The Devil Within
13 2x13 - Evil Angel
Notas iniciais

Eu sou um crente
Nada pode ser pior
Que todos esses amigos imaginários
Escondendo a traição
Conduzindo o prego,
Na esperança de encontrar um salvador
Não, não me deixe morrer aqui
Me ajude a sobreviver aqui
Sozinho, não se renda, não se renda
Breaking Benjamin
1 de fevereiro de 2007. Providence, Rhode Island.
Sam andava pelos corredores do hospital psiquiátrico*, totalmente vestido de branco. Ele tinha pago o enfermeiro para conseguir aquele turno e assim falar com a testemunha do caso.
–Bom dia – diz a mulher no quarto. Ela tem 50 ou 60 anos e um cabelo curto e loiro – você não é o cara de sempre.
–Estou apenas substituindo. Então como você está se sentindo hoje, Gloria?
–Eu nunca me senti melhor.
–Então, sem perturbações ultimamente?
–Quer dizer se eu não tenho agido como uma louca da pedra? Não, não.
–Eu não quis dizer isso.
–Tudo bem, eu sei o que as pessoas devem pensar.
–E o que você pensa?
–Eu penso que o que eu vi era real.
–Eu gostaria de saber o que você viu.
–Está nas noticias. Eu esfaqueei um homem no coração. Era a vontade de Deus. Um anjo veio para mim numa luz maravilhosa e me preencheu com esses sentimentos. É difícil de explicar. Ele falou a vontade de Deus. O que eu fiz foi muito importante. Eu o ajudei a acabar com um homem mal. Eu fui escolhida para redenção.
–-
Era um caso estranho. Pessoas estavam cometendo assassinatos e depois diziam que o tinham feito porque era a vontade de Deus. Descreviam a experiência completa de receber a visita de um anjo.
–Então. – disse Sam. – Gloria disse que matou Carl Gully porque ele era mal.
–Ele era? – perguntou Dean. Ele não podia sair, pois estava sendo procurado por roubar um banco, depois do último caso deles com metamorfos.¹
–Eu não sei. – respondeu Alicia, que ficou encarregada de investigar as vítimas. – eu não consegui encontrar nada. Sem ficha criminal, trabalhava na biblioteca do campus, tinha muitos amigos. Ia à igreja.
–Então temos dois casos nessa cidade de pessoas que mataram dizendo seguir as ordens de um anjo. – falou Sam, tentando chegar a alguma conclusão.
–É estranho, sobrenatural talvez, mas anjos? Nem pensar. Não há coisas como anjos. – falou Dean.
–Por que não? – falou Sam – há mais folclore sobre anjos do que outras tantas coisas que nós caçamos.
–Mas isso não significa nada. – tem um monte de folclore sobre unicórnios também. De fato, eu ouvi que eles caminham na luz da lua e cagam arco íris.
–Existem unicórnios. – respondeu Alicia, rindo para Dean – não nos Estados Unidos, mas eu já vi. Estão praticamente extintos.
–Hm. Isso é estranho. – falou Dean, esquecendo o que estava falando momentaneamente devido ao choque da noticia. – mas aposto que você nunca viu um anjo.
–Não – respondeu Alicia .
–Por que você não acredita? – perguntou Sam.
–Porque eu nunca vi um. No dia que eu ver, eu acredito. – Dean falou, teimoso.
–Dean, nós vemos coisas que a maioria das pessoas nem sonha!
–Exato. Com nossos olhos. Mas todo esse tempo eu nunca vi nada que parecesse com um anjo. E nem a Alicia viu e ela provavelmente já viu mais coisas que nós, até unicórnios. Ninguém que eu conheço nunca viu um anjo também. Vamos terminar com esse caso, provavelmente é um espirito.
–Não, eu fui ao apartamento dela. Sem enxofre, sem EMF.
–Você não encontrou algumas penas brancas e fofinhas, encontrou? – perguntou Dean, dando risada.
–Eu fui ao apartamento do cara morto. – disse Alicia – não tem nada lá também. Eu até cavei o porão dele para caso dele ter escondido um corpo e nada. 2
Dean e Sam a olharam surpresos.
–O que? Era uma possibilidade. Você nunca sabe quando o cara vai ter um corpo no porão. – ela pegou as chaves do Impala de cima da mesa – vou comprar alguma coisa para comermos. Dean, o de sempre?
–Sim. Não se esqueça da torta! O Sam sempre esquece a torta.
–Eu vou com ela. – disse Sam, rindo das exigências do irmão.
–Ei, vocês dois vão me deixar de novo abandonados nesse quarto?
A porta já estava fechada.
–-
Muitas e longas conversas. Algumas bem difíceis. Sam a beijava às vezes. Alicia parou o carro na esquina, onde era o único lugar que tinha vaga. Eles foram andando pela calçada semicongelada. O inverno estava acabando. Era a estação do ano preferida de Alicia. Ela amava a neve.
–Você realmente não acredita em anjos? – perguntou Sam.
–Não, Sam. Se existem anjos, eles não deviam estar combatendo o mal? Porque eles deixam tanta coisa ruim acontecer? Por que eles deixam os demônios e outras criaturas andarem por ai transformando a vida das pessoas num inferno? Por que é que nós temos que fazer o trabalho deles?
–São todas boas perguntas, Allie. Mas eu penso que se há o mal, deve existir o bem também.
–E onde o Bem está, em férias? Eu sinto muito, Sam. Mas acho que se há anjos, eles abandonaram todos nós há muito tempo. Se. E eles não ligam se estamos vivos ou mortos.
Tinham chegado à padaria. Estava vazia, exceto por uma moça loira, de costas para ele. Alicia achou que a reconheceu vagamente.
Era Jo Harvelle.
–Jo! – falou Alicia, sorrindo. – oi.
–Oi. – disse Sam.
–Oi, Allie, Sam.
–O que está fazendo aqui? – perguntou Alicia.
–Você não soube? Já faz uns meses que estou caçando por conta própria.
–Não, não sabia. – ela respondeu.
–Estou num caso – ela disse, baixando a voz. – pessoas que cometem assassinatos e dizem terem sido influenciadas por anjos.
–Estamos também nesse caso, Jo. – disse Sam.
–Ah, vocês já encontraram a igreja?
–Que igreja? – perguntou Alicia, curiosa – chegamos ontem, estamos bem no inicio.
–As pistas acabaram a essa igreja abandonada. Vocês vão jantar também? Posso leva-los lá depois e ver se encontram alguma coisa. Estava vazia, mas tudo que encontrei apontava para lá.
–Eu vou ligar para o Dean. – disse Alicia. Alguma coisa mudou nos olhos de Jo a menção desse nome. – dizer para ele vir aqui. Estamos escondendo ele, já que ele é procurado da policia.
–É, eu vi isso. – respondeu Jo.
Alicia se afastou deles, já com o celular na mão.
–Então – perguntou Sam – o que você acha que está caçando?
–Eu não sei. Parece um espirito, mas é muito estranho. Quero dizer, anjos? Sem chance.
–-
A antiga igreja ficava há alguns quilômetros da cidade. Eles resolveram ir todos no Impala; Alicia notou que Jo ficou muito feliz em ver Dean e embora este não fosse muito de demonstrar sentimentos, parecia muito satisfeito em ver a garota.
Alicia só podia esperar que eles fossem mais felizes e menos azarados que ela e o Sam.
Estava na mais completa escuridão. Jo comentou que todas as vítimas assassinadas tinham estado lá antes de morrer. Havia diversas pegadas na poeira. Uma parte do teto tinha desabado, revelando o céu noturno e estrelado. Fazia um silêncio mortal dentro da igreja. Alicia se sentia arrepiada. Era só um caso, mais um caso, e eles eram quatro caçadores muito bons, então porque se sentia tão assustada?
Todos estavam em estado de alerta. Assim que chegaram ao meio da igreja, ouviram um forte ruído, algo como um assobio. E de repente chamas iluminaram a igreja, rodeando eles, prendendo os contra uma parede. Então eles foram jogados em direção, todos gritando, sem entender o que estava acontecendo.
Mas Alicia sabia. Não podia ser. Não fazia nenhum sentido. Ou fazia? Depois de tantos meses de silêncio.
–Olá, querida. – disse uma voz de homem, caminhando das chamas. – é um prazer finalmente conhecer as pessoas a quem você chama de família. Olá, Winchester e garotinha loira que não estava em meus planos. Eu sou o pai de Alicia, a verdadeira família dela.
Nenhum deles podia mover um músculo.
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