The Devil Has A Name.
7 A person of interest.
Notas iniciais
P.S.: Charlotte's POV.
Estou me preparando para esse “encontro” desde á 13:00 da tarde. Ele vai me levar em um grande e chique restaurante — que agora não me lembro o nome —, e depois disse que poderíamos fazer o que eu quisesse. Não sei porque estou tão nervosa. Vai ser uma coisa rápida. Talvez em uma rua sem saída. Como não quero levantar pistas, vou usar minhas próprias mãos, asfixiando-o. Ok, talvez uma transa rápida no banheiro do restaurante. Sabe como é, eu sinto falta de sexo. E ele não é de se desperdiçar. Tem um físico e tanto, pelo que vi naquela camiseta social que usava. E, como já disse, ele é muito gostoso.
“Não vejo a hora de te encontrar –N” — era ele.
“Eu também. –C”
“Que roupa está usando? –N”
“Não posso falar. Eu sou um mistério –C”
“Tudo bem, te vejo ás 20:00, beijos. –N”
Claro que ele não vem me buscar. Ele insistiu, mas eu neguei. Nesse meu pequeno “trabalho”, preciso ser muito metódica e prevenida. Quando faltava uma hora para ás 20:00, acabei de arrumar minha bolsa — coloquei minha luva, a única coisa de que eu precisava para essa noite —, e minha carteira e celular. Além de um kit de maquiagem, e peguei o metrô até o centro.
— Oi — sorri ao encontrá-lo em frente ao restaurante tão comentado, e dei um beijo em seu rosto. Ele usava outra camisa social que lhe caía perfeitamente.
— Oi — ele me guiou até uma mesa que já estava reservada. Por o que pareceu uma eternidade, ficamos em silêncio, somente encarando nossos cardápios e olhando um para o outro por cima dele. Até que ele quebrou o silêncio. — Você bebe? Vamos pedir champanhe.
— Claro — abaixei meu cardápio e sorri.
— E lagosta, você gosta? — perguntou.
— Nunca experimentei, mas pode ser. — confirmei com a cabeça. Estava apreensiva, assim como ele, e isso era visível.
— Ah, a propósito, adorei sua roupa. — sorriu, virando-se para mim. Estava usando um vestido vinho com decote em “v”, curtinho e muito justo.
— Obrigada — disse. — Você também está lindo.
— Obrigado — entregou o cardápio para o garçom e fez nossos pedidos, e sublinhei uma frase que ele disse para o garçom em minha cabeça: “Traga o champanhe mais caro que você tiver.” Então ele é mesmo um cara rico. — Então, me conte mais sobre você — pediu.
— Ah, não tenho muito o que falar... — suspirei.
— No que você trabalha? — perguntou ele.
— Numa... hum... — maneei a cabeça, pensando em um resposta convincente. — Sou gerente de uma loja de roupas — menti. — E você?
— Engenheiro — respondeu.
— Ah... — murmurei.
— Em qual loja de roupas?
— O que?!
— Em qual loja de roupas você trabalha? — sorriu, cruzando os braços. Gelei.
— Hum...
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