The Demigod Lost

8 Então, onde estão essas semideusas?


Notas iniciais
Mais um capitulo pra vocês. Espero que gostem. Beijos. Até lá embaixo.

Pov Gaabi

Eu poderia dizer que amo minha escola, meus professores e que sou adorada por todos os meus colegas. Mas se fosse assim eu não seria eu, eu seria um projeto defeituoso de Barbie. Estou na aula de matemática, mas minha cabeça está longe, pois desisti assim que as letras e números começaram pular para fora da página. Você não deve estar está entendendo nada né? Bom, eu vou explicar.

Me chamo Gabriela Santos, mas todos me chamam de Gaabi. Tenho 15 anos, estatura mediana, pele bronzeada, olhos castanhos e cabelos negros. Até aí tudo bem, o que teria de errado comigo? Pra começar eu só tenho uma amiga, a Maria Eduarda, porque todos os outros alunos tem medo de mim. Moro em escola militar desde os meus 7 anos, antes vivia em um orfanato. Tenho déficit de atenção e dislexia, sem mencionar é claro a hiperatividade. E ainda esse professor de Matemática faz de mim a sua palhaça de plantão. Saio dos meus devaneios quando sinto a Duda me cutucar e percebo que o professor está me chamando, aja-me paciência.

-Senhorita Santos- ele me chama impaciente

-Senhor?- Pergunto olhando-o. Que ótimo ele ia começar seu show

-Nós estamos corrigindo o exercício- ele diz

-E daí?- pergunto sem medir minhas palavras

- E daí que estou a 7 minutos chamando-a- ele diz fazendo aparecer risadinhas abafadas- e eu quero que a senhoria me dê o resultado da letra d do 3°.

-Eu não fiz, senhor- digo tranquila

-Ah, não fez?- ele pergunta e eu balanço a cabeça para os lados- e o que, exatamente, a senhorita estava fazendo na minha aula? Deve ser algo muito mais importante do que o dever de matemática, não é?

-Eu tentei fazer, juro que tentei- Comecei a me defender mesmo sabendo que era perda de tempo, mas não custa tentar, né?- Mas, como o senhor sabe, tenho dislexia e déficit de atenção e por isso não consegui terminar.

-Mas isso não é desculpas, mocinha.- Ele começou seu show de verdade agora. AI QUE ODIO, eu juro que esse cara não é humano.

Pov Maria Eduarda

Agora ferrou tudo. O professor começou a falar merda e a Gaabi já, já explode. Eu conheço a Gaabi a mais tempo do que posso me lembrar e sei que não vai demorar muito pra próxima tempestade começar. E essa discussão vai sobrar pra quem? Se você pensou em mim, ding ding ding, você merece um premio. É eu sempre saio culpada nessas historias e nunca faço nada.

Eu vou dizer quem eu sou. Me chamo Maria Eduarda Aguair tenho 14 anos e meio, meus olhos são verdes e meus cabelos são pretos e, o que só a Gaabi sabe é que ele tem luzes azuis naturais, todos pensam que eu pintei. Não sou baixa, mas também não sou alta. E assim como a Gaabi tenho TDAH. Mas agora vamos voltar pra discussão.

-Mas isso não é desculpas, mocinha- disse ele

-Mas eu não consigo ler, caramba- ela começou a se exaltar.

-Não grite comigo, mocinha-ele disse apontando o dedo pra ela. Ela se levantou abruptamente. AGORA FUDEU.

-Então deixe de ser um velho rabugento e preconceituoso- ela estava gritando agora

-Gaabi, calma- disse segurando sua mão, mas ela puxou-a com brutalidade.

-Calma porcaria nenhuma.- ela disse pra mim- Esse idiota me humilha desde que eu entrei aqui nesta merda de escola. E eu estou cansada desse maldito me tratando com palhaça

-Já chega- o professor falou ele disse ou melhor gritou- Eu quero que vocês duas saiam da minha sala agora.

-Com muito prazer- A Gaabi me puxou para fora da sala de aula e eu fui arrastada até o jardim do colégio e quando chegamos a Gaabi me soltou e começou a esmurrar a árvore. Srá que não dói os dedos dela? Parei com meus devaneios quando ouvi um “ai” olhei pra Gaabi e não tinha sido ela pois ela tava resmungando alguma coisa do tipo – Professor idiota, escola idiota- olhei em volta e não tinha ninguém. Aí me veio a estranha sensação de que tinha sido a árvore e que ela estava nos observando. Balancei a cabeça tirando esse pensamento absurdo da cabeça e dizendo que estava ficando louca. Voltei minha atenção pra Gaabi e ela ainda está esmurrando a coitada da árvore.

-Calma, Gaabi- eu disse, mas ela não me ouviu e continuou a esmurrar a laranjeira.

-Professor idiota, gente idiota- ela dizia pra si mesma. Esse é um dos problemas da Gaabi, ela tem a cabeça quente.

-Amiga, relaxa-disse me aproximando com cautela, afinal é a Gaabi. Quando ela tá com zangada é pior do que touro com raiva.- ainda temos muito tempo aqui e não podemos nos dar por vencida.

Parece que meu argumento faz efeito nela e ela começa a se acalmar e se senta no banco ao lado da fonte me sento ao seu lado e começo a brincar com a água como sempre faço quando estou triste, chateada ou pensativa.

-Porque será que nos trouxeram para esse colégio?-ela pergunta

-Não sei, talvez achassem que fosse o melhor pra nós- eu disse e ela me olhou incrédula

-Você está falando serio?- ela perguntou

-estou- eu disse e ela bufou.- você se lembra de quando viemos pra cá? Um dia antes de sairmos do orfanato a tia Rose disse que seria melhor pra nós e que era o que nossos pais queriam. Assim que chegamos aqui a mulher que foi nossa guia, a tia Wanessa, disse que estaríamos protegidas aqui. Eu não entendo o que elas quiseram dizer, mas sei que não tinha com nossos pais saberem que nossa vida aqui seria um inferno.

-É, talvez você tenha razão- ela disse olhando pro nada- O que eu não entendo é porque eles não dão sinal de vida. Foram eles que nos mandaram pra cá. Será que morreram? Ou simplesmente deixaram de se importar conosco? Ou nunca se importaram?

-Eu não sei amiga, mas acho que eles se importam conosco sim- disse olhando meu reflexo na água. Ficamos caladas por uns minutos até que eu vi uma van com um morango desenhado na lateral parar de frente ao portão da escola e duas pessoas descerem, uma garota da minha altura, cabelos castanhos cacheados e usava uma blusa rosa com corações pretos, calça azul degrade e sapatilha salmão(gostei dela, achei-a bonita) e um menino mais alto que eu, cabelos castanhos curtos e encaracolados e pele bronzeada. Ele estava usando uma calça com suspensório e uma blusa de manga( na minha opinião ele é o menino mais bonito daqui). Serpa que vão estudar aqui?

Pov Léo Valdez

Finalmente chegamos. Argos nos deixou de frente ao colégio e foi embora. Olhei para a extensão do local e percebi que ele é bem grande e bonito e fiquei pensando como iríamos achar as duas semideusas nesse lugar

-Como vamos acha-las nesse lugar?- perguntei para Liza.

-Não sei. Não tenho como falar com o Grover- ela disse mordendo o lábio inferior

-O seu irmão tem uma ligação empática com ele né?- eu perguntei- se ao menos pudéssemos falar com ele

-Léo você é um gênio- ela disse me abraçando e me soltando depois

-Sou?-perguntei sem entender

-é- ela disse e me mostrou sua mão. No seu dedo do meio havia um anel- esse anel é um presente do meu pai. Ele é um comunicador, com ele posso falar com o Percy.

-AAAHHHH- falei agora entendendo- falando em presentes cadê o seu colar/arco?

-Aqui- ela me mostrou uma pulseira e acho que fiquei com cara de confuso porque ela se sentiu na obrigação de explicar- Meu pai mudou o visual do arco. Transformou em pulseira.

-AAAAHHHH- disse e ela riu e eu a acompanhei. Ela passou o dedo por uma das pedras em formato de coração e a imagem do Percy se formou do anel

-Maninha linda. – ele disse- oi Léo

-Oi Percy- eu disse acenando

-Como vocês estão?- ele perguntou

-Bem, obrigada- ela disse- Mas não foi pra isso que eu liguei

-Então foi pra que?-ele perguntou

-Você tem uma ligação empática com o Grover não é?-ela perguntou

-É, tenho sim- ele disse- mas pra que você quer saber?

-Eu preciso que você avise a ele que estamos na frente do colégio- ela pediu

-Tudo bem, espera só um minuto- ele fechou os olhos e começou a sussurrar, quase não consegui entender o que ele disse depois ele abriu os olhos e voltou a falar conosco

-Ele já está indo- ele disse- é só isso?

-É- a Liza disse- obrigada Percy.

-De nada- ele disse

-Agora temos que ir maninho- ela disse- Tchau

-Tchau, princesa- ele disse e se virou pra mim- E Léo?

-Oi?- me pronunciei

-Cuide da minha pequena, por favor- ele pediu- Ela é sua responsabilidade aí.

-Pode deixar eu vou cuidar dela, prometo.- disse rindo

-Obrigada. E tchau

-Tchau- nos despedimos do Percy e a ligação foi encerrada. Ficamos uns minutos no portão esperando o Grover e uns 5 minutos depois ele apareceu

-Oi gente- ele disse dando um abraço na Liza e dando um soquinho na minha mão

-Oi- falamos juntos

-Então, onde estão essas semideusas?- pergunto

Notas finais
E aí? gostaram? Espero que sim. Se você tiverem alguma dica pra me dar é só comentar. Quem sabe a fic não fica mais interessante. Bom, até o próximo capitulo. Beijos não deixem de comentar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.