The Devil Has A Name.
2 The devil has a name.
Notas iniciais
Nick's POV.
— E essa garota — Pierre apontou para a foto de uma ruiva — Estava lá na festa o tempo todo. Ela se encaixa perfeitamente em tudo. Todas essas mortes desses caras estão interligadas, e ela sempre estava por perto.
— Então, deixe-me ver se entendi... — suspirei, me aprumando na cadeira e pegando a foto da garota — garota não, mulher — Está me dizendo que essa Charlotte é uma serial killer?
— Uma serial killer fora do comum, mas uma serial killer. Ou você acha que são apenas coincidências? — perguntou-me ele, sentando-se em meu divã. — Fala sério. Ela é a ex daquele cara que morreu misteriosamente, Guilherme, e melhor amiga da namorada dele, aquela louca da Stephanie, e depois dessa festa super badalada em que ela estava presente, o Felipe morre?!
— Eu sei que é estranho... — concordei, olhando novamente para ele e deixando a foto de lado. — Mas por que essa obsessão por homens bem-sucedidos?
— Eu não sei Nick — deu de ombros. — Mas precisamos descobrir, e você precisa arrumar um jeito de chegar até ela.
— Porque eu?
— Porque estou a um passo de ser despedido, e se o chefe descobrir que estou cobrindo esse caso...
— Tudo bem, você que sabe. —Ashley, minha assistente, bateu na porta, entrando em seguida.
— Com licença senhores, mas a senhora Stephanie está aqui. — disse ela.
— Mande-a entrar. — disse, apertando as têmporas com os dedos. — E me traga um café, por favor.
— Sim senhor. — antes de fechar a porta, Pierre disse:
— Espera, eu vou com você.
— Ah, nada disso... — murmurei. — Eu não vou aguentar essa bomba sozinho — apontei para a porta.
— Mas a mulher está perdida! — suspirou ele, sentando-se novamente no divã.
— E você acha que eu vou ter que aguentar essa mulher chorando por meia hora sozinho? — ri. — Nada disso, você fica.
— Tudo bem. — bufou.
— Olá Sr. Nicholas — Stephanie entrou junto com Ashley, que trazia meu café. A mulher nem começou a contar sobre o relacionamento do marido com sua melhor amiga e já estava com os olhos cheios d’ água.
— Obrigado — murmurei para Ashley e ela saiu discretamente. Apontei a cadeira para Stephanie. — Sente-se. Este aqui é meu amigo, e também agente, Pierre. — Pierre sorriu para Stephanie.
— Acho que já nos conhecemos... — ela fungou.
— É um prazer imenso vê-la novamente, srta. — ás vezes Pierre podia ser muito falso.
— Muito bem —ela virou-se para mim. — Conte-me sobre a relação de seu marido com Charlotte — pedi.
— Bem, eles estavam namorando a mais de cinco anos... — começou, hesitante. — E ela tinha muitos problemas...
— Que tipos de problemas? — me intrometi.
— Tinha crises de ciúmes exageradas, não o deixava sair de casa, e constantemente via os dois com machucados pelos braços e face. — suspirou, voltando a chorar. — Acho que eles jogavam coisas e batiam um no outro, era o que parecia.
— Entendi...
— E então, ele vinha até mim — continuou. — Eu era a única que Charlotte não tinha ciúmes, é claro, eu era sua melhor amiga... — começou a soluçar terrivelmente.
— Precisa de um copo de água com açúcar? — Pierre ofereceu.
— Nã... não... eu... es... tou bem — ela nem ao menos conseguia falar, então Pierre lhe entregou um copo com água. Ela estava tremendo. Bebeu tudo de um gole e eu provei de meu café.
— E o que mais? — incentivei, assim que percebi que ela havia voltado em si.
— E então a gente começou a se encontrar com mais frequência enquanto Charlotte estava no trabalho. E uma coisa levou a outra...
— Ela pegou vocês dois juntos? — perguntei.
— Não, não, imagine — balançou a cabeça. — Guilherme rompeu com ela e lhe contou. E então ela... bem, ela não fez nada.
— Não fez nada? — Pierre se surpreendeu.
— Não fez nada — repetiu. — O que foi estranho, porque Guilherme esperava que ela perdesse a cabeça. Mas ela foi bem racional. — suspirou. Quando parecia que ela ia parar de chorar, as lágrimas voltaram. — Ele me disse que ela aceitou bem, e que... e que... o abraçou e deu até os parabéns. — soluçou, assoando o nariz no lenço que jazia na mão. — Mas então ela desapareceu. Mudou de telefone, mudou de apartamento, não dava sinal de vida...
— Você ainda tem o endereço de seu último apartamento? — perguntei, agora mais interessado em encontrar provas para encriminá-la.
— É claro. — respondeu prontamente. — O prédio está para alugar, então acho que não terá problema. Mas porque você quer entrar lá?
— Só preciso investigar... — murmurei, pensando em comer uma pizza com Pierre depois do expediente.
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