The Deceiver

5 O Início do Caos


Notas iniciais
Depois de meses eu voltei a postar! Não vou pedir desculpas, gente, eu não me sinto culpada por ter perdido a vontade de escrever essa fic, mas, porém, entretanto eu antes de excluir ela eu dei uma lida nos capítulos e eu percebi que eu queria uma continuação então eu decidi voltar ♥ Boa Leitura

O jovem estava sentado no chão de sua cela com as pernas cruzadas, eram três paredes de pedras e apenas uma aberta com barras grossas de ferro, levemente enferrujadas, havia também um pequeno retângulo aberto na parede inferior, era uma janelinha com as mesmas barras — a única coisa que iluminava o local.

Ele tentava se acalmar respirando fundo, porém parecia que não adiantaria. E de certo não funcionou.

Já estava a quase cinco dias lá, sem falar com praticamente ninguém, os guardas que lhe traziam alimento duas vezes ao dia apenas atiravam o prato com a comida para dentro da cela, nem sequer olhavam para o menino. A cada minuto que passava sentia-se mais perto da loucura, talvez fosse um tempo muito curto para alguém enlouquecer, mas Tom sempre tinha sido uma pessoa sociável e bem tagarela, ficar isolado daquele jeito não era algo suportável.

As noites passavam em claro para o garoto, não havia sequer uma tábua de madeira para usar como uma cama, ele apenas deitava no chão e escutava o sons das corujas e dos ratos. Não esperava a hora de ser libertado de toda aquela função, ele implorava por ela.

Estava próximo ao final do dia, o pôr-do-sol era visível em toda Kalamanda — exceto pela cela de Tom. O menino se deitou no chão e tentou encontrar uma posição confortável, deveras difícil naquela situação. interrompido pela chegada do mesmo guarda de sempre. Já era possível considerar aquilo como rotina, o guarda chegava, fazia uma cara feia e jogava a comida do jovem para dentro da cela e ia embora.

Daquela vez não havia sido diferente. Tom levantou-se e comeu toda sua refeição, mesmo que aquilo fosse a pior coisa que já houvera provado em sua vida, comeu até a última migalha. Por algum motivo aquele estava diferente, contudo não conseguia dizer como.

Aquela seria mais uma noite perturbadora “normal” se não fosse por um detalhe, ele recebeu uma visita.

O menino virou sua cabeça em direção ao som de salto alto batendo no chão que ecoava por todo corredor, era impossível não escutar, logo ele começou a ter curiosidade de quem poderia ser. Talvez fosse uma subordinada do Príncipe para atualiza-lo sobre toda a situação, todo o ocorrido na assembleia havia o deixado confuso.

Surpreendeu-se ao ver uma mulher de cabelos pretos curtos, maquiagem escura com roupas curtas de mesma cor. Parecia que ela havia aparecido do além, ele nunca houvera a visto antes na cidade, não tinha ideia de quem fosse ou que ela fazia. Ele apenas permaneceu ajoelhado enquanto ambos se encaravam por alguns instantes.

A mulher deu um riso baixo, pegou uma chave, abriu e entrou na cela de Tom, ele não entendia o que acontecia ali. Quem é ela? Da onde ela veio? O que ela faz? Eram algumas das perguntas que ecoavam por sua mente, por algum motivo ela o deixava confuso. Ela quebrou o silêncio pigarreando antes de falar.

— Prazer, Tom Garvin, me chamo LeBlanc. Eu sou uma subordinada de Demacia, estou aqui para negociar sua liberdade com Noxus. Mas para isso você terá que me responder algumas perguntas... — dizia ela.

O garoto agitou-se, não via a hora de finalmente sair daquela prisão imunda.

— Certo, o que você precisa saber, Sra. LeBlanc? — indagou o menino.

— Quando o Príncipe Jarvan IV lhe ordenou para que explodisse as bombas, ele parecia ser “ele mesmo’’?

Logo após assentir o menino acrescentou: — Sim! Nunca confundiria o Exemplo de Demacia!

Quase que no mesmo instante LeBlanc começou a ter um ataque de risos, Tom ficou calado sem entender nada. Após isso ela limpou uma lágrima de um olho com o dedo e respirou fundo para poder falar novamente.

— Como você é um tolo. — anunciou.

O garoto perguntou o porquê, naquela hora achava que era apenas uma brincadeira.

— Acha que eu realmente trabalho para Demacia e vou lutar pela sua liberdade? Ou que foi realmente Jarvan IV que te pediu para estourar bombas dentro de minas demacianas? Vou já avisando que nenhuma das duas é verdadeira. — provocou LeBlanc com um tom indiferente, que deixou o garoto mais bravo.

— Você é uma mentirosa imunda! — esbravejou Tom.
LeBlanc abrindo a cela olhou por cima de seu ombro e viu o garoto começar a sentir o veneno fazer efeito.

— Mentir é apenas 95% do que eu faço.

Uma nova manhã havia raiado, Swain e Darkwill estavam retornando à Noxus depois desses dias cansativos e estressantes que tinham passado em Kalamanda. Ambos não viam a hora de chegarem em casa e descansar, coisa que eles mereciam, haviam salvo a parte de Noxus sob a cidade neutra, eles tinham o direito de repousar durante uns dias, certo?

Na teoria sim, porém Noxus sempre foi um lugar agitado em questões políticas, eles não conseguiriam descansar por muito tempo.

Tudo estava na calmo na carruagem onde estavam, Swain acariciava Beatrice enquanto mirava a janela observando a vista, Darkwill estava com os olhos fechados, provavelmente, cochilando. A carruagem não andava muito rápido e ambos sabiam que tinham um longo percurso pela frente. Swain repentinamente sentiu um mau pressentimento, não sabia explicar o porquê de sentir aquilo, mas sabia que não era nada bom.

A carruagem parou de maneira súbita, Darkwill acordou no susto e teve que segurar-se no banco para não cair, Beatrice começou a agitar-se e Swain permaneceu parado. Escutaram gritos e cavalos galopando, relinchando e sons de espadas se chocando. O Mestre da Estratégia foi abrir a porta, mas Jarvan IV a arrombou primeiro, foi tudo tão rápido, o Exemplo de Demacia estendeu sua lança e atravessou Darkwill, que morreu na hora.

Swain transformou-se num pássaro e espantou Jarvan, e desceu da carruagem já preparado para o que estava por vir. Jarvan pulou sobre ele e criou um cataclisma ao redor dos dois, ao som de seus guerreiros se enfrentando ao seu redor, os dois continuavam a travar uma batalha. Nenhum deles sabia quem iria sobreviver.

Jarvan conseguia dar muito dano em Swain, conseguia bate-lo suficiente para, talvez, mata-lo, mas o Mestre da Estratégia não parava de mandar pássaros e garras para atormentar e machucar o Exemplo de Demacia. Swain fez garras surgirem exatamente debaixo do príncipe que ficou imobilizado, com Jarvan sem conseguir mover-se para defesa, o Estrategista aproveitou para mandar Beatrice mutilar o Exemplo de Demacia. O príncipe desfez o cataclisma, contudo ambos continuaram batalhando, Swain em momento algum saiu de sua forma de corvo, continuou firme com todas as suas forças.

Em um breve momento onde os dois não se atacaram, Swain respirou fundo e disse:

— Vocês, demacianos, terão sérios problemas por isso, Majestade.

O Rei Jarvan III estava sentado em sua cama mirando o chão, não parava de refletir sobre o que Tom havia dito sobre o incidente, lembrou-se da fala do jovem durante a assembleia “Eu segui as ordens do príncipe Jarvan IV’’, aquela frase não parava de ecoar na sua cabeça, o rei insistia em pensar que não poderia ser verdade, não havia lógica o seu filho ter armado uma fraude dessas. E se tivesse, por que o seu filho estava tão transtornado?

Seus pensamentos foram interrompidos com a entrada súbita de um subordinado, ele abriu a porta e se encostou nela, ainda ofegante ele falou: — O prin...pe boico... a carru....m de No..... — O Rei não entendeu nada e ordenou que ele repetisse com mais calma. O subordinado respirou fundo e disse, com uma expressão pesada — O príncipe boicotou a carruagem de Noxus, onde está o General Darkwill e o estrategista Swain.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar e mandar a fic pros seus amiguinhos main LB — Meu nick no LoL é xLazzyta, no twitter é @xLazzyta
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.