The Demigod Search Squad (d.s.s)

13 Em Fim, Algumas Explicações...


Notas iniciais
Esse é um capitulo pequeno, pois não tive muito tempo para escrever muito, mas acho que algumas coisas vão ficar muito mais claras...

Capítulo 13 –

Percy abriu os olhos verdes com um novo brilho de alegria.

–Eu nunca te deixaria... – respondeu à garota que chorava sobre ele. A expressão de Annabeth se transformou tão rápido que ele mal conseguiu acompanhar. Primeiro, ela chorava tristemente, depois sorriu aliviada, derramando ainda mais lagrimas e depois uma perigosa ira tomou conta de seus olhos cinzentos e ela lhe deu um murro no peito.

–Já falei para não fazer isso comigo. Quando vai aprender a tomar mais cuidado? –ela ainda chorava e tornou a abraçá-lo.

– Sabe que cuidado e Percy não combinam muito... –ele disse brincando. Sua boca estava seca e a barriga vazia. Não sabia quanto tempo passara desacordado, mas esperava que tivesse sido menos do que pareceu. Sentira como se tivesse passado dias naquele Hospital psiquiátrico. Havia sido uma experiência horrível, mas agora que ele havia acordado, não sentia nada diferente de alivio.

Se ele não estivesse ali agora, fitando a namorada de quem sentira tanta falta, teria dificuldade em acreditar que tudo não passara de um sonho... Havia sido real demais. O efeito dos remédios, o cheiro de hospital, a alegria de sua mãe ao lhe ver e a tristeza ao descobrir que o acampamento maio sangue nunca existira. Mas, de tudo, o que mais o perturbava era o Dr. Spector. Criara uma real e profunda relação com o homem, quem nunca vira de verdade em sua vida, mas agora que descobrira que ele não era real... Era quase a mesma sensação de antes, mas ao contrario... Como ele podia sonhar com alguém quem nunca conhecera?

Um pensamento agonizante passou por sua mente. E se, na verdade, não tivesse sido um sonho e ele simplesmente tivesse voltado a alucinar...? Não. Por mais que parecesse possível, sabia que não era esse o caso. Dessa vez, diferente de antes, sabia que estava onde deveria estar. O mundo estava salvo de Gaia e de Cronos, monstros eram derrotados por semideuses e o acampamento meio sangue lhes oferecia a maior proteção possível... Essa era a sua vida e se sentia estúpido por ter chegado à duvidar...

Ele ouviu alguém suspirar fundo ao seu lado. Não percebera até o momento, mas a semideusa quem fora procurar estava deitada mais à frente e também acabara de acordar. Foi perturbador perceber que ela era a garota quem pulara da janela em seu sonho...

– Olá... – disse Annabeth séria. – Meu nome é Annabeth Chase e esse, como deve saber, é Percy Jackson. Não sei o que fez com o meu namorado, mas nos deve explicações...

...

Ben observava enquanto o touro brigava com o elefante. Estavam naquele embate já há alguns minutos. Ele e Jason queriam ajudar, mas ambos estavam exaustos demais para voltarem a manipular o vento, principalmente para ele, quem era iniciante nessa coisa de poderes e tudo o mais...

Infelizmente, Frank também não parecia estar aguentando muito bem. No inicio conseguira igualar as forças com o Touro de Creta, mas aos poucos ia perdendo as forças, cambaleando frequentemente na luta, levando mais ataques que os proferidos e sangrando um pouco no pescoço. Também não era para menos. Ben não entendia muito de transfiguração, mas imaginava que não era muito fácil se tornar um elefante e duelar com um touro enorme, capais de destruir casas e arremessar carros no meio do oceano.

–Nós temos que fazer alguma coisa... – falou Pipper preocupada. –Frank vai acabar se machucando.

Jason concordou com ela com os olhos. Depois ele encarou Ben.

– Ainda tem alguma energia ai? – perguntou.

– Sim. Um pouco. – Ben nem mesmo tinha certeza daquilo, mas não queria desapontar os amigos.

–Certo. Se prepare para empurrá-lo novamente.

Ben assentiu. Jason correu na direção dos animais que brigavam metros à frente e deu um impulso forte na areia. Para a surpresa de Ben, aquele pulo se estendeu por tanto tempo, que ele percebeu que aquilo na verdade não era exatamente um pulo, mas sim um voo. O filho de Zeus decolou com incrível velocidade, manipulando as correntes de ar para conduzi-lo para perto da fera. Será que um dia ele também seria capais de fazer aquilo?

Quando Jason chegou perto o suficiente, fez um rápido gesto com as mãos, como se jogasse uma bola te tênis invisível no Touro de Creta. Um raio conjurado pelo movimento brotou de sua mão e atingiu a pele do animal. Não pareceu machucá-lo muito, queimando apenas um pouco de seu dorso, mas foi o suficiente para aliviar o lado de Frank. Ben entendeu que aquele era o sinal e fez o que combinaram. Buscou a menor das energias que sobrara em seu interior e a usou para forçar o vento da praia a ir de encontro ao monstro.

Com um forte assobio, uma rajada de ar atacou o animal gigantesco e o fez cair mais adiante. Frank também perdeu suas forças e foi cambaleando em sua direção, diminuindo cada vez mais até que caiu na areia novamente na sua aparência normal de semideus.

Jason aterrissou perto do touro. A espada dourada na mão brilhava, refletindo a luz do sol, enquanto ele a empunhava, pronto para ceifar a vida do bicho pálido. O garoto estava pronto para atacar com um golpe mortal o pescoço do touro caído quando outro vulto apareceu de repente e o arremessou para longe.

–Jason! – gritou Pipper.

Ben nem notara de onde viera o outro animal, mas tinha a aparência de um javali, também muito maior que o normal. Um dos dentes sangrava devido ao ferimento que fizera no filho de Zeus.

...

Leo e Hazel haviam acabado de mandar a mensagem de Íres para Quiron. O centauro não pareceu nada feliz quando soube do novo desaparecimento de Percy. Não ficara exatamente bravo, mas sim preocupado, fazendo aquela expressão de quem não quer demonstrar fraqueza para inspirar a confiança de seus alunos, que o treinador sabia fazer como ninguém.

Quíron não falara muito. Disse que ia tomar providencias, mas não especificara quando nem quais. Apenas os mandou tomar cuidado.

Já estavam prontos para sair da casa e encontrar seus amigos na busca por Percy quando ouviram o som da chave girar na fechadura da casa de Ben. Sem tempo para nada, viram a porta se abrir e uma mulher aparecer do outro lado. Ela tinha cabelos castanhos claros, quase loiros e era bem atraente apesar da idade. Tinha olhos inteligentes e cansados de trabalho e franziu a testa assim que os viu em seu sofá.

– Quem são vocês e o que diabos estão fazendo em minha casa? –perguntou a jornalista, olhando ao redor e depois retornando a falar. – E onde está o meu filho?

...

Percy se sentiu quase novo quando deu um gole da água que a garota de cabelos negros tinha reservado. Ele também comeu um pedaço de pão, que foi renovando suas energias. Pelo o que Annabeth lhe falara, estivera desacordado por mais de um dia inteiro, sem comer ou beber nada.

A jovem também fez o mesmo. Ela parecia mais calma agora do que estava quando a conhecera (em sua cabeça). Mordia um sanduiche com voracidade, enquanto olhava perdidamente para o infinito.

–Pronto. – disse Annabeth. – Estão alimentados. Será que agora alguém pode me explicar o que aconteceu?

Percy admirou o jeito afobado da garota, sorrindo um pouco com o canto dos lábios. Annabeth lhe lançou um olhar gelado em retorno, como quem dizia “menos olhares românticos e mais explicações, Cabeça de Alga”.

–Certo... – iniciou ele. – Desde que resolvemos procurá-la, –Percy levou os olhos até a jovem de vestes pretas que apenas escutava, – fiquei rodando pela cidade perdido. Não consegui encontrá-la em lugar algum. Até que comecei a me sentir estranho, alucinando. Eu cheguei até a ver Lu... –ele se interrompeu e olhou para Annabeth de novo. Não queria falar no nome dele ali. –Cheguei até a ver Cronos... Era apenas fruto de minha mente, mas foi com certeza perturbador. Ele me falava como ia matar todos os que eu amo e eu o fui seguindo até aqui. Quando cheguei, lembro de me sentir muito tonto a ponto de desmaiar assim que entrei na casa... – ele fez uma pausa para respirar e raciocinar sobre a própria historia que contava. Passara tanto tempo em Fresh Start que aquilo parecera acontecer há vários dias.

–Por isso o encontrei desmaiado perto da porta. –disse Annabeth. –Mas isso não explica você... – ela agora se dirigiu à garota sentada na mesa com eles. – Quem é você?

A garota respirou fundo, como se resolvesse se devia ou não confiar neles. Talvez ela relutasse um pouco mais se não parecesse tão cansada, mas em fim falou.

–Meu nome é Jennifer White e sou filha de Ícelo, um dos quatro oneiros do mundo inferior e deus dos pesadelos.

Com aquelas poucas palavras, ela explicara mais do que Percy imaginava ser possível, começando a encaixar todas as peças daquele confuso quebra cabeças.

Notas finais
Pessoal, agradeço os comentários e gostaria de aproveitar e lhes fazer um pedido... Quer dizer, dois pedidos... Primeiro, como sempre, peço que comentem o que acharam do capítulo, mas também, desa vez, gostaria que sugerissem um terceiro monstro para aparecer. Não posso garantir que conseguirei usar suas sugestões, pois preciso encaixá-lo na historia num contexto que não posso revelar agora. O que apareceu nesse capítulo foi o Javali de Erimato. O terceiro monstro tem que ser perigoso, mas não pode ser muito difícil de matar... Ja tenho uma ideia de qual podia ser, mas pensei que seria legal se vocês pudessem sugerir. Se não conseguir encaixar as sugestões, ai coloco o que ia usar mesmo... kkkkkkk.