The Diary of an Evil Queen
7 Adeus
Notas iniciais
As coisas estavam começando a se acalmar na cidade, Emma e Elsa conseguiram vencer a Rainha da Neve, e a essa altura Anna e Elsa já então bem longe de StoryBroke, a paz estava começando a reinar pela primeira vez em muito... muito, tempo.
Aquela noite no cofre com Robin mudara Regina para sempre, era impossível pensar que um dia iria amar alguém assim. Era como se o mundo todo dependesse daquele sentimento, era como se sua própria vida estivesse ligada a Robin. Ele era o motivo de todos os seus pensamentos, e seu coração acelerava todas as vezes que o encontrava.
Naquele dia em que fizera amor com Robin pela primeira vez, deixa-lo parecia insuportável, mas a circunstancias chamavam por Regina. Queria ficar ali a eternidade, mas, mais uma vez a cidade precisava de ajuda.
Agora não havia mais perigo, apenas uma escolha moral, Marian por algum motivo não fora curada com a morte de Ingrid, e a única chance era manda-la para o mundo real. Sem magia talvez ela puder ter uma vida normal. A questão era, seria certo manda-la sozinha? Regina não conseguia pensar numa vida sem Robin e Roland, mas tinha que fazer o certo, e o certo era abrir mão de sua felicidade para que Marian pudesse viver.
****
Mais cedo na prefeitura, Henry a procurá-la dizendo que talvez estivesse encontrado algo sobre o autor, a mansão que encontraram, podia ser dele e ao encontrar uma sala inteira de livros em branco Henry tinha certeza que o destino podia ser mudado.
– Você pode ser feliz mãe! Eu sei que pode, repetia o menino como se estivesse suplicando para que Regina acreditasse nele.
– Henry, eu acredito em você, mas esse Autor o feiticeiro, não o encontramos em nenhum lugar, talvez ele tenha ido embora, ou ficado no Reino, como Aurea e Philiph...
– Ou cora, repetiu Henry desanimado.
– Ou minha mãe, Regina concordou, não sabemos se ele não escapou da maldição, não temos uma pista sequer do paradeiro dele. Regina tentava explicar sua incredulidade.
– Eu tenho, disse Henry. Eu encontrei a biblioteca, vou encontrar mais alguma coisa. Acredite em mim, mãe. Vou te dar o seu final feliz. Decidido Henry saiu da prefeitura, em busca de algo que realmente desse respostas ao que procuravam.
Por fim, os trabalhos da prefeitura tomaram todo o seu tempo, com a desistência de Branca, todo o trabalho burocrático acumulou-se e Regina ficou presa por longas horas.
Um pouco antes do entardecer, Emma adentrou a sala, como sempre sua petulância, tomava conta do espaço inteiro
– Vejo que não se pode mais trabalhar nessa cidade sem ser interrompida Xerife. Alguém morreu para você invadir minha sala com tamanha urgência?.
– Regina, você precisa parar de fugir, Emma disse com firmeza
– Fugir? Ora, estou tentando fazer o meu trabalho, ao contrário de muitos nessa cidade, eu ainda estou tentando levar a minha vida Swan.
– Evitando Robin Hood? Questionou Emma.
Regina, levantou os olhos em direção a Emma, estavam se desafiando com o olhar, então levantou-se
– Ora Xerife, creio que minha vida sentimental, não seja do seu interesse, e mesmo se fosse, não tem o direito de questionar o que devo ou não fazer. Robin sabe de suas alternativas, e acredito que deixar a esposa morrer não seja uma delas.
– Ele não vai sobrevier sozinho, afirmou Emma.
– O que posso fazer Swan? Abandonar a cidade? Abandonar Henry e segui-lo? Ser uma coadjuvante na história do casal feliz? Ele terá que partir Emma, e eu não vou ficar no camarote e ver minha felicidade cruzar a fronteira.
– Mas e a magia? Emma ainda não desistira, precisava fazer com que Regina lutasse, ela não podia entregar o jogo assim.
– Swan, você viu a fronteira, Ingrid a mudou, se cruzarmos a linha será uma viagem sem volta, não posso fazer nada, Marian precisa ir embora, e não tenho magia para impedir.
– Então você vai abandoná-lo? Emma ainda não acreditava no que estava acontecendo.
– Não Swan. Eu vou deixa-lo ir, libertá-lo, seu amor pode ser meu, mas seu compromisso ainda é com Marian, foi a ela que ele jurou seus votos matrimoniais, e eu não vou prendê-lo. Estou tentando ser diferente Swan, e não fazer nada, é meu modo de dizer o quanto o amo.
– Ele ficara bem. Completou Regina — Já ajeitei tudo, ele ficará no antigo apartamento de Neal, e tenho alguns dólares, acredito que será o suficiente para começar. Deixei alguns contatos de Nova Iorque com ele, alguns amigos que fiz quando estive procurando por você.
Os olhos de Regina estavam cheios de lágrimas, mas ela foi forte e não se deixou abater, ao dizer cada palavra era como se uma adaga fosse enfiada em seu coração, mas no fundo de sua alma sabia que era o certo a fazer.
****
O Relógio marcava 18hs o sol já estava se pondo, Marian, Roland já estavam a postos, e Will estava explicando toda a situação para Marian.
Ao olhar ao longe na estrada apenas o asfalto estava a sua vista, Robin por um momento achara que Regina viria se despedir, embora não podia exigir isso dela, ele sabia que ela entendia sua situação. Ele a havia escolhido antes, tiveram essa conversa, ele deixaria Marian para viver com Regina, em StoryBrooke, criar uma família, o coração dele pertencia a ela, mas a vida de Marian não corria perigo, agora era diferente, não podia deixar a mãe de seu filho morrer. Ele precisa salvar Marian, era o mais digno a ser feito.
18:05 já estava na hora, precisa partir, olhou mais uma vez pela estrada, desejando ver qualquer sinal de Regina. Foi então que ao longe, conseguiu ver um carro, vindo a toda a velocidade.
Seu coração encheu-se de alegria, sabia que ela não Regina não deixari ele partir sem se despedir.
****
Regina parou o carro a alguns metros de distância da divisa, então desceu, correndo em direção a Robin que ao vê-la fez o mesmo.
– Robin, eu... me perdoa dizia ela sem folego.
– Regina, você, veio! Eu achei que nunca mais a veria, eu....
– Eu sei, disse Regina, então, parou bruscamente, tentando manter o controle, queria beija-lo, implorar para que não fosse, que ficasse com ela, mas não podia pedir isso a ele.
Então olhou nos olhos de Robin, uma lágrima surgiu em seu rosto, tentando controlar-se perguntou,
– Você guardou todas as informações que eu te dei? Tem uma lanchonete a uns 100 quilômetros daqui, ali você pode conseguir algum carona para a rodoviária, e em NY o apartamento de Neal está vazio, deixei a chave e o endereço no envelope que Emma te deu.
– Eu sei, obrigado disse Robin, você pensou em tudo eu não poderia.... Retribuir.... Completou com a voz triste.
– Você já retribuiu, Rob.... Com o seu amor..... Com a felicidade que me fez sentir eu nunca..... Vou esquecer....
– Papai, chamou Roland, pela divisa, Marian já havia atravessado, Roland ainda estava esperando por Robin.
– Agora vá, disse Regina, seu filho está esperando.
Robin olhou para Regina, pode ver todo amor e sacrifício em seus olhos, então a beijou, como se nunca a tivesse beijado, como se tudo no mundo fosse acabar ali, como se parte de seu coração estivesse sendo entregue a ela, ele a beijou um beijo de amor e um beijo de adeus....
Com as mãos ainda entrelaçadas, Robin pegou Roland com um braço, olhando para Regina, atravessou a linha de divisa, suas mãos ainda dadas por mais um minuto então a deixou...
Regina ao vê-lo atravessando, teve a certeza que perdera a única chance de amar de novo, e tinha dado adeus a seu grande final feliz.
O Destino, fora cumprido, o autor vencera de novo, mais uma vez ela era a vilã e sua infelicidade estava completa. Os heróis haviam vencido de novo, Marian havia vencido e Robin se fora.... para sempre.
***
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