The Darkness Of The World
3 Capítulo 2- Festival dos Horrores
No dia seguinte, antes da Amy acordar, levantei-me, olhei para o relógio e reparei que faltava um quarto de hora para as 8. Quando fui ter à cozinha, reparei que o Harriet já estava acordado. Era muito estranho, pois quando eu e ele andávamos na faculdade, o Henry chegava quase sempre atrasado.
Mas naquele momento não era muito importante para mim e por isso decidi começar a conversa, dizendo:
–Bom dia Harriet.
–Bom dia, meu. Olha, já que estás acordado, necessito de que me faças um favor. – Informou ele. –Vai ter à antiga mercearia, onde nós reencontrámo-nos naquele dia, e pega no máximo de mantimentos que puderes, ok?
–Entendido –Disse eu.
Depois da nossa conversa, eu fui ter ao quarto onde eu dormi e tentei ser cuidadoso para não acordá-la. Como a minha roupa já estava pendurada numa cadeira, foi só vestir-me, tirar a ligadura no olho e colocar uma pala ao estilo de ‘’pirata’’, pegar num pedaço de pão de forma para comê-lo no caminho e saí da quinta.
Durante o caminho, achei estranho, porque não havia ninguém. Naquele momento, achei que isso era bom sinal, que significava que não usaria os meus poderes. Mas tentei estar sempre alerta, e se alguém tentasse lutar contra mim, tinha a minha navalha escondida num dos bolsos de trás das calças.
Ao chegar à mercearia, comecei a pegar no máximo de comida que podia, mas a comida também não era muita, devido à menor fabricação de comida em Chicago. Quando ia sair do local, um Homem desconhecido mete-se À frente da porta, e quando olho para trás, levo com um pau na cabeça, e desmaio.
***
Ao acordar, reparo que não tenho a pala no olho, e também que estava amarrado a uma cadeira, apenas com as mãos atadas, num local que estava um frio de rachar. O local não era muito grande, tinha aproximadamente 30 metros de comprimento e 42 metros de largura. De repente, aparece um Homem muito alto, com aproximadamente 2 metros de altura, e com uma tatuagem no braço esquerdo a dizer ‘’HC’’. Depois, mais um Homem aparece, também com 2 metros de altura e com uma tatuagem igual à da outra pessoa.
–Olha, o idiota acordou… — Disse o homem que apareceu primeiro. -Vamos obrigá-lo a dizer onde está a sua ‘’cabritinha’’.
Então, o tal dá-me um murro para convencer-me a falar, mas eu continuei sem palavras e tentei arranjar uma maneira de fugir. Depois de poucos minutos a ser esmurrado pelo desconhecido, arranjei uma maneira de me soltar: Eu continuava a sentir a navalha no bolso de trás, e isso significa que eles não repararam em tal coisa.
–Ned, diz ao chefe ‘’HC’’ que ele continua a não falar. – Disse um dos desconhecidos.
–Mas onde é que o ‘’HC’’ está? – Perguntou o Ned.
–Penso que ele está naquele centro militar, no escritório. – Respondeu ele.
Então, o homem chamado ‘’Ned’’ foi-se embora, com alguma rapidez. Naquele momento comecei a pensar do que se tratava ‘’HC’’ e descobri que afinal ‘’HC’’ poderia tratar-se do ‘’Harry Collins’’, pois ele está no centro militar.
–Fica aqui, vou buscar um refrigerante. – Disse o homem alto ao Kyle.
Depois disso, pôs mãos à obra: tentou alcançar a navalha que estava no seu bolso de trás, mesmo sendo um pouco difícil do que ele esperava. De seguida, começa a cortar as cordas com a arma branca.
Quando ele chegou, as cordas já estavam desapertadas, e por isso, com a mão direita, começo a criar uma pequena bola de fogo, e quando ela estava totalmente pronta para ser lançada, lanço-a para a perna do oponente, causando alguns ferimentos. Depois disso, com a minha navalha, corto a garganta do mesmo e tento encontrar a saída daquele local.
Ao chegar à saída, reparo que a porta estava trancada, e a primeira coisa que ocorreu-me à cabeça foi ter com o guarda morto e procurar as chaves da porta nos bolsos. Ao encontrar a chave, dirijo-me à porta de saída e experimento a tal, conseguindo abrir a porta.
Com alguma velocidade, corro até ao centro de militar, passando por todos os obstáculos. Durante o caminho, reparei que a cidade estava a ser reconstruída pouco a pouco, mas aquilo não interessava muito para mim naquele momento, pois o meu objetivo é acabar com o Harry Collins e todas as pessoas que se intrometerem no caminho.
Quando estava quase a chegar, reparei que o local estava um pouco destruído do que o normal. Decidi não infiltrar-me no local militar, pois eu não queria. Entrei pela porta principal, mas notei uma coisa estranha: Não estava ninguém a guardar o local. Foi então que ouvi um grito, parecia de uma mulher, por isso, fui lá ter e deparei-me com um monstro preto, com olhos vermelhos, cabeça com forma de espiral, braços afiados com unhas tão grandes quanto as pernas de um adulto, a comer a pessoa que gritava há algum tempo. Não era uma mulher militar, mas sim da organização Taterik, devido ao uniforme preto com gravata. Naquele momento, senti alguma pena por a mesma, mas tinha de refletir que ela era inimiga. Como o ‘’tal’’ estava distraído com a comida, consegui passar por ele sem problemas.
De seguida, corri até ao quartel principal, onde estaria o General Collins e o líder Taterik. Não sei se já vos disse, mas acho que chamava-se o tal Líder chamava-se Eric Wilkerson, uma coisa assim. Ele já participou em muitas batalhas passadas, tais como a Segunda Guerra Mundial. Dizem-se os mitos que ele só com uma navalha, sorrateiramente, conseguiu matar de seguida uns cinquenta homens sem ser visto. Mas ele acabou por ficar sem conseguir andar para sempre, por causa de uma grande explosão que houve que queimou as suas pernas. Desde então, com 71 anos, continua a ter medo do fogo e por ser tão famoso, criou a sua própria organização e fez uma aliança com os militares de Chicago. Já vos contei a história dele, agora vamos continuar com a minha.
No caminho, vi pessoas a ser comidas vivas por aqueles Monstros horríveis e principalmente, sangue por todo o lado. Como estava distraído com outra coisa, quando ia olhar para a frente, encalho em alguém e reparo que era um dos militares sobreviventes. Ele tinha uma M4, apenas e só isso, e parecia estar muito assustado por voltar a ver-me.
–Primeiro os Mungers e agora a ‘’Criatura’’ volta? Muito obrigado Deus! –Dizia o militar, que levanta-se rapidamente e agarra na sua arma, apontando-a para a minha cabeça. – Agora vou acabar contigo e depois destes imundos! Últimas palavras?
–Vai-te lixar – Disse eu.
Quando ele ia a disparar, reparou que não tinha balas, então aproveitei a oportunidade e queimei-lhe a cara com um simples toque com a mão esquerda. Após achar o tal Gabinete, abro a porta do mesmo e reparo que Harriet tinha dois Revólveres que estavam a apontar para Harry e para o Eric.
–Kyle! Finalmente chegaste! Acaba com estes dois por mim… toma aqui um Revólver. – Disse ele, atirando a arma para eu pegar nela.
Aproximei-me deles, com a arma na mão e o Collins abriu a boca, declarando:
–Esse tal Harriet não é o que parece, ele… -Essas foram as suas últimas palavras, antes de o meu amigo disparar contra o Harry e contra o Eric.
–Kyle… Agora vais ser tu… -Disse ele, rindo-se maleficamente e quando eu olhei para o mesmo, pega num taco de baseball e acerta-me na cabeça, fazendo eu ficar inconsciente.
Quando acordei, estava um pouco tonto, sentia que o mundo estava a andar às voltas. Senti o chão muito macio, era muito invulgar. Olhei para o meu lado esquerdo, e vi apenas areia e as ondas que às vezes tocavam-me. Decidi levantar-me e percebi que estava mais fraco que o normal e que alguma coisa tinha acontecido. Naquele momento, só pensei no plano para vingar-me do sacana do Harriet. Nem podia acreditar que ele me tinha traído. Antes de fazer alguma coisa e descobrir onde eu estava, tentava obter todas as razões de ele me ter traído, mas nenhuma delas dava sentido.
Depois, apercebi-me que estava numa ilha ou num país diferente, pois Chicago era muito raro ter um local tão tropical como aquele que eu me situava. Então, muito lá fundo, vi um barco a afastar-se da ilha, por isso decidi usar uma prancha de fogo para alcançá-lo. Fi-lo a alguma velocidade, e como estava tão fraco que a um quarto do caminho, caí na água. Ao cair na água, tentei nadar até à costa o mais rápido possível e quando lá cheguei, decidi encontrar alguma árvore de fruto para comer alguma coisa. Por sorte, encontrei uma laranjeira que ainda tinha algumas laranjas. Peguei em todas, mas não eram muitas, eram umas 5 laranjas. Então, decidi que se não encontrasse comida, iria comer apenas um pedaço de laranja por dia, para não ficar com muita fome. Mas isso não iria acontecer, pois eu ia investigar o local, e pensei que talvez lá encontrasse mais comida.
Quando fui investigar, peguei em todos os objetos possíveis para fabricar uma ponta de lança para caçar uns peixes ou os animais da ilha e passados 2 dias, consegui completar a arma, mas mesmo assim, não tinha encontrado nenhuma coisa comestível. Ao andar pela floresta, as minhas roupas ficaram com rasgos enormes, e o meu cabelo e a barba cresceram um pouco.
No segundo dia, quando estava à procura de animais para comer na selva, avistei uma preguiça deitada sobre um arbusto. Aquele animal fora o primeiro que eu encontrei desde que fui parar à selva, por isso, estava muito aliviado. Como eu não queria gastar os seus poderes e eles não estavam muito bons, decidi usar a lança para acertar nele. Consegui acertar no animal, pois ele nem se mexeu. Agora já tinha alguma coisa para comer, o que me deixou muito contente.
No caminho para a ilha onde estaria o meu acampamento, vi os arbustos a abanarem, então, com a lança apontada para o arbusto, andei lentamente para ver quem era e quando estava a um metro do mesmo, um homem e uma mulher aparecem, com arcos e flechas. Eles tinham roupas feitas de árvores da floresta, e marcas na cara e no tronco.
–Desculpe-me, não queria incomodar-vos. Eu sou o Kyle, Kyle Watson e não estou aqui para magoar-vos. Eu vim parar para esta ilha não sei como. Por acaso têm um acampamento e comida? – Disse eu.
A mulher começou a falar numa língua que eu não conhecia e fez o sinal para segui-los e foi o que fiz. Quando chegámos ao acampamento, nem queria acreditar: Tinham muitas pessoas, comida, água para beber e tendas para se abrigarem. Naquele momento, senti-me aliviado, mas o problema daquilo tudo é que não falavam a minha língua e isso iria ser um problema para conseguir comunicar com eles. Foi então que reparei que todos estavam a apontar armas para mim e os dois que me encontraram levaram-me para uma forca. Um ‘’índio’’ começou a prender-me as mãos com um laço e meteram-me em posição. Comecei a ficar sem ar, e suspeitei que tudo iria acabar naquele momento. Nunca mais iria ver a Amy, nem nunca iria vingar-me do Christopher. De repente, um misterioso(a) atira uma lança e faz com que a corda da forca se parta. Então, dou um murro num individuo e pego no seu arco e na sua flecha. E corro até aos arbustos. Um deles atira uma seta que acerta nas minhas costas e faz-me abrandar. Mesmo assim, consegui agarrar no arco e tive o poder suficiente para fazer com que a seta ardesse e então, eu faço pontaria para um bando de índios e vejo eles arderem vivos. Senti-me tão bem que não me importei com eles.
Depois de atirar a tal seta, procuro o(a) misterioso(a). Fui até ao local onde vi a lança a acertar na corda da forca e vi pegadas e então segui-as. Quando as pegadas pararam de aparecer, vi uma pessoa e não podia acreditar: Era a Amy.
–Amy! Salvaste-me a vida! Obrigado! – Disse eu, contente de a ver.
Ela foi ter comigo, abraçou-me e deu-me um beijo na boca. Agora que a tinha encontrado, agora só faltava vingar-me do Harriet.
–Como é que foste parar aqui?
–Não sei, mas a última vez que lembro-me de alguma coisa foi de estar na quinta, o Henry aparecer lá, nós bebemos um chá e depois desmaiei. –Disse a Amy.
–Aquele sacana deve te ter envenenado o chá… mas estás bem?-Perguntei eu.
–Sim, estou bem, não te preocupes. – Disse ela, sorrindo. –Tu tens um acampamento? É que eu não tenho, pois o meu foi incendiado por eles. Bem, temos de começar a fugir, senão eles ainda encontram-nos. Vai à frente, vamos para o teu acampamento.
De seguida, nós fomos ter ao local e quando chegámos, descansámos um pouco deitados na areia, pois estava a anoitecer. A minha tenda ainda não estava terminada, mas mesmo assim, dormimos numa espécie de um tapete, a ver a grande lua e as estrelas.
Passados 2 semanas, o local já estava mais desenvolvido: a tenda já estava maior e completa, tínhamos mais armas, tínhamos alguns animais na floresta, tínhamos uma fogueira e roupas feitas de folhas. Tudo parecia estar a mudar, mas sentíamos falta da cidade, mesmo que aqueles Mungers, aqueles Ukitters e o traidor do Harriet estivessem lá.
No meio da tarde, eu estava a admirar o lindo mar azul. Houve um momento em que ouvia andorinhas, e por isso fiquei atento, para caçar algumas. Passado pouco tempo, avisto a ave e com alguma rapidez, peguei num arco feito de madeira das árvores e algumas folhas para agarrá-lo. O fio era feito da ‘’corda de enforcamento’’ do antigo acampamento dos índios.
Bem, vamos lá passar para a ação: Eu peguei num arco e numa flecha, e a lâmina era feita de uma pedra afiada. Fiz pontaria para a ave, e como a mesma deslocava-se depressa, não acertou-lhe. Fiquei muito furioso, pois havia algum tempo que não comia carne. Como a flecha não tinha acertado, ao chegar a uma certa altura, ela começou a cair para o chão. Olhei para o objeto e comecei a correr para um local seguro e quando ela caiu na areia, senti um grande alívio por não ser atingido. O objeto felizmente estava intacto, por isso decidi tentar novamente a sorte.
Fixei-me noutra gaivota, peguei na flecha e acertei mesmo em cheio na cara, e como se diz nos estados Unidos, foi um ‘’Head Shot’’. Quando o cadáver caiu no chão, peguei nele e mostrei à Amy. Ela estava dentro da tenda, por isso tinha de entrar na mesma, com cuidado com o sangue derramado do animal. Investiguei a tenda inteira, mas não encontrei ninguém. Finalmente, encontrei um pedaço de papel a dizer o meu nome, que parecia ser a caligrafia dela. Li-o, e percebi que ela tinha ido buscar alimentos na selva. Fiquei aliviado, pois por momentos, tinha pensado nas coisas horríveis que podiam ter acontecido a ela. Então, decidi deixar a gaivota na tenda e continuar com a minha caça. Quando fui ver, nenhuma aparecia, por isso decidi usar uma ponta de lança para caçar uns peixes.
Passado algum tempo, comecei a achar estranho, pois ainda não tinha aparecido. Por isso, após caçar uns 5 peixes, dirigi-me à selva. Mas, comecei a ouvir passos, e por isso decidi esconder-me atrás de um arbusto. Vi duas sombras a aproximarem-se à praia onde eu tinha o acampamento e por isso, estava preparado para atacar. Saltei para um dos indivíduos e quando estava quase a dar-lhe um murro, olhei para a outra pessoa, e vi que era a Amy.
–Amy, podes explicar-me uma coisa? Quem é esta rapariga? – Disse eu.
–É uma amiga que eu encontrei na selva enquanto encontrava alimentos, por isso não era necessário saltares para cima dela. –Disse a minha namorada, e logo depois, levantei-me e deixei a desconhecida levantar-se. Ela parecia tímida, e desde então, não tinha ouvido ela falar nada. –Aliás, ela diz que tem uma jangada e pode levar-nos para os Estados Unidos! Bem, perto dos Estados Unidos…
–Mas e se ela tiver a dizer mentira? –Perguntei eu, dando uma hipótese.
–Eu não estou a dizer a mentira. Juro por tudo o que houver de mais sagrado. –Disse a desconhecida. –Ah, ainda não me apresentei… Sou a Natalie, e há seis meses que ando a construir a jangada. Eu sou do Canadá, Toronto, e estou disposta a dar-vos indicações concretas para chegarem à vossa cidade.
–Espero que estejas a dizer a verdade… Porque se não… a tua cabeça vai viajar mais longe do que o teu tronco… -Disse Kyle, ameaçando-a para ela não fazer qualquer coisa estúpida.
Pegámos alguma comida, pelo menos a comida necessária para comer na jangada, e eu segui-a, ainda com algum receio. A viagem foi muito longa até ao ‘’barco’’, pelo menos tão longa para começarem a doer-me os pés. Quando lá chegámos, doía-me todo o corpo devido aos carregamentos de mantimentos. Finalmente, após aqueles dias todos, eu ia voltar para Chicago, e vingar-me do idiota…
A tal ‘’Natalie’’ puxou uma grande jangada até ao mar, até perguntei-lhe se queria ajuda, mas ela apenas ignorou. Quando tudo estava pronto, pegámos nos alimentos, pegámos nas pás de remar e metemo-nos na jangada, começando uma ‘’aventura’’. Uma remei de um lado, e a rapariga que tinha acabado de conhecer, do outro. A Amy segurava nos alimentos, e certificava-se que nenhum deles caía na água.
Durante o caminho, não falávamos nada, metíamo-nos num silêncio absoluto, e tudo o que poderíamos ouvir, era o som do mar.
Dia após noite, e nunca mais chegávamos. Claro que era difícil chegar ao Canadá sem pelo menos ter passado uma semana. A comida já ia escasseando, por isso tínhamos de racioná-la um pouco. A minha barba crescia como sei lá o que, parecia um daqueles homens das cavernas. As minhas mãos começara a ficarem muito cansadas, por remar dia e noite, e por não dormia absolutamente nada. Se nós adormecêssemos só por um pouco, poderíamos cair à água ou até mesmo afogar-nos. Esqueci de vos dizer, mas aquela ilha em que eu estava e a Amy também, chama-se ‘’Dutch John Bay’’.
Passado 1 mês e uns quantos dias, finalmente tínhamos chegado a Toronto. Eu nunca lá tinha ido, por isso admirei-me com a cidade. Quando chegámos finalmente a terra, seguimos a Natalie, e fomos comprar alguma comida. Por sorte, tinha uns 70 dólares na carteira no meu bolso. Fomos mudar os dólares americanos para Dólares canadianos, comprámos roupa e comemos uns hambúrgueres num ‘’Burger King’’ e depois, a Natalie arrombou a sua casa, pois tinha se esquecido onde pusera as chaves e dá-nos metade do dinheiro. Eram 1000 dólares canadianos, mas era melhor que nada.
–Bem, vou vos explicar para onde devem ir: Devem seguir o Lago Ontário, indo de seguida para o rio do Niagara, seguir o Lago Erie, ir para o Lago Huron e depois seguir para sul no Lago de Michigan. Desejo-vos boa sorte. –explicou Natalie, despedindo-se deles.
Depois daquilo, foi a última vez que a vi. Pergunto-me se ela ainda está viva, mas isso não interessa agora… Vamos lá continuar a minha história.
Depois daquilo, chamei o primeiro táxi que vi e entrámos no carro. Eu disse que queria ir para o local onde têm os iates e tal. Era a primeira vez que entraria num barco. Eu naquele momento só esperava que não enjoasse e que não acontecesse a mesma coisa como a tragédia de ‘’Titanic’’. A meio do caminho, aproveitei para ver a cidade de Toronto. Sinceramente, acho que ela é mais bonita de Chicago. Claro que é, agora que está praticamente destruída, ironicamente, acho que ela ainda está mais linda… Enfim… quando chegámos, comprámos os bilhetes, que custaram 400 dólares cada pessoa. Sinceramente, acho que 400 dólares, não é uma pechincha. Quando lá entrámos, só tínhamos um par de roupas, por isso, durantes a viagem, tínhamos de usá-las sempre. Tudo estava pago, até a alimentação. Por isso, pensei em aproveitar para comer tudo o que ver que seja ‘’delicioso’’, não vou comer por exemplo, uns sapatos de uma pessoa. O barco não ia ‘’aterrar’’ mesmo em Chicago, por isso foi o que me irritou mais. Mas, pelo menos, iria ser próximo de lá e durante a viagem, iria ter tempo para passar um tempo com a minha namorada. Vimos o iate quase todo: O bar, a piscina, o restaurante, o casino e muito mais. Quando chegámos ao nosso quarto, estávamos exaustos. De repente, a Amy toca-me no ombro, e eu viro a cabeça.
–Kyle, tenho de te dizer uma coisa… -Disse ela. –Eu… Eu acho que estou grávida…
–O quê?-Disse eu, espantado.
–Tu lembras-te, daquele dia…
–Essas são as melhores notícias que eu já tive… -Disse eu. –Mas o que me preocupa é que se ele pegar os meus genes... Ele pode ter poderes, como eu, e acho que nem tu gostarias que isso acontecesse, não é?
–Eu não me importo. Desde que tu ensines a usar os poderes para ele ou para ela… -Disse a mesma. –Tenho um teste de gravidez que eu peguei há pouco, vamos lá a ver se dá positivo, não é…
Entrou na casa-de-banho do quarto e eu apenas esperei sentado na cama, muito impaciente. Um bebé, claro que iria dar problemas, porque eu tinha planeado engravidar a Amy depois da vingança, e primeiro, tínhamos de casar. Enfim, mesmo assim, iria ficar muito feliz.
Quando saiu da casa-de-banho, levantei-me logo, e ela mostrou-me o teste, que dizia positivo. De seguida, fui ter com ela e abracei-a.
–Prometo tirar as fraldas dele ou dela, quando for necessário… ou quando tu tiveres fora… -Disse eu.
–Sim, sim, estou a imaginar-te a tirar fraldas de um bebé… Mas já que o dizes, também podias dar sempre uma ajudinha e tal. –Disse a ‘’Taylor’’.
Depois disso, saímos do quarto do iate e fomos a uma festa no segundo andar e já que haviam 3 andares e nós estávamos no segundo, tínhamos de percorrer algum caminho. A festa era ao ar livre, cheio de bebidas alcoólicas, bêbedos e coisas desse tipo. Havia também uma piscina e um jacuzzi, mas como não tínhamos ‘’fato-de-banho’’, decidimos nem lá entrar.
Quando fomos até à festa, pedi um whiskey e a Amy um vinho. Estávamos a divertir-nos muito. De repente, cinco homens com capuzes mostram as suas armas 9mm e apontam em todos os lados. De seguida, um deles diz:
–Mãos no ar! Se não quiserem ser mortos! Deem todo o dinheiro que tiverem nos bolsos, quero tudo aqui nesta mesa. Se alguém tentar alguma coisa estúpida, irá morrer!
Sorrateiramente, agarrei na mão da Amy e descemos até ao segundo andar. Quando chegámos ao quarto, disse para ela trancar a porta. Ela demorou algum tempo a concordar comigo, pois iria ficar preocupado comigo. Mesmo assim, tinha de arriscar. Aquele dinheiro que eu tinha deveria ser de chegue para começar a sustentar a minha família e claro que não iria dar nem um cêntimo aos ladrões. Corri até ao terceiro andar e escondi-me atrás de uma mesa. Não era muito protegido mas era o melhor que eu tinha. Os ladrões estavam espalhados pelo quinto andar para ver se toda a gente tinha pousado o dinheiro na mesa. Um deles dirigiu-se a mim, a dizer:
–Não me lembro de tu pagares, dá-me o dinheiro já ou disparo contra ti!
–Calma aí os cavalos, idiota, porque quem aqui é o sheriff, sou eu! –Disse eu, dando um golpe na arma para ela cair no chão. Quando ele iria pegar na arma, dou-lhe uma cotovelada no tórax e pego rapidamente na arma. Disparo contra a cabeça dele e alerto todos os fora-da-lei. Escondo-me atrás de um balcão de bebidas e foi assim que o espetáculo começou… Vejo as balas, e reparo que tem umas 12 balas. Não eram muitas, mas eram as necessárias para matá-los. Vejo um deles a aproximar-se ao balcão e disparo contra o pulmão esquerdo dele, impedindo que respirasse e que movesse-se tão facilmente. Aproveitei para pegar na sua arma e outro deles atinge-me uma bala no braço esquerdo. Pego rapidamente na arma com a mão esquerda e volto a esconder-me na bancada. Aquilo doía como o caraças, nem consigo imaginar a dor que aquilo fazia. Mesmo assim, tinha conseguido mais 5 balas, e outra arma. Apesar da dor imensa, decidi pegar nas duas, uma na mão esquerda e outra na direita. Primeiro, matei o ladrão que fora atingido há pouco tempo. Depois, mato os outros três com facilidade e apenas restava um. Disparei-lhe contra a mão, o que deixava-o desarmado. Aproximei-me dele, vendo as pessoas a fugir para os outros andares, e ficara apenas ele e eu, No momento em que ele pega na arma, disparo contra ele no cérebro. Senti uma enorme dor no tórax, e vejo que estou a sangrar também no tórax. Depois disso, de tanto sangue libertado, perco os sentidos e fico inconsciente.
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