The Daughter of Shadows
35 Chegada ao CHB e uma proposta inesperada
Notas iniciais
Pov: Piper
As caçadoras sentaram-se a sombra de uma árvore e esperaram o sol surgir nas colinas. Thalia andava de um lado para o outro.
Subitamente, algo explodiu no horizonte, um clarão de luz, bem quente.
– Não olhem! — gritou Meg — Ele vai estacionar!
Todos cobriram os olhos, fiz o mesmo. Mesmo de olhos fechados, percebi que a luz e o calor estavam aumentando, até que tive a sensação de que minhas roupas estavam se derretendo sobre meu corpo. Eu olhei. Era nossa minivan. Bem, não exatamente a nossa minivan, essa era muito mais bonita. Era tão impressionante que brilhava, mas não pelo fato de ser impressionante e sim porque o metal estava quente. Isso explicava porque a grama estava morta ao redor do carro.
O motorista saltou do carro, sorrindo. Parecia ter 17 ou 18 anos. Tinha cabelos loiros, era muito alto, o sorriso brilhante e divertido. Ele vestia um jeans, uma camiseta branca com as mangas arregaçadas e all star branco.
– E aí? — ele estendeu a mão para Will, num hi five. Ele bateu — Thalia Grace! Quanto tempo! Percy Jackson! E... Nico di Angelo! Sinto muito por Bianca!
Nico pareceu muito interessado em seu all star preto, porque passou a encará-lo.
– O que se passa com as Caçadoras da minha irmãzinha?
Thalia e Meg deram um passo à frente, desconfortáveis.
– Senhor Apolo, Despina capturou nossos amigos, entre eles seu filho Will Solace. Nós estávamos no Acampamento Meio Sangue e quando soubemos que estavam em perigo viemos para auxiliá-los, mas agora não temos como voltar.
– Resumindo: vocês foram salva-los — ele aponta para nós — e agora não tem como voltar ao Acampamento!
– Isso!
– Ártemis sabe que vocês saíram? — ele perguntou com um sorriso travesso. Thalia engoliu em seco.
– Hã... Não, mas...
– Acalme-se Thals, não vou denunciá-las! Gosto de garotas rebeldes! — ele sorriu para Meg. Thalia bufou
– Bem, posso levá-los sim. Subam a bordo, meus caros.
Thalia ordenou às Caçadoras que começassem a guardar suas coisas. Ela estava prestes a pegar sua mochila, quando Apolo pulou à frente.
– Eu levo! — ele sorriu e agarrou a mochila dela. Thalia parecia se esforçar para não aceitar.
– Obrigada Senhor Apolo, mas eu estou bem! — ela pegou a mochila das mãos dele. Ele apenas deu de ombros e foi ajudar a mim e a Amanda (n/a Panda: aquela carinha).
– Posso ser caçadora, mas ainda acho Apolo um gato! — pude ouvir Meg sussurrar para Thalia.
– Amanda Levine, certo? — Apolo se aproximou de nós!
– Sim senhor!
– Filha de Hades! Isso a torna minha prima! — ele a abraçou fortemente, depois bagunçou seus cabelos. Ela corou — Adoro parentes bonitas! E Piper McLean, se não me engano! Nos encontramos na ilha de Delos!
– Sim!
– Está ainda mais bonita! — ele pegou nossas mochilas e caminhou alegremente até a minivan.
Todos se acomodaram na minivan, as Caçadoras no fundo, eu, Matt, Sara, Percy, Nico, Thalia, Meg e Amanda no banco da frente e Apolo na frente. Ele olhou para trás e analisou cada um de nós.
– Hum... Você! — ele apontou para Matt — Filho de Atena! Quantos anos você tem?
– 16 (n/a’s: esqueci a idade dele).
– Perfeito! Venha aqui! Vamos ver se é bom mesmo!
Matt torceu as mãos, nervoso. Ele se sentou no banco do motorista e analisou os botões por alguns minutos. Por fim, virou-se para Apolo.
– Já sei! — ele disse timidamente.
– Manda ver!
Apolo encostou-se ao banco e apoiou os pés no painel. Thalia estava encolhida no banco, torcendo a barra da camiseta do Green Day. Nico, Amanda e Percy não pareciam muito confortáveis com a idéia de voar, mas Thalia estava apavorada.
– Fique calma Thalia! — Percy segurou sua mão — Está tudo bem!
Bia, uma caçadora de cabelos loiros e olhos verdes (que aparentemente abominava meninos altamente asquerosos) olhou para Percy, fuzilando-o com os olhos. Tive medo que se Percy olhasse muito diretamente para ela, fosse queimado vivo. Thalia encarou-a.
– Que foi? Ele é meu primo!
Ouvi o barulho de um motor sendo ligado. Matt virou-se para nós.
– Coloquem o cinto!
Ele apertou alguns botões e a minivan decolou. Ele puxou o volante e acelerou. Começamos a ir mais rápido.
– Vá devagar! — Apolo sentou-se no banco — Não queremos nenhuma experiência desastrosa!
Ele piscou para Thalia.
– Desculpe! Nunca dirigi antes!
Ele freou um pouco, mas logo depois começou a acelerar novamente. Em poucos minutos, estávamos bem perto de Long Island, mesmo depois de atear fogo a meia dúzia de árvores e fritar um pato que passava despercebido.
Matt freou bruscamente para estacionar nos campos de morango, mas no último minuto pisou no acelerador sem querer e acabamos capotando e queimando alguns arbustos de morango, o que deixou muitos filhos de Deméter bem irritados.
– Não foi tão ruim! — Apolo apontou para Matt — Sabe Thals, eu queria muito me levantar!
Thalia estava jogada no chão, tremendo, com as pernas em cima de Apolo. Dei a mão a ela e a coloquei sentada no banco. Ela ainda tremia.
Bia estava deitada no banco, com Percy jogado por cima dela. Ela levantou-se rapidamente e passou a mão pelas roupas, como se quisesse tirar a essência infectante de Percy.
Nico estava esparramado no chão, com Will por cima dele (n/a Pudim: aquela carinha novamente). Nos levantamos e saímos da minivan. Um amontoado de gente nos esperava lá fora. Olhei em volta. Todos estavam em silêncio.
– E aí? — comecei, mas fui interrompida por um borrão que passou correndo. Annie abraçou Percy com força e eles caíram.
– Ai meu Zeus! Vocês voltaram!
Todos começaram a se aproximar e se abraçar mutuamente. Hazel espremeu-se pela multidão e chegou até nós. Ela abraçou Nico, ele encostou o queixo em sua cabeça. Depois, ela correu para me abraçar.
– Você está aqui!
– Sim, Leo trouxe eu, Frank, Jason e Reyna. Pra falar a verdade, eles já estão vindo.
De repente, Leo, Jason e Calipso apareceram na minha frente. Leo me deu um abraço apertado.
– Você está viva, rainha da beleza!
– Consegui não morrer.
Calipso me abraçou também.
– Acabei de te conhecer, mas já te adoro. — ela disse. Eles se afastaram e foram falar com os outros. Jason me abraçou bem apertado e depois me beijou.
– Estava com saudades.
Enterrei meu rosto em seu ombro, e ficamos assim por um tempo. Depois ele foi falar com Percy e Nico. Amanda se aproximou de mim, ela não conseguia conter seu sorriso.
– Tinha me esquecido de como esse lugar é bom!
Dan abriu caminho na multidão e correu os olhos por todos até parar em Amanda. Ele correu até ela e a abraçou, levantando-a no ar. Depois a colocou no chão e colou seus lábios no dela.
– Vocês voltaram.
Ele a apertou mais. Era incrível como ele me lembrava Leo. Os mesmos cabelos castanhos bagunçados, o mesmo brilho divertido nos olhos.
Depois que a multidão se dispersou, fui até meu chalé, tomar um banho e me preparar para o jantar, que seria especialmente para nós e Leo, que voltou vivo.
Tomei um banho bem demorado. Voltei para chalé e vesti um jeans bem confortável e a blusa do acampamento. Enquanto calçava minha sapatilha preta, ouvi Drew murmurar para outras garotas que estava feliz que o mundo estivesse a salvo, mas que ela não gostava nem um pouquinho de Amanda e preferia que ela não tivesse voltado. Deitei na cama e falei alto.
– Drew, sinto muito, mas Amanda é muito melhor do que você! Estou cansada, quero descansar, se você pudesse ficar quietinha e não abrir sua boca pra falar asneira, eu agradeceria.
– Nossa, depois dessa, cuspia no chão e saia nadando!
– Cale a boca, Abby. Bem, eu acho que você...
– Espere! — eu apontei para a porta — Lá está quem pediu sua opinião! Vá procurar! E Abby, me acorde na hora do jantar.
Virei para o canto e adormeci.
***
– Piper. Acorde.
Abri os olhos. Abby estava me encarando com seus lindos olhos de cor âmbar.
– Faltam cinco minutos para o jantar.
Sentei na cama e esfreguei os olhos.
– Vamos.
Levantei e me olhei no espelho.
– Você está muito linda.
– Obrigada.
Reuni o chalé e guiei-o até o pavilhão. As mesas dos chalés haviam sumido. No lugar delas, várias mesas com comidas variadas e sofás confortáveis espalhados pelo pavilhão. Avistei todos os sete (Percy, Jason, Leo, Hazel, Frank e Annabeth), mais Amanda, Dan, Matt, Calipso, Nico, Reyna, e Will sentados três sofás próximos, comendo e conversando. Me dirigi a uma mesa, peguei um taco de tofu (que me lembrava os tacos de tofu de Leo) e um copo de suco e me juntei a eles.
– Do que estão falando? – perguntei.
– Amanda disse que sua mãe tem uma casa de campo muito grande e convidou a gente pra ir passar uns dias lá.
– Seria ótimo!
– Eu convidaria Thalia, mas ela disse que estaria com a Caçada.
Continuamos comendo e conversando animadamente sobre outros assuntos. Quíron levantou-se da mesa em que ele estava sentado junto com o Sr. D e bateu os cascos no chão.
– Bem, estamos muito orgulhosos dos nossos semideuses, por resgatarem Perséfone e Angela Levine. Espero que aproveitem seu jantar.
Todos bateram palmas. Alguns minutos depois, nos dirigimos ao anfiteatro para nos reunirmos em volta da fogueira, enquanto os filhos de Apolo tocavam liras e todos cantavam algumas músicas. Depois, Jason me levou até o seu chalé e nós subimos no telhado e ficamos observando as estrelas em silêncio, até ele beijar minha testa e sussurrar:
– Eu te amo, Pipes!
Encostei minha cabeça em seu ombro e ficamos assim por alguns minutos. Então ele me levou até meu chalé.
Vesti meu pijama, sentei em meu beliche e fiquei conversando com Abby no chalé movimentado por várias crianças de Afrodite se arrumando para dormir. Quando as harpias da limpeza começaram a sair para procurar semideuses que ficassem acordados depois do toque de recolher, apagamos as luzes. Encostei minha cabeça no travesseiro e adormeci.
***
Pov: Nico
Meu dia foi normal, como todos os outros.
Acordei, tomei café, pratiquei esgrima com Percy e Jason, depois Will foi ao meu chalé, para darmos um passeio na floresta e conversarmos sobre a missão, mas de repente, tudo mudou.
Eu estava sentado debaixo de uma árvore, apenas relaxando, quando todos começaram a correr para perto dos campos de morango.
Corri atrás deles para ver o que era.
Uma carruagem prateada, puxada pelos mais belos cervos que eu já vira, estava descendo. Alguém puxou meu braço. Amanda estava apavorada.
– O que está acontecendo?
– Acho que Ártemis veio buscar as Caçadoras.
A carruagem pousou. Uma garota de doze ou treze anos pulou dela. Tinha cabelos castanho-avermelhados presos em um rabo de cavalo e olhos estranhos e perigosos, de um amarelo prateado como a lua. Dan apareceu ao lado de Amanda.
– O que está acon... – ele se interrompeu e olhou para a carruagem. Thalia fez uma reverência.
– Lady Ártemis!
– Thalia. Bem, acho o tempo das Caçadoras no Acampamento terminou. Obrigada Quíron, por receber minhas Caçadoras.
– Sempre que precisar, senhora Ártemis.
– Bem, antes de ir, quero fazer uma proposta a uma pessoa que não conheci direito, mas acompanhei-a em sua missão.
Ela se dirigiu a Amanda.
– Amanda Levine. Você é uma garota de grande potencial e de uma personalidade forte. Gostaria de se juntar a caçada. (n/a’s: lembrem-se de que Percy falou pra ela de como Bianca escolheu ser Caçadora.)?
Não! De novo não! Eu já havia perdido Bianca! Não suportaria perder Amanda também! Senti como se o chão ao meu redor estivesse me sugando para baixo. O ar deixou meus pulmões e eu me esqueci de como se respirava. Dan quase tropeçou em seus próprios pés, não pude vê-lo, mas pude apostar que estava quase chorando.
– É uma coisa inesperada. Sei que a senhora não oferece isso a qualquer uma, estou honrada. Eu adoraria ser uma Caçadora – meu coração parou de bater por um segundo, mas Amanda segurou minha mão e a de Dan e a apertou – Mas meu lugar é aqui, com os meus amigos! Uma lágrima rolou pela minha bochecha.
– Bem, como quiser, mas saiba que se resolver mudar de ideia, te receberei de braços abertos.
– Obrigada senhora Ártemis, mas não pretendo mudar de ideia tão cedo!
Ártemis apenas deu um sorriso fraco.
– Como quiser.
Thalia nos abraçou e subiu na carruagem junto com as outras e elas partiram.
Amanda virou-se para mim.
– Você recusou!
– Eu não poderia te deixar! Abracei-a bem forte. Depois, todos se juntaram a nós e demos um abraço coletivo.
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