que algo pudesse ter acontecido com ele.

Ao se aproximar pode vê-lo debruçado sob a mesa parecendo concentrado.

– Desculpe o atraso, encorajou-se a dizer.

Robin ao ouvir a voz de Regina ergueu a cabeça e sorriu.

– Pareceu-me uma eternidade, brincou o rapaz.

Regina se transformava todas as vezes que Robin estava por perto, era como se todo seu corpo se iluminasse quando ele estava presente.

– O que seria tão urgente? Questionou Regina preocupada.

– Você, respondeu Robin. – Nós, ao completar a frase, Robin tentou beijá-la, mas Regina desvencilhou-se com rapidez.

– O que foi? Perguntou Robin sem entender

– Eu... bem... você, creio que já fez sua escolha não estou certa? Confessou Regina desanimada.

Robin ficou em silencio, por um momento teve medo que tivesse perdido Regina para sempre, mas ao olhá-la nos olhos encheu-se de coragem, podia ver em sua alma que seu amor era verdadeiro.

– Regina, eu amo você, Marian foi um erro, um acidente, eu não posso negar que a amei um dia, mas a vida nos separou, e eu ganhei uma nova chance. E essa nova chance é com você.

– Como pode ter certeza? Perguntou Regina.

– Por isso, Robin mostrou a ela uma página com o desenho dos dois de beijando.

– Somos nós! Exclamou Regina, confusa, mas... eu nunca fui encontrar você na taverna, indagou.

– Eu sei, mas, talvez nosso final feliz seja maior do que a vontade do Autor, disse Robin animado.

– Maior? Como? Regina ainda não conseguia acreditar.

– Regina! Presta atenção, nós não precisamos nos tornar reféns desse autor, você pode ser feliz comigo, depende só de nós dois.

Regina parecia desconfiada, mas Robin falava com uma convicção tamanha que Regina não conseguia dizer nada que o desapontasse.Por fim após algumas horas analisando o Livro de Henry e debatendo diversas teorias, Regina conseguiu chegar apenas numa certeza.

PRECISAVA ENCONTRAR O AUTOR.

Durante o tempo em que estava com Robin, muita coisa aconteceu em StoryBrook, Ingrid havia sido capturada por Emma, e como de costume Swan havia deixado-a escapar.

Já estava farta de tudo depender dela, Emma era a Salvadora, mas sempre precisava de uma mãozinha para conseguir fazer alguma coisa direito.

Ao voltar para casa, Regina rapidamente ficou entediada, longe de Robin e Henry a vida não era muito animadora. E para completar não podia mais nem usar magia para se distrair, precisava poupar energia caso precisasse enfrentar a Rainha do Gelo.

Decidiu então voltar a escrever, de alguma forma o diário havia se tornado algo importante para ela.

Porém era preciso uma magia muito forte para poder retirá-lo de todos os encantamentos que Regina havia usado para proteção. O medo de ter algo tão importante a mercê de algumas pessoas a deixavam desolada. Mesmo assim, preferiu arriscar.

Para abrir o assoalho era necessária uma gota de seu próprio sangue, e novamente para retirar a caixa Regina precisava derramar uma lágrima, mas não podia simplesmente chorar, era necessário que houvesse um real arrependimento em sua ação, e apenas uma coisa causava tamanho arrependimento eu seu coração. A morte de seu pai.

Ainda assim, o Diário tinha aparência de um caderno comum, seu interior só podia ser revelado, quando as palavras certas fossem ditas de maneira sincera.

– Eu me arrependo. Cochichou Regina para o diário. Era como se para ela ao dizer essas palavras StoryBrook toda pudesse ouvir, mas Regina sabia, que falara tão baixo que não tinha certeza se tinha produzido algum som, tinha a impressão, porém, que tais palavras foram ditas apenas em pensamento.

Feito tudo isso, por fim, começou a escrever.

olá, acho que você precisa de um nome, não é mesmo? Dei a Sidney um, quando o prendi no espelho, não que eu tenho te prendido também é claro, ou que eu esteja ficando sentimental, mas gosto de conversar com as pessoas que eu conheço. Sidney aquele traidor idiota, tinha um. Mirror, eu acho. Também não importa, Daddy, parece bom para mim, me faz lembrar meu pai, era assim que eu o chamava. Às vezes me pergunto se realmente foi necessário ter lançado a maldição, se eu tivesse encontrado Robin, talvez eu.... Talvez tivesse um final feliz agora, talvez Daddy ainda estivesse aqui e eu não precisaria estar escrevendo nesse diário idiota, ou até mesmo minha mãe, Cora, não gosto de falar dela, a odiei por tanto tempo que, quando finalmente Branca a matou pensei que não fosse sentir nada. Porém não posso negar que lamentei sua morte, minha mãe afinal era a única família verdadeira que havia me restado. Hoje mais cedo, estive com Emma, é complicado explicar, mas ao mesmo tempo em que a odeio, não posso deixar de me ver refletida nela. Todo aquele potencial, a expectativa em cima da menina, pobre criança, seus pais assim como Cora, esperam o impossível, e posso ver que isso a preocupa e até mesmo lhe atormenta. Temer o fracasso a todo momento é algo que não torna a vida fácil. Como disse, odeio aquele jeito enxerido dela, e sua insistência hoje em me acompanhar pode não ter sido um completo desperdício de tempo. Quando precisei ensina-la na ponte, alguma coisa em mim mudou, talvez tenho sido porque fui sincera em tentar ajuda-la, mas o fato foi que eu nunca pensei que pudesse fazer magia branca. Mas naquele momento pensei em Daddy, em Henry, em Robin e isso serviu como uma barreira, e impediu que as trevas se aproximassem.

Talvez branca esteja certa, e a única coisa que me falte seja esperança.

Já era madrugada, Regina ainda continuava escrevendo em seu diário, quando seu celular tocou, era Henry e seu tom de voz não parecia nada, nada alegre.

– Mãe?

– Henry, o que houve?

– Mãe, eu... eu estou bem, ela não queria... não fique zangada.

– Zangada? Você o quê? Henry o que aconteceu? Perguntou Regina furiosa.

– Nada... não devia ter ligado....

– Henry, pare, desculpe, não estou zangada, só preocupada o que aconte....

– Mãe, pode vir aqui?

– Onde você está, perguntou, tentando se controlar.

– Mãe, prometa que não ficará brava, nem vai fuzilar todo mundo.

A voz de Henry parecia triste, porém seu tom continha um quê de súplica e desamparo.

– Eu prometo. Disse Regina sincera.

– Estou na casa da Mary Margaret.

Em instantes Regina apareceu na sala de Branca, embora estivesse furiosa, cumpriu sua palavra a Henry conseguindo permanecer tranquila.

– O que aconteceu? Questionou à Branca.

– Não sabemos direito, ele foi atrás de Emma, depois que ela perdeu o controle, ela se escondeu na floresta e procuramos por horas, mas só ele a encontrou.

– E? Regina perguntou, tentando usar todo seu autocontrole para não destruir a casa inteira.

– Não sei, ele disse que só falaria com você.

***

Ao entrar no quarto, Regina sentiu um aperto sobre o peito, foi tão rápido e avassalador que precisou de alguns segundos para compreender que era apenas Henry abraçando-a em prantos.

– Henry, querido o que aconteceu?

Henry demorou para se acalmar, seu choro de desespero, fez com que Regina se lembrasse de quando Henry tinha 6 anos e ela o havia esquecido na escola, vê-lo novamente aos prantos a deixava sem qualquer reação. Passado algum tempo, ele por fim acalmou-se e deitado sob a cama, com a cabeça no colo de Regina, conseguiu então falar.

– Você me assustou, disse Regina.

Henry por um momento ficou parado em silencio, como que estivesse absorvendo cada palavra.

– Eu.... Assustei você? Espantou-se o menino.

– Claro, Henry, você é tudo para mim, eu fiquei morrendo de medo que você estivesse ferido, ou algo assim.

Ao lembrar do ferimento, Henry pôs a mão sob a nuca, o ferimento ainda sangrava, ele então sentiu algumas pontadas fortes de dor.

Ao vê-lo machucado, Regina, imediatamente usou magia para curá-lo, era uma tortura vê-lo desolado daquele jeito.

– Eu... também fiquei com medo, confessou Henry por fim.

– Medo? De quem? Do que?

– Do que podia acontecer, Henry disse, parecendo um pouco desconfortável, ele hesitou por um momento.

Ao perceber que Henry parecia preocupado Regina tentou não insistir muito em saber o que havia acontecido, sentia-se impotente, sabia que não podia simplesmente impor sua vontade, decidiu então ser sincera.

– Filho, se eu pudesse impedir que essas coisas acontecessem eu faria, mas não posso. Tentei te colocar numa redoma de vidro uma vez lembra? Mas eu só conseguir deixar você infeliz. Me diga o que eu posso fazer para te ajudar.

Henry levantou-se, olhou para Regina ainda com algumas lagrimas rolando pelos cantos dos olhos e disse:

– Mãe, você promete que nunca vai embora? Promete que nunca vai deixar sua magia ser mais importante que eu? Promete mãe?

Regina ficou admirada, nunca havia tido um momento tão próximo de Henry, certamente estava com o coração despedaçado vendo-o daquela maneira, mas não podia se sentir feliz com a declaração do filho.

– Henry, é claro que não. Você sabe que o meu amor por você é maior que tudo, foi maior que minha vingança, maior que meu orgulho, até maior que meu... ódio.

– Mas.... É maior que a magia? Perguntou Henry. – Minha mãe, ela me mandou embora, disse que era para eu ficar longe, quando eu.... Tentei me aproxi.... Eu... ela me lançou um feitiço e me jogou longe.

– Henry, não fique triste, Emma não queria, ela apenas, perdeu o controle, não é sua culpa.

Ela precisa aprender como canalizar a magia, não seja tão rude. Consolou Regina.

Henry não disse nada, apenas deitou-se novamente na cama, cobrindo-se com o cobertor, aparentemente não iria conversar mais.

Regina sabia que tinha feito tudo que podia para ajudar Henry, mas nesse momento a única coisa a ser feita, mesmo contra sua vontade era....

Ajudar Emma.

***

Notas finais
por favor se você está lendo, comente, estou ficando desanimada :( Será que tem alguém mais gostando?