The Deaths Song
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Dita já não aguentava mais andar pelo bosque, então desistiu e sentou perto de uma árvore bem alta. As lágrimas já haviam secado e ela olhava o vestido arruinado pela lama e as folhas secas. Estava tão cansada que acabou adormecendo aos pés da grande árvore.
*Nos portões da cidade
Henry e Frank já estavam prontos para sair da cidade com os machados apoiados nos ombros, só esperavam Donny com os cavalos. Assim que saíram da cidade rumo ao bosque, se separaram.
Henry gostava de ficar sozinho, pois não suportava ouvir as lições de vida de Frank, muito menos, as reclamações de Donny. Enquanto cavalgava a procura de um bom lugar para começar seu trabalho, encontrou um lobo caçando e algumas corujas observando o mesmo. Aquele Reino era estranho, pois sempre que algo ou alguém morria, existiam sempre um par de olhos para assistir a execução. Sempre.
Quando finalmente começou a trabalhar, Henry viu que o lobo o rondava com a boca ensanguentada. Não tinha medo pois o machado podia finalizar um lobo daquele tamanho rapidamente, mas lembrou que lobos tem alcateias. Ou seja, ele estava em desvantagem. Começou a olhar em volta para ter certeza de que estava sozinho e continuou seu trabalho.
Escutou galhos estalando ao serem pisados e ao olhar para frente, viu o lobo deitar perto dele, o observando. Era um lobo velho, mas com certeza, se quisesse já teria o matado.
Henry riu para se mesmo quando viu que lobo havia caído no sono.
Estava tão distraído com o novo amigo que não percebeu quando roubaram seu cavalo. Ao ouvir o animal relinchar, olhou para trás e viu seu cavalo se afastando. Correu atrás do mesmo e se viu sendo perseguido pelo lobo.
Dita cavalgava o mais rápido possível com o animal roubado e teve que parar ao ver um lobo cinzento com a boca ensanguentada.
-Desça do cavalo!- disse uma voz masculina atrás dela- Agora-
Dita se manteu calada e ao olhar para trás, viu o lenhador com quem havia trocado sorrisos dias antes.
-Milady?- retrucou Henry, confuso- O que faz em um lugar como esse?-
Dita desceu do cavalo e foi até o lobo.
-Não pensei que ele me trairia- sussurrou ela, acariciando o lobo- Ele parece ter gostado de você-
-Mandou um lobo para me matar?- retrucou Henry, se aproximando da ruiva.
-Não seja tolo, era uma distração- respondeu Dita- Eu só precisava de um cavalo-
-O que faz aqui? Você não deveria estar rezando ou coisa assim?- perguntou ele e ela não respondeu. Henry observou o vestido sujo e rasgado- Foi atacada?-
-Quem dera, lenhador, quem dera- murmurou ela e olhou para o cavalo- Eu posso lhe pagar pelo cavalo-
-No seu estado, acho melhor acompanhá-la- disse ele e olhou em volta, procurando outra saída do bosque.
-Não. Só me diga como sair deste labirinto de árvores- disse Dita, voltando a encarar o lenhador.
Henry riu da ruiva teimosa e começou a caminhar.
-Se quiser sair daqui, terá de me seguir- disse ele, pegando as rédeas do cavalo e puxando o mesmo.
Dita bufou e seguiu o lenhador.
-Ainda não se apresentou, lenhador- disse ela.
-Henry, milady- respondeu ele e a olhou rapidamente por cima do ombro, depois parando e a fitando dos pés a cabeça.
-Algum problema?- perguntou Dita, segurando a barra do vestido e revelando os pés descalços.
-Suba no cavalo- disse Henry- Já está machucada o suficiente-
Dita sorriu, agradecendo a gentileza do lenhador e subiu no cavalo.
Depois de algum tempo andando em silêncio, Henry já estava ficando agonizado com o silêncio.
-Como conseguiu controlar aquele lobo?- perguntou ele e Dita o ignorou- Não vai me contar o que aconteceu?-
Ele novamente ficou sem uma resposta. Mas Dita sabia que se contasse o que havia lhe acontecido, seria morta junto com o pobre lenhador que não tinha nada haver com o seu drama.
Ela bufou.
-Já estamos chegando- disse ele.
-Demore o tempo que quiser, não tenho pressa- retrucou Dita e logo se arrependendo de ter dito aquilo.
Henry parou e foi para o lado dela.
-O que fez?- perguntou ele- Responda-
-Fui acusada...- respondeu Dita, descendo do cavalo. Talvez se resumisse a história, ele não teria interesse em ajudá-la e a largasse ali para morrer sozinha- Fui acusada de ser uma bruxa-
-Alguém quer a sua cabeça, estou correto?- sugeriu Henry e Dita assentiu, com um pouco de receio.
Ele riu e balançou a cabeça negativamente.
-Então somos dois- disse ele.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Comentem, por favor, pois só assim continuarei a história.
Fale com o autor