The Deal (Em pausa)

4 Primeira impressão.


Notas iniciais
Não tem duas mil palavras porque eu queria cumprir o prazo desse fim de semana. Ah, bom capítulo. (A cena final vai nos lembrar um pouquinho a série que amamos.)

Elena Gilbert

Eu não sabia se ficava extasiada pela presença dele, ou apavorada. Eu havia, por mais que tivesse sido indiretamente, confessado meus sentimentos por ele. Algo que eu decidira esconder para sempre após a terrível notícia de que eu já estava de casamento marcado. E mais, tinha a possibilidade desta conversa não me agradar, o que me deixava aterrorizada. – As palavras que ele dissera me deixaram de perna bamba, eu não queria conversar. Queria esconder meu rosto e nunca mais vê-lo.

Conforme ele se aproximava, mais eu corava. Era automático. Ele causava um efeito em mim que eu mesma demorei a perceber. Eu me agarrava a maçaneta da porta do carro, rezando para que houvesse algum jeito de escapar daquela situação. Mas o pior era a postura confiante que ele tinha; a forma de andar que me atraía como um ímã; e a forma como ele dissera as palavras a seguir que me fizeram ficar nas nuvens por causa de seu sotaque.

— Por que você saiu correndo daquele jeito? – Ele segurou meus dois braços, me pressionando contra o carro de forma delicada. – Não me deu a chance de me pronunciar, de dizer o que eu sinto. – Ele dera ênfase na palavra “eu”.

— Eu tinha acabado de explodir duas bombas ao mesmo tempo. – Eu disse. – Estava em estado de choque e... E eu não deveria ter dito aquilo, foi um engano, foi bobeira e eu sinto...

Antes que eu completasse a frase, ele se aproximou até nossos lábios se tocarem. Não posso lhe explicar como foi a sensação, só digo que nunca havia sentido aquilo antes. Era uma explosão de sentimentos todos misturados naquele beijo. A felicidade de ser correspondida era tão boa que eu já tinha me esquecido de tudo que acontecera naquela manhã só porque estava em seus braços. E continuaria assim, se ele não tivesse parado e virado para trás, percebendo a presença de mais alguém. E assim me trazendo para realidade.

Quando olhei por cima de seu ombro, que estava rígido, pude ver dois jovens parados e encostados na pilastra enquanto nos analisavam. Demorei um tempo para reconhecê-los, talvez fosse um mecanismo da minha mente para me proteger, pois não queria aceitar que os dois iriam frequentar a escola. Antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, lá estavam Damon e Stefan, ambos parados nos olhando. Damon vestia uma jaqueta de couro e uma calça preta cujo tecido eu não poderia definir por causa da luz. Stefan também usava uma jaqueta parecida, mas sua calça era jeans azul escuro. Eles começaram a andar em nossa direção, com olhares curiosos, se é que você quer saber.

Eu não estava exatamente escondida atrás de Elijah, mas ele começou a ficar mais a minha frente conforme os passos dos irmãos ficavam mais aproximados, como uma leoa protegendo o filhote. Como se ele tentasse me defender dos dois. – Sempre fizera isto toda vez que via algum garoto se aproximando de mim em alguma festa, antes eu achava que era alguma coisa de amigo, mas agora a possibilidade de aquilo ser ciúmes me deixava animada.

Eles ficaram se encarando por um tempo, então Stefan tomou a palavra.

— Só viemos avisar que sua mãe está te procurando, Elena. – Ele olhou em minha direção, ignorando completamente a pose protetora de Elijah. – Já percebi que não quer ver ninguém, então eu mesma digo que está na escola.

— Se eu fosse você não faria isso. – Damon bateu no ombro do irmão. – Já que ela não quer ser encontrada, deixem que a procurem.

— Eu resolvo isso. – Disse Elijah, finalmente. – Desculpe perguntar, mas quem são vocês?

Seria uma situação engraçada, se não fosse trágica. Stefan estendeu a mão cordialmente e se apresentando, enquanto Damon apenas me observava de longe, esperando minha intervenção.

— Então vocês concordam com essa situação ridícula? – Disse Elijah. – Obrigando-a a se casar com um de vocês?

— Provavelmente não. Ambos são inteligentes o suficiente para saber a injustiça que o pai deles está cometendo. Além do mais, eles não têm culpa. Não assinaram contrato algum e nem fizeram uma proposta absurda, são vítimas tanto quanto eu. – Interrompi Stefan, antes que ele respondesse.

A conversa continuaria se o sinal não tivesse tocado. Após o barulho insuportável terminar, os Salvatore se separaram. O que me fez deduzir que somente Stefan precisava terminar o Ensino Médio. – Damon foi em direção a uma moto que estava em uma vaga, subiu e saiu em disparada pela rua. Seu irmão esperou que ele cruzasse a esquina antes de se virar.

Enquanto eu andava em direção ao portão, junto ao Elijah, ele se despediu de mim com outro beijo e disse que conversaríamos mais tarde para conseguir resolver aquela situação. – Sinceramente, não acho que haja algum jeito de convencer Giuseppe que tudo isso é uma palhaçada sem fim, mas o que posso fazer? Não tenho poder nenhum sobre isso.

Ao passar pelos corredores do colégio, ainda havia alguns alunos pondo seus materiais no armário. Alguns bebiam água nos bebedouros, e outros entravam em sala. Por um momento, tive a impressão de que não gostaria de entrar na minha, mas fui em sua direção assim mesmo. Torci para que o professor ainda não estivesse em classe, para que eu entrasse antes e não tivesse de dar algum tipo de desculpa por chegar atrasada. Felizmente ele não estava então fui sentar no meu lugar de sempre.

Apesar de alguns olhares curiosos a minha volta, soltei todo o ar que tinha em forma de alívio. Bonnie estava a uma carteira de mim, o que me deixou mais confortável. Caroline entrou em seguida, e andou toda pomposa pela sala até chegar em sua carteira. Por mais estranho que isso soe, ter ido pra escola foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Bem... Meu estado era de paz até o Mr. Tanner entrar em sala.

Ele abriu a porta e analisou a classe, foi em direção a cadeira e escreveu seu nome no quadro. Não havia alunos novos em classe, então achei que não fosse necessário. – Até agora. – Stefan entrou em sala e deu a ele um papel que provavelmente explicava seu atraso, e também dizia que era um aluno novo que nunca tinha freqüentado a escola. Algo me dizia que o professor faria a vida dele um inferno, já que não gostava quando chegava alguém novo em classe para ele ter que explicar seu modo “interessante” de explicar. – Que parecia intimidador, mas ele dizia que era o melhor jeito.

— Bom dia classe. – Pôs o pilot na mesa e se virou para turma. – Espero que estejam animados com esse ano, pois eu não estou nada.

Clássico. Era difícil vê-lo com um resquício sequer de felicidade por nos ver.

A aula fluiu normalmente, com perguntas que ninguém sabia responder ou com algumas questões que nunca havíamos tratado antes e ele só perguntava para nos deixar com mais vergonha ainda. Tudo estava monótono e normal, eu estava desenhando no meu caderno alguma coisa aleatória enquanto isso.

— A batalha de Willow Creek. Situou o fim da guerra bem aqui em Mystic Falls. Quantas mortes resultaram desta batalha? – Para falar a verdade, eu não estava prestando muita atenção. Estava virando para trás para ver Stefan, já era a terceira vez e pela terceira vez ele se virou em minha direção também.

Meu celular começou a vibrar e eu recebi uma mensagem de Bonnie, ela me perguntava quem era ele e o porquê dele não parar de me olhar. Não expliquei toda a situação, mas deixei-a pensar que era somente um aluno novo de olho em mim. Precisava ganhar alguma coisa de toda aquela situação, não é mesmo?

— Senhorita Bennet? – Indagou o professor Tanner.

— Muitas? – Disse ela, gerou uma multidão de risadinhas pela sala. – Não sei exatamente, mas sei que foram muitas.

— Mr. Donovan, será que aproveitará a oportunidade de nos mostrar que é mais que um estereótipo de jogador de futebol?

— Estou bem desse jeito. Até gosto dele. – Disse Matt.

— Elena?

— Me desculpe. – Voltei-me para o professor. – Sinto muito, não sei.

Antes que o professor pudesse me repreender ou me humilhar de algum jeito, alguém respondeu.

— 346 mortes. – Disse a voz. – Ao menos que contem os civis locais.

— Está correto... Senhor?

— Salvatore.

Notas finais
Haha, tive que adicionar esse final, fala sério, sempre amei as discussões do Stefan com o Tanner.

(Delenas e Stelenas de plantão, calma que daqui a pouco as cenas que vocês desejam estarão chegando!!)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.