The Devil Has A Name.
4 Origin.
Notas iniciais
Nick's POV.
— Não, Pierre, não achei nada que poderia incriminá-la — disse. — Só alguns álbuns de família e uns recortes.
— Deixe-me ver — pediu, e eu lhe entreguei alguns álbuns. Folheou-o por alguns minutos. — Nesta foto a mulher, que provavelmente é sua mãe, está grávida — observou.
— Percebi — respondi, com um suspiro.
— Mas, o que é estranho é que não há nenhuma outra criança nas outras fotos. Só uma garotinha ruiva, um pai ruivo e uma mãe morena. — sentou-se mais confortávelmente no divã, pensando. — O que você acha que deve ter acontecido?
— Aborto, talvez. — disse.
— Em 1988?
— Aborto instantâneo, um acidente... muitas hipóteses a ser consideradas — respondi.
— Ok — levantou-se, andando em círculos. — Deixe-me ver os recortes. — lhe entreguei a pasta com recortes.
— Nada anormal — murmurei, cruzando os braços. — Somente nome de bandas dos anos 80, e alguns atores — dei de ombros.
— Todos homens... — hesitou, jogando a pasta em cima de minha mesa. — E bandas conhecidas.
— Está dizendo que ela já tinha esse gênio antes mesmo de virar adulta?
— Talvez — falou finalmente. — Dá pra Ashley trazer um café pra gente?
— Já acabou o expediente. — ri.
— Ah, foda-se — estalou a língua. — Você já pensou em ir atrás da mãe e do pai dela?
— Sim. — confirmei com a cabeça. — Mas não achei ninguém com o sobrenome dela por aqui...
— Com o sobrenome do pai... — deu um meio sorriso. — Meu Deus, eu sou o gênio desse escritório!
— Vai se foder Pierre! — começamos a rir.
— Ok, chega de Charlotte por hoje — suspirou, pegando seu paletó e abrindo a porta. — A gente se fala amanhã cara.
— Até amanhã. — respondi, e ele saiu, fechando a porta. Resolvi ficar por mais algumas horas e tentar entender essa Charlotte. Que ela era obcecada por homens ninguém poderia negar. Peguei meu celular. — Alô, amor? — sorri ao ouvir a voz de minha noiva.
— Oi amor. Está no trabalho?
— Sim — respondi. — Olha, eu preciso resolver um caso, e Pierre acabou de sair daqui, então vou ficar aqui até a madrugada. Tudo bem pra você?
— É claro — ouvi o tom de decepção em sua voz. — Até amanhã querido.
— Até.
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