Notas iniciais
Hey, então, aqui está o capítulos dois de DoR, espero que gostem :3

Capitulo II


Elinys foi levada até a Fortaleza Vermelha, acompanhada pelo Mestre dos Sussurros, Varys não parava de tagarelar nem durante um minuto, tecendo sua teia para todos os lados.

- Soube que esteve com seu pai.

Não foi uma pergunta. Limitei-me a ficar em silencio. Ele falava sobre os últimos acontecimentos do reino, sobre como a Rainha tinha o apoio do Norte, como os Starks ressurgiram do nada, e a forma como grandes casas caíram.

- Não acha irônico? A casa mais rica, e a casa mais populosa, ambas quase completamente extintas? – com o costumeiro sorriso.

A Ladainha do homem já começava a irrita-la, como o pai, Elinys nunca fora muito paciente. Lembrar-se de Jaime deixou-lhe nostálgica, haviam se passado dois anos desde que o vira pela ultima vez. Varys tinha razão no seu comentário, Elinys viveu quase toda a vida com a mãe, em Tarth, lá aprendeu a lutar, manejar a espada, arremessar facas, usar o arco e a lança, foi com a mãe também que aprendeu o valor da honra, mas foi com o pai que aprendeu a usar a mão esquerda, Elynis foi para Bravos quando completou o decimo segundo dia do seu nome para conhecer o pai exilado, o pai regicida. Mas isso é outra história, uma história para mais tarde.

Daenerys Targaryen a esperava, sentada no Trono de Ferro, imponente e orgulhosa como apenas um Dragão pode ser. Vestida a moda Dothraki, algo que não agradava a muitos na corte, ela a recebeu.

- Imagine o meu espanto ao saber que uma Lannister teve a coragem de dirigir-se a Porto Real, principalmente quando eu bani a todos do reino, então diga-me pequena Leoa, o que lhe trás ao meu reino? – o tom de voz dela indicava irritação. Muitos diziam que ao chegar a Westeros, Daenerys era jovem e doce, porem, muito corajosa e justa. Mas tudo que Elinys via era uma mulher amarga, com gênio de Dragão e olhos de quem está a beira de perder o controle.

- Eu não sou uma Lannister, Sua Graça, nunca nem mesmo coloquei os pés em Rochedo Casterly ou mesmo Lannisporto, como Sua Graça bem sabe, fui criada em Entardecer.

- Mas tem o sangue Lannister correndo em suas veias. Não pense que apenas porque poupei aquele seu pai Regicida da morte, o perdoei completamente, a deixei viva por um capricho, por ser apenas um bebê, mas isso foi no passado, então me diga Jovem Leoa, o que faz em Porto Real?

- Servir, Vossa Graça, vim a Porto Real lhe servir. – Não era inteiramente verdade, Elinys nunca poderia dizer o seu real motivo, porém, por enquanto essa meia verdade bastava.

- E o como pode uma Cria de Regicidas servir-me?

- Permita-me ser de sua Guarda Real, e juro que lhe protegerei de qualquer mal.

O silencio que reinava no Grande Salão foi quebrado pela explosão de gargalhadas da Mãe de Dragões.

- Você quer um manto branco? É isso mesmo? – ela disse entre o riso – Foi-lhe concedido o mesmo aos seus pais, e diga-me criança, o que foi que aconteceu com os reis que eles juraram proteger?

Elinys já esperava por essa resposta, mas não podia desistir, ainda não.

- Eu não sou meus pais, dai-me o Manto Branco e lhe provarei minha lealdade, Vossa Graça.

A Rainha a olhou, como se a enxergasse pela primeira vez. Ela sabia o que a rainha via, os cabelos claríssimos os olhos azuis profundos, característicos dos de Tarth, mas ela também via o belo nariz reto, o lábios finos e o rosto delicado de um Lannister, Elinys era mais Lannister do que deseja, mais do que podia.

- Não lhe darei um manto branco, porém, deixarei que me sirva, terá um lugar entre os Guardas da Rainha. Veremos como se portará, mas não se esqueça, Elinys Lannister, no menor dos deslizes corto-lhe a cabeça e dou seus restos para os meus dragões.

Ela falava sério, Elinys podia sentir.

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A garota foi levada para um quarto vazio no alojamento dos Guardas da Rainha, o quarto era pequeno, com apenas uma cama e um baú. Elinys nunca carregava muita coisa com ela, além de suas armas é claro. Um arco e uma aljava, várias facas de arremessos que deixa em uma pequena bolsa junto ao cinto, o punhal que escondia dentro da longa bota de cano alto, e as espadas, seus bens mais preciosos, as duas longas espadas que ganhara de ambos os pais, Caos, que lhe foi dada pelo pai, longa feita de aço valiriano, negra como a noite e fria como o inverno, rustica e que usava com a mão esquerda, o pai sempre lhe dissera para aprender a manejar a espada com ambas as mãos, e que isso um dia poderia salvar-lhe a vida, em contra partida havia Cumpridora de Promessa, que manejava com a mão direita, espada que lhe foi dada pela mãe, e que havia sido de Jaime, e antes mesmo desde havia pertencido aos antigos Reis do Norte, era linda, brilhante e assim como Caos, era fatal.

Após desafivelar o cinto e pendurar todas as armar, Elinys se livrou do manto, corpete e botas e se jogou na cama, o seu futuro a partir de agora era incerto e ela tinha de estar pronta para enfrenta-lo, um novo jogo estava para começar, e ela não seria um simples peão.


Notas finais
Deixem um review dando sua opinião, o que estão bom e que o que acham que precisa ser melhorado, toda opinião é bem vinda ok? obg :3