The Destruction
1 Prólogo
Notas iniciais
“...a Terra não é mais a mesma, ela está praticamente inabitável! Isso é tudo é muito confuso de explicar, tanto para mim quanto para meu irmão David de sete anos. Tento explicar da melhor forma para ele porque tantas pessoas estão morrendo... eu só não quero perdê-lo... A bactéria se espalha cada vez mais rápido e hoje nós nem sabemos quem está com a tal doença, ela é contagiosa e perigosa. Não podemos sair de nossas casas, David e eu não vamos a escola á meses, a comida está acabando e a população vai diminuindo á cada dia que se passa...”
Amy Shrader
17.01.2039, São Francisco
Eram onze horas da manhã, a população já estava acordada, o Sol radiante como sempre e deixava qualquer um de bom humor. Meus pais saíram á trabalho e eu e David estávamos nos arrumando para ir ao colégio quando recebo um SMS da professora do David, Katy, que era muito amiga da minha família. O SMS dizia:
“Amy, não vá ao colégio hoje, alguns funcionários não puderam ir. Eu sinceramente não sei porque, mas parece que todos resolveram ficar doentes no mesmo dia. Enfim, hoje não terá aula. Procure avisar ao máximo de pessoas do colégio.
Abraços!”
– David, não iremos á escola hoje! – gritei, pois David estava ainda no quarto se arrumando e eu na sala de estar.
Ele pulava de alegria no piso do quarto, depois deu um pulo no sofá e ligou a tevê. Assistíamos tranquilamente ao meu programa favorito mas David insistiu para que eu colocasse “Bob, o Caminhoneiro” um desenho irritante do qual ela gostava muito. Eu estava prestes a dormir ouvindo a música que o protagonista do desenho cantava quando ouço meu celular tocar, aperto um dos botões que transmitem a imagem de Sarah Collins, uma de minhas amigas, com quem eu tenho uma amizade de mais de sete anos.
– Olá Amy, o que tá fazendo? – ela pergunta
– Assistindo Bob, o Caminhoneiro com David.
– Você só pode estar brincando.
– Estou falando muito sério... – disse meio sonolenta
– Calma aí, você bebeu!
– Você está doida?!!
– Não, estou melhor que você porque eu não fico enfurnada dentro de casa. Que voz de ressaca é essa? Você precisa sair, não que ir numa sorveteria?
– Sarah, você sabe que meus pais foram trabalhar e eu estou numa missão de irmã dez anos mais velha cuidando de um irmão dez anos mais novo.
– Amy seus pais nem vão perceber. É ir ali e voltar... simples, não acha?
– Tudo bem, mas Derick não vai, né?
– Não, é um passatempo só nosso.
Derick Verlander, dezenove anos, namorado de Sarah. Nunca fui muito com a cara dele e vice-versa. Sarah merecia alguém melhor.
– Tudo bem – disse – só irei me arrumar. Um beijo!
Ela não respondeu, sempre desliga na minha cara. David ainda assistia atentamente ao desenho, não virava a cabeça e mal piscava. Mas percebeu minha movimentação e disse:
– Aonde você vai Amy?
Me sentei ao seu lado e respondi:
– David, é a primeira vez que você fica sozinho. Eu sei, parece uma loucura mas eu não estou cometendo um crime. Só preciso que você fique quieto e nem se levante do sofá.
– Nem para fazer xixi?
– Nem para fazer xixi. — respondi brincando
Dei um beijo em sua bochecha, peguei minhas chaves e saí. Não esperei Sarah na frente de minha casa e resolvi ir direto. A cidade bem movimentada, casas cheias de árvores com quintais grandes e bem aproveitados. Quando passo pela casa número vinte e cinco vejo meu vizinho Thomas, Thomas Miller. Um dos garotos mais lindos do colégio não entendo como pode estar solteiro... eu tinha tipo um amor platônico por ele. Na verdade, não tem como eu saber, eu nunca falei desse amor para ele. Ele estava no quintal de sua casa e veio até a mim. Então, eu sinto um frio na barriga logo em seguida.
– Bom Dia Amy.
– Bom Dia Thomas... as árvores... elas... elas estão lindas. – gaguejei e ao invés de olhar para as árvores, eu olhava para ele, sempre pagava de ridícula.
– Ah, obrigado Amy. – ele se inclinou e virou a cabeça do lado esquerdo olhando para minha casa – As suas também.
– É...bom... então, eu vou... eu vou indo.
– Até mais então — ele acena e eu devolvo.
Ok Amy Shrader dessa vez você realmente se superou pensei.
A sorveteria já estava perto e se minhas lentes verde água estão limpas o suficiente para enxergar bem Sarah já estava lá. Ela acenou, realmente minhas lentes estavam limpas. Nós nos abraçamos fortemente e nos sentamos
– E aí, como vão as coisas com Thomas Miller?
– Pressentia que você iria perguntar isso. Eu acabei de ver ele em frente a sua casa ...
– Na frente da MINHA casa? AI MEU DEUS O GATO DO THOMAS MILLER NA FRENTE DA MINHA CASA?!
Sarah mesmo namorando, não poupava elogios para Thomas, até mesmo na frente dele.
– Sarah, não me interrompe quando estou falando! Na frente da casa dele! Você não é burra assim... enfim, continuando, como sempre eu paguei mico na frente dele.
– Deve ser por isso que você ainda é virgem.
– E você precisa ficar me lembrando!?
– Gata, é o seguinte, se ele não se declara, você se declara. E se ele dizer que não te ama, bola pra frente, não dorme no ponto! Você já tem dezessete anos Amy, você é uma menina linda e sem namorado. Como pode isso?
– O Thomas também é lindo e não tem namorada. Mas, você tem razão... só que, vamos dar tempo ao tempo. Vamos com calma.
Conversamos por quase uma hora e eu sabia que já tinha deixado David tempo demais sozinho. Sarah pagou tudo e saímos, ainda conversávamos na rua quando lá na frente, bem na frente da minha casa haviam policiais e uma ambulância. Eu fiquei desesperada, meus olhos se enchiam de água e a culpa tomava conta de mim! Mas quando cheguei perto pude perceber que dois carros haviam batido, Sarah do meu lado tentando chegar mais perto do acidente para ver o que havia acontecido. Nós duas podíamos ver claramente que um homem estava com larvas dentro da boca e elas saíam lentamente. Eu podia sentir o sorvete vindo para minha garganta pronto para sair também. Aquilo não era qualquer coisa, era algo super grave e nojento. Eu resolvi sair de lá e entrar dentro de casa, até convidei Sarah para entrar também. David estava dormindo e acordou quando abrimos a porta, o desenho ainda passando na tevê.
– Você demorou Amy. Oi Sarah! – ele disse
– Oi David. – ela respondeu, com um “Oi” meio seco, achei que ele ia ficar chateado
– Foi quase uma hora David, você não está bem? Não gosto de ficar sozinho?
– Gos... – naquele exato momento ele deu um bocejo.
– Volta a dormir e aproveite que hoje não tem aula. E vá para o quarto porque lá é melhor.
Ele não terminou de falar o que ia falar, apenas levantou e foi cambaleando até o quarto de meus pais. Sarah ainda espantada disse:
– O que foi aquilo que nós vimos Amy?...
– Eu não sei, mas era nojento. Acho melhor nós esquecermos isso senão eu vou vomitar.
– Você pelo menos conseguiu saber quem era as pessoas do carro?
– Não... mas o homem que estava com aquelas larvas na boca parecia estar morto. Por um momento eu achei que algo havia acontecido com o David, falei para ele ficar tranquilo mas eu juro que nunca mais faço isso. Nunca mesmo. O que aconteceu hoje me deixou em choque.
– Amy, eu sei que pode parecer loucura, mas você não acha que isso pode ser alguma doença. E se o homem do carro não é algum funcionário do colégio?
– Não viaja Sarah, com certeza não era nenhum funcionário. Por que ele trocaria o seu trabalho para passear por aí de carro sendo que quase todos estavam doentes?
Ela não disse mais nada... mas a imagem que havíamos visto não saía da minha cabeça... em hipótese alguma.
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