The Deaths Song
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Dita sabia que teria que conhecer o rei e a rainha, mas preferia não pensar nisso, porque apesar de saber que o casamento a ajudaria a sair do templo e seguir com sua vida, ainda tinha medo das perguntas que eles lhe fariam.
-Chegamos, milady- disse a madre, abrindo a porta da carruagem e ajudando a sair.
-Deseje-me sorte- sussurrou Dita ao dar um leve beijo no rosto da madre.
-Um anjo não precisa de sorte, madame.
Dita se limitou somente a sorrir e um mordomo a conduziu até o grande salão aonde seria o jantar. Ao ver o rei e a rainha, se apressou a fazer uma reverância e manter a cabeça abaixada. Ouviu passos e suspiros.
-Oh! Mais que bela moça- disse a rainha Beatrice Lawrence, indo na direção de Dita e pegando suas mãos. Dita sorriu e a rainha deu-lhe dois beijos molhados no rosto- Thomas tinha toda razão, uma linda mulher para lhe dar lindos filhos, herdeiros do trono-
-É muita gentileza sua, Majestada- murmurou Dita e viu o príncipe sorrindo para ela. Sentiu as bochechas ficando quentes.
Assim que sentou na grande mesa, ao lado de Thomas, se sentiu diferente, feliz, mas parecia que aquela felicidade não era para ela.
-Então Dita, conte-nos, de onde você é?- perguntou o rei Thomas Lawrence. Botar o próprio nomes nos filhos era normal, mas durante três gerações já era um pouco exagerado, pensou Dita. Mas afinal quem ela era para julgar costumes reais?
-Perdoe-me Majestade, mas temo não ter a resposta para tal pergunta- respondeu Dita, olhando para o rei, que estava sentado na ponta da mesa- Eu fui acolhida por freiras quando era muito nova, então não sei se posso afirmar com certeza de onde sou-
-Dita, querida, você é órfã?- perguntou a rainha em um tom carinhoso. Dita olhou para Thomas, que assentiu e ela confirmou a pergunta da rainha.
-As freiras me encontraram sozinha em um riacho perto das montanhas- respondeu e levantou o olhar para o rei, que estava com uma expressão de pensativa. Dita já sabia que não era uma noiva comum. Eles não fariam a cerimônia para juntar religião e realeza... Dita podia sentir na própria pele os olhares de pena da rainha e do rei. Eles realizariam o casamento como um favor. Para ajudar uma pobre "freira" a ser alguém. Apesar de ser um dos símbolos religiosos mais poderosos do reino, Dita sabia que não tinha importância nos dias em que não existiam bruxas para queimar e ladrões para enforcar. Dita sabia que não tinha escolha, então calou-se.
-Nossos planos para o casamento já estão em andamento- disse o rei- A madre Josephyne já deve ter lhe informado nossos costumes-
-Receio que não, Majestade- disse Dita, se perguntando porque madre Josephyne nunca lhe contava nada.
-Não se preocupe- disse a rainha- São somente algumas precauções que queremos tomar antes de consumarem a união-
O questionário não parecia acabar nunca e quando o fim do jantar chegou, Dita se viu aliviada.
-Desculpe-os pela pressão que estão colocando sobre você- disse Thomas, enquanto caminhava com Dita pelas roseiras no imenso jardim do castelo.
-Milorde- murmurou Dita, parando de andar e olhando o príncipe- Não sei se estou me exasperando ao pensar isso, mas qual é o verdadeiro motivo para a nossa união? Eu respeito seus pais como pessoas e governantes do reino, mas simplesmente não entendo como um símbolo religioso pode ajudá-los...-
Thomas a olhou, sem saber o que dizer ou fazer. Simplesmente se aproximou e passou as costas das mãos no rosto de Dita.
-Por que, ó céus, é tão desconfiada?- retrucou ele, rindo.
-Milorde, por favor, responda- sussurrou Dita, olhando dentro dos olhos azuis do príncipe.
-Acho que todos os homens se casarão com uma mulher teimosa um dia- disse ele e suspirou- Se eu lhe contar, terá de fazer segredo sobre isso. Só nós dois saberemos sobre isso...-
Dita assentiu, mesmo já sabendo a resposta.
Notas finais
O personagem do príncipe Thomas é baseado na aparência do Aaron Johnson.
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